Série Especial | Dossiê Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho

A ADunicamp dá continuidade à série especial “Pelo fim da escala 6×1”, que reúne artigos do Dossiê Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho, produzido por pesquisadores e pesquisadoras dedicados ao estudo das transformações recentes do mundo do trabalho. A iniciativa busca ampliar o debate público sobre os efeitos das jornadas extensas na vida da classe trabalhadora e sobre as alternativas em discussão no Brasil e no mundo para a redução do tempo de trabalho.

Organizado por integrantes do Cesit/Unicamp, do site Democracia e Mundo do Trabalho em Debate, do GEPT/UnB, da Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (REMIR) e da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (FCE/UFRGS), o dossiê reúne pesquisas e reflexões que analisam diferentes dimensões das jornadas contemporâneas — desde os impactos das reformas trabalhistas até as novas formas de exploração associadas às plataformas digitais.

Nesta segunda rodada de publicações, três novos artigos aprofundam o debate a partir de diferentes perspectivas:

O primeiro texto, de Daniela Macia Ferraz Giannini, discute como a Reforma Trabalhista de 2017 ampliou a flexibilização das jornadas e enfraqueceu limites historicamente estabelecidos à liberdade patronal. O artigo analisa também como, no contexto pós-pandemia, voltou a ganhar força o debate sobre a redução do tempo de trabalho, com propostas como a semana de quatro dias em países centrais e, no Brasil, a campanha pelo fim da escala 6×1 impulsionada pelo Movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Acesse o artigo neste link

No segundo artigo, Laura Valle Gontijo analisa os impactos das longas jornadas enfrentadas por entregadores de alimentos e mercadorias que trabalham por meio de plataformas digitais. A partir de entrevistas realizadas com trabalhadores no Distrito Federal, a autora evidencia como essas jornadas estão associadas a conflitos familiares, adoecimento físico e mental e maior exposição a acidentes de trabalho, apontando a necessidade de regulação do trabalho em plataformas e de garantia de direitos básicos, como limites de jornada, descanso e remuneração mínima. Acesse o artigo neste link

O terceiro texto, de Carlindo Rodrigues de Oliveira, retoma o debate sobre a organização do tempo de trabalho ao analisar o regime de turnos ininterruptos de revezamento. O artigo questiona interpretações recorrentes no debate jurídico e nas decisões da Justiça do Trabalho sobre o tema e defende que a negociação coletiva não pode suprimir direitos assegurados constitucionalmente aos trabalhadores. Acesse o artigo neste link

Com a publicação de novos textos a cada semana, a série busca contribuir para o aprofundamento do debate público sobre a redução da jornada de trabalho e para a reflexão sobre caminhos que garantam melhores condições de vida, saúde e trabalho para a classe trabalhadora.

Primeira publicação da série
A abertura da série especial apresentou três artigos que analisam diferentes dimensões das jornadas de trabalho no Brasil. Os textos abordam a intensificação do trabalho docente no ensino superior privado, os impactos da escala 6×1 na saúde e na vida social de trabalhadores — especialmente mulheres negras — e os efeitos das jornadas extensas sobre a juventude brasileira e seu acesso à educação. Leia a primeira parte da série neste link

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