Fórum protocola Pauta Unificada e convoca categorias para ato/vigília na primeira negociação


Representantes das entidades que integram o Fórum das Seis protocolaram, no último dia 22 de abril, a Pauta Unificada de Reivindicações da data-base 2026 junto ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). A entrega do documento foi recebida pela reitora da Unesp e atual presidente do conselho, professora Maysa Furlan. Durante a reunião, o Fórum defendeu que as negociações avancem para além da questão salarial, incluindo temas como condições de trabalho e estudo, permanência estudantil e financiamento das universidades paulistas. Também foi cobrada a instalação imediata do grupo de trabalho que discutirá os impactos da reforma tributária sobre os repasses às instituições.

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No eixo econômico da campanha salarial, o índice reivindicado pelo Fórum está em 15,97%, percentual necessário para recompor as perdas acumuladas entre maio de 2012 e abril de 2026. Segundo o boletim, esse cálculo ainda não considera a inflação referente ao mês de abril, o que deverá elevar o índice final da pauta. As entidades destacam que a ausência de reposição integral no período já provocou perdas equivalentes a 22,7 salários para cada servidor técnico-administrativo e docente.

Após o protocolo da pauta, o Fórum também indicou a realização de um ato público/vigília durante a primeira rodada oficial de negociação com os reitores, ainda sem data confirmada. A avaliação das entidades é de que a mobilização das categorias será decisiva para pressionar o Cruesp a negociar de forma efetiva o reajuste salarial e os demais pontos apresentados.

Greve na USP: Servidores aprovam propostas em assembleia. Estudantes ampliam o movimento
Em greve desde 14 de abril, os servidores técnico-administrativos da USP aprovaram em assembleia propostas apresentadas pela reitoria, entre elas o pagamento de gratificação a partir de 2027, o fim das horas de pontes e recessos e medidas relacionadas à mobilidade no campus Butantã. A categoria reivindica que os compromissos sejam formalizados em acordo de encerramento da paralisação, com garantia de não punição aos grevistas. Já os estudantes decidiram ampliar o movimento e mantêm greve por tempo indeterminado, cobrando negociação sobre permanência estudantil e revisão de restrições ao uso dos espaços estudantis.

Editorial da Folha reacende debate sobre universidade pública
O boletim também rebate editorial publicado pela Folha de S. Paulo em 21 de abril, que tratou das greves universitárias e defendeu mudanças no modelo de financiamento das instituições públicas. Para o Fórum das Seis, o texto retoma a defesa histórica da cobrança de mensalidades e de maior participação privada no custeio do ensino superior, proposta classificada pelas entidades como contrária ao papel social das universidades públicas na produção de conhecimento, formação crítica e desenvolvimento soberano do país.

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