Assembleia aprova Orçamento da ADunicamp para 2021 e mantém ações solidárias

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Reunidos em Assembleia virtual, nesta quarta-feira, 9 de dezembro, docentes da Unicamp aprovaram a proposta de Orçamento da ADunicamp para 2021. A proposta apresentada pela nova diretoria da entidade, eleita em outubro, já havia sido aprovada em novembro pelo CR (Conselho de Representantes) da ADunicamp.
A proposta traz alguns pontos ligados diretamente ao contexto da pandemia da Covid-19, que vão desde a previsão de redução de receitas e despesas até a continuidade das ajudas humanitárias emergenciais que foram feitas pela ADunicamp ao longo de 2020.
As ações solidárias integram o item “Campanhas Associativas, Sindicais e Ações Sociais”, que contempla um conjunto de atividades anuais da entidade, mas que em 2020, diante da pandemia, foram fortemente focadas no apoio, inclusive com a doação de equipamentos de proteção para equipes de saúde e, também, auxílio às comunidades desassistidas e fortemente impactadas pela pandemia.
O Orçamento também prevê um aumento de gastos com despesas culturais, que podem ocorrer tanto presencialmente quanto de forma virtual, conforme se desenrole o curso da pandemia.
Além de despesas operacionais, manutenção, reparos e reformas, o Orçamento 2021 prevê a instalação de painéis para geração de energia, o que reduzirá nos próximos anos os gastos da entidade com o consumo elétrico.
MAIS PROPOSTAS
A Assembleia aprovou também a proposta encaminhada pelo plenário para a realização de uma consulta junto aos docentes sobre os desencontros que vêm sendo verificados na contagem do tempo funcional para o cálculo de aposentadoria.
A proposta de consulta foi elaborada a partir de relatos de docentes sobre a total falta de informações da DGRH (Diretoria Geral de Recursos Humanos) da Unicamp sobre a contagem do tempo funcional. A contagem não vem sendo atualizada no site da Diretoria desde março e docentes, já em tempo ou próximos do tempo de aposentadoria, afirmam que não têm conseguido obter informações precisas quando realizam as consultas.
Diretores da ADunicamp presentes na Assembleia informaram que a entidade tem trabalhado na busca desses esclarecimentos e que, de acordo com parecer do Departamento Jurídico, há graves divergências na legislação recente sobre a avaliação da contagem do tempo, em especial no que se refere à questão da transição.
Diante disso, a presidente da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB), que presidiu a Assembleia, propôs a realização da consulta, que será feita pelos canais de comunicação eletrônica da entidade com seus associados. A proposta é reunir o maior número de ocorrências de docentes que têm urgência e têm tido problemas com a contagem do tempo funcional. “E a partir daí, juntamente com parecer do nosso Departamento Jurídico, encaminharmos ofício para a Reitoria exigindo um posicionamento do Reitor”, defendeu a professora Sílvia.
Por fim, duas moções foram propostas pelo plenário (confira abaixo), sendo uma sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e a outra sobre as mortes de jovens pela polícia do Rio de Janeiro. Ambas foram aprovadas.
AS MOÇÕES   
Abaixo, a integra das duas moções encaminhadas pelo plenário e aprovadas por unanimidade dos presentes na Assembleia.
Caso Marielle
1000 dias sem Marielle e Anderson.
Punição aos executores e mandantes.
Fora Bolsonaro!
Violência no RJ
Mais duas crianças negras assassinadas pela PM do Rio de Janeiro.
Responsabilização da cúpula da PM.
Impeachment a Witzel e a Carlos Lacerda, atual governador, já!

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