As entidades representativas da comunidade universitária da Unicamp enviaram nesta terça-feira (12) um ofício conjunto ao reitor e aos integrantes do Conselho Universitário (Consu) criticando a presença da Polícia Militar no campus de Barão Geraldo durante mobilizações estudantis e trabalhistas. No documento, assinado por ADunicamp, STU e DCE Unicamp, as organizações afirmam haver “profunda preocupação e repúdio diante da presença ostensiva da Polícia Militar no campus da Unicamp”.
O texto aponta que a circulação de viaturas, motocicletas e efetivos policiais “configurou uma ação de caráter intimidatório e coercitivo contra a livre manifestação da comunidade universitária”. As entidades também defendem que a universidade “é um espaço público de produção de conhecimento, ciência, cultura e direitos” e que “a presença ostensiva das forças policiais dentro do campus não pode ser naturalizada”.
O ofício relaciona a situação na Unicamp ao episódio ocorrido na Universidade de São Paulo (USP) no último dia 10 de maio, quando estudantes foram retirados de uma ocupação pela Tropa de Choque. Segundo as entidades, a ação foi “amplamente denunciada por violações de direitos humanos e práticas autoritárias incompatíveis com o ambiente universitário e com os princípios democráticos”.
Entre as reivindicações apresentadas à Reitoria e ao Consu estão um posicionamento público contra a presença da PM em contextos de mobilização política, esclarecimentos sobre eventuais autorizações para a entrada policial no campus e a reafirmação da autonomia universitária e do direito de greve. O documento termina afirmando que “lutar em defesa da universidade pública não é crime” e que “greve e manifestação não podem ser tratadas como caso de polícia”.









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