CR abre debate da data-base e pauta unificada do Fórum das Seis para 2026


ADunicamp vai atuar diretamente em todas as Unidades da Unicamp, durante a campanha da Data-base 2026, com o objetivo de esclarecer, debater e colher sugestões sobre os pontos e propostas da pauta unificada que começa a ser construída pelo Fórum das Seis. A informação, assim como um chamado para o início das mobilizações, foi transmitida pela presidenta da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB), na reunião do CR (Conselho de Representantes) realizada nesta quarta-feira, 25 de fevereiro.

“Será uma campanha muito difícil, diante da conjuntura que temos este ano. A negociação vai ser complexa. Por isso é fundamental que, além da discussão nas assembleias, a gente vá às Unidades para conversar diretamente com nossas bases”, afirmou Silvia. Além da baixa expectativa na arrecadação do ICMS, ela destacou o alto comprometimento da folha no orçamento das Universidades Paulistas, que chega a 94% na Unicamp e 84% na USP e Unesp. “Esses são fortes indicativos de como deverá ser a nossa relação com o Cruesp este ano.”

Ainda assim, Silvia apontou a expectativa de que o Cruesp proponha algo próximo ao índice anual de inflação, hoje em torno de 4%, mas lembrou que a pauta do Fórum, historicamente, inclui a recuperação das perdas referentes ao poder de compra dos salários de 2012. “Pelos cálculo, teríamos que ter 13,7% para recompor as perdas desde 2012. E o Fórum deverá insistir nisso”, avaliou.

A professora Silvia informou ainda que o Fórum das Seis se reúne nesta quinta-feira, 26, para tratar da pauta específica e que deverá, já no dia 2 de março, divulgar um boletim com as primeiras orientações e decisões.

Assim que a pauta unificada estiver consolidada, a ADunicamp começará a organizar, a partir da primeira semana de março, as rodadas de visitas às Unidades, em formato de reuniões abertas com participação conjunta de docentes, servidores e estudantes (ADunicamp, STU e DCE), para apresentar a pauta e o cenário da negociação. “E temos que agir com rapidez, pois até o início de abril a pauta unificada deverá ser entregue ao Cruesp e, antes, terá que ser aprovada em nossas assembleias. Por isso, a participação de todos os integrantes do CR em suas Unidades é fundamental”, ponderou Silvia.

REGIMENTO

A professora Silvia voltou a pedir apoio ao CR para ampliar a participação de docentes na votação da proposta de alteração do Regimento da ADunicamp, apontando que ainda faltariam “70 a 80 votos” para concluir a etapa inicial do processo. Também foi reforçada a necessidade de candidaturas nas unidades para as eleições do CR, que ocorrem junto à eleição da Diretoria, prevista para maio.

E apoio também para a retomada da campanha de sindicalização, que voltará a oferecer seis meses de isenção para novos sindicalizados. Silvia lembrou que, na campanha anterior, a ADunicamp alcançou destaque nacional. “Em um intervalo de nove meses, nós fomos à associação com maior taxa de sindicalização proporcional desse país. E isso não é pouco. Então, por favor, colaborem conosco nesse processo.”

O CR também aprovou, por unanimidade, a compra de computadores e notebooks para renovar o parque de informática da ADunicamp, investimento estimado em cerca de R$ 100 mil, e que já previsto no orçamento anual, aprovado em assembleia no final de 2025.

Os equipamentos atualmente em uso, já antigos e sem capacidade para atender as atuais demandas da ADunicamp, deverão ser doados para associações que cuidam de comunidades em situação de vulnerabilidade, como escolas indígenas e quilombolas, entre outras. Silvia lembrou que as eventuais doações, a serem decididas posteriormente, também dependerão de aprovação e autorização do CR.

ATAQUES À UNICAMP

O CR aprovou por unanimidade uma Moção de Repúdio aos atos de violência e intimidação ocorridos na Calourada 2026, em 23 de fevereiro, quando um grupo externo invadiu atividades de recepção, gerando tumulto, ameaças e agressões. A moção, assinada conjuntamente pela Diretoria da ADunicamp e pelo CR, aponta que os ataques não foram episódio isolado, mas ação articulada por segmentos da extrema-direita, com objetivo de intimidar e deslegitimar as Universidades Públicas.

O documento será encaminhado, entre outros, à Câmara Municipal de Campinas, Alesp, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Cruesp e Secretaria de Educação do Estado, além de circular amplamente junto à comunidade universitária (docentes, direções de Unidade, representantes do Consu e entidades como DCE, STU e APG).

LEIA AQUI O TEXTO COMPLETO DA MOÇÃO

USO DE ESPAÇOS

A professora Silvia informou ao CR que a Diretoria da ADunicamp fez uma revisão das normas de uso de seus espaços, principalmente o auditório, a sala multiuso e a praça do restaurante, com o objetivo de aprimorar a organização e garantir melhores condições de funcionamento. A mudança foi motivada por situações recorrentes, como eventos que ultrapassavam o horário previsto, especialmente à noite, dificultando a atuação dos servidores, além de pedidos feitos sem a antecedência necessária.

Entre as novas diretrizes, está o limite de até três eventos noturnos por semana e a definição de que as atividades não poderão ultrapassar as 22 horas, devendo começar antes das 20 horas. Também foi fixado prazo mínimo de 45 dias para solicitação de uso dos espaços. Eventos com patrocínio deverão pagar taxa de ocupação, conforme regra já existente.

A Diretoria reforçou ainda que o auditório deve ser utilizado prioritariamente para ações sindicais, culturais e iniciativas ligadas a entidades e movimentos parceiros. Eventos estritamente acadêmicos, sem vínculo com essas frentes, não serão autorizados, uma vez que a Universidade dispõe de estrutura própria para esse tipo de atividade.


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