Comitê Unicamp Palestina Livre repudia invasão e agressões no campus da Unicamp


O Comitê Unicamp Palestina Livre divulgou, nesta terça-feira, 25 de fevereiro, uma nota pública de repúdio à invasão do campus da Universidade Estadual de Campinas ocorrida no último domingo, 23 de fevereiro. A ação foi realizada por militantes da extrema-direita de Campinas e resultou em agressões físicas contra estudantes que participavam de uma atividade de recepção aos calouros.

Segundo a nota, os invasores entraram no campus com o objetivo de apagar grafites e consignas políticas que expressam “convicções democráticas e iniciativas críticas da comunidade acadêmica”. Entre os alvos, estava a inscrição “PALESTINA LIVRE!”, localizada no muro da Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), que teria sido coberta com tinta branca.

Para o Comitê, o episódio representa mais um ataque à liberdade de expressão e à autonomia universitária. A nota afirma que a ação “culminou em agressões físicas a estudantes da universidade” e caracteriza o ocorrido como uma violência política promovida pela direita local.

O coletivo também faz um chamado à mobilização da comunidade acadêmica, convocando estudantes, docentes e trabalhadores a se posicionarem contra o episódio. “Convocamos toda a comunidade acadêmica a repudiar mais esta violência (…) e se levantar em defesa do povo palestino”, destaca o texto.

A nota reafirma ainda o posicionamento político do Comitê em relação à situação na Palestina, declarando que seguirá mobilizado “enquanto o genocídio perdurar e um Estado Palestino Livre não for uma efetiva realidade no mundo contemporâneo”.

LEIA A NOTA:

O Comitê Unicamp Palestina Livre repudia a invasão do campus da Universidade Estadual de Campinas, por parte de militantes da extrema-direita de Campinas, que, em 23/2/2026, culminou em agressões físicas a estudantes da universidade, reunidos em atividade de recepção aos calouros.

Os invasores buscaram apagar com tinta branca grafites e consignas que expressam convicções democráticas e iniciativas críticas da comunidade acadêmica. Entre elas, foi apagada a inscrição PALESTINA LIVRE! no muro da Biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

Convocamos toda a comunidade acadêmica a repudiar mais esta violência perpetrada pela direita local e se levantar em defesa do povo palestino!

Seguimos mobilizados enquanto o genocídio perdurar e um Estado Palestino Livre não for uma efetiva realidade no mundo contemporâneo.

Palestina Livre do rio ao mar!

Unicamp, 25 fevereiro 2026


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