A ADunicamp apoia integralmente a decisão da vereadora Mariana Conti (PSOL), doutoranda em Ciências Políticas pela Unicamp, que anunciou nesta terça-feira, 26 de agosto, a sua participação na tripulação da flotilha Global Sumud, que tentará, com dezenas de embarcações, furar o bloqueio imposto pelo governo de Israel à Faixa de Gaza.
A flotilha partirá, no próximo domingo, 31 de agosto, do porto de Barcelona, na Espanha, e se encontrará quatro dias depois, em alto mar, com embarcações que partirão da Tunísia e de outros portos árabes. Esta será, na avaliação dos coordenadores do Global Movement to Gaza, “a maior flotilha civil já organizada” para tentar furar o bloqueio de Israel e permitir a entrega de alimentos e medicamentos para a população palestina que vem sendo dizimada pela guerra, por doenças e pela fome.
Segundo os organizadores, todas as embarcações “contarão com jornalistas, médicos e figuras públicas”, com o objetivo de dar ampla visibilidade mundial à ação, fundamental para “garantir a chegada segura da flotilha”. A ativista Greta Thunberg e o ativista brasileiro Thiago Ávila também vão integrar a tripulação. Eles estavam a bordo do barco Madlen, interceptado em junho pelo Exército de Israel quando tentavam chegar a Gaza. E ficaram sob custódia do israelense, juntamente com mais nove ativistas que navegaram juntos.
A parlamentar reitera que essas ações são pacíficas, não violentas, e buscam “abrir um corredor humanitário e dar visibilidade ao que está acontecendo” em Gaza. “O cerco estabelecido por Israel é ilegal perante o direito internacional e constitui crime de guerra”, afirma ela.
Os organizadores da flotilha reiteram “a necessidade de romper a cumplicidade dos governos diante do genocídio” o que torna indispensável o apoio do maior número de organizações, como a ADunicamp, de movimentos sociais pela paz e da sociedade civil em geral. Neste momento, em Barcelona, ocorre uma grande mobilização, que se estenderá até o dia da partida, com ampla participação de apoiadores e artistas de diversos países.
Os objetivos declarados da flotilha são: “Romper o cerco ilegal a Gaza por via marítima, abrir um corredor humanitário e pôr fim ao genocídio em curso contra o povo palestino.”
Crédito foto: RS/Fotos Públicas
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