Com a força da greve nas três universidades estaduais paulistas, o Fórum das Seis cobrou do Cruesp a retomada imediata das negociações salariais e estudantis. No boletim divulgado em 27 de maio, as entidades afirmam que os reitores têm “o dever e a responsabilidade de romper a intransigência e dialogar com a comunidade”. O texto critica a manutenção do reajuste de 3,47% apresentado pelo Cruesp e aponta que a greve “exige respostas” das reitorias.
O Fórum reforça a contraproposta apresentada pelas entidades: reajuste de 7,52%, composto pela inflação acumulada de 4,39% e mais 3% de recuperação salarial. O boletim também destaca reivindicações ligadas à permanência estudantil, como reajuste e ampliação de bolsas, moradia, restaurantes universitários e mobilidade, além da defesa de melhores condições de trabalho e estudo nas universidades.
O Fórum das Seis voltará a se reunir no dia 29 de maio para “avaliar o movimento e definir os próximos passos da mobilização”. De acordo com a entidade, já aderiram à paralisação estudantes das três universidades, docentes da USP, Unicamp e diversos campi da Unesp, além de servidores(as) técnico-administrativos(as) da Unicamp e de unidades da Unesp.
O boletim também denuncia ataques de grupos de extrema direita às universidades públicas. No trecho intitulado “Fascistas e racistas elegem universidades como território de caça de postagens”, o Fórum afirma que pessoas sem vínculo com as instituições têm invadido campi para “destilar discursos de ódio e agressões” contra estudantes e trabalhadores. As entidades defendem que a comunidade universitária seguirá mobilizada “por uma universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e socialmente referenciada nos interesses da maioria da população”.









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