Da luta pela URP ao SOS Universidade: como a greve de 1988 transformou uma campanha salarial em um movimento de defesa da universidade pública


Introdução

50 anos de história, luta e compromisso com a universidade pública

Em 12 de maio de 2027, a ADunicamp completa 50 anos de atuação em defesa da universidade pública, da valorização do trabalho docente, da produção científica e da democracia. Para marcar essa trajetória, a entidade preparou uma programação especial que será desenvolvida ao longo dos próximos meses, reunindo exposições, publicações, debates, atividades culturais e ações de memória que resgatam momentos marcantes de sua história e de sua contribuição para a universidade e para a sociedade.

Esta é a primeira exposição para as comemorações dos 50 anos da ADunicamp. Por meio de documentos históricos, fotografias, jornais, boletins e outros registros, apresenta a trajetória do SOS Universidade, movimento que, desde 1988, tornou-se um dos mais importantes símbolos da defesa da universidade pública paulista. Convidamos você a conhecer essa história, construída coletivamente por gerações de docentes, servidores, estudantes e parceiros que compreenderam que defender a universidade pública é defender a ciência, a democracia e o futuro do país.

 Da luta pela URP ao SOS Universidade: como a greve de 1988 transformou uma campanha salarial em um movimento de defesa da universidade pública

O movimento SOS Universidade nasceu em 1988 como consequência direta da maior greve já realizada até então nas universidades estaduais paulistas. O que começou como uma campanha pela reposição salarial e pela aplicação da Unidade de Referência de Preços (URP) rapidamente extrapolou a pauta econômica e passou a denunciar o sucateamento das universidades públicas, a perda de autonomia universitária e a redução dos investimentos em ciência, pesquisa e ensino.

Setembro: a greve pela URP

Assembleia da ADunicamp, setembro de 1988. Docentes aprovaram a greve pela URP, uma das principais mobilizações que deram origem ao movimento SOS Universidade. Na mesa: professor Edmundo Fernandes Dias (IFCH), professor Luiz Carlos de Almeida (FECFAU) e professora Helena Costa Lopes de Freitas (FE), então presidenta da ADunicamp.

A mobilização começou durante a campanha salarial do funcionalismo paulista. Nas universidades, docentes e servidores reivindicavam a reposição das perdas inflacionárias e uma política permanente de reajustes salariais baseada na URP.

Na Unicamp, após semanas de assembleias, debates e tentativas frustradas de negociação com o governo Orestes Quércia, a greve foi aprovada em assembleia da ADunicamp em 13 de setembro de 1988, com início da paralisação no dia seguinte. O movimento rapidamente ganhou força, acompanhado por sucessivas assembleias, atos públicos, passeatas e manifestações conjuntas entre docentes, servidores e estudantes. O próprio Jornal da ADunicamp registra que a paralisação representou um marco histórico pela amplitude da participação da comunidade universitária.

Ainda nos primeiros dias da greve, ADunicamp e Assuc (hoje STU) publicaram, no Correio Popular, a carta “Em greve, lutamos pela URP”, dirigida aos estudantes. O documento explicava que a paralisação não buscava apenas recuperar salários, mas garantir condições para preservar a qualidade do ensino, da pesquisa e dos serviços prestados pelas universidades públicas.

Carta aberta publicada pela ADunicamp, Assuc, DCE e APG no Correio Popular, em 14 de setembro de 1988, convocando a comunidade universitária para a mobilização em defesa da URP. Reprodução da página 141 do livro ADunicamp em Defesa da Universidade (Editora da Unicamp, 1991).

Outubro: da reivindicação salarial à defesa da universidade

Com o prolongamento da greve e a permanência da intransigência do governo estadual, a pauta do movimento começou a mudar.

Os próprios boletins da ADunicamp (confira: 17/10/1988 | 21/10/1988 | ) registram que os cortes orçamentários, a perda de autonomia universitária e o enfraquecimento das instituições de pesquisa passaram a ocupar espaço cada vez maior nas discussões. A defesa da universidade pública deixava de ser consequência da greve para tornar-se seu principal eixo político.

O professor Francisco Miraglia (USP/Adusp – à esquerda) e o professor Florestan Fernandes (centro), então deputado federal, integraram a mesa de lançamento do movimento SOS Universidade, realizado na USP em 19 de outubro de 1988. O evento marcou a articulação de docentes, estudantes, servidores e entidades da sociedade em defesa das universidades públicas paulistas.

Esse novo momento ganhou expressão nacional em 18 de outubro de 1988, quando cerca de 800 pessoas, entre docentes, servidores, estudantes, representantes de sociedades científicas, sindicatos e partidos políticos, participaram do lançamento do SOS Universidade, no Salão de Convenções da USP. Discursos de intelectuais como Antonio Candido, Florestan Fernandes e Azis Simão reforçaram que o movimento não era apenas uma luta salarial, mas uma reação ao processo de sucateamento da universidade pública brasileira. O boletim da ADunicamp destaca que novos atos deveriam ocorrer em todas as cidades que sediavam campi das universidades estaduais.

No mesmo dia, as entidades publicaram, na Folha de S.Paulo, o manifesto “Patrimônio ameaçado”, assinado por Adusp, Adunesp, Adunicamp, Assusp, Assuc e pelo Comando de Greve dos Servidores da Unesp. O texto afirmava que a universidade pública era um patrimônio construído por toda a sociedade e alertava que a deterioração das condições de trabalho comprometia diretamente a qualidade do ensino, da pesquisa e do desenvolvimento científico.

Reportagem da Folha de S.Paulo de 19 de outubro de 1988 registra o lançamento do movimento SOS Universidade. Realizado na USP, o ato reuniu cerca de 800 participantes, entre docentes, estudantes, servidores, autoridades políticas e representantes de entidades científicas, sindicais e movimentos da sociedade civil, em defesa das universidades públicas paulistas.

Novembro: SOS Universidade em Campinas

Poucos dias depois do lançamento estadual, a Assembleia da ADunicamp deliberou pela realização de um grande ato do SOS Universidade em Campinas e criou uma comissão específica para organizá-lo. Entre as decisões aprovadas estavam também a criação de um Comitê em Defesa da Universidade Pública Paulista e de uma comissão para acompanhar a Constituinte Estadual.

O ato campineiro ocorreu em 7 de novembro de 1988, no Centro de Convivência, reunindo representantes das universidades estaduais, estudantes, sindicatos e entidades da sociedade civil. A iniciativa consolidou o SOS Universidade como um movimento que extrapolava os limites das reivindicações salariais, buscando ampliar o diálogo com a população sobre o papel estratégico das universidades públicas.

Realizado em 7 de novembro de 1988, no Centro de Convivência Cultural de Campinas, o ato do movimento SOS Universidade marcou a expansão da mobilização para o interior do Estado de São Paulo, reunindo docentes, estudantes, servidores, sindicalistas, lideranças políticas e representantes da sociedade civil em defesa das universidades públicas.

Poucas semanas depois, o boletim da ADunicamp registrava que o movimento continuava em expansão, com novas atividades culturais e atos previstos em diferentes cidades, como Presidente Prudente, demonstrando que o SOS Universidade passava a constituir uma rede permanente de mobilização em defesa da universidade pública.

Dezembro: o balanço da greve e a continuidade do movimento

Edição especial do Jornal ADunicamp, publicada em dezembro de 1988, faz um amplo balanço da greve pela URP e do movimento SOS Universidade. A publicação reúne análises, avaliações e reflexões sobre os resultados da mobilização e os desafios para a continuidade da luta em defesa da universidade pública paulista.

No encerramento daquele intenso ciclo de mobilizações, o Jornal da ADunicamp publicou uma extensa avaliação política da greve.

O texto defendia que a paralisação jamais poderia ser interpretada apenas como uma disputa salarial. Segundo a avaliação da entidade, a intransigência do governo estadual transformou uma campanha econômica em uma ampla luta política pela universidade pública.

O jornal afirmava:

“Somos acusados de destruir a Universidade, no entanto lançamos o SOS Universidade e as reitorias não compareceram, apesar de convidadas.”

Em outro trecho, sustentava que a greve havia conquistado apoio social justamente por denunciar o processo de sucateamento das universidades:

“O SOS Universidade mostrou a real simpatia popular. As sociedades científicas tornaram pública sua posição e até mesmo, durante algum tempo, a imprensa rompeu o isolamento a que estávamos submetidos.”

O balanço também registrava que a discussão sobre a autonomia universitária passava a ocupar lugar central na agenda do movimento, especialmente diante dos debates da Constituinte Estadual. Essa continuidade já havia sido antecipada no boletim da ADunicamp de 28 de novembro de 1988, sob o título “SOS Universidade continua”, que propunha a criação de grupos de trabalho dedicados à autonomia universitária, ao funcionamento da Unicamp e à aproximação da universidade com a sociedade.

Um movimento que ultrapassou a greve

Embora tenha surgido durante a greve de 1988, o SOS Universidade consolidou uma nova forma de mobilização em defesa do ensino superior público paulista. A campanha deixou como legado a articulação entre docentes, servidores, estudantes, entidades científicas e organizações da sociedade civil em torno da defesa da universidade pública, da autonomia universitária e do financiamento da ciência.

Ao longo das décadas seguintes, o nome SOS Universidade seria retomado em diferentes momentos da história das universidades paulistas, sempre em contextos de ameaça ao financiamento, à autonomia ou ao papel público dessas instituições, uma continuidade que marca a permanência da agenda inaugurada em 1988.

O resgate do SOS Universidade em 1994

Boletim ADunicamp nº 19, de 17 de junho de 1994. A publicação registra o fortalecimento local do SOS Universidade durante o resgate do movimento, evidenciando a mobilização da comunidade universitária e a construção de uma ampla rede de apoio em defesa da universidade pública e da retomada das negociações.

Longe de encerrar-se com o término da greve de 1988, o SOS Universidade consolidou-se como uma referência política para a defesa das universidades públicas paulistas. Seis anos depois, em junho de 1994, a ADunicamp recuperou deliberadamente esse legado durante uma nova greve de docentes e servidores, lançando a campanha “SOS Unicamp: em defesa da universidade e da Unicamp”.

Embora a mobilização de 1994 também estivesse inserida em uma campanha salarial, o contexto era distinto daquele vivido em 1988. Se, no final da década de 1980, o foco principal da mobilização recaía sobre a política salarial do Governo do Estado, o financiamento das universidades e a conquista da autonomia universitária, em 1994 o centro do conflito deslocou-se para dentro da própria Unicamp. A campanha foi desencadeada pela decisão da Reitoria de punir dirigentes sindicais e docentes envolvidos na greve e pela recusa em restabelecer o diálogo com as entidades representativas da comunidade universitária. Os boletins da ADunicamp passaram a associar a defesa da universidade pública à defesa da democracia universitária, da liberdade de organização sindical e da negociação como princípio de gestão.

O grande ato realizado em 15 de junho de 1994 simbolizou essa continuidade histórica. Reunindo cerca de 4 mil participantes, entre docentes, estudantes, servidores, representantes de entidades científicas, sindicatos e lideranças políticas, o SOS Universidade voltou a afirmar que a defesa da universidade extrapolava a questão salarial. A própria ADunicamp fez questão de estabelecer esse vínculo histórico ao registrar em seu boletim: “Mais uma vez deu certo: como em 88, o SOS/94 exibiu nossa força, organização, vontade de vencer a intransigência dos Reitores.”

O resgate de 1994 demonstra que o SOS Universidade havia deixado de designar apenas a campanha criada durante a greve de 1988. Em poucos anos, transformou-se em um patrimônio político e simbólico das universidades estaduais paulistas, reativado sempre que docentes, servidores e estudantes identificavam ameaças à universidade pública, à sua autonomia, à democracia interna ou às condições de produção do ensino, da pesquisa e da extensão. Essa capacidade de adaptação explica por que o movimento voltaria a ser retomado em outros momentos da história recente das universidades paulistas, preservando a essência da mobilização iniciada em 1988, mas respondendo a desafios próprios de cada contexto histórico.

O SOS Universidade Pública diante da Reforma da Previdência (2003)

Em 2003, o movimento voltou a ser resgatado em um contexto nacional completamente distinto. Durante a greve dos docentes das universidades estaduais paulistas contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo federal, a ADunicamp deliberou, em assembleia realizada em 12 de agosto, “recuperar o movimento SOS Universidade Pública”, entendendo que as mudanças previdenciárias representavam uma ameaça estrutural ao futuro do ensino superior público brasileiro.

Boletim da ADunicamp, de agosto de 2003. Em meio aos debates sobre a Reforma da Previdência, a ADunicamp retoma o movimento SOS Universidade Pública, reforçando uma trajetória de mobilização iniciada em 1988. O resgate do SOS reafirma a defesa permanente da universidade pública, da carreira docente e dos serviços públicos diante de novas ameaças.

Diferentemente das mobilizações anteriores, o centro da crítica deixou de ser apenas a política salarial ou a gestão universitária. O argumento passou a ser que a reforma comprometeria a capacidade das universidades públicas de formar e manter seus quadros docentes e de pesquisa, enfraquecendo a dedicação exclusiva, estimulando aposentadorias precoces e dificultando a renovação do corpo acadêmico. A defesa da universidade pública passava, assim, pela defesa das condições de existência da carreira docente e da própria produção científica nacional.

Os boletins da ADunicamp estabeleceram explicitamente a continuidade histórica entre as diferentes fases do movimento. Ao recordar a campanha de 1988, afirmavam: “Você se lembra do SOS Universidade dos idos de 88 (…)? Você pensou que, vencida essa luta, seria necessário voltar a defender a instituição universitária com um novo SOS Universidade versão 2003? Pois é!”. Na avaliação da entidade, se em 1988 o SOS havia contribuído para impedir o avanço do sucateamento das universidades paulistas, em 2003 seria novamente necessário mobilizar a comunidade universitária para enfrentar uma ameaça considerada ainda mais profunda, por afetar as bases de sustentação da universidade pública brasileira.

Ao lançar o SOS Universidade Pública – 2003, a ADunicamp reafirmava que o movimento havia ultrapassado sua origem como campanha ligada a uma greve específica. Quinze anos depois de seu surgimento, o SOS consolidava-se como uma referência permanente de mobilização em defesa da universidade pública, acionada sempre que reformas ou políticas públicas eram percebidas como ameaças à autonomia universitária, à valorização da carreira docente, ao financiamento da pesquisa e ao caráter público, gratuito e socialmente comprometido das universidades.

O SOS Universidade e a defesa do financiamento das universidades (2014 e 2016)

Boletim da ADunicamp, de junho de 2014. Durante a greve das universidades estaduais paulistas, o movimento SOS Universidade volta a ocupar lugar de destaque na mobilização. Depois de nascer em 1988, ser resgatado em 1994 e retomado em 2003, o SOS reafirma sua continuidade como espaço de articulação e defesa da universidade pública frente aos desafios de cada período.

Uma nova etapa da trajetória do SOS Universidade teve início em 2014, durante a greve das universidades estaduais paulistas, uma das mais longas da história recente, com mais de cem dias de duração. Naquele momento, a mobilização articulava duas dimensões inseparáveis: a reivindicação por reajustes salariais e a denúncia da crise de financiamento que atingia USP, Unicamp e Unesp. A avaliação das entidades era de que o estrangulamento orçamentário comprometia não apenas as condições de trabalho dos servidores, mas também a capacidade das universidades de manter suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Nesse contexto, a ADunicamp e o STU promoveram, em 25 de junho de 2014, o debate “SOS Universidade: em defesa da universidade pública”, realizado no Teatro de Arena da Praça da Paz, na Unicamp. Integrando a programação da greve, o encontro reuniu especialistas e docentes para discutir os desafios da universidade pública brasileira e reafirmou o SOS Universidade como um espaço de mobilização e diálogo com a sociedade sobre o futuro das instituições públicas de ensino superior.

Ao mesmo tempo, o Fórum das Seis intensificou a pressão sobre a Assembleia Legislativa de São Paulo pela aprovação de emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que ampliassem os recursos destinados às universidades estaduais paulistas, reforçando a compreensão de que a valorização do trabalho docente dependia, igualmente, da garantia de financiamento público adequado e permanente.

Dois anos depois, em 2016, durante uma nova greve na Unicamp, o movimento foi novamente retomado por meio do manifesto “SOS Universidade Pública” (imagem abaixo). O documento ampliava ainda mais o horizonte político da campanha. Além de denunciar a deterioração do orçamento das universidades estaduais, atribuída à redução dos recursos provenientes da base de cálculo do ICMS, o manifesto relacionava essa crise às políticas nacionais para a educação superior, afirmando que havia um processo articulado de desmonte da universidade pública. Como resposta, o movimento propunha ampliar a mobilização para além da comunidade acadêmica, envolvendo entidades sindicais, movimentos sociais, organizações da educação básica e a sociedade em geral em defesa de uma universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

Se em 1988 o SOS Universidade surgiu para denunciar o sucateamento das universidades estaduais, e nas décadas seguintes foi reativado diante de ameaças à democracia universitária ou à carreira docente, os movimentos de 2014 e 2016 consolidaram uma nova dimensão da campanha: a defesa do financiamento público como condição indispensável para a sobrevivência e o fortalecimento das universidades estaduais paulistas. Nessa fase, o SOS deixou de responder apenas a conjunturas específicas e passou a expressar uma concepção mais ampla de universidade pública, articulando financiamento, autonomia, valorização do trabalho acadêmico e compromisso social em uma mesma agenda de mobilização.

Movimento permanente em defesa da universidade pública

Ao longo de sua história, o movimento SOS Universidade demonstrou uma notável capacidade de adaptação aos desafios de cada época. Nasceu, em 1988, da mobilização contra o sucateamento das universidades estaduais paulistas e, desde então, foi sucessivamente retomado para enfrentar novas ameaças: a defesa da democracia universitária, da autonomia institucional, da carreira docente, do financiamento público e da própria existência da universidade como patrimônio da sociedade. Em todos esses momentos, permaneceu fiel ao seu propósito original: reunir docentes, servidores, estudantes, entidades científicas e a sociedade em torno da defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

Mais do que um movimento circunstancial, o SOS Universidade tornou-se um símbolo permanente da resistência em defesa da universidade pública paulista. Sua história demonstra que, sempre que esse patrimônio coletivo estiver ameaçado, seja por políticas de desfinanciamento, ataques à autonomia, precarização do trabalho ou projetos que comprometam sua missão pública, haverá razões para que o movimento seja novamente convocado. Porque o SOS Universidade não pertence apenas a um momento histórico: ele representa uma tradição de luta construída coletivamente e um compromisso permanente com a produção do conhecimento, com a democracia e com uma universidade pública voltada aos interesses da sociedade.

Logotipo do movimento SOS Universidade, criado pelo professor Marco do Valle, do Instituto de Artes (IA) da Unicamp, em 1988. O símbolo tornou-se uma das principais marcas da mobilização em defesa das universidades estaduais paulistas.

IMPORTANTE: Esta exposição está em permanente atualização. Caso você possua documentos, fotografias ou outros registros relacionados ao movimento SOS Universidade, entre em contato com a ADunicamp. Novas contribuições poderão integrar este acervo histórico.


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