Festival de Filmes Científicos (FeFiCi) promove sessões gratuitas em Campinas e São Paulo, com exibições de filmes premiados e debates com pesquisadores

A ciência também é feita de dúvidas, descobertas, conflitos, insistência e mudanças de perspectiva. É a partir desse olhar que o VIII Festival de Filmes Científicos (FeFiCi) apresenta a Mostra Especial Cinema Científico Húngaro, organizado pelo Laboratório de Imagem Científica (LIC) da Unicamp, em parceria com o Consulado-Geral da Hungria em São Paulo.

Nos dias 2 e 3 de setembro de 2026, o público poderá assistir gratuitamente a filmes que colocam no centro da narrativa os resultados da ciência, os caminhos, desafios e personagens envolvidos na produção do conhecimento.

A programação (veja abaixo) acontece na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, no dia 2, e na ADunicamp, em Campinas, no dia 3. As sessões serão seguidas de debates com pesquisadores e profissionais de diferentes áreas.

A Mostra Especial Cinema Científico Húngaro integra o VIII FeFiCi e é realizada pelo Laboratório de Imagem Científica (LIC/Unicamp), pelo FeFiCi e pelo Consulado-Geral da Hungria em São Paulo, com apoio da Cinemateca Brasileira, da ADunicamp, da Unicamp, do CNPq, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da PUC-SP.

O FeFiCi é organizado anualmente pelo Laboratório de Imagem Científica (LIC), grupo de pesquisa sediado na Unicamp dedicado ao estudo das imagens científicas, do cinema de divulgação e das diferentes formas pelas quais a ciência se torna visível, narrável e sensível no audiovisual.

Ciência, cinema e sociedade

A Mostra Cinema Científico Húngaro propõe uma reflexão sobre a ciência a partir de histórias que revelam seus bastidores: as disputas de ideias, os erros, a persistência diante das dificuldades e a resistência a novas descobertas.

Nesta primeira edição, dois filmes compõem o recorte curatorial: o documentário “Ferenc Krausz – Capturando os elétrons”, sobre o físico húngaro laureado com o Prêmio Nobel, e o longa-metragem “Dr. Semmelweis”, que revisita a trajetória do médico que revolucionou as práticas de higiene na medicina do século XIX.

Programação | Mostra Especial Cinema Científico Húngaro

2 de setembro (São Paulo)
Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino)

17h30 — Ferenc Krausz – Capturando os elétrons
Após a sessão, debate com Ulisses Lakatos de Mello, doutor em Matemática Aplicada, e Rodolfo Politano, doutor em Tecnologia Nuclear.

19h30 — Dr. Semmelweis
Após a sessão, debate com Claudia Schiffer, cirurgiã-dentista e especialista em Periodontia, e Zsuzsanna Jármy-Di Bella, médica ginecologista e obstetra.

3 de setembro — Campinas
ADunicamp (Av. Érico Veríssimo, 1479 – Cidade Universitária)

14h00 — Ferenc Krausz – Capturando os elétrons
Após a sessão, debate com a Profa. Dra. Ana Amélia Machado (IFGW-Unicamp).

A entrada é gratuita.

Sinopse

“Ferenc Krausz – Capturando os elétrons” (Hungria, 2024 | 61 min | Documentário)

O filme acompanha a trajetória do físico húngaro Ferenc Krausz, desde a adolescência em uma pequena cidade até sua atuação na fronteira da pesquisa científica contemporânea. Laureado com o Prêmio Nobel, Krausz é apresentado em um retrato marcado pela curiosidade, pela disciplina e pela dedicação ao longo processo de construção do conhecimento científico.

“Dr. Semmelweis” (Hungria, 2023 | 141 min | Ficção)

Ambientado em Viena, em 1847, o filme conta a história do médico húngaro Ignác Semmelweis, que identificou a relação entre a falta de higiene e a febre puerperal. Ao defender práticas antissépticas simples, como a lavagem das mãos, Semmelweis enfrentou a resistência de uma estrutura médica hierarquizada e pouco aberta à mudança.