ADunicamp se une às milhões de vozes que pedem libertação imediata de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek


A Diretoria da ADunicamp se une às milhões de vozes, aos governos e organizações da sociedade civil que se manifestam pela libertação imediata dos ativistas Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, ilegalmente sequestrados pelo governo de Israel em águas internacionais.

A prisão dos dois ativistas, integrantes da missão humanitária Global Sumud Flotilla para Gaza, representa uma grave violação do direito internacional, dos direitos humanos e das garantias fundamentais asseguradas a civis em missões de solidariedade internacional. A interceptação da flotilha em águas internacionais, seguida da prisão e transferência forçada de seus integrantes para território israelense, constitui mais um episódio da escalada de violência e repressão promovida pelo Estado de Israel contra qualquer iniciativa de apoio ao povo palestino.

Na noite de 29 para 30 de abril, vinte e duas embarcações da flotilha, reunindo cerca de 200 pessoas de diferentes países, foram atacadas pelo exército israelense próximo à costa da Grécia. A missão tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, denunciar o bloqueio imposto à população palestina e chamar a atenção da comunidade internacional para a tragédia humanitária em curso.

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram levados para Israel sob acusações consideradas arbitrárias e politicamente motivadas. Relatos divulgados por familiares, apoiadores e organizações internacionais denunciam que os ativistas vêm sofrendo maus-tratos, isolamento e tortura durante a detenção. Segundo essas denúncias, Thiago sofreu agressões físicas, ficou temporariamente sem visão após golpes na cabeça e foi submetido a isolamento com iluminação intensa permanente. Em protesto contra sua prisão, ele iniciou uma greve de fome.

A criminalização da solidariedade humanitária e a tentativa de enquadrar ativistas políticos como “terroristas” revelam a profundidade da repressão contra aqueles que denunciam o genocídio em Gaza e defendem o direito do povo palestino à vida, à autodeterminação e à existência digna. Nenhum governo pode se colocar acima das normas internacionais e utilizar a força militar para impedir ações humanitárias ou silenciar vozes solidárias.

A ADunicamp manifesta total solidariedade a Thiago Ávila, Saif Abu Keshek e aos integrantes da Global Sumud Flotilla. Reafirmamos nosso compromisso histórico com a defesa dos direitos humanos, da paz, da liberdade de organização política, da autodeterminação dos povos e da solidariedade internacional entre os trabalhadores e os povos oprimidos.

Também saudamos todas as organizações sindicais, movimentos sociais, entidades de direitos humanos e governos que vêm exigindo a libertação imediata dos ativistas e denunciando as violações cometidas pelo Estado de Israel. É fundamental ampliar a mobilização internacional e pressionar governos e organismos multilaterais para garantir a integridade física dos presos, a continuidade das missões humanitárias e o respeito ao direito internacional.

Diante da barbárie, o silêncio não é neutralidade. Manifestar-se em defesa da vida, da dignidade humana e da paz é um dever ético, político e civilizatório.

Mas além de registrar nossa indignação e repúdio, precisamos atuar. Não basta mais emitir notas, declarações simbólicas ou manifestações diplomáticas moderadas diante do massacre em Gaza promovido pelo governo genocida de Benjamin Netanyahu. O Brasil precisa agir de forma coerente com os princípios humanitários que afirma defender: romper imediatamente relações diplomáticas e comerciais com Israel, suspender qualquer forma de colaboração econômica, tecnológica ou militar que contribua direta ou indiretamente para a máquina de guerra israelense e deixar de financiar, legitimar ou normalizar um regime responsável por crimes contra a população palestina. Diante de um genocídio em curso, neutralidade e omissão significam cumplicidade.

 


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