Docentes da Unicamp decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, 18 de maio. A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada em Assembleia Extraordinária realizada pela ADunicamp nesta sexta-feira, 15, e segue a orientação do Fórum das Seis.
A decisão ocorre após nova rodada de negociações entre o Fórum das Seis e o Cruesp, realizada na quinta-feira, 14. Os reitores mantiveram a proposta de reajuste salarial de apenas 3,47%, índice calculado com base no IPC/Fipe, rejeitando a contraproposta apresentada pelas categorias.
O Fórum reivindica reajuste de 7,39%, composto pela inflação medida pelo IPCA/IBGE nos últimos 12 meses, 4,39%, somado a mais 3% como parte da recuperação das perdas salariais acumuladas desde maio de 2012. De acordo com o Fórum, a proposta busca garantir minimamente o poder de compra diante da inflação e iniciar um processo de recomposição salarial.
Durante a discussão, docentes defenderam que a campanha salarial não deve se limitar à reposição inflacionária, mas incorporar a recuperação das perdas acumuladas nos últimos anos. Também foi aprovada a mobilização pela reabertura imediata da mesa de negociação entre o Fórum das Seis e o Cruesp.
A presidenta da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB), informou que o Fórum das Seis pedirá formalmente uma nova reunião de negociação com o Cruesp, por meio de ofício, que será encaminhado ao Conselho de Reitores.
A assembleia decidiu pela construção de atos públicos e mobilizações. O primeiro será no próximo dia 20 de maio, em frente à Reitoria da Unicamp, em parceria com servidores(as) técnico-administrativos(as) e estudantes da universidade, que já estão em greve. No mesmo dia, após a realização do ato, a ADunicamp disponibilizará transporte para a “Marcha Estadual pela Vida e Educação”, que ocorrerá em São Paulo (SP). A marcha, organizada por associações, sindicatos e movimentos estudantis, tem como objetivo de colocar em evidência a defesa do serviço público, em especial da educação.
Durante os debates, docentes destacaram a necessidade de ampliar a pressão política sobre as reitorias. Também foi sugerida e aprovada a criação de um comando de greve para organizar as próximas ações da mobilização docente. Vários(as) docentes se manifestaram imediatamente, de forma voluntária, e passarão a integrar o comando.









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