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As forças econômicas, políticas e sociais responsáveis pelo fracassado atentado golpista de 8 janeiro de 2023 continuam ainda ativas e influentes na política brasileira. Embora alguns dirigentes golpistas tenham sido condenados pelo STF, é de se reconhecer que este conjunto de forças – como revela a atual conjuntura eleitoral – não foi politicamente derrotado. Com o ostensivo apoio do governo Donald Trump e da maioria das forças e governos e regimes de extrema-direita da América Latina – subservientes à política do Departamento de Estado dos EUA –, a candidatura de Flávio Bolsonaro se configura como uma grave ameaça à soberania nacional e à preservação das instituições democráticas existentes. Significa um inegável compromisso com o retorno da barbárie social no Brasil.
Os signatários deste texto – membros de comunidades acadêmicas, docentes do ensino básico, artistas, trabalhadoras e trabalhadores, militantes sociais, ativistas de direitos humanos etc. – reconhecem a legitimidade das distintas candidaturas do campo da esquerda à presidência da República: Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU); Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP). Apoiada pela coligação de PT, PCdoB, PSB, PSOL, PV, Rede Sustentabilidade e PDT, a chapa Lula-Alckmin é única no campo progressista que tem efetivas condições eleitorais para evitar as consequências antidemocráticas e os efeitos econômicos e sociais devastadores que adviriam com a volta do bolsonarismo ao governo da República.
O documento “Para o Brasil vencer o atraso” – proposta da candidatura da extrema-direita (que reafirma integralmente as mesmas diretrizes que infelicitaram o país de 2019 a 2022) – escancara a barbárie social e política que, a partir de 2027, estaria reservada ao país.
O aprofundamento do desastre social e político será evidente e a curto prazo: retomada de uma rígida agenda econômica neoliberal concentradora de renda; tendo como modelo a política liberticida-autoritária do governo argentino de Javier Milei, cogita-se a aplicação de um novo “tesouraço” nas contas públicas (afetando a previdência social e os benefícios pagos a idosos e pessoas com deficiência em situação de pobreza); congelamento do salário mínimo; aumento do desemprego estrutural; sucateamento de serviços sociais e da educação em todos os níveis de escolaridade; desmantelamento do SUS, restrições ao programa bolsa-família e demais políticas de proteção social; jornada flexível de trabalho; combate aos sindicatos e aos sindicalistas; desequilíbrio nas negociações e retrocesso nos direitos; total descompromisso com as políticas de combate ao feminicídio; desmonte da política indigenista (com a desativação da Funai e Ibama) a fim de valorizar o agronegócio, o garimpo e as grandes mineradoras; extração de terras raras para empresas estrangeiras; negacionismo climático e desregulamentação socioambiental etc.; ataques sistemáticos às instituições democráticas; adoção de uma política externa sem nenhum compromisso com a defesa da soberania nacional e de irrestrita subserviência ao governo imperial de Donald Trump.
A favor do atual governo Lula, impõe-se reconhecer que a política externa brasileira tem procurado manter relações altivas com a administração Donald Trump e denunciado as iniciativas entreguistas da extrema-direita a favor de extorsivas tarifas alfandegárias contra a economia brasileira. Igualmente, é um ponto alto da política externa brasileira sua firme condenação à política genocida e neocolonial perpetrada pelo Estado de Israel contra o povo palestino e a defesa, em todos os foros internacionais, da criação do Estado soberano da Palestina.
Em defesa de um Brasil soberano e democrático e contra a barbárie social apoiamos a chapa Lula-Alckmin!
Assinam:
Andréia Galvão
Ângela Soligo
Antonio Miguel
Caio N. de Toledo
Gustavo Tenório Cunha
Henrique Earp
Itamar Ferreira
Laymert Garcia dos Santos
Marcelo Ridenti
Margareth Rago
Maria Silvia Viccari Gatti
Selma Venco
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Divulgação realizada por solicitação do professor Caio Navarro de Toledo (IFCH), na condição de sindicalizado à ADunicamp. As opiniões expressas nos textos assinados são de total responsabilidade do(a)s autore(a)s e não refletem necessariamente a posição oficial da ADunicamp, nem de qualquer uma de suas instâncias (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria).









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