O Conselho Universitário (Consu) da Unicamp aprovou, nesta terça-feira, dia 7 de julho, o reajuste salarial de 3,92% para docentes e servidores(as) técnico-administrativos(as) da Universidade. O índice será aplicado de forma retroativa a maio de 2026, data-base das universidades estaduais paulistas.
Segundo a Reitoria, o pagamento dos valores retroativos será realizado por meio de folha complementar entre os dias 20 e 24 de julho, com a data oficial ainda a ser divulgada pela Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH).
A aprovação do reajuste representa o desfecho de uma data-base marcada pela mobilização das categorias e pela pressão exercida sobre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). O resultado não foi uma concessão espontânea das administrações universitárias, mas fruto da organização coletiva de docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes em defesa da valorização da universidade pública e de seus trabalhadores(as).
No início da campanha salarial, o Cruesp apresentou uma proposta de apenas 2% de reajuste, considerada insuficiente pelas entidades que compõem o Fórum das Seis. Após a rejeição desse índice, os reitores apresentaram uma nova proposta, de 3,47%, que também foi recusada por não atender às reivindicações das categorias.
A manutenção de um reajuste abaixo das expectativas intensificou a mobilização de docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes nas três universidades estaduais paulistas, pressionando o Cruesp a retomar as negociações.
Na Unicamp, a campanha ganhou força com a greve unificada de docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes, além de atos, assembleias e outras atividades que reforçaram a pressão pela reabertura das negociações. A mobilização da comunidade universitária foi decisiva para que o Cruesp voltasse à mesa de negociação com o Fórum das Seis e apresentasse uma nova proposta, elevando o reajuste para 3,92%, índice posteriormente aprovado pelo Consu.
Embora o percentual aprovado ainda esteja aquém das reivindicações apresentadas pelas entidades sindicais, o resultado representa um avanço em relação às propostas iniciais e demonstra, mais uma vez, que as conquistas da categoria são resultado da luta coletiva e da mobilização permanente em defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as) das universidades públicas.
Campanha também garantiu avanços nos benefícios
Além do reajuste salarial, a campanha assegurou avanços importantes nos benefícios dos(as) servidores(as). Em reunião de negociação da pauta específica realizada em 24 de junho entre representantes da ADunicamp, do STU e da Reitoria da Unicamp, foram definidos reajustes para o Vale-Alimentação (VA), Vale-Refeição (VR) e Auxílio-Saúde.
Os acordos firmados foram os seguintes:
Vale-Alimentação (VA): reajuste de R$ 50,00 no valor do benefício;
Vale-Refeição (VR): reajuste do valor diário de R$ 43,00 para R$ 50,00, com vigência a partir de junho de 2026;
Auxílio-Saúde: reajuste de R$ 90,00, com implantação prevista para janeiro de 2027, condicionado ao cumprimento da meta de arrecadação de R$ 185,4 bilhões em ICMS no exercício de 2026.
Os resultados da campanha salarial de 2026 reafirmam a importância da unidade entre as entidades representativas e da mobilização da comunidade universitária. A atuação conjunta de docentes, servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes foi determinante para ampliar a proposta inicialmente apresentada pelo Cruesp e garantir avanços tanto no reajuste salarial quanto nos benefícios.









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