Assassinato do prefeito Toninho completa 20 anos e crime permanece impune

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Há 20 anos, completados neste 10 de setembro, a carreira política em ascensão do jovem e carismático prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, era interrompida por três disparos de uma pistola 9 milímetros feitos contra o seu carro, quando ele retornava para casa às 22h. Apesar da comoção que causou na cidade, o crime permanece impune até hoje.

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Fotógrafo: João Zinclar / Acervo João Zinclar – ajz.campinas.br

O primeiro inquérito feito pela Polícia Civil apontou que ele teria sido assassinado, por acaso e sem uma motivação especial, pelo traficante e sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, um dos bandidos mais procurados pela polícia na época. Por falta de provas conclusivas, essa versão foi rejeitada pelo Ministério Público.

A família de Toninho, que acompanhou de perto as investigações e, inclusive, realizou apurações paralelas, questiona desde o início a atuação da polícia e afirma que o crime foi político. Sua viúva, Roseana Garcia, diz que o assassinato “nunca foi investigado da maneira que precisaria ter sido, pois nunca houve interesse genuíno pelo seu esclarecimento”.

Torninho teria sido assassinado, segundo Roseana, por motivações políticas pois sua gestão, ainda no início, contrariava muitos interesses econômicos e políticos na cidade.

O advogado da família, Willian Ceschi Filho, informou que, já na semana que se inicia em 13 de setembro, ingressará com uma denúncia formal na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o Estado brasileiro por “omissão na investigação de crime político”.

A denúncia terá também a função de impedir que as investigações sejam simplesmente suspensas, uma vez que o crime prescreve agora, ao completar 20 anos. O advogado, em nome da família, vai reivindicar a abertura de observação internacional sobre os inquéritos e apurações do crime.

Segundo o advogado e a família, o primeiro inquérito, encerrado em 2011, com a conclusão de que Andinho teria sido o assassino está recheado de falhas, inclusive nas investigações, ao deixar de lado depoimentos de testemunhas consideradas chave para a elucidação.

Por falta de indícios que realmente incriminassem Andinho, as conclusões desse primeiro inquérito não foram acatadas pelo Ministério Público, que determinou a abertura de um novo inquérito, que desde então tramitou lentamente e sem resultados efetivos.

HOMENAGENS 

Neste 10 de setembro, serão realizados atos em homenagem a Toninho.

Às 15h haverá uma reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, com exposição de fotos da trajetória de Toninho. O evento será transmitido ao vivo pela TV Câmara.

Às 17h, ocorre um ato simbólico na Avenida Mackenzie, no local onde o prefeito foi assassinado e no qual foi erguida um monumento em homenagem a ele, chamado “Toninho e sua pipa”.

Às 19h, o Movimento Quem Matou Toninho realiza uma missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Proença.

A ADUNICAMP SE SOLIDARIZA COM FAMILIARES E AMIGOS/AS DE ANTÔNIO DA COSTA SANTOS E SE SOMA ÀS VOZES QUE PEDEM UMA APURAÇÃO RIGOROSA E CONCLUSIVA DO CRIME!

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