Vivemos uma conjuntura de agravamento das perseguições sobre o(a)s lutadore(a)s que ousam questionar as amarras da opressão do sistema capitalista. Tem aumentado os casos de perseguição política em nossas instituições de ensino, desde a banalização da abertura de PAD (Processo Administrativo Disciplinar) a abertura de ações do Ministério Público e processos policiais.

Na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) foi aberto inquérito policial contra o professor André Mayer, coordenador da Liga dos Comunistas – Núcleo de Estudos Marxistas/UFOP, e também presidente da Adufop Seção Sindical do ANDES-SN, que representa o(a)s docentes da Instituição. Neste caso, a acusação é em desobediência em virtude de uma decisão proferida no ano de 2013, por um juiz federal do Maranhão, que “cassou” o Programa de extensão: Centro de difusão do marxismo (CDC-UFOP), vinculado ao Curso de Serviço Social, que organizava e articulava ações de extensão – que contemplavam as dimensões de ensino, pesquisa e extensão, próprias a uma Universidade Federal Pública. O Centro de Difusão do Comunismo foi fechado e agora o mesmo professor enfrenta nova perseguição/ação por continuar a pesquisar e ensinar tendo o marxismo como fundamento teórico-metodológico.

Casos semelhantes de perseguição judicial e policial acontecem com outro(a)s docentes, técnico(a)s e estudantes em razão da militância política e social em defesa da universidade pública e do direito de organização desses segmentos que compõem a comunidade universitária.

O ANDES-SN repudia todas as ações oriundas de administrações universitárias, da justiça e dos Ministérios Públicos, que tenham por finalidade perseguir trabalhadore(a)s ou estudantes e enfraquecer a luta por uma sociedade justa, privilegiando assim, os interesses do capital de contenção dessa luta.

Ante ao exposto, expressamos nossa solidariedade e nosso apoio ao professor André Mayer e a todo(a)s militantes que não se intimidam e se mantém, junto com os movimentos sociais, entidades classistas e movimento estudantil, na luta intransigente pela educação pública, gratuita, laica, socialmente referenciada e de qualidade.

Não nos calarão! Seguimos na luta!

Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional
Brasília,14 de novembro de 2017