Fórum das Seis destaca mobilizações contra escala 6×1 e convoca ato unificado do funcionalismo para 10 de abril


O dia 20 de março, inicialmente previsto como uma data de paralisações e manifestações unificadas do funcionalismo paulista, teve seu caráter alterado. De acordo com orientação das centrais sindicais, a mobilização nesta data passa a priorizar atividades de conscientização, como panfletagens, uso de faixas e ações simbólicas em diversas cidades do país.

O foco principal das ações é dar visibilidade à luta pelo fim da escala 6×1, sem redução salarial, além de reforçar outras pautas de alcance nacional.

Já o dia unificado de mobilização do funcionalismo paulista foi transferido para 10 de abril. Na data, está prevista uma grande manifestação conjunta na cidade de São Paulo, organizada pela Frente Paulista em Defesa do Serviço Público. Mais detalhes sobre o ato devem ser divulgados nos próximos dias.

Como parte da mobilização, professores da rede estadual de São Paulo já indicaram paralisação para os dias 9 e 10 de abril, fortalecendo o movimento.

O Fórum das Seis apoia a convocação e orienta os interessados a participarem das caravanas organizadas pela Apeoesp, que sairão de diferentes cidades do estado em direção à capital paulista.

A mobilização busca unificar as reivindicações das diversas categorias do funcionalismo, que, segundo as entidades, vêm enfrentando medidas como arrocho salarial, privatizações, cortes de recursos nas áreas de educação e saúde, além de renúncias fiscais consideradas elevadas. A oposição à proposta de reforma administrativa, ainda em discussão no Congresso Nacional, também figura entre os principais pontos de pauta.

Além das reivindicações gerais, cada categoria deve destacar suas demandas específicas. No caso das universidades estaduais e do Centro Paula Souza, estão entre as prioridades a realização de negociações na data-base, reposição de perdas salariais, garantia de direitos para docentes, servidores e estudantes, pagamento de valores retroativos relacionados ao chamado “descongelamento”, além de investimentos em permanência estudantil e financiamento adequado das instituições.


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