Atividade será realizada no dia 27 de outubro, às 12h, no Auditório da ADunicamp, com a exibição de duas produções audiovisuais e um debate sobre arte, solidariedade e resistência palestina.

Na terça-feira, 27 de outubro, às 12h, será realizado no Auditório da ADunicamp o evento “Brasil-Gaza: o que a arte tem a dizer?”, que contará com a exibição de dois curtas-metragens e uma roda de conversa sobre o papel da arte diante da guerra, da violência e das violações dos direitos humanos. A atividade, que tem o apoio da ADunicamp, propõe uma reflexão sobre a situação do povo palestino, a solidariedade internacional e as possibilidades de expressão e resistência por meio da produção artística.

A programação inclui a exibição dos curtas “Acalanto de Viagem” (2025) e “Flotilha Cênica Brasil-Gaza” (2026), obras que utilizam diferentes linguagens artísticas para abordar a realidade palestina, especialmente os impactos da guerra sobre a população civil, e refletir sobre a defesa da vida e da dignidade humana.

Após as exibições, será realizada uma roda de conversa com a participação das professoras Alice Possani e Veronica Fabrini, da Dra. Jamile Abdel Latif e de representantes do Comitê Palestina da Unicamp. O encontro busca ampliar o diálogo entre arte, universidade e sociedade, abordando a realidade de Gaza, a solidariedade ao povo palestino e o papel das manifestações culturais na denúncia da violência e na defesa dos direitos humanos.

Sobre os curtas-metragens

Acalanto de Viagem (2025)

O curta apresenta um manifesto autoral sobre Gaza, com atenção especial às mães e crianças palestinas. Concebida como uma prece-haikai sem palavras, a obra assume a forma de um réquiem inspirado na tradição do teatro Nô, propondo um gesto poético de acolhimento e memória diante do sofrimento provocado pela guerra.

Flotilha Cênica Brasil-Gaza (2026)

Inspirada na Global Sumud Flotilla e idealizada por Ângela Nagai, a produção transforma a navegação rumo a Gaza em uma manifestação de artivismo poético. Artistas e barcos alegóricos tornam-se navegantes simbólicos em uma jornada de solidariedade, resistência e defesa da vida.

A obra reúne elementos de diferentes tradições culturais e espirituais, como maracatu, teatro Nô, pajés, benzedeiras, ramos de oliveira e a força ancestral de Kali. Em uma composição multicultural, a narrativa utiliza a dança, os rituais e a videoarte para construir uma resposta artística à violência e à destruição provocadas pela guerra.

A jornada começa com um ritual de partida, marcado por velas erguidas e lenços de despedida. Durante a travessia, o som ameaçador de um drone interrompe os movimentos e introduz a presença da guerra contemporânea. Aos poucos, porém, o ruído se transforma, dando lugar ao encontro de diferentes espiritualidades, que se unem em uma manifestação coletiva de resistência, sem reproduzir o ódio.

Com texto de Célio Turino, a produção apresenta a arte como instrumento de mobilização e solidariedade, propondo uma reflexão sobre a necessidade de impedir que a violência, a guerra e o genocídio sejam naturalizados.

SERVIÇO

Brasil-Gaza: o que a arte tem a dizer?
Data: 27 de outubro de 2026 (terça-feira)
Horário: 12h
Local: Auditório da ADunicamp
Endereço: Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária, Barão Geraldo, Campinas/SP

Programação:
Exibição dos curtas “Acalanto de Viagem” (2025) e “Flotilha Cênica Brasil-Gaza” (2026), seguida de roda de conversa.

Convidadas:
Profa. Alice Possani
Profa. Veronica Fabrini
Dra. Jamile Abdel Latif
Participação do Comitê Palestina da Unicamp

Apoio: ADunicamp