A nova Diretoria que vai comandar a ADunicamp no biênio 2026/2028 tomou posse na sexta-feira, 29 de maio, em cerimônia precedida pela assembleia de prestação de contas e ato de despedida da gestão anterior (leia aqui), que dirigiu a associação nos últimos dois anos. O novo CR (Conselho de Representantes), com 23 integrantes representando 15 unidades de ensino da Universidade, também foi empossado durante a cerimônia.
A presidenta reeleita para o próximo biênio, professora Silvia Gatti (IB), assinou o ato de posse em nome da nova diretoria, empossou o novo CR e convidou representantes do Fórum das Seis, do STU, do DCE e da APG, para integrarem a mesa da cerimônia. Essas quatro entidades, ressaltou Silvia, serão fundamentais nas ações e lutas conjuntas que se anunciam para os próximos anos em defesa da educação e das universidades públicas paulistas.
As manifestações dos representantes das entidades convidadas reforçaram a trajetória histórica da ADunicamp e a importância da atuação conjunta entre docentes, estudantes e servidores(as) técnico-administrativos na defesa da universidade pública.
Representando o DCE, João Vitor Fontenele destacou a relevância da ADunicamp na vida universitária e agradeceu a abertura ao diálogo mantida pela gestão passa e que terá prosseguimento na nova gestão. Segundo ele, a reeleição da professora Silvia Gatti ocorre em um momento que exige lideranças fortes e capacidade de articulação entre os diferentes segmentos da comunidade acadêmica. “É uma associação histórica”, afirmou. João Vitor também ressaltou a relação construída com a presidenta reeleita ao longo dos últimos anos. “Foi um momento muito feliz que a gente teve dentro da própria universidade e também fora, dentro do Fórum das Seis.”. Em nome dos estudantes da Unicamp, desejou uma gestão marcada pelo diálogo e pela proximidade com o movimento estudantil.
O coordenador da APG (Associação de Pós-Graduandos, Lucas Santos Marçal, lembrou as lutas recentes travadas conjuntamente por docentes, estudantes e servidores(as), destacando conquistas como a aprovação das cotas para pessoas trans e para pessoas com deficiência na Unicamp. Ao mesmo tempo, apontou os desafios que marcam o atual cenário, como a proposta de autarquização do complexo de saúde da Universidade e a mobilização em defesa da valorização das categorias das universidades estaduais paulistas.
Para Lucas, a ADunicamp tem desempenhado papel decisivo na construção da unidade entre os diferentes setores da comunidade universitária. “Mais do que nunca, a gente precisa ter as nossas entidades e associações de base muito fortes”, afirmou. Segundo ele, a associação docente vem realizando um trabalho essencial para garantir a articulação entre estudantes, servidores e docentes na defesa de uma universidade pública, democrática e comprometida com o desenvolvimento nacional.
Também presente na cerimônia, a coordenadora-geral do STU, Marli Rodrigues Armelin, ressaltou a parceria construída entre as duas entidades e situou o atual momento como mais um capítulo das lutas históricas da Universidade. Ela recordou conquistas importantes alcançadas ao longo das últimas décadas, como a autonomia universitária, as políticas de cotas raciais e, mais recentemente, a aprovação das cotas para pessoas trans.
Marli destacou que muitos desses avanços foram resultado da atuação conjunta dos três segmentos da comunidade universitária. “Foi um período em que a gente se uniu também, a ADunicamp, o STU e estudantes. Foi mais uma luta histórica que a gente vivenciou”, lembrou. Para ela, a atual mobilização em defesa da universidade pública e da valorização das categorias segue a mesma tradição de unidade construída pela comunidade universitária.
A dirigente também ressaltou a importância da presença feminina na condução das entidades representativas. “Nós temos aqui, mais uma vez, uma mulher à frente de uma associação”, afirmou, destacando o papel das mulheres em espaços historicamente ocupados por homens. Ao final, desejou uma gestão marcada por conquistas e pela capacidade de enfrentar os desafios que se colocam para a Universidade.
O coordenador do Fórum das Seis, professor João da Costa Chaves chamou atenção para os desafios que as universidades estaduais paulistas enfrentarão nos próximos anos, especialmente diante das mudanças previstas pela reforma tributária e de seus possíveis impactos sobre o financiamento das instituições. Ao saudar a gestão anterior e a nova diretoria, João afirmou que a ADunicamp tem papel fundamental em um período que classificou como “uma quadra histórica absolutamente crítica”. Segundo ele, as universidades atravessam uma crise de financiamento sem precedentes nas últimas décadas, situação que afeta diretamente estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes.
O dirigente destacou ainda a necessidade de unidade entre os três segmentos universitários e entre as três universidades estaduais paulistas para enfrentar os desafios do período. “A única forma de enfrentarmos esse problema é nos conscientizarmos de que a união de todos os servidores, docentes, técnico-administrativos e estudantes das três universidades públicas paulistas.”. Ao encerrar sua participação, reforçou a expectativa de continuidade da parceria entre a ADunicamp e o Fórum das Seis: “Certamente, o Fórum das Seis conta e contará com o apoio da ADunicamp, como sempre teve.”
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