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Esclarecimento da DGRH sobre aplicação do subteto nos salários

Em novembro de 2013, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou o congelamento dos salários até que a parcela que excedesse o valor do subsídio do Governador do Estado de São Paulo fosse absorvida por futuros reajustes. A medida, portanto, impede a aplicação de futuros reajustes, mas não implica em “corte” ou “redução” dos valores que ultrapassam o subsídio, que decorrem de direitos adquiridos pelos servidores públicos.
A Reitoria, em abril de 2014, cumprindo a decisão do TCE congelou todos os salários nesta condição e o valor congelado passou a constar no demonstrativo de pagamento como 1885 PARCELA EXTRA TETO TC, apenas em caráter informativo.
Em julho de 2014, a Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) obteve decisão judicial, extensiva a toda categoria docente, que suspendeu os efeitos da determinação do TCE e o valor excedente ao subsídio do Governador passou a constar nos demonstrativos de pagamento com a denominação 1894 – DET JUDICIAL RED CONST, também em caráter informativo.
Com a decisão proferida no acórdão de 03 de agosto de 2015 pela 6º Câmara de Direito Público do TJSP, referente ao processo 1016686-14.2014.8.26.0114, esclarecemos:
O referido acordão reitera a decisão do TCE de congelar os salários acima do valor do subsídio, impedindo novos reajustes, mas garante a manutenção dos valores decorrentes de direitos adquiridos.
Sendo assim, a partir da folha de pagamento da competência agosto de 2015, a parcela referente aos reajustes e vantagens concedidos a partir de maio de 2014, que antes constava como 1894 – DET JUDICIAL RED CONST, em caráter informativo, passará a ser descontado através do evento 1890 – REDUTOR CONSTITUCIONAL. A parcela referente aos direitos adquiridos permanecerá sendo paga, apresentando-se apenas como valor informativo, no evento 1885 – PARCELA EXTRA TETO TC, não caracterizando desconto.
Informamos ainda que serão mantidos para os docentes os pagamentos de plantões e verbas assemelhadas, decorrentes da prestação de serviço extraordinário, ainda que ultrapassado o valor do subsídio do Governador.
Concluindo, os salários da Universidade que em abril de 2014 não estavam acima do valor do subsídio do Governador e, portanto não foram congelados, estão limitados ao valor do referido subsídio, atualmente em R$ 21.631,05 (vinte e um mil, seiscentos e trinta e um reais e cinco centavos) e a parcela da remuneração que vier a ultrapassar este valor será descontada dos vencimentos através do evento 1890 – REDUTOR CONSTITUCIONAL.
Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail atenderh@unicamp.br ou ramal 14818.




ADunicamp pede esclarecimentos ao TJ sobre decisão que proíbe pagamento integral de salários

O Departamento Jurídico da ADunicamp ingressou com Embargos de Declaração no TJ (Tribunal de Justiça) pedido esclarecimentos sobre a sentença proferida, em 3 de agosto passado, pela 6ª Câmara de Direito Público do tribunal.
A sentença do TJ suspendeu a liminar que garantia o pagamento integral das remunerações para os docentes que recebem acima do teto salarial e manteve decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública, que julgou procedente o pagamento apenas para os docentes que recebem verbas extraordinárias, como plantões.
Assim que os Embargos forem julgados, a ADunicamp avaliará a possibilidade de ingressar com um Recurso Extraordinário no STF (Supremo Tribunal Federal) contestando a sentença do TJ na tentativa de garantir a integralidade dos pagamentos.




Assédio Moral na Unicamp. Ação do Ministério Público revela a ponta do iceberg

imagem_siteA Unicamp deve renovar, até 25 de agosto, o acordo coletivo firmado com o STU e o MPT (Ministério Público do Trabalho) em 2007 e assinar um novo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que estabeleça normas rígidas para combater o assédio moral a professores, funcionários técnico-administrativos e alunos na universidade, sob pena de ser indiciada em uma ação civil pública.
A determinação, com prazo máximo de 60 dias para ser cumprida, foi expedida em 25 de junho pelo MPT de Campinas, com base em denúncias apresentadas durante Audiência Pública realizada em 24 de junho. Mais de 250 professores, funcionários técnico-administrativos e alunos participaram da audiência e 20 deles se manifestaram publicamente e apresentaram relatos sobre assédio sofrido por chefias imediatas ou colegas.
O MPT iniciou a investigação sobre assédio moral na Universidade há cinco anos, quando o STU encaminhou denúncias sobre tratamento humilhante contra vários funcionários.
Ao longo das investigações, surgiram outras denúncias envolvendo professores e funcionários de diferentes órgãos administrativos, hospitais, faculdades e institutos e dos colégios técnicos.
Ponta do iceberg
Os depoimentos e denúncias apresentadas durante a audiência pública, somados aos diversos relatos feitos por docentes à ADunicamp e pelos funcionários técnico-administrativos ao STU no dia a dia, mostram que as investigações em curso revelam apenas a ponta do iceberg. Diversas práticas, muitas vezes incorporadas na rotina de trabalho de algumas chefias e Unidades, configuram assédio moral sem que vítimas e autores se deem conta disso.
Em 2007, no acordo coletivo, a Reitoria compromete-se a adotar diversas medidas de combate ao assédio moral. No entanto, o MPT afirma que Universidade não tem cumprido as ações estabelecidas no acordo, por isso determinou a assinatura do novo TAC, que deverá fixar obrigações e normas precisas para o combate ao assédio moral na Universidade.
Em julho, o MPT deverá realizar uma nova audiência com as entidades representativas dos professores, funcionários técnico-administrativos e estudantes, para discutir uma primeira minuta do TAC. Em agosto, o Ministério pretende realizar uma nova audiência aberta ao público, para a discussão final e assinatura do documento.
ADunicamp atenta
A ADunicamp tem acompanhado atentamente as denúncias que envolvem os professores, inclusive disponibilizando o Departamento Jurídico da associação para o encaminhamento de ações e demandas.
Recentemente, a diretoria da ADunicamp, em conjunto com STU e DCE da Unicamp, iniciou tratativas com a Reitoria para combater os casos de assédio na Universidade e, sobretudo, evitar que essa prática ocorra. Uma das orientações é o desenvolvimento de campanhas que busquem esclarecer tanto as vítimas quanto os assediadores e também os colegas de trabalho, para que possam identificar quando um assédio está em curso, as medidas a serem tomadas para o combate a essa prática bem como as consequências para quem pratica tal ato.
Os próprios representantes da Reitoria da Unicamp presentes na audiência pública disseram desconhecer a extensão das ocorrências de assédio moral dentro da Universidade, de acordo com relato do procurador do Trabalho Eduardo Luís Amgarten, responsável pelas investigações. “Os representantes afirmaram, após a audiência, que desconheciam os fatos relatados e se disseram ‘estarrecidos’ com o que ouviram”, informou Amgarten. Ainda segundo Amgarten, os representantes da Universidade disseram que a Reitoria estaria “inteiramente disposta a regularizar a situação”.
Em abril, a ADunicamp publicou um boletim especial sobre o tema, com informações sobre a ocorrência e a multiplicação desses atos dentro do ambiente acadêmico, e orientações sobre como se comportar diante deles (cf. Assédio Moral no Ambiente Acadêmico no endereço http://www.adunicamp.org.br/?p=678). O boletim já informava sobre o grande crescimento de casos na universidade. A expectativa da ADunicamp hoje é a de que, a partir dos últimos fatos, sejam tomadas medidas concretas de combate ao assédio moral na Unicamp, indo além do mero discurso nesse sentido por parte da administração da Universidade.
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Assédio moral é crime
A decisão do MPT (Ministério Público do Trabalho) de determinar a assinatura do TAC pela Unicamp foi baseada na Lei Estadual nº 12.250, de 2006, que considera prática de assédio moral na administração pública Estadual “toda ação, gesto ou palavra praticada de forma repetitiva por agente, servidor, empregado, ou qualquer pessoa que, abusando da autoridade que lhe confere[m] suas funções, tenha por objetivo ou efeito atingir a autoestima e a autodeterminação do servidor, com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público e ao próprio usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidade funcional do servidor”.
No boletim Assédio Moral no Ambiente Acadêmico, publicado em março e disponível no site da entidade (http://www.adunicamp.org.br/?p=678), a ADunicamp mostra que relatos e denúncias de assédio moral no ambiente acadêmico têm se multiplicado e merecido atenção redobrada de pesquisadores e de sindicatos e associações representativas de professores e funcionários das universidades brasileiras.
Especialistas no tema apontam que, em grande parte, o aumento das denúncias está diretamente ligado ao maior acesso dos trabalhadores à informação sobre a realidade do assédio moral.
Prática antiga
O assédio moral é uma prática antiga, mas é comum a confusão sobre o que é e o que não é assédio moral. Muitas vezes, as vítimas não têm consciência de que estão sofrendo assédio e acabam achando que os problemas enfrentados no trabalho são de sua responsabilidade.
Da mesma forma, é muito comum que as vítimas, por medo, neguem até as doenças e perturbações psicológicas causadas pelo assédio moral e evitem se afastar do assediador. Em alguns casos, apontam os especialistas, as vítimas trabalham mais intensamente e, principalmente, sentem-se culpadas, responsáveis por aquilo que se passa com elas.
O acesso à informação nos diversos ambientes de trabalho tem sido decisivo para mudar esse quadro.
Assédio cresce na Academia
O professor Roberto Heloani, da Faculdade de Educação e do IFCH, da Unicamp, afirma: “A academia é um dos locais de trabalho em que se observa maior crescimento do assédio moral vertical e horizontal. E isso ocorre, não porque as pessoas se tornaram melhores ou piores, mas porque o novo modelo de gestão e avaliação profissional, já largamente implantado nas universidades privadas, se consolida rapidamente também nas públicas e semipúblicas. É o gerencialismo que chegou com toda força na administração pública, em geral, e na Universidade, em particular”.
O assédio, diz Heloani, “não é uma questão pessoal, do bonzinho e do mal. O assédio tem relação com a forma de se organizar o trabalho, as avaliações, as equipes e metas. Quando as pessoas são vistas como coisas, o desrespeito é a regra… Infelizmente, nesses 16 anos de pesquisas nessa área, afirmamos, com absoluta certeza: muitas vezes o assédio é utilizado para livrar-se dos indesejados. Ou melhor, é uma tortura psicológica que tem por objetivo expulsar subordinados ou mesmo colegas do ambiente laboral. Ao contrário do que se imagina, o assediado – não raro- é um excelente funcionário ”.
Leia aqui a integra do boletim “Assédio Moral no ambiente Acadêmico” aqui
Os relatos e denúncias de assédio
Várias denúncias de assédio moral foram apresentadas publicamente ou encaminhadas por escrito ao Ministério Público do Trabalho na Audiência Pública do dia 24 de junho. Elas envolvem professores, alunos e funcionários de diversas unidades administrativas e de ensino e pesquisa e hospitais da Unicamp, chamando a atenção o número de relatos acontecidos no COTIL. Isso não implica que nas unidades onde ainda não houve denúncias os problemas não ocorram, pode ser que nesses locais não tenha sido atingido o ponto crítico em que o próprio medo de denunciar é superado pela gravidade da situação. Mas não se pode negar o fato de que, se uma única unidade é responsável por cerca de um quarto das denúncias formalizadas na audiência, como é o caso do COTIL, algo muito sério está ocorrendo por lá, com prejuízo para a reputação da Universidade como um todo.
Veja, abaixo, algumas das denúncias apresentadas na Audiência Pública, e como elas se relacionam com outros casos que já chegaram ao conhecimento da ADunicamp.
Forçada a pedir redução de jornada
Uma professora relatou que, diagnosticada com colite crônica de fundo emocional, foi forçada a faltar algumas vezes ao trabalho e passou a ser duramente pressionada por sua diretora acadêmica e pela chefa do departamento. As pressões agravaram seu estado de saúde, aumentando ainda mais o que ela chamou de “hostilizações” da chefia. Ela relatou que a hostilização da chefia era antiga, vinha desde 2003, e atribuiu a perseguição ao fato de pertencer a uma tendência política diferente daquela que estava na direção de sua Unidade. A professora disse que chegou a ser ameaçada de demissão e, por fim, acabou forçada a pedir redução de jornada e de seus rendimentos.
Legislação distorcida
Dois professores relataram que, em 2012, assim que começaram a trabalhar, foram impedidos pela direção de serem enquadrados na carreira de acordo com suas titulações. O primeiro argumento utilizado pela chefia para o impedimento foi, contaram eles, uma interpretação distorcida da legislação: a de que o edital da contratação deles não previa o enquadramento imediato e que havia “uma lista” de professores à espera, antes deles. E a segunda justificativa foi inteiramente subjetiva, tendo por base o argumento de que eles ainda não haviam “dado sangue pelo colégio”. Mas a carreira dos colégios técnicos, para a qual os dois professores foram aprovados, não prevê lista alguma para o enquadramento por titulação, como ficou comprovado pelo fato de que, contrariando a pressão da diretoria, eles protocolaram o pedido de enquadramento e foram imediatamente atendidos pela Universidade. Tem-se aqui um exemplo de prática corrente também em outras Unidades, quando pessoas com funções de gestão agem como se o mandato ou a função que assumiram lhes desse liberdade para tomar decisões autocráticas, desconsiderando as normas específicas da própria Universidade e/ou as leis mais gerais do Estado ou da União. Isso ocorre, por exemplo, quando um funcionário se nega a receber documentação apresentada segundo os parâmetros de forma ou prazo, ou a assinar protocolo de recebimento; ou quando um coordenador ou diretor não coloca na pauta de colegiados assuntos de interesse de seus desafetos, alegando falhas inexistentes etc.; em suma: quando se alegam falsas dificuldades ou se incorporam procedimentos não pertinentes que, de modo objetivo, prejudicam os interessados, a contrapelo das normas e leis vigentes.
A ADunicamp tem conhecimento de vários casos como esses, alguns deles já com encaminhamento judicial, outros no aguardo do momento oportuno. O ideal seria que medidas dessa natureza não fossem necessárias, pois, evidentemente, as atitudes que as originam, além de causar “grandes prejuízos com danos ao ambiente de trabalho, ao serviço prestado ao público e ao próprio usuário, bem como à evolução, à carreira e à estabilidade funcional do servidor”, nos termos da supracitada Lei Estadual nº 12.250, de 2006, geram enormes custos com os intermináveis processos judiciais que a Instituição tem de enfrentar e acaba por perder, sem que os responsáveis diretos (os assediadores, no caso) venham a ser diretamente responsabilizados.
Desqualificados publicamente
Um grupo de professores denunciou que, em 2014, foi publicamente desqualificado pela diretoria, depois de propor um projeto de seminário sobre os 50 anos do golpe que deu início à Ditadura Civil-Militar brasileira. Em reunião com o departamento dos professores envolvidos, a direção proibiu a realização do evento, desqualificando não apenas a iniciativa, mas também os professores que a propunham. Os professores relatam que, a partir daí, houve intensa difamação contra eles.
Retaliações e perseguições
Outros professores relataram diversas ocorrências de retaliações e perseguições, que vão desde a negação de pedidos de afastamento para participação em encontros internacionais até a imputação de faltas inexistentes, ou a proibição de acesso a material de trabalho – com a não entrega das chaves dos armários. Um deles apontou que tem sido frequentemente questionado pela diretoria, até por e-mail, sobre dispensas de alunos de suas aulas, sem que isso tenha ocorrido.
Política de grupo
Para diversos depoentes, persiste na Unicamp a institucionalização de uma política de grupos de poder dentro de algumas Unidades, com perseguição sistemática aos que se opõem a eles. A outra face, perversa e notória, dessa política de grupos (ainda que não tenha sido explicitada na Audiência Pública organizada pelo MPT), é o favorecimento indevido dos aliados. Tal prática tem repercussões na destinação de verbas para novas contratações, reposição de vagas de aposentados etc., afetando também o tratamento dado a pedidos de progressão na carreira ou licença acadêmica, dentre outros. Seguindo a lógica da política de grupos, decisões que dizem respeito à priorização das verbas, ou ao atendimento a prerrogativas e direitos etc., são tomadas desconsiderando-se as normas vigentes, que são substituídas pelo critério do puro jogo de poder: aos amigos, tudo; aos desafetos, a regra, ou nem mesmo a regra.
Fazenda escravocrata
Uma funcionária, que denunciou repetidos casos de assédio, afirmou: “A universidade não é um bom lugar para se trabalhar e pode ser comparada a uma fazenda escravocrata”.
Saúde e terceirização
Diretores do STU afirmaram, durante a audiência, que as áreas onde mais têm ocorrido denúncias de assédio são a da Saúde e os campi externos. Ainda de acordo com os diretores do sindicato, a expansão da terceirização no serviço público é uma das causas do crescimento dos casos de assédio em certos setores.
Política estudantil e sindical
Estudantes denunciaram várias formas de perseguição e pressão decorrentes de envolvimento com a política estudantil. Sintomaticamente, alguns tipos de retaliação têm sido direcionados até mesmo a dirigentes sindicais. Exemplos recentes, de conhecimento da ADunicamp, são a criação de dificuldades para participação em encontros internacionais, de modo semelhante ao caso citado acima, e o corte indevido de direitos trabalhistas no momento da formalização do afastamento sindical – contrariando o preceito de que ele se dá “sem prejuízo de vencimentos e demais vantagens da função”, e que isso vale “para todos os efeitos legais”, segundo a legislação estadual (Lei Complementar nº 434 de 06/01/1984 e 31.01/90).
Punir o agressor
Depoimentos de professores e funcionários técnico-administrativos apontaram para uma deficiência da Unicamp no acolhimento das denúncias, uma vez que muitos desconhecem ou não têm confiança na forma de fazer os encaminhamentos. Outra dificuldade é a notória morosidade da Instituição em tomar providências que não sejam do interesse direto dos grupos no poder. Urge garantir que as denúncias serão devidamente apuradas, de modo rápido, objetivo e transparente, e que, se comprovadas, levem à adoção de medidas concretas visando punir o agressor e evitar futuras agressões. Sem isso, todo discurso sobre a prevenção do assédio moral na Unicamp cai no vazio.
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Arraiá da ADunicamp

festa_julina_mailNo dia 08/07 (4ª feira), a partir das 18h, será realizada a Festa Julina da ADunicamp. Além de comidas típicas, a festa terá a animação de um Trio de Forró. Todos os associados estão convidados, assim como seus acompanhantes e familiares. Lembramos que neste dia não haverá sessões do cineclube.

Venha confraternizar com a gente!




Deputados votam LDO e atendem apenas uma das reivindicações do Fórum das Seis

Com o atendimento de apenas uma das reivindicações feitas pelas entidades ligadas ao Fórum das Seis, os deputados paulistas aprovaram na noite de terça-feira (30), por 62 votos favoráveis e 15 contrários, o Projeto de Lei encaminhado pelo Governo do Estado que define a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o ano de 2016.
A única mudança aprovada pelos deputados foi a recolocação da expressão “no mínimo” antes do percentual de 9,57% referentes aos recursos do ICMS que deverão ser repassados para as universidades públicas paulistas.
Na primeira versão do projeto, encaminhada pelo governador Geraldo Alckmin à ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) em maio, a expressão “no mínimo”, que constou por vários anos no texto da lei, fora substituída por “no máximo” – indicando que o repasse estaria dentro da lei mesmo que fosse abaixo dos atuais 9,57%. A LDO atualmente em vigor estabelece o percentual de 9,57% sem nenhuma das duas expressões.
A votação ocorreu após um dia de reuniões e manifestações na ALESP, com a presença de caravanas de professores, funcionários técnico-administrativos e estudantes das universidades públicas paulistas e do Centro Paula Souza, vindas de várias cidades do interior e da Capital. O Projeto de Lei da LDO/2016 só começou a ser votado depois das 21h.
EMENDAS REJEITADAS
No início da tarde, a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da ALESP havia aprovado o relatório do deputado Vaz de Lima, que apenas inseriu a expressão “no mínimo” antes dos 9,57%, e rejeitou outras emendas que propunham aumento de recursos para as universidades públicas.
Às 15h, o Fórum das Seis foi ouvido no Colégio de Líderes e defendeu as outras emendas apresentadas por deputados, com destaque para a emenda que propunha o repasse sobre o “total do produto do ICMS”, sem os descontos prévios feitos pelo governo – como aqueles destinados a Habitação. Essa formulação garantiria que as Universidade tivesse o mesmo tratamento que os municípios, como está previsto na legislação geral que regula a questão, impedindo com isso a interpretação que vem sendo dada pelo Executivo e que já causou a não destinação, às universidade paulistas, de recursos da ordem de 7,5 bilhões de reais nos últimos anos.
Na votação em plenário, os 15 votos em contrário foram dos deputados do PT, PSOL e PCdoB, que defenderam as emendas com a proposta de aumento de recursos e que não constaram no relatório final da Comissão de Finanças.
A luta pela ampliação de recursos continua
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Paris, Texas (1984)

paris_texas_1984Paris, Texas (1984)
Quarta-feira (01/07)
Sessão das 18h30
SOBRE O FILME
Título Original: Paris, Texas
Direção: Wim Wenders
Gênero: Drama
França, Reino Unido, Alemanha Ocidental, EUA, Alemanha
2h25
SINOPSE
Um homem (Harry Dean Stanton) é encontrado exausto e sem memória em um deserto ao sul dos Estados Unidos. Aos poucos se recordando de sua vida, ele é acolhido pelo irmão Walt (Dean Stockwell), que é casado com Anne (Aurore Clément). Com eles vive também Alex (Hunter Carson), filho do homem sem memória, que aos poucos volta a se identificar com o pai.
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o_ceu_de_lisboaO Céu de Lisboa (1994)
Quarta-feira (01/07)
Sessão das 16h
SOBRE O FILME
Título Original: Lisbon Story
Direção: Wim Wenders
Gênero: Drama/Musical
Alemanha e Portugal
1h40
SINOPSE
Philip, engenheiro de som, vai a Lisboa para ajudar o amigo Fritz a terminar seu filme. O misterioso desaparecimento de Fritz leva Philip a uma viagem de descobertas pela cidade, na qual se apaixona pelos sons e pela bela Teresa, vocalista da banda Madredeus.
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Após audiência pública na Alesp, Fórum das Seis convoca mobilização para o dia 30

Com o auditório lotado por docentes, funcionários e alunos da Unicamp, USP, Unesp e Centro Paula Souza, a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) discutiu em audiência pública, nesta terça-feira (23), a situação orçamentária das universidades estaduais paulistas e a urgência do aumento do repasse do ICMS para evitar o sucateamento do ensino superior público.
No final da audiência, o Fórum das Seis convocou uma grande mobilização para o próximo dia 30, quando está prevista a votação do projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)/2016 na Alesp, no qual está incluída a proposta do aumento do repasse do ICMS. A ADunicamp fornecerá transporte aos associados interessados em participar do ato e da audiência. Para reservar o seu lugar, entre em contato com a funcionária Rose através do telefone (19) 3521 2472 ou do e-mail: rose@adunicamp.og.br
Os representantes do Fórum reiteraram a proposta de que a redação do Artigo 4 da LDO garanta o repasse de, no mínimo, 10% do ICMS e seja suspenso o desconto das verbas destinadas à Habitação na base de cálculo. Francisco Miraglia, coordenador do Fórum e porta-voz da pauta de reivindicações, explicou que essa mesma expressão consta do artigo 167 da Constituição Estadual, que diz: “o Estado destinará aos municípios 25% do produto da arrecadação do ICMS”.  “Isso”, explicou ele, “permite aos municípios beneficiar-se dos juros, multa moratória e correção monetária, quando arrecadados como acréscimos dos impostos. Seria, em outras palavras, 9,57% da arrecadação bruta do ICMS para as universidades, o que aumentaria significativamente o repasse às universidades”. Miraglia apontou que a retirada, da base atual de cálculo, do desconto de 1% da verba destinada à habitação, representaria, só em 2013, um acréscimo de R$ 4,3 bilhões nos recursos das universidades.
EM CRISE
De acordo com estudos apresentados pelo Fórum, o aumento do repasse é indispensável para solucionar a crise financeira em que estão mergulhadas as universidades públicas paulistas e o Centro Paula Souza. Um dos documentos apresentados pelo Fórum mostrou o expressivo crescimento dos cursos de graduação e pós e também dos campi e de outras expansões nas universidades, sem que tenha havido contrapartida de recursos por parte do Governo do Estado. Um dos exemplos é o do campus de Limeira da Unicamp, cuja verba foi prometida pelo governador Geraldo Alckmin desde 2005, mas ainda não foi repassada à universidade.
A AUDIÊNCIA
A audiência foi uma realização conjunta das Comissões de Ciência, Tecnologia e Informação e de Finanças, Orçamento e Planejamento. Embora nenhum dos reitores das três universidades tenha comparecido, pela primeira vez eles mandaram representantes. No dia 30 de junho, antes da votação da LDO no plenário da Alesp, o Colégio de Líderes das bancadas parlamentares receberá a coordenação do Fórum, às 14 horas.
Além de representantes das entidades que compõem o Fórum, também participaram da audiência diretores da Associação Nacional de Pós-Graduandos e da Auditoria Cidadã da Dívida Pública. A maioria dos deputados que participaram da audiência afirmou que está disposta a encampar a luta das estaduais paulistas.
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O Céu de Lisboa (1994)

o_ceu_de_lisboaO Céu de Lisboa (1994)
Quarta-feira (24/06)
Sessão das 18h30
SOBRE O FILME
Título Original: Lisbon Story
Direção: Wim Wenders
Gênero: Drama/Musical
Alemanha e Portugal
1h40
SINOPSE
Philip, engenheiro de som, vai a Lisboa para ajudar o amigo Fritz a terminar seu filme. O misterioso desaparecimento de Fritz leva Philip a uma viagem de descobertas pela cidade, na qual se apaixona pelos sons e pela bela Teresa, vocalista da banda Madredeus.
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SAL_TERRAO Sal da Terra (2014)
Quarta-feira (24/06)
Sessão das 16h
SOBRE O FILME
Título Original: The Salt of the Earth
Direção: Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado
Gênero: Documentário e Biografia
Brasil e França
1h50
SINOPSE
O filme conta um pouco da longa trajetória do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e apresenta seu ambicioso projeto “Gênesis”, expedição que tem como objetivo registrar, a partir de imagens, civilizações e regiões do planeta até então inexploradas.
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Concertos ADunicamp | Duo Toninho Ferragutti e Marco Pereira

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Marco Pereira (violão) e Toninho Ferragutti (acordeão)

Duo Toninho Ferragutti e Marco Pereira se apresenta na ADunicamp no próximo dia 30/06, a partir das 20 horas. 
Dentre as melhores tradições da música popular brasileira estão, sem dúvida alguma, o violão e o acordeão. São intrumentos de grande apelo emocional que traduzem de maneira inequívoca a alma do nosso povo, e que têm sido objeto da atenção de ouvintes, leigos e iniciados, ao longo de todo o século passado e agora neste novo século.
Com timbres que se ajustam perfeitamente em harmonias claras e profundas, o acordeão e o violão são excelentes veículos de transmissão da nossa cultura musical. Assim está contado em nossa história com inestimáveis contribuições de artistas do porte de Dominguinhos, Baden Powell, Chiquinho do Acordeão, Garoto, Sivuca e tantos outros. Entretanto, pouquíssimas vezes ou mesmo nunca, esses talentos se juntaram para expressar sua arte.
Temos agora a oportunidade de tornar realidade um projeto que continuará contando de maneira brilhante essa nossa rica história que, nas mãos de dois virtuosos como Marco Pereira e Toninho Ferragutti, torna-se verdade contagiante. A magnificência e a exuberância da linguagem instrumental, que esses dois grandes músicos tão bem demonstram, e que podem ser atestadas pelas palavras de grandes músicos e críticos.
Saiba mais em: http://www.toninhoferragutti.com.br/project/marco_pereira/
SERVIÇO
Data – 30/06 (terça-feira)
Horário – 20hs
Local – Auditório da ADunicamp
Informações – imprensa@adunicamp.org.br




Universidades paulistas em luta por novos recursos


Com fim da campanha salarial, o Fórum das Seis mobiliza reivindicações por mais recursos para universidades estaduais paulistas
Com o encerramento da campanha salarial de 2015 as entidades representativas das universidades públicas estaduais paulistas, reunidas no Fórum das Seis, voltaram suas ações no sentido de discutir a situação financeira e reivindicar novos recursos para as universidades e o Centro Paula Souza.
Na próxima terça-feira, 23, o Fórum das Seis pretende levar um número expressivo de integrantes de todas as categorias para a audiência pública que discutirá, na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), a situação das universidades paulistas na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2016.
O debate e a mobilização se tornam cada vez mais urgentes, uma vez que a crise financeira das universidades estaduais tem sido repetidamente utilizada pelo Cruesp e pelo governo do Estado de São Paulo para manter baixo o índice de reposição das perdas salariais e a precária recomposição do corpo de docentes e funcionários.
Na campanha salarial de 2015, utilizando o argumento da crise financeira, o Cruesp propôs apenas a correção de perdas com base na inflação calculada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) – de 7,21% e pagos em duas parcelas – e rejeitou a proposta do Fórum das Seis, de reajuste com base na inflação medida pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) – de 8,35%. A primeira parcela, de 4%, já foi repassada em junho (mês referencia maio) e a segunda, de 3,09%, entra na folha de pagamentos de novembro (mês referencia outubro) e incide no 13° salário.
AUDIÊNCIA PÚBLICA
A audiência pública convocada de forma conjunta pelas Comissões de Finanças, Orçamento e Planejamento e de Ciência, Tecnologia e Informação da Alesp, atendendo a uma solicitação do Fórum das Seis, tem como objetivo debater a situação financeira das universidades estaduais paulistas e o repasse previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2016. Os reitores das três universidades também foram convidados a participar.
Considerando a importância da luta por mais recursos para as universidades estaduais paulistas e o Centro Paula Souza na LDO 2016, o Fórum das Seis indica às categorias que participem da audiência, transformando o 23 de junho em um dia de mobilização em defesa das universidades estaduais paulistas e por mais recursos para a educação pública do estado de São Paulo.
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