A greve nas universidades estaduais paulistas ganhou novo impulso nesta semana com a adesão formal dos(as) docentes da USP, enquanto o movimento na Unicamp segue fortalecido e a mobilização na Unesp avança entre estudantes, docentes e servidores(as) técnico-administrativos(as).
Na Assembleia Geral da Adusp realizada nesta segunda-feira, 25 de maio, no auditório Adma Jafet, do Instituto de Física (IF), a proposta de greve da categoria foi aprovada por ampla maioria. A decisão amplia o movimento grevista na USP, que já contava com mobilização estudantil desde o início de maio.
Entre os principais pontos da pauta aprovada pelos(as) docentes estão a reabertura das negociações entre a Reitoria da USP e os(as) estudantes, bem como entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis; reajuste salarial de 7,39%, sendo 4,39% referentes à inflação medida pelo IPCA e mais 3% de aumento real; ampliação do valor da bolsa de permanência estudantil (PAPFE); reorganização do semestre acadêmico; garantia de não punição e não criminalização dos(as) estudantes mobilizados(as); além da apuração das responsabilidades pela desocupação violenta da Reitoria da USP, realizada pela Polícia Militar na madrugada do dia 10 de maio.
Na Unicamp, a greve continua forte e articulada entre os três segmentos universitários. Docentes, estudantes e servidores(as) técnico-administrativos(as) seguem mobilizados(as) pela reabertura das negociações com o Cruesp, contra o arrocho salarial e o que classificam como processo de desmonte da universidade pública. O movimento também reafirma apoio às pautas estudantis e às reivindicações dos(as) servidores(as) técnico-administrativos(as), em defesa da universidade pública e de melhores condições de permanência e trabalho.
Já na Unesp, o cenário de mobilização também se amplia. Além da greve estudantil já em curso, os novos balanços divulgados pela Adunesp e pelo Sintunesp apontam crescimento da adesão em diferentes campi.
Segundo o mapeamento da Adunesp, fechado nesta segunda-feira, dia 26, estão em greve os campi de Marília, Rio Claro, Bauru, Araraquara, São José do Rio Preto, Franca e Assis. Em Araraquara, os três segmentos da universidade realizam plenária unificada nesta segunda-feira, dia 26. Em Presidente Prudente, assembleia realizada no último dia 22 manteve o “estado de mobilização”. Em Jaboticabal, assembleia realizada no dia 25 aprovou a construção da mobilização, com atividade marcada para 2 de junho. Já os campi de Tupã e Guaratinguetá também realizam assembleias nesta segunda-feira.
Entre os(as) servidores(as) técnico-administrativos(as), o levantamento do Sintunesp mostra que os campi de Franca, Bauru, Marília e Rio Preto estão em greve. Outros campi, como Araraquara, Assis, Dracena, Rio Claro e Sorocaba, encontram-se em estado de greve. Em Botucatu, há registro de paralisações pontuais, enquanto diversas assembleias seguem agendadas ao longo da semana.
O movimento conjunto nas três universidades estaduais paulistas pressiona o Cruesp a reabrir negociações salariais e discutir demandas relacionadas à permanência estudantil, às condições de trabalho e ao financiamento das universidades públicas paulistas.









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