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ANDES-SN realiza Semana de Lutas do Setor das Iees/Imes entre 23 e 27 de maio

Diante da escalada de ataques e retrocessos, o ANDES-SN e suas seções sindicais realizam, entre 23 e 27 de maio, a Semana de Lutas das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior públicas (Iees/Imes). A Semana, organizada pelo Sindicato Nacional, tem como tema central “Semana de Lutas do Setor: quem conhece, defende!”. Reconhecida pelo seu contexto histórico, a Semana de Lutas das Iees e Imes ocorre, geralmente, em maio, mês no qual as Assembleias Legislativas votam as Leis Orçamentárias Anuais dos estados.

Além da luta por mais orçamento, as e os docentes têm realizado mobilizações incessantes nos estados e municípios por melhores condições de trabalho, valorização salarial, concursos públicos e em defesa da autonomia universitária.

As atividades se iniciam na segunda-feira (23) com a realização de uma transmissão ao vivo do lançamento da Campanha em Defesa das Iees/Imes, a partir das 18h, com a participação do presidente do Sindicato Nacional em exercício, Milton Pinheiro, e integrantes da coordenação do Setor das Iees/Imes, Rosineide Freitas (Uerj), Sâmbara Ribeiro (Uece), Alexsandro Carvalho (Uern), Edmilson Silva (UEM), Luiz Blume (Uesc). A Campanha, que tem como lema “Universidades Estatuais e Municipais: quem conhece, defende!”, foi aprovada no 40º Congresso do ANDES-SN, realizado este ano em Porto Alegre (RS), assim como a realização da Semana de Lutas, que integra o Plano de Lutas do Setor das Iees/Imes.

“A ideia é termos ações descentralizadas e que cada seção sindical se aproprie das suas peças, a partir da identidade da Campanha, e construa iniciativas nos estados e municípios, com sua comunidade acadêmica, em defesa das Instituições Públicas Estaduais e Municipais de Ensino Superior”, explicou Rosineide Freitas, da coordenação Setor das Iees/Imes do ANDES-SN.

A diretora do Sindicato Nacional ressaltou a importância de mostrar para toda a sociedade a luta encampada nas instituições “em defesa da educação pública e os ataques históricos promovidos por governos e prefeituras a elas”.

A semana ainda contará com o lançamento do podcast – conteúdo de áudio semelhante ao de um programa de rádio – sobre a Financeirização nos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) nos estados: Tendências enunciadas na estruturação do sistema e na legislação, com a participação da professora Sara Granemann (UFRJ), e do Painel Virtual “As lutas atuais do Setor das Iees/Imes”, no dia 26 de maio, a partir das 19h, ao vivo no Instagram do ANDES-SN. Além disso, de 23 a 27 de maio ocorrerão atos, paralisações, debates, panfletagens e outras ações de agitação nas Instituições de Ensino para dialogar com a comunidade acadêmica e com a sociedade sobre a importância dessas universidades.

Serviço:
Semana de lutas das Instituições Estaduais e Municipais de Ensino Superior (Iees/Imes): “Quem conhece, defende”
Programação:

23/05 – 18h: Live de lançamento, nas redes sociais do ANDES-SN, com participação do presidente em exercício do ANDES-SN Milton Pinheiro, e dos(as) diretores/as Rosineide Freitas; Sâmbara Ribeiro; Alexandro Carvalho; Edmilson Silva e Luiz Blume; 
24/05: Divulgação dos vídeos da Campanha;
25/05: Lançamento do episódio de podcast sobre Financeirização dos Regimes Próprios de Previdência Social nos Estados, com Sara Granemann;
26/05 – 19h: Painel virtual das Lutas Atuais do Setor das Iees/Imes, ao vivo no Instagram;
27/05: Divulgação dos vídeos da Campanha.




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NOTA DE DOCENTES SOBRE O ATO DEMOCRÁTICO DE 5/5/2022

Divulgação realizada por solicitação de um grupo de docentes, na condição de sindicalizados à ADunicamp.

NOTA DE DOCENTES SOBRE O ATO DEMOCRÁTICO DE 5/5/2022.

Os professores da Unicamp abaixo assinados vêm a público louvar a forma democrática como as entidades do campus – ADunicamp, STU, APG e DCE – souberam encaminhar a solicitação de espaço feita pelos organizadores da Aula Magna do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Teatro de Arena da Unicamp na tarde de 05 de maio de 2022.

O evento reuniu um enorme público e transcorreu tranquilamente congregando distintos setores democráticos da Universidade, assim como da cidade de Campinas. Desmentiu, portanto, as previsões de conflito e tumulto divulgadas por um grupo de docentes da Unicamp que, assim, confundiu o exercício da censura com o da crítica.

O Ato estabeleceu, ainda, um precedente que deve ser seguido por quaisquer setores democráticos da sociedade que desejem se manifestar perante a Universidade.

Unicamp, maio de 2022

Signatários:

1. Adalberto B.M. Sacchi Bassi, IQ

2. Adalberto Marson, IFCH

3. Adriana Gracia Piscitelli, Pagu/IFCH

4. Adriana Varani, FE

5. Agueda Bittencourt, FE

6. Alcir Pécora, IEL,

7. Alessandra Viveiro, FE

8. Alexandrina Monteiro, FE

9. Alik Wunder, FE

10. Álvaro Penteado Crósta, IG

11. Ana Cláudia Fernandes Ferreira, IEL

12. Ana Lúcia Goulart de Faria, FE

13.Ana Lúcia Horta Nogueira, FE

14. Ana Luiza Bustamante Smolka, FE,

15. Ana Maria Falcão de Aragão, FE

16. Ana Maria Fonseca De Almeida, FE

17. Ana Maria Rodriguez Costas, IA

18. Ana Maria Stabelini, FE

19. Anderson Ricardo Trevisan, FE

20.André Biancarelli, IE

21. Angel Humberto Corbera Mori, IEL

22.Ângela Soligo, FE

23.Anna Christina Bentes, IEL

24.Antônio Carlos Amorim, FE

25.Antônio Carlos Dias Junior, FE

26.Antônio Guerreiro, IFCH

27. Antônio Miguel, FE

28.Aparecida Neri de Souza, FE

29.Arlete Moyses Rodrigues, IFCH

30.Armando Boito Jr., IFCH

31. Arnaldo Pinto Junior, FE

32.Áurea Maria Guimarães, FE

33.Benedicto Luiz Orlandi, IFCH

34.Bruno De Conti, IE

35.Caio N. de Toledo, IFCH

36.Carlos Alberto Cordovano Vieira, IE

37. Carlos Berriel, IEL

38.Carlos Roberto Silveira Corrêa, FCM

39.Carlos Vogt, IEL

40.Carmen Lucia Soares, FE

41. Cecília Azevedo Lima Collares, FE

42.Cesar Nunes FE,

43.Cesar Pagan, FEEC

44.Cláudia Lemos, IEL

45.Cláudia Pfeiffer, IEL

46.Claudio Henrique de Moraes Batalha, IFCH

47. Cristiane Megid, Cotuca

48.Daniela Birman, IEL

49.Dario Fiorentini, FE

50.Debora Jeffrey, FE

51. Débora Mazza, FE

52.Dermeval Saviani, FE

53. Dirce Zan, FE

54.Dirceu da Silva, FE

55. Edivaldo Góis Junior, FEF

56.Edmundo Capelas de Oliveira, IMECC

57. Edwiges Morato, IEL

58.Eleonora Cavalcante Albano, IEL

59.Eliana Ayoub, FE

60.Eliete Maria Silva, FEF

61. Elisabeth Barolli, FE

62.Emília Pietrafesa, IFCH

63.Eneias Phorlin, IFCH

64.Érica Lima, IEL

65.Ernesto Kemp, IFGW

66.Evaldo Piolli, FE

67. Fabiana de Cassia Rodrigues, FE

68.Fábio Campos, IE

69.Fernanda Theodoro Roveri, FE

70.Fernando Teixeira da Silva, IFCH

71. Flávio César de Sá, FCM

72. Flavio De Oliveira, IEL

73. Francisco Alerrandro da Silva Araujo, IEL

74. Francisco Aoki, FCM

75. Francisco Foot Hardman, IEL

76. Frederico Almeida, IFCH

77. Gabriela Martins Mafra, IEL

78.Gabriela Tebet, FE

79. Gabriel Ferreira Zacarias, IFCH

80.Guilherme do Val Toledo Prado, FE

81. Gustavo Tenório Cunha, FCM

82.Hector Benoit, IFCH

83.Helena Costa Lopes de Freitas, FE

84.Helena Sampaio, FE

85.Heloísa Matos Lins, FE

86.Heloisa Pontes, IFCH

87.Henrique N. Sá Earp, IMECC

88.Herling Aguilar Alonzo, FCM

89.Inês Ferreira de Souza Bragança, FE

90.Inês Petrucci, FE

91. Itala Loffredo, IFCH

92.Itamar Ferreira, FEM

93.Ivan Xavier Moura do Nascimento, IMECC

94.Ivany Pino, FE

95.Izabel Marson, IFCH

96.Jeanne Marie Gagnebin, IFCH

97. Jefferson Picanço, IG

98.Jesus Ranieri, IFCH

99.João Ernesto de Carvalho, FCF

100. João Frederico da Costa Azevedo Meyer, IMECC

101. João Quartim de Moraes, IFCH

102. Jorge Megid Neto, IEL

103. José Carlos Pinto de Oliveira, IFCH

104. José Claudinei Lombardi, FE

105. José Dari Krein, IE

106. Josely Rimoli, FCA

107. José Mario Martínez, IMECC

108. José Maurício Arruti, IFCH

109. José Roberto Zan, IA

110. Josianne Cerasoli, IFCH

111. Lalo Minto, FE

112. Laura Rifo, IMECC

113. Lauro Balsini, IEL

114. Leandro Barsalini, IA

115. Leandro Martínez, IQ

116. Leila Ferreira da Costa, IFCH

117. Liliana Segnini, FE

118. Luana Saturnino Tvardovskas, IFCH

119. Luciane Miranda Guerra, FOP

120. Luciane Muniz Ribeiro Barbosa, FE

121. Luciano Allegretti Mercadante, FCA

122. Lucilene Reginado, IFCH

123. Luís Enrique Aguilar, FE

124. Luise Weiss, IA

125. Luiz Antonio Barrera San Martin, IMECC

126. Luiz Carlos de Freitas, FE

127. Luiz Carlos Dias, IQ

128. Luiz Marques, IFCH

129. Lygia Eluf, IA

130. Mara Regina Jacomeli, FE

131. Mara Sordi, FE

132. Marcelo El Khouri Buzato, IEL

133. Marcelo Terra Cunha, IMECC

134. Marcelo Weishaupt Proni, IE

135. Márcia Baldini, FCM

136. Márcia de Paula Leite, FE

137. Márcia Mendonça, IEL

138. Márcio Pochmann, IE

139. Marco Antonio Rocha, IE

140. Margareth Rago, IFCH

141. Maria Aparecida Affonso Moyses, FCM

142. Maria Aparecida Guedes Monção, FE

143. Maria Bernadete Abaurre, IEL

144. Maria Betânia Amoroso, IEL

145. Maria Irma Hadler Coudry, IEL

146. Maria José Maluf De Mesquita, IG

147. Maria José P. M. de Almeida, FE

148. Maria Lygia Quartim de Moraes, IFCH

149. Maria Marcia Sigrist Malavasi, FE

150. Maria Rita Donalísio, FCM

151. Maria Stella Bresciani, IFCH

152. Mariângela Resende, FCM

153. Marilisa Berti de Azevedo Barros, FCM

154. Mário Augusto Medeiros, IFCH

155. Mário Gneri, IMECC

156. Mario Luiz Frungillo, IEL

157. Max Henrique Machado, FEE

158. Natália Corazza Padovani, Pagu/IFCH

159. Newton Antonio Paciulli Bryan, FE

160. Nima Spigolon, FE

161. Nora Krawczyk, FE,

162. Omar Thomaz, IFCH

163. Oswaldo Giacoia Jr., IFCH

164. Patricia Prata, IEL

165. Paulo José De Siqueira Tiné, IA

166. Paulo Sérgio de Vasconcellos, IEL

167. Pedro Cunha de Holanda, IFGW

168. Pedro Ganzeli, FE

169. Pedro Paulo Zahluth Bastos, IE

170. Petrilson Pinheiro, IEL

171. Plínio de Arruda Sampaio Jr., IE

172. Raquel Gryszczenko Alves Gomes, IFCH

173. Raquel Salek Fiad, IEL

174. Regina Machado, IA

175. Regina Célia da Silva, CEL

176. Régis Silva, FE

177. Renê Trentin, FE

178. Ricardo Carlos Cordeiro, FCM

179. Ricardo Coltro Antunes, IFCH

180. Ricardo Figueiredo Pirola, IFCH

181. Roberto Heloani, FE

182. Rodolfo Ilari, IEL

183. Rodrigo Camargo de Godoi, IFCH

184. Rui Luís Rodrigues, IFCH

185. Ruth Lopes, IEL

186. Sávio Cavalcante, IFCH

187. Selma Venco, FE

188. Sérgio de Lucca, FCM

189. Sérgio Leite, FE

190. Sérgio Resende Carvalho, FCM

191. Sílvio Gallo, FE

192. Sírio Possenti, IEL

193. Sueli Irene Rodrigues Costa, IMECC

194. Suely Kofes, IFCH

195. Suzi Frankl Sperber, IEL

196. Thaís Lima Nicodemo, IA

197. Theresa Adrião, FE

198. Trajano Vieira, IEL

199. Vanessa Rosemary Lea, IFCH

200. Verônica Gonzales-Lopes, IMECC

201. Viviane Veras, IEL

202. Wagner Romão, IFCH

203. Wagner Xavier de Camargo, FE

204. Walter Carnielli, IFCH

205. Wilmar D´Angelis, IEL




ADunicamp Concertos recebe, no dia 25/05, o pianista argentino Eduardo Elia

No próximo dia 25 de maio (quarta-feira), a série ADunicamp Concertos retoma suas atividades presenciais com a apresentação do pianista Eduardo Elia. O show, que terá início as 20 horas, será no auditório da ADunicamp, de modo presencial.

Nasciso em Córdoba, Argentina, Eduardo Elia lançou oito discos na carreira: “Callado” (2008), “El yang y el yang” (2011), “We see” (2012), “Figuras de un solo trazo” (2015) , “Solo” (2016), “Cuando sea necesario” (2019) , e “Lejos del torbellino” (2020). Recentemente, ele lançou o “The art of not faling – Improvisations on Schoenberg’s Op 19 piano pieces”, pelo qual foi reconhecido como o “Pianista del año” na pesquisa realizada pelo site especializado em jazz “El Intruso”. Saiba mais sobre a carreira dele aqui.

SERVIÇO
ADunicamp Concertos
Show com o pianista Eduardo Elia
Data: 25/05 (quarta)
Horário: 20h
Local: Auditório da ADunicamp
Evento presencial




CONVOCATÓRIA | ASSEMBLEIA DE DOCENTES NA ADUNICAMP, DIA 26/05

A Diretoria da ADunicamp convoca o(a)s Docentes da Unicamp para Assembleia Geral Ordinária – que será de maneira híbrida (presencial e on-line) – a ser realizada no dia 26/05/2022 (quinta-feira), a partir das 11h45 (primeira chamada) e 12h15 (segunda chamada).

PAUTA

1 – Informes.

2 – Data-base 2022: próximas ações mediante a falta de agendamento de reunião de negociação por parte do Cruesp.

ORIENTAÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA DE MODO ON-LINE

Todos/as os/as docentes deverão se inscrever para participar da ASSEMBLEIA até às 17 horas do dia 25 de maio de 2022, pelo e-mail rose@adunicamp.org.br.

Todos/as os/as docentes que se inscreverem para participar da ASSEMBLEIA receberão, em seus respectivos e-mails, o link de acesso para o encontro na manhã do dia 26 de maio de 2022.

Para evitar possíveis invasões e/ou ataques de robôs, pessoas ou grupos que não pertencem à categoria docente da Unicamp, solicitamos que o link enviado não seja compartilhado.

A plataforma utilizada será a ZOOM VÍDEO. Para ter acesso pelo celular, o/a usuário/a deverá baixar o aplicativo ZOOM. Quem for utilizar um computador precisa apenas clicar no link enviado por e-mail e digitar a senha (também enviada por e-mail) se solicitada. É importante que se utilize um computador com câmera e microfone.

O/a docente deverá acessar ao link a partir das 11h30 – o horário da primeira chamada da ASSEMBLEIA é 11h45. A entrada na sala será autorizada pelos administradores, o que poderá acarretar alguns minutos de espera, daí a importância de entrar na sala com 15 minutos de antecedência.

PARTICIPEM!




ADunicamp abre Seminário de Comunicação Sindical com palestras sobre os desafios do século XXI

O “Seminário de Comunicação Sindical – Mídia e Política no Século XXI”, realizado pela ADunicamp em parceria com o Núcleo Piratininga de Comunicação, foi iniciado nesta quinta-feira, 19 de maio, com as primeiras palestras sobre o tema da “Comunicação no Século XXI”.

O Seminário é realizado de forma híbrida e tem 60 participantes inscritos de forma presencial, no auditório da ADunicamp, e outros 140 online, um grande número deles/as integrantes de entidades sindicais, da sociedade civil organizada e de movimentos sociais. As palestras também ocorreram de forma híbrida, com palestrantes participando presencialmente ou online.  

“A disputa entre nós, comunicadores sindicais e a grande mídia, a mídia burguesa, existe, é latente e diária. E hoje, não tão latente assim, muito pelo contrário, é a nossa disputa diária contra a desinformação promovida inclusive pelo atual governo federal”, afirmou o coordenador de Comunicação da ADunicamp, jornalista Fernando Piva, que saudou os participantes e fez a fala de abertura do Seminário.

Para Fernando, a situação atual do país, faz com que a comunicação sindical seja obrigada a ultrapassar os muros que cercam as suas bases. “Hoje, faz parte das nossas lutas diárias a defesa da verdade, o combate à fake News e, acima de tudo, a defesa da nossa democracia”, afirmou.

A coordenadora do Núcleo Piratininga, Cláudia Santiago, apontou o “caráter inédito” do Seminário, que foi aberto para representantes de entidades de todas as categorias e para profissionais de todo o país. O Piratininga, lembrou ela, costuma realizar frequentes seminários sobre mídia sindical e popular, mas sempre dirigido a determinadas categorias ou movimentos sociais.

“Temos um desafio muito grande da comunicação neste momento. Necessidade urgente que a gente tem, pois não existe ação sindical sem comunicação. E a encrenca que a gente está metida, do ponto de vista da comunicação, é o mundo da internet. Como é que a gente está lidando com essa história. E é disso que a gente vai falar bastante aqui, nas próximas mesas”, antecipou Cláudia.

A presidenta da ADunicamp, Sílvia Gatti (IB), que mediou a Mesa de Abertura, afirmou que a ideia de realizar o Seminário nasceu a partir da proposta de “termos uma comunicação mais arrojada e de atingir objetivos” tanto no âmbito interno da Universidade quanto com o público externo.

Para Sílvia, é fundamental que as entidades sindicais e movimentos sociais busquem uma comunicação ampla com o conjunto da sociedade. “A pauta da imprensa tradicional esquece questões essenciais para o país. Precisamos levar a informação real. Muitas vezes perdemos muito tempo com as pautas que são impostas a nós, esquecendo as coisas essenciais”, avaliou Sílvia ao comentar a importância de encontros e debates como os propostos no Seminário.

OS DESAFIOS

A primeira Mesa do Seminário apontou os principais desafios que a comunicação sindical, popular e democrática enfrenta com o advento das novas tecnologias e o controle em escala global dos meios de comunicação (foto abaixo).

O primeiro palestrante, o sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal, professor aposentado da ECA/USP e diretor do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, questionou alguns dos modelos de comunicação e participação de entidades sindicais com suas bases e defendeu que novas formas de ação precisam, e já começam, ser gestadas, inclusive graças à utilização ampla das novas tecnologias.

Lalo relatou a experiência recente das eleições na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na qual ele participa do Conselho Deliberativo, como uma dessas experiências a serem ampliadas e seguidas. “Até essas eleições, as diretorias da ABI eram integradas em sua maioria por jornalistas do Rio de Janeiro. E as ações eleitorais também se limitavam ali”, apontou. Nas últimas eleições, a chapa vencedora, a Chapa 2, mudou totalmente esse modelo e passou a realizar plenárias e encontros virtuais com profissionais de todo o Brasil, às vezes com mais de 100 participantes.

“O que vimos foi a vitória do ‘chão-de-fábrica’. Profissionais antes isolados, ‘representados’ pelas diretorias passaram a ser ‘representantes’ a ter voz, a decidir”, relatou. Para Lalo, esse novo modelo de representação e de atuação é fundamental para ampliar de fato a comunicação dos sindicatos com suas bases. “A novidade é um processo de interação, participantes com direito à voz, foram ouvidos e levados em consideração. Foi criado um entusiasmo que nunca vi nos movimentos sindicais da área da comunicação”.

O professor e coordenador do Laboratório de Mídia da UFES (Universidade Federal do Espirito Santo), Edgard Rebouças, também diretor do Centro Barão de Itararé, afirmou que os grandes problemas que apontam no século XXI não têm nada de novos. “São mutações de algo que já vinha acontecendo, que já vem acontecendo”, como a grande concentração, o uso abusivo e a falta de transparência e democratização das corporações de mídia.

“O novo fenômeno que se propalou muito forte no início dos anos 2.000 é o uso das tecnologias por pessoas que não tinham acesso a elas”, relatou. E, para ele, a questão que se coloca são os “usos, abusos, e mau/mal usos” dessas tecnologias, de forma intencional ou não. Grande parte da população, como o “tiozão do zap”, jovens e crianças” não foram e não estão preparadas para utilizá-las, ao mesmo tempo em que as grandes corporações, hoje globalizadas, as “utilizam de formas perversas”.

“O uso que as pessoas têm feito é que nos trazem a preocupação. A quantidade não conduziu à qualidade. A produção e reprodução crescente do fluxo de conteúdos acabaram gerando, entre outros, desinformação intencional ou não. Infodemia, discursos de ódio, generalização e naturalização da discriminação. Uma sociedade incivil, isolada”. E, para Edgar, o que tem que ser discutido hoje são os meios para enfrentar esses problemas, inclusive com a criação de mecanismos efetivos de regulação das grandes plataformas.

A jornalista Bia Barbosa, especialista em direitos humanos pela USP, mestra em Gestão e Políticas Públicas, pela FGV-SP, e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e da Coalizão Direitos na Rede, iniciou sua palestra seguindo a linha das questões apontadas por Edgar.

“Estamos no século XXI com problemas do século XX que ainda não foram resolvidos. A internet tem causado tremendo impacto e traz ameaças de curtíssimo prazo, mas não podemos esquecer uma agenda que não foi resolvida, a concentração dos meios de comunicação no Brasil. Os principais canais e sites da internet são os dos grandes conglomerados, redes de televisão e jornais, que ainda formam a opinião da maioria da população”, apontou.

Para Bia, a relação entre mídia e religião, que só tem se fortalecido nos últimos 20 anos, assim como a proliferação de programas policialescos que incitam a violência, reafirmam a ausência das diversidades regional, étnico-racial, de classe e de orientação sexual. “O pouco que se avançou nessas áreas foi à custa de muita luta. E as clássicas violações dos direitos humanos seguem propagadas sem controle nas emissoras”.

“O grande desafio é como enfrentar os novos desafios, sem deixar de olhar esses desafios passados”, pois, lembrou Bia, a maioria da população segue se informando pela televisão. “Milhões de brasileiros ainda tem acesso extremamente limitado à internet, com acesso apenas às redes sociais pelo telefone. E a internet é bem mais que as redes”. Por isso, para ela, é indispensável enfrentar também o desafio da democratização da internet.

O SEMINÁRIO

O Seminário prossegue nesta sexta-feira, 20 de maio, a partir das 9h, com as mesas Comunicação no Século XXI – Internet, Polifonia, Controle Social e Possibilidades Emancipatórias; Comunicação Sindical na Década de 20 do Século XXI – nos locais de trabalho e de forma remota; e, por fim, Outra Comunicação é Possível nos Bairros e nas Ruas. Nos próximos dias, a integra do Seminário estará disponível no canal do Youtube da ADunicamp.

Fotos: Paula Vianna/ADunicamp; Léo Silva e Adri Grittem/QuemTV




ADunicamp festeja 45° aniversário e lança revista com história da entidade

A ADunicamp comemorou, nesta quinta-feira, 12 de maio, o seu 45° aniversário com um encontro que reuniu mais de uma centena de docentes e convidados, com a participação de integrantes da atual Diretoria, cinco ex-presidentes da entidade, o reitor da Unicamp, professor Antônio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, e também representantes do STU, do DCE e da APG. O Fórum das Seis foi representado pelo seu presidente e vice-presidente da ADunicamp, Paulo César Centoducatte (IC).

Durante o encontro foi realizado também o lançamento da revista “ADunicamp 45 Anos”, que resgata momentos importantes da história e das lutas da entidade e traz relatos recentes das ações solidárias e de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

“Resgatar a nossa história é permitir que ela continue viva. Contar a nossa história permite a todas e todos encontrarem-se nela. A proposta de uma revista comemorativa, impressa em papel, vem porque queríamos dar a cada docente de nossa Universidade a oportunidade de ter em suas mãos parte de nossa história. Sua leitura evidenciará o que ela significa em sua grandeza e pode estimular aos que não a incorporam em suas vidas uma oportunidade para assim o fazer. Deixem a revista à vista! Queremos que muitos a folheiem”, afirmou a presidenta da ADunicamp, professora Sílvia Gatti.

Os ex-presidentes da ADunicamp que participaram do evento, professores José Ricardo Figueiredo (1993 a 1995), José Roberto Zan (1998 a 1999), José Vitório Zago (1997 e 1997 a 1999) Mauro Atonio Pires Dias da Silva (2005 a 2007 e 2010 a 2012), Valério José Arantes (2007 a 2008), Roberto Teixeira Mendes (1985 a 1987) e Wagner Romão (2018 a 2020), fizeram um breve relato do tempo em que estiveram à frente da entidade. E todos ressaltaram a importâncias da ADunicamp e da unidade nas lutas para garantir direitos, condições de trabalho e salários justos na Universidade.

Seis ex-presidentes/as que não puderam participar, justificaram suas ausências e enviaram mensagens de parabenização. A professora Sílvia leu mensagem enviada pela professora Helena Costa Lopes de Freitas, primeira mulher a presidir a ADunicamp (1987 a 1989 e 1989 a 1990), e lembrou que ela esteve à frente da entidade em ações decisivas das lutas nas Universidades Pública Paulistas, como a criação do movimento SOS Universidade. “Quem viveu o SOS Universidade jamais esquecerá de Helena de Freitas”, apontou Sílvia.

“A sobrevivência da Universidade Pública está em risco, sabemos todos nós desta possibilidade real diante do agravamento das ideias e concepções conservadoras e privativas que avançam sobre o espaço público. Nossa unidade e disposição de luta perene garantirão que não logrem êxito”, afirmou a professora Helena em sua mensagem, após um relato das importantes lutas das quais participou à frente da ADunicamp.

Na mesma direção, o reitor Tom Zé, falou sobre os recentes e fortes ataques disparados contra as universidades públicas a partir de 2019, o que levou as “universidades a voltarem às ruas”. A pandemia, avaliou ele, “trouxe o papel da negação da ciência”, mas também evidenciou para o país “a importância do SUS, da saúde pública”, dos institutos de pesquisa e das universidades. “Isso permitiu construir um novo diálogo com a sociedade. O grande desafio agora é como aproveitar a oportunidade e construir novos laços com a sociedade”, afirmou.

Tom Zé ressaltou a importância da ADunicamp, assim como do STU e das entidades estudantis, para a formação do “caldeirão de ideias” e ações com as quais se “constrói a Universidade”. Para ele, o momento exige que as universidades públicas estabeleçam “relações com os movimentos sociais, com a economia solidária” e também com as grandes empresas, com a meta de “dialogar com o conjunto da sociedade”.

Além de Silvia, Tom Zé e Centoducatte, participaram da Mesa do evento Elisiene do Nascimento Lobo (STU), Fernando Savella (APG), Cecília Ciochelli (DCE) e a coordenadora Geral da Unicamp, professora Maria Luiza Moretti.

As representações dos funcionários e das entidades estudantis relataram as inúmeras lutas e mobilizações realizadas em comum com a ADunicamp, e lembraram a “história densa” e em defesa da Universidade travada pela entidade, desde a sua fundação.

O encontro foi aberto com a apresentação dos músicos Esdras Rodrigues e Ricardo Serrão, e precedido por uma festa de confraternização no Restaurante ADu.




Revista ‘ADunicamp 45 Anos’ relata momentos importantes da história da entidade, até os tempos de pandemia

A ADunicamp lançou, nesta quinta-feira, 12 de maio, a revista “ADunicamp 45 anos”, como parte das comemorações de seu 45° aniversário. A revista, com 48 páginas, aborda alguns momentos importantes da história da entidade, desde a sua fundação, em 1977, até os tempos atuais com os grandes desafios enfrentados no contexto da pandemia da Covid-19.

A revista mostra como, desde a sua fundação durante a ditadura militar e até os anos recentes, a ADunicamp teve um papel fundamental na mobilização de docentes e da comunidade acadêmica não só para garantir reposições salariais corretas, mas também em defesa de relações de trabalho dignas, da liberdade de cátedra e do conjunto de condições essenciais para o exercício do ensino e para a vida na Universidade.

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Nascida como “Associação”, pois a ditadura militar proibia que o funcionalismo público se unisse em sindicatos, a ADunicamp exerceu desde o início o papel também sindical e foi precursora de um grande número de entidades semelhantes que se multiplicaram em seguida nas universidades públicas brasileiras.

Desde a sua fundação, como explica na revista o primeiro presidente da entidade, José Vitório Zago (IMECC), a ADunicamp teve importante participação em movimentos e ações de interesse de toda a sociedade.

NA PANDEMIA

Durante a pandemia da Covid-19, como relata a revista, a ADunicamp compreendeu rapidamente a importância das dificuldades impostas pelo momento e agiu em diferentes frentes. Se posicionou contra “o caráter antissocial e genocida das políticas neoliberais e negacionistas disseminadas por várias esferas governamentais” e disparou a campanha “ADunicamp em Defesa da Vida”, com o objetivo de fortalecer a importância da Universidade, da educação e da Ciência para enfrentar a crise sanitária e suas consequências.

A ADunicamp também realizou um grande número de ações e doações de mantimentos, produtos e equipamentos para segmentos internos da Universidade e para populações mais vulneráveis de Campinas e da região.

“Muitas e diferentes foram as demandas que chegaram à ADunicamp no período da pandemia, tempo esse que estive na presidência de nossa entidade. Esse foi um período de ataques constantes à Universidade Pública e à Ciência, eixos centrais do nosso cotidiano”, relata a presidenta da entidade, professora Sílvia Gatti (IB).

Sílvia lembra que a ADunicamp se posicionou “de maneira firme na defesa e fortalecimento dos direitos e conquistas de nossos docentes”. Uma de suas ações foi a realização de uma consulta, que serviria de base para consultas semelhantes realizadas em outras universidades brasileiras, sobre “Condições de Trabalho Remoto Docente na Unicamp no Contexto da Pandemia de Covid-19”.

A consulta, após sua divulgação em maio de 2020, foi seguida de debates que serviram “para aprimorar as condições adversas de trabalho naquele momento e deram base a encaminhamentos feitos pela ADunicamp às direções de Unidades e da Universidade”, mostra a revista.

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Errata
– Na foto da página 26, diferentemente do que está escrito, o índice de 24,53% não foi proposto pelo CRUESP, mas sim pelo Fórum das Seis




Fórum das Seis apoia movimento em defesa do Iamspe: por mais recursos, ampliação do atendimento, participação paritária e transparência

O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) é uma autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento e Gestão do governo paulista. Segundo informações oficiais (http://www.iamspe.sp.gov.br/), o órgão oferece atendimento a 1,2 milhão de usuários por meio de uma rede própria e credenciada. Sua maior e mais conhecida unidade é o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), instalado na capital, mas a rede credenciada abrange 163 municípios em todo o estado (leia mais no intertítulo “O usuário/a pode usar o Iamspe em todo o estado?).

Embora conte com a contribuição compulsória dos/as servidores/as estatutários, o Iamspe historicamente ressente-se da falta de recursos e de uma estrutura administrativa antidemocrática e de pouca transparência. Organizadas na Comissão Consultiva Mista (CCM) do Iamspe, as entidades do funcionalismo público reivindicam que o governo aporte mais recursos ao órgão, de modo a ampliar e melhorar os serviços oferecidos, assim como pleiteiam a participação paritária nas instâncias de gestão do Instituto.

Entre os/as servidores docentes e técnico-administrativos/as das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza, há várias dúvidas sobre o Iamspe e a pertinência de lutar por ele. O objetivo deste boletim, que traz entrevista com Guilherme Nascimento, presidente da CCM, é contribuir com o debate e com as lutas em defesa do órgão.

O grande problema do Iamspe, segundo a CCM, continua sendo o financiamento. Apesar de as alíquotas terem aumentado para o funcionalismo, a partir de lei aprovada no final de 2020 (veja abaixo), a situação financeira não melhorou. Nascimento explica: “Antes da nova lei, o orçamento anual do Iamspe girava em torno de R$ 1,450 bilhão, sendo que aproximadamente R$ 1,050 bilhão provinha das contribuições dos usuários e R$ 400 milhões do governo. A partir da nova lei, o volume total das contribuições subiu para R$ 1,6 bilhão, mas o governo deixou de fazer qualquer repasse. Como as demandas aumentaram, inclusive pelo ingresso de novos usuários, esse pequeno aumento no orçamento foi totalmente insuficiente”.

A CCM também reivindica efetiva participação na gestão do órgão. “Queremos escolher o superintendente e que seja criado um conselho deliberativo, com representação dos representantes do funcionalismo escolhidos por suas entidades. Da mesma forma, que haja conselho fiscal, que exija prestação de contas, pois o dinheiro é produto da nossa contribuição. Queremos saber onde é gasto, com quais empresas, quais os valores etc. Em resumo, queremos mais democracia, mais transparência e melhor atendimento”, enfatiza.

Sobre a nova lei aprovada em 2020

No final de 2020, com a aprovação do projeto de lei 529/2020, transformado na lei 17.293, de 15 de outubro de 2020, houve expressivas mudanças no Iamspe.

No âmbito da Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, as entidades que compõem o Fórum das Seis participaram ativamente da luta contra o PL 529, que previa vários ataques contra o serviço público paulista, como a extinção de órgãos públicos importantes para a população, muitos deles na área da saúde, cortes nos recursos das universidades públicas e da Fapesp, aumento das contribuições ao Iamspe, entrega de áreas públicas à iniciativa privada, entre outros. A reação do funcionalismo conseguiu impedir parte destes ataques, como os cortes nas universidades e o fechamento de alguns órgãos públicos. Mas outros foram concretizados, como é o caso da majoração das alíquotas do Iamspe.

Até então, os contribuintes pagavam 2% do salário, os beneficiários (filhos e cônjuges) não pagavam e os agregados (pai e mãe, padrasto e madrasta) contribuíam com 2%, sem distinção por idade. Com a aprovação do projeto, a partir de 14/1/2021 ficou assim:

Vínculo*                Faixa etária                         Contribuição**

Contribuintes       Acima de 59 anos               3%

Contribuintes       Abaixo de 59 anos              2%

Beneficiários        Acima de 59 anos               1%

Beneficiários       Abaixo de 59 anos              0,5%     

Agregados            Acima de 59 anos               3%

Agregados            Abaixo de 59 anos              2%

* Obs.1: Contribuinte (aquele que tem o vínculo com o Estado); beneficiário (cônjuge, companheiro/a, filhos/as, enteados/as e menores sob a guarda judicial provisória ou definitiva do contribuinte); agregado (pai, mãe, padrasto, madrasta).

** Obs.2: Como previsto na regulamentação do Iamspe “o cálculo da contribuição incide sobre todas as parcelas recebidas pelo servidor a qualquer título, inclusive acréscimo de um terço de férias, 13º salário e bonificações e participação nos resultados, excetuadas as relativas a salário-família, salário esposa, diárias de viagens, reembolso de regime de quilometragem, diária de alimentação, ajuda de custo para alimentação, auxílio-transporte, adicional de transporte, ajuda de custo e auxílio-funeral.”

Deixar o Iamspe?

Com o aumento das alíquotas, a insatisfação de parte dos/as servidores/as se acentuou, especialmente daqueles/as que pouco utilizam os serviços oferecidos pelo Instituto.

Alguns/mas procuram suas respectivas entidades sindicais para saber se podem fazer cessar a contribuição ao Iamspe. Um primeiro aspecto a salientar é que a cessação do desconto só é possível por meio de medida judicial individual. A ação judicial coletiva é inviável, não apenas pelo posicionamento político das entidades que compõem o Fórum das Seis, de defesa dos serviços públicos de saúde e do seu fortalecimento, mas também porque há conflito entre os diferentes interesses individuais dos/as servidores/as.

Caso ajuíze ação e seja bem-sucedido/a, o/a servidor/a estará definitivamente desligado/a do Iamspe. “Com os planos de saúde tão caros, o Iamspe é um serviço público importante, destinado aos servidores paulistas, e pode ser melhorado e ampliado a partir da nossa luta”, pondera o presidente da CCM, Guilherme Nascimento.

A seguir, veja alguns outros pontos destacados por ele:

O Iamspe vale a pena para quem é do interior?

Acho que vale a pena, sim”, diz Nascimento. Ele lembra que, mesmo em cidades com pouco atendimento, o usuário sempre terá a oportunidade de fazer procedimentos mais complexos e caros (como uma cirurgia de prótese, por exemplo) no Hospital do Servidor, em São Paulo, caso não haja hospital conveniado disponível em sua região.

“Se você considera insuficiente o atendimento do Iamspe na sua cidade ou região”, prossegue, “pode apresentar demandas ao órgão”. Um bom caminho é enviar as demandas por meio da Comissão Consultiva Mista (CCM), pelo e-mail ccm@iamspe.sp.gov.br, e estar atento às mobilizações que ocorrerem.

Ingresso do/a servidor/a celetista

A partir da aprovação da lei 17.293/2020, o servidor celetista ganhou a oportunidade de aderir ao Iamspe, mas isso pôde ser feito somente até 13/4/2021. Aos que aderiram, é possível inserir beneficiários ou agregados a qualquer tempo. Neste caso, tanto titulares quanto beneficiários ou agregados não poderão sair antes de 24 meses.

Dúvidas com a inscrição dos celetistas podem ser sanadas pelo telefone (11) 4573-9955 / 9952.

Aposentados/as

Os/as servidores/as aposentados/as estatutários/as têm a prerrogativa de se desligar do Iamspe a qualquer tempo. Para isso, é preciso entrar no site (www.iamspe.sp.gov.br) e ver o procedimento. O presidente da CCM deixa uma reflexão sobre isso: “Acho importante que os aposentados pensem bastante antes de sair. O Iamspe ainda é muito mais barato se comparado aos planos no mercado, e pode ser um porto seguro quando precisarmos do atendimento.”

Já os/as aposentados/as celetistas devem indicar a intenção de permanecer no Instituto. Eles/elas devem entrar em contato com o setor de ‘Arrecadação’ do Iamspe, pelos telefones (11) 4573-8816 e (11) 4573-8815, para se informar sobre como pagar por boleto. O mesmo vale para pensionistas.

O/a usuário/a pode usar o Iamspe em todo o estado?

O/a usuário/a pode fazer uso dos serviços do Iamspe onde achar adequado.

De acordo com o site do órgão (www.iamspe.sp.gov.br), o Iamspe oferece atendimento a aproximadamente 1,2 milhão de usuários por meio de uma rede própria e credenciada distribuída em 163 municípios do Estado. São 61 hospitais, além do hospital próprio de alta complexidade, o Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), instalado na capital. Maior hospital da rede Iamspe, ele possui cerca de 700 leitos, 923 médicos, 1.763 profissionais de enfermagem e oferece atendimento de alta complexidade em 51 especialidades médicas.

O Iamspe possui ainda 17 postos de atendimento próprio localizados nas cidades de Assis, Araçatuba, Araraquara, Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São João da Boa Vista, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Taubaté. A rede oferece 118 laboratórios de análises clínicas e de imagem, clínicas de fisioterapia e 718 consultórios e clínicas credenciados. 

Para o/a usuário/a saber onde encontrar médico/a ou outro serviço prestado pelo Iamspe, deve entrar no site, na aba ‘Quem somos’, em ‘Rede’. Lá, é possível pesquisar por cidade, especialidade etc.

Alerta

Tem sido muito frequente advogados/as entrarem em contato com servidores/as, oferecendo-se para ajuizar ação de desfiliação do Iamspe. Como tal desfiliação é definitiva, na dúvida, sugere-se cautela e consulta ao seu Sindicato.