“Ajuste fiscal” dos reitores faz salários caírem mesmo em tempos de arrecadação em alta

A partir dos indicativos oriundos da primeira rodada de assembleias para debate da data-base 2018, as entidades que compõem o Fórum das Seis reuniram-se em 16/3 e definiram a reivindicação salarial para este ano. Na quase totalidade das assembleias, servidores docentes e técnico-administrativos apontaram a recomposição do poder aquisitivo de maio/2015 como meta principal da campanha salarial deste ano. Como ainda falta inserir nesta conta a inflação de fevereiro, março e abril/2018, não é possível determinar o valor exato do percentual desse reajuste agora. Por esse motivo, essa reivindicação consta no tópico II – Salário da pauta de reivindicação do Fórum das Seis da seguinte forma:

2 – Reposição salarial na data-base para servidores docentes e técnico-administrativos das três universidades e do Ceeteps, já, de acordo com o ICV do Dieese, para voltar ao poder aquisitivo de maio/2015.

No caso dos servidores docentes e técnico-administrativos da Unesp, pagamento do índice de 3% concedido na data-base de 2016 e ainda não quitado pela Universidade, com retroatividade a maio/2016.

Até 3 de abril, segunda rodada de assembleias

Na reunião do Fórum em 16/3, foram incorporadas à Pauta Unificada todas as propostas consensuais construídas a partir das contribuições advindas das assembleias de base. Agora, a orientação é de uma nova rodada de assembleias, até o dia 3/4, para que as categorias avaliem o texto final da Pauta. No dia 4/4, as entidades do Fórum voltam a se reunir para fechar, em definitivo, a Pauta 2018 e entregá-la ao Cruesp.

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Sem resposta do Cruesp até 1º de maio, o indicativo é discutir greve!

Nossa data-base é 1º de maio. Portanto, é necessário que os reitores apresentem retorno às nossas reivindicações até esta data. De 2 a 4 de maio, as categorias devem realizar nova rodada de assembleias para avaliar o retorno do Cruesp. Se não houver resposta alguma ou se for considera- da insuficiente, as assembleias devem debater nossa reação, inclusive a realização de greve.

Abaixo, as próximas datas no calendário de mobilização da data-base 2018:

Até 3 de abril – Segunda rodada de assembleias;

4/4 – Reunião do Fórum das Seis, seguida do protocolo da pauta junto ao Cruesp;

13/4 – Reunião do Fórum das Seis;

Semana de 16 a 20/4 – Sugestão da primeira reunião com Cruesp;

2 a 4 de maio – Assembleias para avaliar retorno do Cruesp;

7/5 – Reunião do Fórum das Seis para definir os próximos passos.

ICMS cresce, salário cai

Enquanto os salários estão em queda livre nas universidades estaduais, o mesmo não se verifica com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). As universidades recebem 9,57% da quota-parte do estado no ICMS (75% ficam com o estado e 25% vão para os municípios).

Veja abaixo o que aconteceu com o ICMS nos últimos meses:

– O ICMS de 2016 (R$ 90.278.354.696,00) foi 0,39% menor que o de 2015 (R$ 90.631.403.420);

– O ICMS de 2017 (R$ 94.427.326.241,00) foi 4,596% maior que o de 2016 (R$ 90.278.354.696,00);

– O ICMS de janeiro/2018 (R$ 8.701.484.297,00) foi 10,1325% maior que o de janeiro de 2016 (R$ 7.900.918.854,00). Além disto, foi maior que o de dezembro de 2017 (R$ 8.491.663.526,00), o que não ocorria desde o ano de 2008, quando o ICMS cresceu 21,07% em relação ao do ano de 2007.

Inflação 2017: 2,44% segundo o ICV do Dieese e 2,27% de acordo com o IPC da Fipe.

Ou seja, a arrecadação do ICMS cresceu o dobro da inflação entre 2016 e 2017. Os salários, por sua vez, tiveram zero de reposição.

 

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 Índice necessário para voltar a maio/2015

Em fevereiro/2018, os servidores docentes e técnico-administrativos da Unicamp e da USP precisariam de um reajuste de 12,52% para retornar ao poder aquisitivo de maio/2015.

Na Unesp, que não honrou o compromisso dos 3% de maio/2016, esse índice é de 15,90%.

Obs.: Para fecharmos o índice da campanha, falta ainda inserir a inflação de fevereiro, março e abril/2018.