ANDES-SN publica Carta de São Luís com diretrizes políticas aprovadas no 69º CONAD

O ANDES-Sindicato Nacional publicou a Carta de São Luís, documento que reúne as principais deliberações políticas aprovadas durante o 69º Conselho do ANDES-SN (CONAD), realizado entre os dias 3 e 5 de julho, na capital maranhense. A Carta sintetiza os debates promovidos ao longo do encontro e reafirma o compromisso da categoria docente com a defesa da educação pública, da democracia, dos direitos da classe trabalhadora e do fortalecimento da organização sindical.

Sob o tema “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”, o documento analisa a conjuntura nacional e internacional e aponta que o avanço da extrema direita e do imperialismo impõe novos desafios aos movimentos sociais e às entidades representativas da classe trabalhadora. A Carta defende a ampliação da mobilização em defesa dos serviços públicos, dos direitos sociais e das universidades públicas.

Ao longo do texto, o ANDES-SN destaca que o cenário atual exige resistência diante da intensificação das políticas de austeridade, dos cortes orçamentários e da precarização das condições de trabalho. Nesse contexto, reafirma a necessidade de fortalecer a luta em defesa da educação pública, da saúde, da reforma agrária e das demais políticas sociais.

A Carta também registra preocupações com o avanço da plataformização do trabalho, da terceirização e do adoecimento da classe trabalhadora, além de destacar a importância da solidariedade internacional, da defesa dos territórios tradicionais e do enfrentamento à crise ambiental. Entre as deliberações aprovadas estão o ingresso do ANDES-SN no Fórum Nacional de Educação, ações voltadas às(aos) docentes aposentadas(os), medidas de combate ao feminicídio e a criação de uma comissão para discutir mudanças na metodologia dos eventos organizativos do sindicato.

No campo das lutas sociais, a Carta reafirma o compromisso da entidade com a redução da jornada de trabalho, defendendo o fim da escala 6×1 e a implantação da jornada de 30 horas semanais, sem redução salarial. O documento também estabelece como orientação política o enfrentamento às candidaturas da direita e da extrema direita nas eleições de 2026, defendendo a ampliação da mobilização popular em defesa da democracia e dos direitos sociais.

No encerramento, o documento recupera o legado de Paulo Freire e afirma que os próximos meses deverão ser marcados por “lutas, mobilizações, resistências e ações em defesa da educação pública e da democracia”, reafirmando que “as(os) fascistas não passarão”.

ADunicamp sediará o próximo CONAD
A Carta de São Luís também anuncia oficialmente que a ADunicamp será a sede do 70º CONAD do ANDES-SN, destacando o protagonismo recente da entidade na defesa da universidade pública.

Ao justificar a escolha, o documento registra que a ADunicamp sediará o próximo Conselho por ter sido cenário de importantes mobilizações contra os cortes orçamentários nas universidades paulistas. A Carta ressalta que a comunidade acadêmica da Unicamp protagonizou uma greve envolvendo docentes, servidoras(es) técnico-administrativas(os) e estudantes em defesa da educação pública e contra as iniciativas de privatização.

O texto também menciona os ataques enfrentados pelas instituições públicas de ensino superior em São Paulo e reafirma a campanha nacional do ANDES-SN “Lutar Não é Crime!”, destacando a necessidade de fortalecer a mobilização em defesa da universidade pública, da autonomia universitária e da democracia.

LEIA A CARTA NESTE LINK

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