Docentes de todo o país reuniram-se entre os dias 2 e 6 de março de 2026, em Salvador (BA), para participar do 44º Congresso do ANDES-SN, que resultou na publicação da chamada Carta de Salvador. O encontro contou com a presença de 462 delegadas(os), representando 93 seções sindicais, além de observadoras(es) e convidadas(os). O documento destaca que o congresso ocorreu sob o tema central “na capital da resistência pela democracia e educação pública, contra as opressões e a extrema direita”, reafirmando o papel histórico da entidade nas lutas sociais.
A Carta de Salvador ressalta que os debates foram marcados pela análise de um cenário considerado crítico para a classe trabalhadora e para a educação pública. Segundo o documento, “nas análises de conjuntura houve o reconhecimento do avanço do fascismo em escala global, e os ataques à educação pública, democrática e socialmente referenciada são expressões desse avanço conservador no tecido social”. O texto também enfatiza a necessidade de unidade entre as categorias do serviço público para enfrentar medidas consideradas prejudiciais aos direitos trabalhistas e ao financiamento educacional.
Entre as deliberações aprovadas, o congresso reafirmou a importância de ampliar os investimentos no setor educacional e garantir melhores condições de trabalho para docentes. O documento destaca que o plano de lutas aprovado aponta para “a importância da luta por mais orçamento para a educação, mais concursos para se impedir jornadas extensas de trabalho e a garantia dos direitos das(os) trabalhadoras e trabalhadores da educação”. Também foram discutidas ações conjuntas com outras entidades da educação federal e a cobrança pelo cumprimento de acordos firmados com o governo.
Outro destaque do congresso foi a discussão de pautas relacionadas ao combate às desigualdades sociais e às diferentes formas de violência. O documento aponta que a luta contra o feminicídio foi tema central e afirma que “a luta contra o feminicídio é urgente e precisa de ações concretas”. A Carta também denuncia o racismo estrutural e ressalta a necessidade de enfrentamento à LGBTfobia, destacando que “sem enfrentarmos a LGBTfobia, não haverá democracia plena, nem projeto emancipatório consistente”.
Ao final do encontro, a Carta de Salvador reafirma o compromisso do sindicato com a defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais. O documento conclui destacando que a entidade mantém sua mobilização política ao afirmar: “Reafirmamos nossa luta contra o fascismo, sem anistia para golpistas, em defesa da democracia, da educação pública, do serviço público”. O texto encerra apontando que os desafios de 2026 exigirão continuidade das mobilizações e fortalecimento das ações coletivas em defesa da classe trabalhadora.
leia a carta completa neste link









0 Comentários