Carnaval, samba e consciência: ADunicamp apoia e defende alegria como forma de luta e resistência


ADunicamp apoia e convida para a folia de 2026 em Barão Geraldo com os desfiles dos Blocos Cupinzeiro e Ribeirão!

Em tempos de incertezas, a alegria organizada responde com tambor, purpurina e corpo coletivo: a festa popular também é trincheira. 

Mais um carnaval que a ADunicamp reafirma esse compromisso ao apoiar e convidar toda a comunidade para os desfiles dos blocos Cupinzeiro e Ribeirão, que transformam a folia em exercício de consciência social, cultural e política.

Como sindicato que defende a categoria docente e a universidade pública, a ADunicamp entende que lutar não é só protocolar ofício ou ocupar assembleia. Lutar é também ocupar as ruas, disputar sentidos e afirmar que a vida precisa ser celebrada. 

O carnaval é festa, sim, mas também é território de luta. Então venha celebrar, resistir e mostrar que o samba segue sendo ferramenta de organização popular.

Cupinzeiro: tradição, pesquisa e carnaval de rua
O Bloco do Cupinzeiro nasceu em 2002 e integra o Núcleo Cupinzeiro, que há duas décadas pesquisa, cria e respira música popular brasileira. São 23 carnavais na rua com um objetivo claro: recuperar a brincadeira do carnaval de bairro e a tradição dos blocos populares de Campinas, aqueles que não pedem licença para existir.

Na rua, o Cupinzeiro defende o acesso à cultura e a ocupação dos espaços públicos com arte, suor e tamborim. A cada ano, um novo tema dá o tom do samba e do desfile, sempre conectando festa à reflexão.

Em 2026, o bloco sai com o tema “Habitar o Tempo”, uma homenagem ao pensamento de Ailton Krenak, lembrando que o futuro não se constrói sem memória, cuidado e presença.

Siga e acompanhe: @cupinzeironucleo

Ribeirão: carnaval também é luta ambiental
Já o Bloco do Ribeirão nasce do encontro entre alegria, ativismo ambiental e compromisso social. O convite é simples e profundo: conhecer, cuidar e defender o Ribeirão das Pedras, um tesouro natural sistematicamente invisibilizado pela urbanização predatória.

Pesquisadores, docentes, artistas, profissionais da saúde e da educação, estudantes e moradores de Barão Geraldo deram forma ao projeto “Ribeirão das Pedras – Um rio para chamar de nosso”. Sua principal ação cultural é o Bloco do Ribeirão, que une arte e ecologia em um grande cortejo pelas margens do rio.

Com saída da Praça do Coco, o bloco convida docentes, funcionários, estudantes e moradores a percorrerem o trajeto ao longo do Ribeirão das Pedras, embalados por música e boas conversas sobre o rio, sua história e sua importância para foliões de todas as idades.

O Ribeirão nasce próximo ao Shopping D. Pedro, atravessa Barão Geraldo e deságua no Rio Anhumas. Apesar do reflorestamento da mata ciliar nas últimas décadas, suas águas seguem poluídas, impróprias para lazer ou consumo. O projeto existe justamente para lembrar: rio não é esgoto, é território vivo e bem comum.

Siga e acompanhe: @bloco_do_ribeirao

📌 Desfiles e ensaios abertos dos blocos apoiados pela ADunicamp

📍 Cupinzeiro
14/02 (sábado): esquenta pré-desfile, a partir das 11h, na Praça Durval Pátaro, Barão Geraldo
16/02 (segunda): desfile oficial, a partir das 15h, concentração e saída da Praça do Coco, pelas ruas centrais de Barão Geraldo

📍 Ribeirão
15/02 (domingo): desfile oficial, a partir das 10h, concentração e saída em frente ao restaurante Reúne, Praça do Coco
07/02 (sábado): ensaio aberto, às 15h, no Assentamento Marielle Vive, Valinhos
08/02 (domingo): ensaio aberto, às 17h, no Bar Confra, Praça do Coco, Barão Geraldo

Foto destaque: Divulgação Bloco do Ribeirão


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