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Cruesp agenda reunião para 22/12. Fórum pede antecipação da data e urgência no debate frente à inflação galopante

O Conselho de Reitores/Cruesp enviou ofício ao Fórum das Seis, agendando reunião entre as partes para 22/12. A marcação da data veio em resposta a ofício anterior do Fórum, que encaminhava a decisão das assembleias de base realizada no final de novembro, de atualizar a Pauta Unificada 2021 (veja a seguir).

Considerando a distância da data, o Fórum pleiteou, em novo ofício no dia 3/12, a antecipação da reunião o quanto antes. “A data de 22/12 é distante e amplia
nas categorias representadas pelo Fórum das Seis a angústia frente à inflação galopante e à ausência de perspectivas concretas de melhorias salariais e de condições de trabalho”, pondera o documento. Além disso, ressalta que o objetivo exposto no Ofício Cruesp para a reunião – “planejamento das discussões para a recuperação salarial” – não contribui para tranquilizar as categorias quanto à efetiva intenção das reitorias em atacar os problemas que as atingem com severidade, entre eles a acelerada deterioração de seu poder aquisitivo. Assim, solicita que “a reunião dê início, concretamente, às discussões sobre a recomposição salarial.

O novo ofício do Fórum também lembra que, além da discussão da atualização da Pauta Unificada 2021, a solicitação de reunião tem como objetivo:

  • Conhecer a posição das instituições sobre os tempos aquisitivos dos servidores no período de vigência da LC 173/2020 e que impactam direitos relativos a quinquênios, sexta-parte, licença-prêmio, progressões e outros.
  • O debate democrático sobre o retorno às atividades presenciais nas instituições.

A solicitação de que a reunião entre as partes seja transmitida online, para que as categorias possam acompanhá-la, fechou o ofício.

Nossas reivindicações: 20% em janeiro e outros

A atualização das reivindicações decorre da disparada da inflação no país. Quando a Pauta Unificada 2021 foi protocolada, em 6/4/2021, o índice necessário para recompor os salários aos níveis de maio/2012 era de 29,81%. Em dezembro/2021, a perspectiva é que esse índice esteja em torno de 40%.

Após o protocolo, foram realizadas somente duas reuniões entre as partes, nas quais a LC 173/2020 foi utilizada pelas reitorias para justificar a impossibilidade de mexer nos salários até dezembro/2021. Sequer o compromisso do Cruesp, de realizar reuniões do grupo de trabalho (GT), criado para discutir um plano de reposição das perdas, foi
implementado.

Diante desse cenário, o Fórum atualizou a pauta, com as seguintes reivindicações:

1) A título de reposição da inflação medida entre maio/2019 e dezembro/2021, aplicação de 20% de reajuste em janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados.
2) Negociação imediata de um plano de reposição para zerar as perdas restantes, relativas ao período de maio/2012 a abril/2022, com a perspectiva de concluir a discussão deste plano ainda na data-base de 2022; e da valorização dos níveis iniciais das carreiras, com base nas propostas do Fórum das Seis.

Hora de mobilização

A insatisfação entre as categorias é grande. O poder de compra dos salários vem caindo de forma gritante, o que pode ser sentido a cada ida ao supermercado ou diante dos preços crescentes dos combustíveis, energia, vestuário etc.

De acordo com os indicativos das assembleias de base, é hora de transformar a indignação em mobilização. Fique atento/a às convocações da sua entidade!

Dezembro de lutas

4/12 terá mulheres na rua por “Bolsonaro nunca mais”

Os movimentos organizados em torno da campanha “Fora, Bolsonaro” e organizações de mulheres preparam uma jornada de mobilizações em 4/12, com o mote “Bolsonaro nunca mais!”.

O manifesto divulgado convoca todas e todos que se comprometem com o combate à feminização da pobreza, ao racismo, à LGBTfobia e a todas as ações que agravam a situação das mulheres no Brasil a ocupar as ruas no dia 4 de dezembro. Confira em seu município e participe!

8/12 é dia nacional de luta contra a Reforma Administrativa. É hora de barrar a PEC 32

O ano de 2021 está chegando ao fim. Com medo de sofrer um desgaste na eleição de 2022, Bolsonaro, Guedes e Lira querem aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC) 32, que contém a Reforma Administrativa, o quanto antes.

É urgente e necessário manter a pressão sobre os parlamentares e construir grandes atos em Brasília e nos estados no dia 8/12, nova data nacional de luta.

Participe das atividades e vamos juntos defender os serviços públicos!

Pressione nas redes também. No site “Na Pressão”, você consegue ver os/as parlamentares que são favoráveis, contrários/as e indecisos/as quanto à PEC 32. Entre e mande
mensagens a eles. https://napressao.org.br/campanha/diga-nao-a-reforma-administrativa




Reajuste de 20% em janeiro, plano de recomposição de perdas e valorização dos níveis iniciais das carreiras, já!

Índice corresponde à perda inflacionária de maio/19 a dezembro/21. Com inflação a galope e silêncio do Cruesp, Fórum das Seis atualiza reivindicações!

Rodada de assembleias de base até 24/11 deve discutir a atualização da Pauta Unificada deste ano e indicativos de mobilização!

Quando o Fórum das Seis apresentou ao Conselho de Reitores (Cruesp) a Pauta Unificada da data-base 2021, no dia 6 de abril, o reajuste necessário para recompor os salários nas universidades estaduais paulistas ao nível de maio/2012 era de 29,81%. A reivindicação, naquele momento, era de 8% em maio/2021 e um plano, de médio prazo, para reposição das perdas restantes.

Nas duas únicas reuniões entre as partes – nos dias 10/6 e 15/7/2021 – os reitores ancoraram-se em suas interpretações da Lei Complementar (LC) 173 para dizer que, mesmo reconhecendo as perdas e estando cientes da boa situação financeira das instituições, apesar da pandemia, estavam impedidos de mexer nos salários até dezembro/2021. Concordaram apenas em criar um grupo de trabalho (GT) para estudar propostas de recomposição de perdas e, também, de valorização dos níveis iniciais das carreiras. Embora tenha se comprometido a agendar reuniões do GT ainda no mês de julho, o presidente do Cruesp e reitor da USP, Vahan Agopyan, não honrou a palavra empenhada publicamente.

O mínimo que os/as servidores/as docentes e técnico-administrativos/as esperavam era uma real negociação das perdas, ainda que os acertos fossem concretizados em janeiro/22.

Chegamos a meados de novembro e o fim da vigência da famigerada LC 173 se aproxima. No entanto, o Cruesp segue em silêncio frente às seguidas cobranças do Fórum das Seis. A inflação, entretanto, soa mais estrondosa que nunca.

Inflação galopante e assustadora

Reunidas em 10/11, as entidades que compõem o Fórum das Seis avaliaram os números da inflação que assola o país nos últimos meses. Até abril/21, como dito acima, o índice necessário para recompor o poder de compra dos salários aos níveis de maio/2012 era de 29,81%. A inflação (INPC-IBGE) de maio a outubro de 2021 é de 5,96% e uma estimativa conservadora aponta uma inflação de maio a dezembro de 2021 de 8,52%. Considerando estes valores, a reposição necessária para recuperarmos o poder de compra de maio/2012 sobe para 40,87%.

Em outras palavras: em dezembro de 2021 nosso salário estará valendo 40,87% menos do que valia em maio/2012.

Pauta atualizada: 20% em janeiro e negociação imediata do restante das reivindicações do Fórum das Seis

Considerando a suspensão da data-base de 2020 – pelo Fórum das Seis, devido ao início da pandemia – e a ausência de negociações até este momento na data-base de 2021, e diante da queda brutal do poder aquisitivo das categorias, o Fórum das Seis atualiza a Pauta Unificada 2021 e apresenta ao Cruesp as seguintes reivindicações:

  • Reposição de 20% em janeiro/2022, quando os efeitos da LC 173 estarão encerrados. Esse índice corresponde à inflação medida entre maio/2019 e dezembro/2021, como mostra o quadro.

Perdas estimadas de maio/19 a dezembro/21 

Índice Maio/19 a dez/21
IPC-FIPE 20,35%
IPCA 18,38%
INPC 19,63%
  • Negociação imediata tanto da valorização dos níveis iniciais das carreiras, com base nas propostas do Fórum das Seis, quanto de um plano de reposição das perdas restantes, a partir de 2012, com a perspectiva de zerá-las na data-base de 2022, incluindo a atualização da inflação até abril/2022. 

Universidades têm caixa

A arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do qual saem os recursos para as universidades (9,57% da quota-parte do estado/QPE), continua superando todas as expectativas. As previsões iniciais da Secretaria da Fazenda do Estado para 2021 – de R$ 118 bilhões – foram superadas com folga e devem chegar ao final do ano em valores superiores a R$ 135 bilhões.

Por conta desse aumento na arrecadação, as universidades receberão, até o final do ano, um valor de mais de R$ 1,6 bilhão além do previsto em seus orçamentos de 2021, aprovados em dezembro de 2020. Ao contrário do alardeado pelo governador João Doria, em entrevista coletiva no dia 20/10, após reunião com os três reitores, as universidades estaduais paulistas não estão recebendo esse montante “a mais” e sim recebendo o que é seu de direito, devido aos 9,57% do ICMS-QPE. Ou seja, não se trata de nenhum “apreço” especial pela ciência ou pelas universidades, mas sim o repasse decorrente do aumento da arrecadação do ICMS.

Comprometimento com salários é o menor da história

Em rota inversa do aumento de recursos para as universidades, os salários dos/as servidores/as estão em queda livre. O comprometimento com pessoal (segundo dados da planilha do Cruesp) é o mais baixo da série histórica desde o advento da autonomia universitária (1989): a média das três universidades indica um comprometimento médio acumulado, de janeiro a outubro/2021, de 69,46% (68,16% na Unesp, 68,98% na USP e 71,96% na Unicamp).

Situação na Unesp é ainda mais grave

Em maio/2016 e em maio/2019, a Unesp não honrou os índices concedidos pelo Cruesp, respectivamente 3% e 2,2%, implodindo uma política de isonomia de reajustes vigente desde o início das negociações com o Fórum das Seis.

No caso dos 2,2%, foram pagos somente em abril/2020. Em relação aos 3%, após sucessivas cobranças, ignoradas pelas gestões anteriores, a atual reitoria da Unesp informa que os aplicará a partir de janeiro de 2022 e que reconhece a existência de um passivo referente aos retroativos. De acordo com cálculos da Adunesp e do Sintunesp, o prejuízo causado pelo calote de maio/2016 até hoje corresponde a uma perda em torno de 2,7 salários para cada servidor/a técnico-administrativo/a e docente. O pagamento destes retroativos não pode ser esquecido e vem sendo objeto de discussão dos sindicatos com a reitoria.

FÓRUM DAS SEIS INDICA RODADA DE ASSEMBLEIAS DE BASE ATÉ 24/11

Fique atento/a ao chamado da sua entidade. As categorias devem discutir:

  1. A proposta de atualização da Pauta Unificada/2021 e a reivindicação a ser apresentada ao Cruesp: 20% em janeiro/22, negociação da valorização dos níveis iniciais das carreiras e de um plano de reposição do restante das perdas em maio/2022, com a perspectiva de zerá-las na data-base do ano que vem, incluindo a atualização da inflação até abril/2022.
  2. Formas de mobilização e pressão. Em algumas categorias, já há propostas de atos públicos em janeiro.     

No dia 25/11, o Fórum das Seis volta a se reunir para avaliar o resultado das assembleias de base, atualizar a Pauta Unificada e definir os próximos passos.

BASTA DE ENROLAÇÃO E DE FALTA DE RESPEITO ÀS CATEGORIAS E A COMPROMISSOS ASSUMIDOS!

Queremos discutir nossas reivindicações e o retorno presencial seguro. Cadê o diálogo democrático, senhores reitores?




Após aprovação do PLC 26, a minirreforma de Doria, veja o que mudou nos seus direitos. Luta prossegue contra a reforma de Bolsonaro

As entidades que compõem o Fórum das Seis participaram ativamente das mobilizações presenciais e virtuais contra o projeto de lei complementar (PLC) 26, a minirreforma administrativa encaminhada à Assembleia Legislativa (Alesp) pelo governador João Doria. Elas atuaram organizadas na Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, que reúne cerca de 80 sindicatos e movimentos representativos do funcionalismo. Mas a intensa mobilização não deu conta de competir com a distribuição de emendas em troca de votos, de acordo com denúncias que circularam na casa, e o projeto acabou aprovado em 19/10, por 50 votos a 29.

O PLC 26 – agora transformado na lei complementar (LC) 1.361/21, publicada no Diário Oficial do Estado em 22/10/2021 – confisca uma série de direitos dos servidores públicos estatutários e dificulta bastante o usufruto de outros.

Estas são as principais mudanças:

– A nova lei aprovada estende a Bonificação de Resultados, baseada em produtividade, a vários setores do serviço público paulista (as universidades estaduais ficam de fora, devido à autonomia administrativa e de gestão; o Centro Paula Souza já contempla o bônus e, agora, adapta-se às novas regras);

– Disciplina e amplia a contratação de temporários;

– Extingue as faltas abonadas;

– Acaba com a correção anual pelo IPC do adicional de insalubridade;

– Acaba com o pagamento de insalubridade nas licenças-prêmio;

– Revoga o pagamento das licenças-prêmio na aposentadoria e falecimento;

– Estabelece novos critérios (mais rígidos) e menores valores para a concessão do abono permanência, que valerá pelo período de 12 meses, podendo ser revisto.

Além disso, cria a Controladoria Geral do Estado, que pretende congregar as funções de auditoria, ouvidoria, corregedoria e controladoria, tal como se dá no âmbito federal, com a Controladoria Geral da União – CGU. Sobre a assistência técnica em ações judiciais, prevê a autorização legal para que o Procurador Geral do Estado possa indicar servidor público para atuação como assistente técnico nas ações judiciais de competência da Procuradoria Geral do Estado – PGE, sem prejuízo de suas funções. Na prática, servidores já contratados poderão ser designados para atuação como assistentes técnicos da PGE nas ações judiciais, em verdadeiro desvio de função, de tal forma a caracterizar uma fraude a concurso público, e delegando funções que seriam da própria PGE, com o intuito declarado de economizar na contratação de pessoal.

As poucas medidas consideradas positivas para o funcionalismo são:

– A previsão de licença de 180 dias em caso de adoção, com vencimentos integrais, passa do atual limite de “até sete anos” para “adoção de criança ou adolescente”.

– A concessão do adicional de insalubridade, após a homologação do laudo, produzirá efeitos pecuniários a partir da data de início de exercício da atividade ou local considerado insalubre. Antes, os efeitos pecuniários tinham início a partir da homologação.

A seguir, confira as principais mudanças e quando passam a vigorar. Se desejar, clique aqui para conferir um comparativo entre as antigas e novas regras, elaborado pela advogada Lara Lorena, que assessora a Adunesp e a Adusp.

LC 1.361/21 – Destaques Iniciais

Trata-se apenas de alguns pontos, que são os mais impactantes. É possível que haja alterações, pois o texto da lei contém erros, de acordo com juristas.

I – VIGÊNCIA

Esta lei complementar e suas Disposições Transitórias entram em vigor na data de sua publicação (22/10/21), produzindo seus efeitos a partir de 01/11/2021. Em resumo, como regra geral, a lei só “valerá” a partir de 1º de novembro de 2021. Mas há exceções!

II – Deixarão de existir, a partir de 1º de novembro de 2021: 

  1. Processo por Abandono de cargo (será substituído por Processo Inassiduidade)
  2. Faltas abonadas
  3. Salário-esposa
  4. Dispensa de inspeção médica
  5. Reajuste automático, anual, do Adicional de Insalubridade
  6. Incidência do Adicional de Insalubridade sobre a licença-prêmio
  7. Incidência do Adicional de Insalubridade sobre faltas abonadas

III – Já valem, a partir da data de publicação da lei (22/10/2021)

  1. A criação da Controladoria Geral do Estado – CGE
  2. O impedimento de participar dos processos seletivos no PEI dos servidores que tiverem sofrido penalidades, por qualquer tipo de ilícito, nos últimos 5 (cinco) anos.
  3. A prorrogação, até 31/12/2022, dos docentes e AOEs contratados temporariamente. PORÉM, “somente serão prorrogadas as contratações de Agentes de Organização Escolar que se mostrarem necessárias para a manutenção de atividades consideradas essenciais de acompanhamento dos protocolos de higiene e distanciamento social controlado no âmbito das unidades escolares estaduais, no âmbito do retorno das atividades presenciais”. (Nota da redação: aplica-se à rede estadual de ensino).

IV – Entram em vigor em 1º de janeiro de 2022

  1. As novas regras do adicional de insalubridade
  2. A nova carreira e as novas tabelas dos Agentes de Organização Escolar (Nota da redação: aplica-se à rede estadual de ensino).
  3. A nova Bonificação por Resultados – BR (Nota da redação: não se aplica às universidades estaduais; o Centro Paula Souza já contempla o bônus, que agora adapta-se às novas regras).

V- Abono de Permanência

  1. Ao servidor que, até a data de entrada em vigor da Lei Complementar nº 1.354 (que instituiu a reforma da Previdência paulista), portanto, dia 6 março de 2020, havia completado os requisitos para aposentadoria voluntária, fica assegurado o direito ao abono de permanência…até completar as exigências para a aposentadoria compulsória.
  2. Até que seja editado novo ato, o abono de permanência será concedido em seu valor máximo aos respectivos servidores titulares de cargos de provimento efetivo que tenham completado as exigências para a aposentadoria voluntária até 6/3/2020. Após essa data, e até que seja editada a regulamentação no âmbito de cada Poder, como previsto nas Disposições Transitórias da LC 1.361/21, o abono de permanência continuará sendo devido no grau máximo. Após a regulamentação, seguirá a respectiva normativa editada.
  3. A partir da entrada em vigor dessa lei complementar, o abono de permanência poderá ser concedido ou não, ao titular de cargo efetivo, em percentuais ou integral, de acordo com novas normas, com destaque para a “necessidade de retenção de servidores”. Ainda, a definição sobre a necessidade ou não de retenção de servidores será feita anualmente.

VI – Licença-Prêmio

  1. A licença-prêmio está mantida, por estar prevista na Constituição Federal.
  2. O limite de faltas justificadas, de licença para tratamento de saúde ou por motivo de doença em pessoa da família, durante o período de 5 anos, cai de 30 para 25 dias.
  3. Poderá ser convertida em pecúnia, mediante requerimento, uma parcela de 30 dias de licença-prêmio aos profissionais que se encontrem em efetivo exercício.

VII – Dispensa/demissão por Inassiduidade

  1. Será um procedimento mais simples e mais rápido.
  2. Para tanto, basta que o servidor se ausente do serviço, sem causa justificável, por mais de 15 dias consecutivos, ou por mais de 20 dias úteis intercalados, durante um ano.

VIII – Outros destaques

  1. Foi criado um “banco de horas”; um sistema de compensação de horas trabalhadas a mais, para evitar pagamento de horas-extras, principalmente em casos de convocações. Esse sistema será disciplinado em regulamento.
  2. São estipuladas novas regras (condições e prazos) para a contratação por tempo determinado de servidores. Destaque para a possibilidade de contratação em razão de “greve que perdure por prazo não razoável” e por “greve considerada ilegal pelo Poder Judiciário”.

Segue a luta contra a PEC 32, a reforma administrativa federal

O presidente da Câmara dos Deputados e apoiador do governo Bolsonaro, Arthur Lira (PP/AL), ainda não conseguiu consolidar os votos necessários para colocar em votação a proposta de reforma administrativa federal (PEC 32), que contém mais ataques aos serviços públicos e ao funcionalismo (fim da estabilidade, contratações sem concurso, terceirizações e privatizações, entre outros).

Temos que aumentar a pressão nas ruas, nas redes e no Congresso. A um ano das eleições de 2022, o recado aos parlamentares é um só: quem votar contra os direitos do povo brasileiro, não volta.

Acesse https://napressao.org.br/campanha/nao-a-reforma-administrativa e pressione as/os deputadas/os.

CONFIRA:

DEPUTADOS/AS QUE VOTARAM SIM AO PLC 26




Mobilização e pressão na Alesp travam votação do PLC 26, a minirreforma de Doria. 19/10 tem mais

Está tramitando em regime de urgência na Assembleia Legislativa de SP (Alesp) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 26, enviado pelo governador João Doria. O objetivo é acabar com vários direitos dos/as servidores/as públicos/as. Doria disputa corrida com o governo Bolsonaro, este com sua PEC 32, para ver quem golpeia primeiro o funcionalismo e os serviços públicos.

Entre os ataques embutidos no PLC 26 estão: mudanças na forma de contratação; fim das faltas abonadas; fim do reajuste anual no adicional de insalubridade, com base no IPC-Fipe; exclusão do direito de receber a licença-prêmio em dinheiro; restrições drásticas no abono de permanência; entre outras maldades.

Nas últimas semanas, a mobilização do funcionalismo, capitaneado por suas entidades representativas, conseguiu segurar a votação do PLC 26. Nesta terça, 19/10, a base governista na Alesp fará nova tentativa.

A Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, da qual fazem parte as entidades representativas que integram o Fórum das Seis, convoca os/as servidores/as para um novo dia de intensa mobilização, virtual e presencial em 19/10:

= 14h: Tuitaço

#DerrotePLC26JaPDL22

= 16h: Ato presencial na Alesp

Durante todo o dia, pressão nos/nas deputados/as

Acesse o link Na Pressão e mande mensagens no WhatsApp, e-mail, Twitter e Facebook de todos/as. É fácil e rápido.

Pressão também pela aprovação do PDL 22

A mobilização em 19/10 também tem como alvo uma reivindicação relevante para o funcionalismo: a revogação do Decreto 65.021/2020, que impôs um aumento draconiano nas contribuições dos/as aposentados/as e pensionistas autárquicos/as do estado de São Paulo. A luta é pela aprovação do projeto de decreto legislativo (PDL) 22/2020, de autoria do deputado Carlos Giannazi (PSOL-SP), que revoga o decreto.

Em Brasília, Bolsonaro também patina. Segue a luta contra a PEC 32

O presidente da Câmara dos Deputados e apoiador do governo Bolsonaro, Arthur Lira (PP/AL), ainda não conseguiu consolidar os votos necessários para colocar em votação a proposta de reforma administrativa federal (PEC 32).

Temos que aumentar a pressão nas ruas, nas redes e no Congresso. A um ano das eleições de 2022, o recado aos parlamentares é um só: quem votar contra os direitos do povo brasileiro, não volta.

Acesse: https://napressao.org.br/campanha/nao-a-reforma-administrativa e pressione as/os deputadas/os.




PEC-32 desmonta direitos e promove retrocesso sem precedentes nos serviços públicos

A chamada Reforma Administrativa (PEC-32), motivo da Paralisação/Greve Nacional do Funcionalismo neste 18 de agosto, pretende não só promover um retrocesso sem precedentes em direitos trabalhistas de servidores/as, conquistados há décadas, mas também um desmonte dos serviços públicos prestados à população brasileira. 

Encaminhada pelo Governo Federal e em tramitação no Congresso Nacional, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 32/2020 visa a retirada da responsabilidade do Estado na prestação de serviços, inclusive em áreas essenciais como Educação e Saúde, escancarando as portas para a privatização de instituições públicas arduamente construídas, como universidades, escolas, institutos de pesquisa e até o SUS (Sistema Único de Saúde). 

O ataque a direitos trabalhistas e civis de servidores/as também oculta uma regressão secular no modelo de gestão da coisa pública. Com a redução drástica de concursos para os quadros do funcionalismo e o fim da estabilidade no emprego, a PEC-32 pretende deixar as contratações de servidores/as nas mãos de governantes de plantão. Seria a volta ao velho ‘coronelismo’, com a gestão pública conduzida pelos apaniguados dos detentores do poder no momento.

As primeiras análises mostram que, nas universidades e instituições públicas de pesquisa, ocorrerão impactos dos mais diversos níveis, caso a proposta seja aprovada. Eles vão desde o enfraquecimento e a privatização de setores essenciais dessas instituições até o desestímulo ao ingresso de docentes e pesquisadores/as, com inevitável queda na qualidade dos serviços prestados a toda a sociedade. A possibilidade de demissões por motivos aleatórios afetará a transmissão de conhecimento e as pesquisas de longo prazo, essenciais para o ensino e a ciência de qualidade. (Leia mais nesta edição

Os interesses econômicos ligados à proposta da reforma têm uma motivação especial para a sua aprovação urgente. A expectativa é que 35% de agentes do serviço público se aposentem nos próximos cinco anos. Com a aprovação da PEC-32, todos os novos contratos já seriam estabelecidos com as novas regras.

Leia o Boletim da ADunicamp, na íntegra, neste link. Ainda, nesta edição, uma atualização da situação das negociações da Data-base 2021 entre Fórum das Seis e o CRUESP.




Boletim da ADunicamp | Maio 2021 | Data-base 2021 e Solidariedade. Confira!

Nesta edição de Maio/2021 do Boletim da ADunicamp:

Data-base 2021 – Os números já consolidados do primeiro quadrimestre de 2021 mostram que, apesar da crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19, houve um considerável aumento na arrecadação do ICMs neste ano, em comparação com o mesmo período de 2020, o que torna plenamente possível um reajuste que permita recuperação parcial das perdas salariais acumuladas nas universidades públicas paulistas.
O Fórum das Seis propõe, nesta data-base 2021, um reajuste de no mínimo 8% a partir de maio, além da apresentação pelo Cruesp de um plano de recuperação das perdas. A proposta, já apresentada, aguarda um retorno dos reitores que ainda não iniciaram as negociações.

ADunicamp Solidariedade – Ainda neste contexto da pandemia, a ADunicamp desenvolve uma campanha inédita de solidariedade social com o objetivo de contribuir para o suprimento de áreas que estão total ou parcialmente desassistidas pelos governos.
A campanha foi iniciada já em março de 2020, no início da pandemia, com ações e recursos destinados a auxiliar as áreas de saúde da Universidade e também demandas de estudantes, especialmente dos segmentos fortemente impactados pelo distanciamento social, como os residentes da moradia estudantil.
Em seguida, como tem sido realizado por centenas de entidades e sindicatos em todo o país, as ações foram estendidas para auxílio a muitas comunidades e segmentos sociais em extrema vulnerabilidade e também desassistidas por políticas públicas eficazes. Boa leitura!

Acesse aqui e leia o boletim na íntegra




Fórum das Seis pleiteia reuniões ainda em abril para debater combate ao arrocho, valorização dos níveis iniciais das carreiras e medidas de proteção à vida

Pauta Unificada 2021 protocolada!

Campanha salarial deste ano nos coloca em luta também contra os ataques ao serviço público, por um auxílio emergencial digo e vacinação para todos

O Fórum das Seis protocolou a Pauta de Reivindicações de 2021 junto ao Conselho de Reitores (Cruesp) em 6/4, já sob a presidência do reitor da USP, professor Vahan Agopyan. A entrega da Pauta foi acompanhada da solicitação de agendamento de reuniões entre as partes ainda em abril, tendo em vista o fato de que nossa data-base é 1º de maio.

A data-base é o período em que as entidades sindicais e estudantis das três estaduais paulistas e do Centro Paula Souza cobram o atendimento às suas reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho e de vida. Em 2020, sob o impacto do início da pandemia de Covid-19 e das perspectivas de queda na arrecadação do ICMS, que acabaram não se concretizando, a campanha foi suspensa. Em 2021, nossas reivindicações estão focadas em duas frentes centrais: o combate ao arrocho salarial – aí inserida a necessária valorização das fases iniciais de ambas as carreiras – e pelo estabelecimento de um plano sanitário e educacional nas instituições.

Comprometimento com folha é o mais baixo dos últimos anos

Ao contrário das previsões iniciais, de que a economia entraria em queda livre no decorrer de 2020, a arrecadação do ICMS – imposto que dá base aos repasses para as universidades – teve resultados surpreendentes no segundo semestre, especialmente nos últimos quatro meses do ano. Some-se a isso a expressiva economia com custeio nas unidades, por conta das medidas de isolamento e do trabalho remoto, e temos uma situação de folga e crescimento das reservas nas universidades.

O comprometimento médio entre as três universidades com folha de pagamento em 2020 ficou em 85,31% (83,08% na Unesp, 88,28% na Unicamp e 85,05% na USP), abaixo das médias dos anos anteriores. Se considerarmos o comprometimento acumulado em fevereiro/2021, temos um índice médio ainda menor, de 78,98% (77,25% na Unesp, 82,22% na Unicamp e 78,37% na USP).

Não se trata de aumento. Reivindicação é para repor perdas passadas

Considerando que as perdas acumuladas, em particular nos anos mais recentes, chegam a patamares insuportáveis – em especial para aqueles em início de carreira – e também conscientes do momento ao qual estamos submetidos no país e no mundo, o Fórum das Seis reivindica do Cruesp uma recuperação parcial em maio de 2021 e que os reitores se comprometam com a elaboração democrática de um plano, cuja aplicação tenha início ainda neste ano, para repor mais amplamente tais perdas.

Se considerarmos nosso poder aquisitivo em maio/2012, por exemplo, as perdas até maio/2020 são de 26,73% (inflação acumulada de maio/2012 a abril/2020 de 53,73% e reajuste acumulado de 27%). A estas perdas, ainda precisaria ser adicionada a inflação apurada entre maio/2020 e abril/2021.

Aqui, não menos importante do que as perdas a que estamos submetidos é a situação sentida de forma mais acentuada por servidores docentes e técnico-administrativos em início de carreira. Além de verem seus proventos serem consumidos pelas perdas inflacionárias, eles foram e estão sendo atingidos de forma mais contundente pelas reformas já implantadas ou em tramitação desde o começo dos anos 2000. Assim, se faz necessária, além da recuperação das perdas, uma política de valorização (inclusive salarial) das posições iniciais nas carreiras de servidores das três universidades estaduais paulistas e do Ceeteps.

Nossas reivindicações salariais

1) Recuperação parcial de perdas, com um reajuste salarial em maio/2021 de no mínimo 8%, e um plano de médio prazo para a recuperação de perdas, tendo como objetivo, no mínimo, recompor o poder aquisitivo de maio/2012;

2) Pagamento adicional de 3% a servidora(e)s docentes e técnico-administrativa(o)s da Unesp, referentes ao reajuste da data-base de 2016, bem como os valores em atraso;

3) Reconhecimento, por parte do Cruesp, da existência de perdas significativas nos níveis salariais da(o)s servidora(e)s das três Universidades Estaduais Paulistas e da necessidade de estabelecer um plano de médio prazo para a recomposição salarial, com a constituição de um grupo de trabalho, com representantes do Cruesp e do Fórum das Seis, para realizar os estudos necessários e elaborar, ainda neste ano, o plano para a recuperação de nossas perdas salariais;

4) Comprometimento do Cruesp com a valorização (inclusive salarial) dos níveis iniciais das carreiras;

5) Recomposição das perdas salariais de servidora(e)s docentes e técnico-administrativa(o)s do Centro Paula Souza (Ceeteps), de acordo com índices adotados pelo Cruesp no período de 1996 a 2021, em respeito ao vínculo legal entre o Ceeteps e a Unesp, de acordo com o artigo 15 da Lei 952/1976.

Pauta 2021 reivindica plano sanitário e medidas de proteção à vida

A Pauta Unificada 2021 tem como outro de seus eixos a reivindicação de que a administração de cada instituição elabore democraticamente um “plano sanitário e educacional”, que conte com a participação dos segmentos de suas comunidades acadêmicas – docentes, técnico-administrativos e estudantes –, contendo diretrizes para a etapa atual, de expansão acelerada da pandemia, e para o futuro retorno presencial, quando as condições assim o exigirem.

Confira na Pauta, que acompanha este boletim, as reivindicações apresentadas em relação à pandemia.

Unificar as lutas em defesa da população

Na página seguinte, confira matéria com posição do Fórum das Seis a respeito do momento atual da pandemia e da necessidade de uma ampla luta em defesa da vida, por vacinação para todos, auxílio emergencial digno, entre outras.

Fórum e Cruesp tiveram reunião em 29/3

A pedido do Fórum das Seis, os reitores da Unesp, USP e Unicamp receberam os representantes das entidades para uma reunião virtual em 29/3. A reunião havia sido solicitada no final do ano passado, com dois pontos centrais na pauta: 1) O planejamento das atividades acadêmicas e administrativas das universidades e do Centro Paula Souza em 2021, frente às incertezas que ainda cercam a pandemia, e 2) As implicações da LC 173/2020.

Em sua fala inicial, o reitor da Unesp e então presidente do Cruesp, professor Pasqual Barretti, sinalizou: “Não vamos conseguir atender tudo na data-base, mas nosso papel deve ser o de estabelecer planos para resolver os problemas das categorias nos próximos anos”.

Para o Fórum, essa é uma sinalização importante. Entre as reivindicações da Pauta Unificada 2021, que não havia sido protocolada até aquele momento, está a construção de planos de médio prazo para a recuperação de perdas salariais e, também, para a definição de políticas de valorização dos níveis iniciais das carreiras.

Em relação à pandemia, os representantes do Fórum assinalaram que há uma disparidade no posicionamento das universidades nas ações adotadas. Numa mesma universidade, por exemplo, há institutos e unidades com diferentes avaliações sobre o que é essencial. Além disso, muitas das medidas, acertadas ou não, têm sido tomadas sem conversas mais abertas com a comunidade e as entidades representativas.

O Fórum elogiou as recentes manifestações públicas do Cruesp contra a falta de diretrizes federais no combate à pandemia e em defesa da vacinação, mas pediu que mais posicionamentos públicos como esse sejam adotados, dada a importância das instituições no cenário acadêmico e científico do país.

Por fim, os representantes das entidades cobraram que qualquer questão relacionada ao retorno das atividades presenciais – que só deve ocorrer num cenário de vacinação ampla e controle efetivo da pandemia – seja discutido mais amplamente com a comunidade e com suas entidades representativas.

Em relação ao segundo ponto, os representantes do Fórum das Seis procuraram demonstrar que não se sustenta a alegação das reitorias sobre a “impossibilidade” de negociar devido aos efeitos da Lei Complementar (LC) 173/2020. E isso fica claro quando vemos a sentença proferida pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP), no âmbito de ação ajuizada pela Adusp contra os efeitos da lei sobre a USP. Embora tenha negado o pedido de liminar, em seu despacho o juiz da 9ª Vara da Fazenda Pública ressaltou que a universidade não está subordinada à LC 173/2020, embora sua autonomia administrativa a autorize a decidir sobre seus gastos. Ou seja, está claro para a justiça que a autonomia garante às gestões das Universidades Estaduais Paulistas a decisão de acatar ou não os limites impostos pela LC 173/2020. Além disso, corroboram com esta interpretação do alcance da aplicabilidade da LC 173 diversos pareceres, notas técnicas e despachos em sentenças emitidos por juízes, Ministério Público e até mesmo pelo Ministério da Economia.

Os reitores procuraram reforçar a interpretação restritiva em relação à LC 173. “Temos que defender a autonomia, mas nossa defesa tem que se coadunar com a lei. Ela é arbitrária, mas está aí”, resumiu o reitor da Unesp e presidente do Cruesp na reunião, professor Pasqual Barretti.


Saúde e economia não se contrapõem!

Por vacinação ampla, auxílio emergencial digno, defesa do SUS e dos serviços públicos

Os trágicos números divulgados diariamente pelos meios de comunicação apontam para uma catástrofe social no Brasil. No fechamento deste boletim, em 6/4/2021, já são mais de 330 mil mortos pela Covid-19. É fato que a disseminação da pandemia pelo planeta é algo difícil, talvez impossível, de evitar. Mas o combate a ela e a proteção às pessoas são possíveis, sim, e dependem de decisões políticas.

A disparada nos números de casos e de mortes não acontece por acaso. O governo federal, que deveria liderar o país contra a pandemia – com concessão de auxílio emergencial digno, investimento em testagem e na compra de vacinas, promoção de campanhas de esclarecimento pelo isolamento social, uso de máscaras, importância da vacinação etc. – age na contramão e colabora decisivamente para que o país seja visto como ameaça global na disseminação do vírus e suas variantes. Em suas lives, o presidente da República não se cansa de desacreditar as medidas preventivas e de repetir a falsa dicotomia entre saúde e economia, como se as pessoas fossem obrigadas a escolher entre vida e emprego, entre morrer pelo vírus ou morrer pela fome.

O que o discurso palaciano não mostra é que, a exemplo do que vêm fazendo vários países – Alemanha, Nova Zelândia, Vietnã, Uruguai, entre outros – é preciso garantir a sobrevivência da parcela mais vulnerável da população – trabalhadores informais, desempregados, donos de pequenas e médias empresas – enquanto o país aplica as medidas de isolamento social preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a disseminação da doença. Em outras palavras, é preciso que o Brasil garanta uma política de renda para que as pessoas fiquem em casa.

De onde tirar o dinheiro? “Tem várias possibilidades. Só de incentivos fiscais são R$ 300 bilhões por ano, o que equivale a 20% do orçamento do governo federal. Então existem maneiras de conseguir esses recursos de forma emergencial. Para além disso, há as propostas de taxação dos mais ricos”, defende o cientista político Marcello Baird, professor de relações internacionais da ESPM, em entrevista ao Portal Ecoa (18/3/2021).

No final de 2020, cerca de 50 milhões de brasileiros deixaram de receber o auxílio emergencial de R$ 600,00 (ou R$1.200,00, no caso das mães solo). Em seu lugar, após mais de três meses sem nada, o Congresso Nacional aprovou um novo auxílio, com valores miseráveis, entre R$ 150,00 e R$ 375,00, a ser pago em quatro parcelas e deixando de fora milhões de pessoas antes atendidas.

Cruzada contra a vacina

Ao mesmo tempo em que impõe a “escolha” entre o vírus e a fome para a maioria da população, o governo Bolsonaro inviabiliza o acesso rápido à vacinação, vista como principal alternativa para frear a escalada da pandemia. Já em dezembro de 2020, enquanto as campanhas de vacinação tinham início ao redor do mundo, o governo brasileiro se vangloriava por ter rejeitado propostas de compras de imunizantes e seguia suas campanhas por “tratamento precoce” para a Covid-19, atestado como ineficaz pelos cientistas, à base de Hidroxicloroquina, Ivermectina, Azitromicina etc.

A política desastrosa do governo brasileiro em relação à vacina não se resume ao atraso nas compras, mas também à negativa de apoiar a proposta de quebra das patentes, apresentada em outubro passado por Índia e África do Sul, e apoiada por 55 países, como uma forma de facilitar a transferência de tecnologia e possibilitar a produção de imunizantes a custo acessível em vários países. O Brasil preferiu apoiar a manutenção dos lucros bilionários das grandes farmacêuticas. Especialistas apontam que, no ritmo atual, os países pobres conseguirão vacinar suas populações só em 2024.

Ataque aos serviços públicos e aos servidores

A política genocida do atual governo também tem a marca dos ataques aos serviços públicos e aos servidores, que seguem garantindo o atendimento à população apesar das seguidas medidas de confisco salarial e de direitos.

Os números da pandemia seriam ainda mais trágicos não fosse o Sistema Único de Saúde (SUS), que vem salvando vidas e garantindo o atendimento à população, apesar de seu subfinanciamento crônico. Entre os anos de 2018 e 2020, a estimativa é que o SUS tenha perdido cerca de R$ 22,5 bilhões devido à Emenda Constitucional (EC) 95, o chamado “teto de gastos”, aprovado durante o governo Temer. Os dados constam em artigo publicado no portal do Conselho Nacional de Saúde.

Neste momento, tramita no Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional (PEC) nº 32, da reforma administrativa, com outros pesados ataques ao funcionalismo.

Unificar as lutas

“O governo não testa, não dá auxílio, dispensa vacinas, promove aglomeração e tratamento precoce, não faz lockdown e diz que não funciona”, resume o biólogo Átila Iamarino, fundador da maior rede de blogs de ciência em língua portuguesa, o ScienceBlogs Brasil.

Este cenário de terra arrasada exige de nós, trabalhadores e estudantes, reação e mobilização. Cabe às centrais sindicais, sindicatos e organizações estudantis e populares unificarem as lutas. O Fórum das Seis, que reúne as entidades sindicais e estudantis das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza, participa ativamente da Frente Paulista em Defesa do Serviço Público. Junto com dezenas de outras entidades, a Frente vem organizando a luta por:

  • Defesa da VIDA! Política de isolamento social em todo o país;
  • Auxílio emergencial mínimo de R$ 600 e proteção aos empregos enquanto durar a pandemia, para que o povo possa sobreviver e enfrentar a fome e a carestia.
  • ‘Vacina gratuita, já’ para todas as pessoas, em defesa do SUS.
  • Quebra das patentes para garantir a produção ampla e com baixo custo das vacinas;
  • Defesa do SUS e dos serviços públicos;
  • Contra a Reforma Administrativa (PEC32/19)
  • ‘Fora, Bolsonaro!’ Pelo fim de um governo genocida que está matando o povo brasileiro pela doença e pela fome.

Fórum das Seis apoia campanhas de solidariedade em meio à pandemia

Nas universidades estaduais paulistas e no Centro Paula Souza, assim como em todo o país, há várias iniciativas de solidariedade ativa às comunidades em situação de vulnerabilidade devido aos efeitos da pandemia de coronavírus.

Não se trata, por certo, de substituir a obrigação do Estado em promover políticas públicas que garantam a renda, alimentação adequada e acesso aos serviços de saúde. No entanto, com a insuficiência das ações governamentais de transferência de recursos para a população mais carente, o que dificulta muito a manutenção do necessário isolamento social, cresce a importância das iniciativas abraçadas pelas organizações sindicais e populares.

A partir desta edição, o Boletim do Fórum vai promover a divulgação de algumas destas campanhas. Colabore!

RAP Butantã organiza doações em SP

A Rede de Apoio Popular Butantã – iniciativa que envolve a Associação dos Docentes da USP-Adusp, o Sindicato dos Trabalhadores da USP-Sintusp, o Diretório Central de Estudantes DCE-Livre da USP e o Coletivo Butantã na Luta – está arrecadando recursos para a compra de produtos alimentícios e de higiene.

A RAP está presente no Facebook (Rede de Apoio Popular) e no Instagram (instagram.com/RedePopular/).

Para fazer doações por transferência ou depósito bancário, uma conta corrente foi disponibilizada pela Adusp:

Associação dos Docentes da USP
Banco do Brasil
Agência: 4328-1
C/C: 117-1
CNPJ: 51.688.943/0001-90

ADunicamp solidária

A Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp) está lançando uma nova campanha, na qual convoca a comunidade da Unicamp para atuar em prol da redução dos impactos causados pela pandemia da Covid-19. Devido ao cenário insalubre, neste momento a ADunicamp não receberá as doações. Porém, por meio de seus canais de comunicação (site, e-mail e redes sociais), divulgará sistematicamente os endereços de todas as entidades que foram e estão sendo atendidas.

Consulte a lista e veja como participar no site da entidade (adunicamp.org.br).


Pela aprovação do PDL 22/20 e contra os ataques dos governos federal e estadual aos serviços públicos: 16/4, às 17h, tem audiência pública na Alesp

16/4, às 17h, tem audiência pública na Alesp

A Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, que engloba dezenas de entidades representativas do funcionalismo paulista, está organizando mais uma atividade em defesa dos serviços e servidores públicos (ativos, aposentados e pensionistas). Trata-se de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de SP (Alesp), no dia 16 de abril, às 17h. A audiência terá como foco os ataques, tanto do governo federal quanto do estadual, aos serviços e servidores públicos (Reforma Administrativa, desmonte das empresas e institutos públicos etc.)

A luta pela aprovação do PDL 22 é outro tema importante a ser debatido. Como o Fórum das Seis vem divulgando, por meio do Decreto 65.021, de 19/6/2020, o governo Doria estabeleceu que a contribuição previdenciária dos atuais aposentados e pensionistas estatutários não mais incida sobre o valor da parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social (como estabelece a regra até então vigente), mas sim sobre o montante dos proventos de aposentadorias e de pensões que supere um salário mínimo nacional, incidindo por faixa salarial. O confisco é pesado. O detalhe é que o decreto foi adotado sem nenhuma comprovação de “déficit atuarial”.

Em reação, dezenas de entidades sindicais ajuizaram ações na justiça contra a reforma de Doria, com questionamentos específicos ao decreto. Na Alesp, cinco projetos de decreto legislativo (PDL) foram apresentados para anular o Decreto 65.021. O PDL 22/20, de autoria do deputado Carlos Giannazi (PSOL) é o que tem tramitação mais adiantada. A luta é pela sua aprovação.

Mais detalhes em breve.

Acesse aqui o boletim em PDF.

Ofício Fórum das Seis n˚ 3/2021

Pauta Unificada 2021 – Fórum das Seis




Boletim da ADunicamp | Brasil rumo ao abismo social

A Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp) publica a cada três meses o seu Boletim, ora abordando um único assunto, como por exemplo o de Outubro/2020, que apresentou o Balanço da Gestão 2018-2020, ora temas gerais.

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia provocada pelo novo Coronavírus que ceifou milhares de vidas. Este fato, por si só estarrecedor, foi e vem sendo acompanhado por um galopante desmonte das Instituições, falta de investimentos em saúde, educação, cultura e arte, além do desrespeito à autonomia universitária, à democracia e ao servidor público. A economia está muito longe da estabilidade, o que sem dúvida terá grande impacto em todas as camadas sociais, particularmente sobre as pessoas mais vulneráveis.

O cenário político nacional foi transformado em um verdadeiro caos, patrocinado principalmente pelo extremismo antidemocrático e negacionista do Governo Federal. A economia, baseada num projeto neoliberal extremado e ultrapassado, desce ladeira abaixo, com desemprego, desrespeito às Instituições Públicas, reforma previdenciária e incentivo às privatizações. Corrupção e destruição do meio ambiente compõem o pano de fundo do cenário da pandemia, coroado pela total incapacidade do governo de adotar uma política de saúde efetiva e que contemple toda a população.

Leia o boletim da ADunicamp aqui

Boletim Adunicamp - Fevereira/2021 - Brasil rumo ao abismo socialEsse quadro caótico tem mobilizado várias categorias e personalidades públicas, que já pedem abertamente o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Entre as causas apontadas para o impeachment está a incapacidade e os equívocos do governo no enfrentamento à pandemia. O Brasil é bastante dependente da importação de insumos farmacêuticos, e esse é caso das vacinas aprovadas até o momento, mas atitudes do Governo Federal e de seus representantes acabaram manchando a imagem do Brasil no exterior e causaram impactos negativos nas negociações pelos imunizantes. Com mais de 210 mil mortes no Brasil, a falta de incentivo ao uso de máscaras e de isolamento social, o tratamento jocoso e a falta de uma campanha séria de conscientização do uso de vacinas, e indefinição sobre o auxílio emergencial têm suscitado movimentos sociais, com destaque para a carreata pró-impeachment ocorrida em 23 de janeiro. Essa manifestação ocorreu em todo o Brasil com grande adesão de vários segmentos políticos do país.

Apesar de todas as atrocidades e desrespeito contínuo aos preceitos constitucionais, o governo Bolsonaro continua imune aos inúmeros pedidos de impeachment já protocolados no Congresso Nacional. Essa imunidade tem sido assegurada pelos inúmeros interesses e alianças políticas do governo, que impedem a colocação em pauta dos processos de impeachment.

MUDANÇA MUNDIAL

O presidente Bolsonaro, bastante próximo  ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sempre se manifestou sobre questões relativas à política internacional e meio ambiente, de maneira muito semelhante à do mandatário norte-americano. A vitória do democrata Joe Biden nas eleições, com a derrota do candidato à reeleição Donald Trump, foi muito contestada pelo derrotado sob alegação de “fraude eleitoral”. Esse posicionamento gerou eco no governo de Bolsonaro, que não só concordou, como também insinuou que aqui no Brasil houve fraude nas últimas eleições presidência. Ao lançar suspeitas sobre o nosso sistema de votação, Bolsonaro foi duramente combatido pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Enquanto os líderes de países do G20 cumprimentaram Biden logo após o resultado das eleições, Bolsonaro apenas se manifestou um mês depois da confirmação da vitória. Esse comportamento, associado ao descaso de Bolsonaro com o meio ambiente, gerou uma inquietação sobre como ficará a relação Brasil-Estados Unidos na gestão de Biden.

Leia o boletim da ADunicamp aqui

O governo democrata está revertendo uma série de medidas tomadas por Trump, incluindo aí o retorno dos EUA ao Acordo de Paris. A menção de Biden à destruição da Amazônia, no debate presidencial de setembro de 2020, reforça a preocupação desse líder com questões ambientais, o que, claramente, não é preocupação do nosso governo. Na mídia, os especialistas são contidos nas análises e opiniões sobre o futuro das relações entre os dois países.

O Brasil, certamente, não deve ser prioridade da nova gestão norte-americana e essa é uma oportunidade para Bolsonaro repensar a política externa e evitar um isolamento ainda maior do Brasil no cenário internacional, inclusive reaproximando-se dos países do Mercosul, e evitando críticas contundentes à China.

A REALIDADE PRESENTE

Na elaboração desse Boletim, que é o primeiro do ano, gostaríamos muito de escrever sobre fatos passados como uma triste lembrança. Um tempo em que a vacina foi fato político.  Infelizmente, sentiremos ainda por muito tempo os efeitos de ações governamentais perversas, como a perfusão nefasta do chorume. Entretanto, seremos resistência e defenderemos os nossos direitos, a democracia, um ensino gratuito de qualidade, o SUS e a cidadania. Esse cenário nos levou a compor um Boletim com a contribuição de vários colegas e especialistas, que gentilmente fizeram uma análise dos fatos e, quando possível, delinearam uma perspectiva.

Nossos agradecimentos aos professores/as e colaboradores/as: Guilherme Santos Mello (Instituto de Economia – Unicamp), João Ernesto de Carvalho (Faculdade de Ciências Farmacêuticas – Unicamp), Lenir Santos (Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp), Márcia Bandini (Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp), Paulo Centoducatte (Instituto de Computação – Unicamp e Diretor da ADunicamp), Wagner Romão (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – Unicamp), Fernando Piva (Comunicação – ADunicamp), Paulo San Martin (Comunicação – ADunicamp), Paula Vianna (Comunicação – ADunicamp) e Júnior Khaled Moreira (Comunicação – ADunicamp).

O nosso compromisso é com os Docentes, a Universidade Pública e a Democracia!

Profa. Dra. Silvia Gatti – Presidenta da ADunicamp e
Profa. Dra. Wanda Almeida – FCF/Unicamp e Diretora de Imprensa da ADunicamp




Lançamento do Boletim da ADunicamp com o balanço da gestão "ADUnicamp Plural e Democrática" (2018-2020)

A Diretoria da ADunicamp divulga nesta data, 27 de outubro de 2020, em formato digital, o último número do Boletim da ADUNICAMP. Este número está dedicado a uma narrativa ilustrada das ações, iniciativas, eventos, campanhas e lutas da entidade em defesa da universidade e pelos direitos e condições de trabalho dos professores e professoras nos últimos dois anos e meio. Que essa memória social e a evocação de nossa vida associada nos estimulem a seguir sempre em frente – e sempre juntos – na defesa da universidade pública, gratuita, laica, inclusiva e de qualidade!
A Diretoria da ADunicamp
Acesse aqui e confira o Boletim na íntegra