1

AGENDA DE ATIVIDADES PELA DEMOCRACIA E CONTRA O FASCISMO

17/10 – 12h – Assembleia STU
17/10 – 14h30 – Assembleia dos Três segmentos no IA – em frente ao IA de baixo
17/10 – 16h – Reunião dos Três segmentos no IFCH – Auditório II
18/10 – 17h30 – Ato e passeata Unicamp em Defesa da Democracia – concentração no PB e no IMECC (a partir das 17h15)
19/10 – 14h – Oficina de cartazes e faixas para o ato do Sábado – Faculdade de Educação
20/10 – 9h – 2º Ato Mulheres Unidas contra Bolsonaro – Largo do Rosário
24/10 – 16h – Mesa com Vladimir Safatle: “Arqueologias do Fascismo no Brasil” – Local: PAVIARTES – AC03
Esta agenda está em construção. Se você estiver participando de iniciativas em favor da democracia e contra o fascismo, envie as atividades para imprensa@adunicamp.org.br




MANIFESTO EM FAVOR DA DEMOCRACIA E CONTRA O FASCISMO

Professores/as da Associação de Docentes da Unicamp, reunidos/as em Assembleia no dia 16 de outubro de 2018, em momento grave da vida nacional, vêm a público manifestar-se em defesa das liberdades democráticas, dos direitos humanos, civis, políticos e sociais estabelecidos em nossa Carta Constitucional.
A candidatura de Jair Bolsonaro, em sua violência verbal e física, expressa a antítese dos avanços duramente conquistados pela sociedade brasileira ao longo dos últimos trinta anos. Ameaça a liberdade de pensamento e informação e a liberdade de cátedra. Tolhe a reflexão crítica sobre a sociedade. Criminaliza os “ativismos”. Atenta contra o meio ambiente. Fragiliza o estado de direito.
A alternativa que se coloca contra este retrocesso é a candidatura de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Ela representa a frente democrática que se reúne pela permanência da democracia e pelo respeito à liberdade de pensamento e expressão. Em defesa da Universidade pública, plural, autônoma, laica e socialmente referenciada. Pela ciência compromissada em reduzir as desigualdades de nosso país. Mais ainda, esta candidatura representa a força da democracia e da construção de consensos sobre o autoritarismo, a intolerância, o ódio e o obscurantismo.
Estudantes, funcionários e docentes da Unicamp já vem se mobilizando pela defesa intransigente das liberdades democráticas, contra o discurso do ódio, o fascismo, a misoginia, o racismo, a xenofobia, a lgbttfobia e todas as outras formas de hierarquização e subalternização dos seres humanos que estão sendo difundidas pela candidatura de Bolsonaro.
Vamos juntos! Todo esforço é fundamental neste momento. A Assembleia da ADunicamp coloca-se ao lado da candidatura Fernando Haddad e Manuela D’Ávila. Apoiaremos e atuaremos em toda mobilização que fortaleça esta candidatura.
A ADunicamp permanecerá em luta intransigente em defesa dos direitos humanos e das liberdades democráticas, em defesa da Universidade pública e pela revogação das medidas que retiraram direitos dos trabalhadores nos últimos anos.
Em defesa dos Direitos Humanos e pela Democracia! Viva o Brasil!




Assembleia de Docentes – 16/10 (3ª feira)

Assembleia de Docentes – 16 de outubro, terça-feira, 11h45 em primeira chamada, 12h15 em segunda chamada
Local: Auditório da ADunicamp
Ponto de pauta: Conjuntura eleitoral e a construção de ações contra a ameaça às liberdades democráticas
A ADunicamp, em conjunto com o Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública, promoveu nas últimas semanas uma série de debates com candidaturas à presidência da República, ao governo do estado de São Paulo e ao Senado Federal. Todas as candidaturas para estes cargos foram convidadas.
Cumprimos nosso papel como entidade representativa dos e das docentes da Unicamp, na promoção de um melhor conhecimento sobre as candidaturas, sobretudo quanto às propostas em ciência, tecnologia e educação.
Infelizmente temos agora, no segundo turno das eleições, a real possibilidade de vitória de uma candidatura frontalmente contrária à universidade pública, à liberdade de cátedra e de expressão, à universalidade dos direitos humanos e aos valores democráticos. Uma candidatura que cultua a violência como forma de resolução dos conflitos que permanecem em nossa sociedade.
Entendemos que, neste difícil momento de nossa história, a ADunicamp não pode deixar de se manifestar e agir contra a ameaça à democracia que se avizinha –  somando-se, assim, a um conjunto expressivo de ações que já vem sendo realizadas na Universidade por docentes, funcionários e estudantes.
Venha e nos ajude a convocar esta Assembleia com reuniões preparatórias em sua Unidade!




MOÇÃO DE REPUDIO AS MANIFESTAÇÕES MISÓGINAS, HOMOFÓBICAS, RACISTAS E DE APOLOGIA AO ÓDIO

[box type=”info”]Divulgação realizada por solicitação do grupo de sindicalizados abaixo assinados. O conteúdo do texto não reflete necessariamente a posição oficial da ADunicamp, nem de qualquer outra instância da entidade (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria). Toda e qualquer responsabilidade por afirmações e juízos emitidos cabe unicamente aos autores(as) do texto.[/box]
O Departamento de Educação Física e Humanidades (DEFH) reunido no dia 03/10/2018, repudia manifestações misóginas, homofóbicas, racistas, machistas e de apologia ao ódio, que circula nas redes sociais de alguns membros da comunidade da Faculdade de Educação Física da Unicamp.
Por meio de muita luta estudantil e dos funcionários docentes e não docentes, a Universidade Estadual de Campinas consegue a afirmação de várias pautas sociais e engendra esforços para coibir atitudes que caminhem contrariamente a garantia dos direitos humanos, da dignidade da pessoa e do respeito à diversidade étnica, racial e religiosa. Afirmamos que atitudes como esta são inconcebíveis.
Diante de mais um ataque às conquistas sociais, nós do DEFH vimos por meio desta manifestar nosso repúdio a essas ações.
Ademir de Marco
Edivaldo Góis Junior
Elaine Prodócimo
Helena Altmann
Jocimar Daólio
Marco Antonio Coelho Bortoleto
Mário Luiz Ferrari Nunes
Odilon José Roble
Olívia Cristina Ferreira Ribeiro
Sérgio Settani Giglio
Sílvia Cristina Franco Amaral
 
[button link=”http://www.adunicamp.org.br/wp-content/uploads/2018/10/moção-de-repudio_FEF.pdf” icon=”file-o”]Versão em PDF[/button]




Nota da Diretoria da ADunicamp sobre as eleições

A ADunicamp, em conjunto com o Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública, promoveu nas últimas semanas uma série de debates com candidaturas à presidência da República, ao governo do estado de São Paulo e ao Senado Federal. Todas as candidaturas para estes cargos foram convidadas. Tivemos a presença de um candidato à presidência, três candidatos/a a governador/a e cinco candidatos/a ao Senado, além de candidatos/as a deputado federal e estadual na plateia dos debates.
É nosso papel como entidade representativa dos e das docentes da Unicamp promover um melhor conhecimento sobre as candidaturas, sobretudo quanto às propostas em ciência, tecnologia e educação. Os vídeos dos debates estão presentes em nosso site.
No entanto, mais que isso, esta Diretoria gostaria de se manifestar contra candidaturas – para todos os cargos, mas sobretudo para presidente da República – que têm se colocado claramente contra inegáveis avanços e conquistas democráticas em nosso país historicamente injusto e autoritário.
Somos apoiadores de candidaturas que defendem abertamente os direitos humanos para todas as pessoas, sem exceção. Somos defensores de candidaturas que não tergiversam em se posicionar pela classe trabalhadora e contra a reforma trabalhista que tirou direitos históricos. Somos defensores de candidaturas que lutem por mais recursos para a educação e a ciência e que reafirmem a autonomia universitária. Que se posicionem claramente contra o projeto da escola da mordaça que busca impedir que as escolas cumpram sua função social de formação crítica e reflexiva das novas gerações. Que enfrentem com firmeza a enorme desigualdade social de nosso país. Que se comprometam com uma agenda política que reveja as decisões tomadas no atual governo, especialmente a Emenda Constitucional 95, que inviabiliza os investimentos em políticas públicas nos próximos anos.
Assim, esta Diretoria repudia a candidatura de Jair Bolsonaro e o que ela expressa em termos de ataque aos direitos humanos e às conquistas trabalhistas, por sua apologia à tortura, misoginia, homofobia e racismo, por seu projeto de invisibilização das diversidades e pela real ameaça de aprofundamento da violência e do autoritarismo que, infelizmente, ainda caracteriza a sociedade brasileira.
Vamos lutar para superar este difícil momento de nossa história! Viva o Brasil!




Candidatos ao Senado assinam Carta Compromisso em defesa da ciência, da tecnologia e das universidades públicas do país

Os cinco candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo que participaram nesta segunda-feira, 01 de outubro, do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), assinaram uma Carta Compromisso comprometendo-se a, caso eleitos, “atuar para revogar o Marco Legal da CTI e propor Audiências Públicas, com ampla participação da sociedade brasileira, para debater a elaboração de uma política de ciência e tecnologia voltada a combater as desigualdades”.  Na carta, comprometem-se ainda a trabalhar pela ampliação da educação superior pública e gratuita no Brasil, pela criação de mais vagas e em defesa de políticas de permanência estudantil nas universidades públicas do país.
A Carta Compromisso foi proposta, em conjunto, pelas 15 entidades que compõem o MCTP (leia a integra abaixo), entre elas a ADunicamp. Participaram do debate, que ocorreu no auditório da ADunicamp, os candidatos Daniel Cara (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Luiz Carlos Prates Mancha (PSTU) e Silvia Ferraro (PSOL). Os candidatos Antônio Neto (PDT) e Pedro Henrique (REDE), que também haviam confirmado participação, não puderam participar. Todos os demais candidatos ao Senado foram convidados, mas não confirmaram presença ou não puderam comparecer por problemas de agenda.
O Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018 realizou encontros com candidatos à presidência da República, ao governo do Estado de São Paulo e ao Senado, sempre com o objetivo de tratar de temas diretamente ligados à ciência, tecnologia e ensino público.
Além dos encontros com candidatos, o Ciclo de Debates também promoveu encontros com especialistas de diferentes áreas para discutir as eleições em curso.
Os vídeos dos eventos já realizados podem ser vistos nos sites www.ctpublica.wordpress.com e www.adunicamp.org.br.
A CARTA COMPROMISSO
Veja, abaixo, a integra da Carta Compromisso assinada pelos cinco candidatos que participaram do debate.
Carta do Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP) para os candidatos ao Senado Federal nas eleições de 2018.
A C&T brasileira enfrenta no presente momento um de seus maiores desafios, que consiste na reversão da grave crise de financiamento ao Complexo Público de Ensino Superior e Pesquisa do País e, tão fundamental quanto, a produção de conhecimento voltado à inclusão social.
Para enfrentar o primeiro desafio, a comunidade de pesquisa brasileira (professores universitários, pesquisadores e estudantes) tem saído às ruas, a fim de dar notoriedade aos cortes drásticos do financiamento público à C&T.
Todavia, é necessário ir muito além desse primeiro desafio: é necessário orientar a política de ciência e tecnologia para a inclusão social, o que implica não somente se contrapor à crise de financiamento da pesquisa, mas, e sobretudo, à privatização das instituições públicas de produção de conhecimentos.
Esse segundo desafio é indispensável que seja enfrentado, pois a política científica e tecnológica brasileira tem sido cada vez mais orientada pela produção de conhecimento voltado à apropriação privada. E não podemos dissociar essa orientação da própria apropriação privada das entidades que produzem esses conhecimentos. Ou seja, essa politica busca naturalizar a concepção de que o conhecimento produzido, assim como as instituições públicas (universidades e institutos de pesquisa), devem ser privatizados.
O Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP) surgiu a partir da mobilização de entidades preocupadas e que se contrapõem ao discurso da inovação e do desenvolvimento científico e tecnológico voltado ao mercado, que põem em risco a ciência e a tecnologia de interesse público por meio do enfraquecimento e descaracterização das atividades desenvolvidas nas instituições de ensino e pesquisa públicas. O chamado Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei N9 13.243, de 11 de janeiro de 2016) representa uma evidente privatização da produção do conhecimento ao colocar a infraestrutura, os recursos humanos e os recursos financeiros públicos a serviço dos interesses de empresas e indústrias.
Dentre os aspectos da Lei N9 13.243/16 que chamam a atenção e despertam grande preocupação estão:
– aumento da transferência do fundo público para empresas privadas e a substituição de instituições públicas (estatais) de pesquisa por Organizações Sociais (OS), apontando para a apropriação privada do conhecimento produzido;
– docentes e pesquisadores das instituições públicas (estatais) poderão assumir funções de diretores/presidentes de OS que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica, auferindo rendimentos por atividades realizadas nos setores público e privado. Isso impactará negativamente o trabalho de docência e de pesquisa, principalmente o regime de Dedicação Exclusiva (DE);
– professores e pesquisadores pagos com recursos públicos poderão atuar em empresas, podendo resultar num aparente crescimento das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) como “inovação”, porém tendo em vista interesses privados;
– o Estado poderá até ampliar seus gastos, ao passo que as empresas tenderão a diminuí-los, uma vez que terão acesso a recursos estatais (financeiros e de pessoal);
– o número de patentes registradas pelas instituições públicas tende a cair, pois o registro passará a ser feito em nome dos envolvidos no processo e das OS a que eles estarão ligados. Ao passo que a fonte de recursos para a manutenção dos registros continuará a mesma, os cofres públicos, enquanto a apropriação dos benefícios será privada;
– a produção científica e tecnológica pública será direcionada por demandas do mercado, com prejuízos das atividades de C&T em áreas não rentáveis.
Sendo assim, eu, candidato ao Senado, assumo os seguintes compromissos, caso seja eleito:

  1. Vou atuar para revogar o Marco Legal da CTI e propor Audiências Públicas, com ampla participação da sociedade brasileira, para debater a elaboração de uma política de ciência e tecnologia voltada a combater as desigualdades;
  2. Vou trabalhar pela ampliação da educação superior pública e gratuita no Brasil;
  3. Vou trabalhar pela ampliação e criação de mais vagas nas universidades públicas;
  4. Vou trabalhar por políticas de permanência estudantil nas universidades públicas.

 
Campinas, MCTP, 1 de outubro de 2018




Manifesto da ABCP em defesa da democracia

[box type=”info”]Divulgado por solicitação do Prof. Caio N. de Toledo (IFCH), na condição de sindicalizado. O conteúdo do texto não reflete necessariamente a posição oficial da ADunicamp, nem de qualquer outra instância da entidade (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria). Toda e qualquer responsabilidade por afirmações e juízos emitidos cabe unicamente aos autores(as) do texto.[/box]
https://cienciapolitica.org.br/noticias/2018/09/manifesto-abcp-defesa-democracia

A Associação Brasileira de Ciência Política, que reúne cientistas políticos de diferentes posições partidárias e ideológicas, vem a público para reafirmar seu claro compromisso com a democracia. Podemos divergir nos diagnósticos dos problemas do nosso sistema político e nas análises dos defeitos e dos potenciais da democracia brasileira, mas sabemos que o único terreno em que é possível encontrar caminhos para seu aprimoramento é o da democracia. Nos regimes autoritários, a tônica é a falta de transparência e de respeito aos direitos políticos e aos direitos fundamentais das pessoas. São regimes que limitam ou impedem a crítica e o combate à corrupção, o debate aberto sobre os modelos de desenvolvimento adotados e seus efeitos e que adotam a censura, a perseguição e a tortura como instrumentos para ocultar a crítica e eliminar adversários políticos. Temos muitas informações e estudos sobre a ditadura brasileira de 1964 e sobre outras ditaduras latino-americanas para compreender que não há, nessas experiências, qualquer caminho para solucionar nossos problemas. Pelo contrário, a violência desses regimes foi e é injustificável, independentemente da posição político-partidária que tenhamos: trata-se de uma questão civilizatória e do respeito, que reiteramos, aos direitos fundamentais.
Repudiamos, assim, toda e qualquer defesa da tortura e das inúmeras formas de violação assumidas por regimes autoritários do passado e do presente. A história recente da Ciência Política brasileira, como um campo disciplinar, se confunde com o estudo dos processos de transição da ditadura e com a construção da democracia no país. Acumulamos, nesses 30 anos de regime democrático, sólido conhecimento dos seus defeitos, mas também dos avanços nas nossas instituições e políticas públicas, na garantia e no acesso à justiça, no desenvolvimento de políticas inclusivas e no enfrentamento das desigualdades. Sabemos que esses avanços dependeram da existência de um ambiente político plural, da realização regular de eleições e do respeito a seus resultados, do combate à violência como forma de abordar os conflitos políticos que existem e sempre existirão em sociedades complexas.
O conhecimento que produzimos nesses anos e nosso compromisso ético com o país é a base para nos posicionarmos, neste grave momento, em defesa da democracia, dos procedimentos democráticos e dos valores básicos de respeito à pluralidade e às pessoas. No contexto atual, isso significa também a clara defesa do respeito aos procedimentos eleitorais e a seus resultados e o repúdio a qualquer forma de discriminação e de violência, seja ela fundada na posição político-partidária, no gênero, na sexualidade, na raça ou na etnia.




Assista: Candidatos(as) ao Senado por SP participam de evento do MCTP na ADunicamp

Candidatos(as) ao Senado pelo estado de São Paulo participaram de novo evento do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), na ADunicamp. O encontro foi realizado no último dia 01 de outubro, no auditório da entidade, e contou com a presença da candidata Silvia Ferraro (PSOL) e dos candidatos Jilmar Tatto (PT), Eduardo Suplicy (PT), Daniel Cara (PSOL) e Luiz Carlos Prates (Mancha) (PSTU).
Assim como os anteriores, este debate também teve transmissão ao vivo aqui neste site, pela fanpage da ADunicamp e pelo canal do Youtube da entidade
Para assistir ao debate, basta clicar no player abaixo.

Todos os candidatos ao Senado foram convidados a participar do debate e as confirmações de participação podem ser feitas até o dia do evento.
Além dos(as) candidatos(as) ao Senado, o Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018 tem realizado encontros com candidatos(as) à presidência da República e ao governo do estado de São Paulo, sempre com o objetivo de tratar de temas diretamente ligados à ciência, tecnologia e ensino público.
Acesse aqui e reveja todos os debates realizados durante o Ciclo de Debate Esleições 2018
*****
SAIBA MAIS SOBRE O MCTP
www.ctpublica.wordpress.com
www.facebook.com/CTpublica/
twitter.com/CTpublica/
SIGA A ADunicamp
facebook.com/adunicamp
twitter.com/ADunicamp




Professora Lisete critica desigualdade social e a ausência do estado em debate realizado na ADunicamp

A desigualdade social e a ausência do estado na execução das políticas públicas de interesse social estão entre alguns dos principais problemas que devem ser enfrentados pelo próximo governo do Estado de São Paulo, na avaliação da candidata ao governo paulista Professora Lisete Arelaro (PSOL). Ela participou, nesta quinta-feira, 27, do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP) e realizado no auditório da ADunicamp, uma das 14 entidades que integram o movimento.
Para Lisete, professora da faculdade Educação da USP, a omissão do governo paulista “nos últimos 24 anos” tem provocado o fechamento de centenas de salas de aula na educação básica, o desmonte do ensino e da pesquisa pública e deixado na mão da iniciativa privada ações de fiscalização e controle que deveriam ser dever do estado. “As parcerias público privadas têm sido apresentadas como a única alternativa [de gestão da máquina pública] pelo atual governo”, disse. Isso, para ela, provoca a distorção de permitir que as próprias empresas contratadas para executar uma obra pública indiquem uma outra empresa privada para avaliar os serviços da contratada.
Lisete citou como exemplo o afundamento do terreno, ocorrido há três anos, em um trecho da Linha 4 do Metrô de São Paulo. “Até hoje ninguém sabe dizer o que aconteceu. E o relatório final diz, textualmente, que foi um ‘acidente de engenharia’. Ponto. Não há responsáveis, não há responsabilidades”, afirmou. E, de acordo com ela, havia denúncias de que o material usado não era o contratado e, por isso, não suportou o peso. “Tivemos ali uma situação extravagante”, lembrou ela, ao relatar o caso de uma vítima do afundamento que só conseguiu ser salva porque ligou para familiares, de debaixo dos escombros, relatando que estava ali, soterrada.
Na área de saúde, afirmou ela, o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) criou o termo “quarteirização” ao questionar o modelo que está em curso no estado, com a contratação das OSs (Organizações Sociais). “A saúde, com as OSs, atingiu seu máximo de esquizofrenia. Nós temos 70% do orçamento da saúde investido em OSs. O TCU coloca que a saúde atingiu a necessidade de ‘interferências imediatas’”, disse. A quarteirização apontada pelo TCU, relatou Lisete, ocorre quando uma empresa contratada pelo governo contrata uma segunda empresa que, por sua vez, contrata uma terceira que contrata uma quarta. “E assim, se vai comendo o dinheiro do estado. Pois a última da cadeia é que vai cumprir o serviço que deveria ser cumprido pela primeira”, afirmou. Este quadro, de acordo com ela, é uma das causas da crise de atendimento no sistema de saúde. “Hoje, de cada 100 solicitações de atendimento, 72 não são atendidas”, quantificou.
Professora Lisete discutiu e apresentou também números sobre o desvio dos recursos do Orçamento destinados ao ensino e a saúde.
Entre os temas discutidos no evento, Lisete destacou a necessidade de retomar o caráter público da TV Cultura que hoje, conforme ressaltou, “virou uma TV do PSDB”; ampliar, de fato, o acesso gratuito e democrático à internet, para muito além do simples uso do Whatssapp; e a proposta de implantação de rádios comunitárias em todas as escolas estaduais, como mecanismo de driblar a profunda concentração da produção de informação que há no País, nas mãos de “três ou quatro grupos familiares”.
Sobre Ciência e Tecnologia Pública, Lisete também discutiu o problema da presença e da interferência de grandes grupos econômicos dentro de universidades e de institutos de pesquisa e citou como exemplo a presença da Monsanto na Esalq (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”). Também destacou que a crise enfrentada pelas três universidades paulistas resulta de um projeto pelo qual se pretende, entre outros, implantar a cobrança de mensalidades.
CICLO DE DEBATES
Todo(a)s os candidato(a)s à presidência, ao governo do Estado e também ao Senado, por São Paulo, foram convidado(a)s a participar do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018 promovido pelo MCTP e que acontece no auditório da ADunicamp.
Os encontros com os candidatos à presidência e ao governo do estado têm sido realizados de forma individual com cada candidato(a) e ocorrem à medida que ele(a)s manifestam a disponibilidade de agenda. Já o encontro com os candidatos(as) ao Senado, ocorre em evento único, nesta segunda-feira, 1° de outubro.
O tema principal dos encontros é a posição dos candidatos sobre Ciência, Tecnologia e Educação. Além dos encontros com candidatos, o Ciclo de Debates promove encontros com especialistas de diferentes áreas para discutir as eleições em curso.
Os vídeos dos eventos já realizados podem ser vistos nos sites www.ctpublica.wordpress.com e www.adunicamp.org.br.
[wzslider]




Debate (01/10) | Seis candidatos ao Senado confirmam participação em debate na ADunicamp

Seis candidatos ao Senado pelo estado de São Paulo já confirmaram a participação em um novo evento do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), que ocorrerá na segunda-feira, 01 de outubro, no auditório da Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp), a partir das 11h. São eles Antônio Neto (PDT), Daniel Cara (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Pedro Henrique (REDE) e Silvia Ferraro (PSOL).
Todos os candidatos ao Senado foram convidados a participar do debate e as confirmações de participação podem ser feitas até o dia do evento.
O Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018 tem realizado encontros com candidatos à presidência da República e ao governo do estado de São Paulo, sempre com o objetivo de tratar de temas diretamente ligados à ciência, tecnologia e ensino público.
Além dos encontros com candidatos, o Ciclo de Debates também promove encontros com especialistas de diferentes áreas para discutir as eleições em curso.
A agenda dos próximos eventos pode ser consultada e os vídeos dos eventos já realizados podem ser vistos nos sites www.ctpublica.wordpress.com e www.adunicamp.org.br.
*****
SAIBA MAIS SOBRE O MCTP
www.ctpublica.wordpress.com
www.facebook.com/CTpublica/
twitter.com/CTpublica/
SIGA A ADunicamp
facebook.com/adunicamp
twitter.com/ADunicamp