CR aprova contas da ADunicamp e inicia debate sobre temas como retorno presencial e assédio na Universidade

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O CR (Conselho de Representantes) da ADunicamp, reunido por meio de videoconferência nesta terça-feira, 27 de julho, aprovou por unanimidade o balancete apresentado pela diretoria da entidade, referente ao trimestre de março, abril e maio de 2021, e também a Súmula da reunião anterior do Conselho, ocorrida em 24 de junho.

Quatro moções apresentadas por integrantes do CR também foram aprovadas e os conselheiros discutiram a urgência de um planejamento e de ações pedagógicas relativas ao retorno presencial das aulas e do trabalho na Universidade. 

O diretor Administrativo da ADunicamp, professor Edson Joaquim dos Santos (Cotuca), um dos responsáveis pela condução das negociações sobre os reajustes anuais com a Unimed, fez um relato sobre as tratativas que resultaram em um acordo que reduziu o valor dos contratos na “Faixa  Etária” e reajuste abaixo da inflação dos “Faixa Única”. O relato das negociações e os novos valores do convênio pode ser ser acessado aqui.

O balancete do trimestre, aprovado na reunião, foi analisado anteriormente pela Comissão de Acompanhamento de Execução Orçamentária, composta por quatro docentes do Conselho, que apresentou um parecer sobre os números, antes da votação pelos/as demais conselheiros/as. 

“Após exposição detalhada do movimento financeiro (…) e análise detalhada dos documentos, conclui-se não haver quaisquer irregularidades ou óbices que impeçam a aprovação”, conclui o parecer.

Detalhamento do balancete e explicações sobre ele podem ser solicitados por associados/as da ADunicamp junto ao setor Administrativo da entidade, a qualquer momento.

RETORNO E ASSÉDIO

O CR discutiu também a necessidade de que sejam tomadas iniciativas pela ADunicamp para pensar e planejar o retorno às aulas presenciais. Foi sugerida também a criação de uma estrutura de apoio a docentes diante do grande número de casos de assédio que tem sido identificado nas diferentes unidades da Universidade.

A presidente da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB), avaliou que o retorno presencial é importante, mesmo como “instrumento pedagógico” diante das novas normas de convivência e segurança que terão que ser estabelecidas após o controle da pandemia.

“As universidades não pararam. Docentes estão trabalhando muito e há muitos alunos e alunas com problemas sérios. Temo que algumas perdas sejam irreparáveis. Mas, com certeza, o retorno tem que acontecer com avaliação contínua e com garantia de que todos os protocolos sejam seguidos”, afirmou.

O professor e conselheiro pelo Instituto de Biologia, André Vieira, considerou que a discussão sobre o retorno presencial ainda é prematura, uma vez que são fortes os indícios de que haverá em breve a ocorrência de uma nova onda de Covid-19 no Brasil, com o aumento do registro de casos no país da variante Delta do coronavírus, muito mais transmissível.

A professora Sílvia lembrou que tanto essa questão, como a das ações de apoio a casos de assédio, assim como outros problemas enfrentados por docentes em suas unidades, serão temas da reunião por teleconferência entre a diretoria da ADunicamp e docentes, agendada para o próximo dia 4 de agosto, a partir das 14h.

AS MOÇÕES

São as seguintes as moções, aprovadas em conjunto e por unanimidade pelo CR:

Moção 1

A MP (Medida Provisória) 1040 pretenderia melhorar o ambiente de negócios no País, facilitando a abertura de empresas, protegendo investidores e modificando a legislação do comércio exterior.

O relator na Câmara, deputado Bertaioli (PSD-SP), incluiu nas disposições finais a revogação da lei 4950-A de 1966, que estabelece o piso salarial de engenheiros, químicos, arquitetos, agrônomos e veterinários. A justificativa: “Junto ao Ministério de Economia buscamos revogar legislações que não possuam mais sentido com a realidade”.

O texto foi aprovado pela Câmara em junho, falta ser apreciado pelo Senado.

O CR da ADunicamp manifesta-se contra a extinção dos pisos salariais, apoia a luta das categorias envolvidas e propõe a revogação da MP 1040 pelo Senado.

Moção 2

O estado da Bahia pretende começar nesta segunda-feira (26/07) a volta às aulas semipresenciais num sistema híbrido (combinando presencial e online).

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado da Bahia defende que os professores não voltem às aulas presenciais até que todos estejam imunizados. Em resposta, o governador Rui Costa (PT) ameaçou com corte de salários aos professores que não voltarem para as aulas e até com a abertura de processos administrativos para demitir os professores com base na lei do abandono do emprego.

Além disso, os alunos que faltarem às aulas poderão perder o Bolsa Presença, programa que dá ajuda financeira às suas famílias.

O CR da ADunicamp declara seu total apoio ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado da Bahia e repudia veementemente a atitude autoritária do governo do estado da Bahia.

Moção 3

Fora Bolsonaro, fora Guedes, fora Centrão!
Punição rigorosa aos envolvidos nas negociatas com vacinas e aos responsáveis pelo negacionismo genocida.
Prisão para todos eles! Todo apoio à CPI.

Moção 4

O prefeito de Monte Mor, Edivaldo Brischi (PTB), expulsou moradores de rua para cidades vizinhas. Funcionários da prefeitura forçaram os mesmos a entrar em vans que os levaram a outros municípios onde foram literalmente despejados, em flagrante violação aos direitos humanos mais elementares.

“Não quero ver minha cidade virar lixo”, disse o bípede humanoide que ocupa a prefeitura de Monte Mor, que divulgou sua “façanha” nas redes sociais.

O CR da ADunicamp repudia esta brutal atitude e manifesta-se a favor da prisão do prefeito.

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