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Negação da ciência e ações de Bolsonaro são responsáveis pelo descontrole da pandemia no Brasil

A negação de medidas científicas para o combate à Covid-19, propagada por altas autoridades da República, incluindo o próprio presidente Jair Bolsonaro, é uma das principais responsáveis pela perda de controle da pandemia, que já causou mais de 500 mil mortes no Brasil. Esses ataques à ciência, claramente caracterizados de forma ideológica e política, são alimentados diariamente por uma enxurrada de fake news disseminadas pelas redes sociais e que confundem grande parte da população com menos acesso à informação.

Além disso, o conflito entre economia e medidas restritivas, colocado no Brasil pelo governo e por esses grupos, mostrou ser um equívoco, uma vez que a experiência de muitos países que seguiram as medidas mostra a retomada ampla da atividade econômica, e com controle da pandemia, em tempo muito mais curto.

Essas são algumas conclusões apresentadas pela professora Raquel Stucchi (FCM), especialista em infectologia, e pelo cientista político e professor Wagner Romão (IFCH), durante a live “O combate à Covid-19: da medicina à política”, realizada pela ADunicamp nesta quarta-feira, 23 de junho. O encontro foi mediado pelo professor Gustavo Tenório Cunha (FCM), 2° vice-presidente da ADunicamp, e o vídeo está disponibilizado na íntegra no canal da entidade no Youtube (e no player ao lado).

A professora Raquel mostrou, com gráficos e números, que a pandemia no Brasil caminha na direção contrária do resto do mundo. “O mundo apresenta uma curva em queda e a nossa, na contramão, chega a essa marca trágica de mais de 500 mil mortes. E estamos crescendo. A pandemia está totalmente fora de controle no país”, relatou.

Os gráficos apresentados por ela mostram que o Brasil vive, desde o início da pandemia, uma curva em permanente crescimento, com curtos momentos de queda, mas nunca abaixo dos números iniciais.

“Tenho dificuldade de falar em primeira, segunda e terceira ondas. Muita gente interpreta como se estivéssemos iniciando uma nova onda, mas os gráficos mostram que estamos sempre crescendo”, avaliou. Há exatamente um ano, o Brasil registrava 50 mil mortes, um número já preocupante na época. “E estaria ao nosso alcance controlar para não chegarmos a essas mais de 500 mil atuais”.

DOIS PILARES

O coronavírus é estudado a fundo pela ciência nas últimas décadas, após o surgimento de pandemias mundiais como a do H1N1, gripe suína e gripe aviária. E, com base nesses conhecimentos, a professora Raquel aponta que há dois pilares já amplamente investigados para garantir o controle da pandemia, além da vacina.

O primeiro é a testagem em massa, que o Brasil ignorou. Hoje, o país é o oitavo da América Latina em testagem. O Chile, que está entre os países que mais controlam a pandemia no continente, testa quatro vezes mais que o Brasil. “Testar é importante porque na hora que faço o diagnóstico, com ou sem sintomas, eu consigo isolar os contatos. E os países que mais testaram e fizeram o rastreamento de contatos foram os que mais controlaram o crescimento da pandemia”, apontou.

Países exemplares no controle, como Israel, continuam fazendo testagem rigorosa, mesmo depois da vacinação em massa. Recentemente, a testagem em todos os passageiros, na chegada de um avião vindo de outro país, detectou o coronavírus em três deles. “Imediatamente todos foram isolados, impedindo a disseminação”.

Uma das dificuldades apontadas para a testagem em massa no país é o alto custo dos testes mais rigorosos como o RT-PCR. Mas, segundo a professora, testes baratos como os de antígenos cumprem perfeitamente o papel de diagnóstico para fins de controle. “Perde um pouco da exatidão em casos assintomáticos, mas é barato e o resultado sai em minutos”.

O outro pilar básico para o controle da disseminação é a barreira. E a primeira barreira, lembrou a professora, é a máscara. Estudos realizados no mundo inteiro comprovam que a principal forma de transmissão do coronavírus é de pessoa para pessoa, por meio das gotículas de saliva.

“Hoje conhecemos bem o comportamento dessas partículas. Temos as mais pesadas e os aerossóis que fazem nuvenzinhas. O contágio por aerossol é particularmente importante em ambientes fechados, onde o risco é quase 20 vezes superior do que em ambientes abertos. Daí a importância total da ventilação e das máscaras”, afirmou. E esse cuidado tem que ser amplamente respeitado em ambientes de trabalho, no transporte e assim por diante. “É a máscara e a higienização das mãos que cortam a transmissão de pessoa para pessoa. O uso de máscaras, especialmente a PFF2, mais indicada para ambientes fechados, ajuda a conter em até 80% a transmissão”.

Esses dois pilares, segundo a professora, são essenciais no momento, mas o controle real da pandemia só começará a ocorrer após a vacinação em massa. E, mesmo após a vacina, cuidados ainda terão que ser adotados, dependendo dos desdobramentos da pandemia e de novas variantes do coronavírus.

“Não temos nenhuma proposta de exterminar o vírus no momento, mas sim reduzir mortes, casos graves e internações. Países que iniciaram a vacinação mais cedo, mesmo sem ter vacinado toda a população, tiveram queda muito expressiva de mortes e internações. E a vacinação protege toda a população, não só as pessoas vacinadas. Temos que vacinar em massa”. Países que conseguiram vacinar duas doses em mais de 50% da população já estão retomando a vida econômica e social, inclusive em alguns lugares já sem uso de máscara.

O Brasil têm um problema adicional no enfrentamento da Covid-19, que é a profunda desigualdade social, acentuada pela pandemia. A desigualdade, segundo a professora, é revelada também na vacinação em curso.

“Pagamos um preço alto por não vacinar trabalhadores. Todos aqueles que garantiram nossa sobrevivência nestes tempos morreram muito mais, aumentando a desigualdade. Não foram priorizados, como deveriam, na vacinação”.

QUESTÃO POLÍTICA

Para o professor Wagner Romão, a questão política é central para se analisar o descontrole da pandemia no Brasil hoje e avaliar as perspectivas futuras de controle. “Boa parte do desastre, das 500 mil vidas perdidas, se deve diretamente a quem está no comando da política, hoje o presidente Jair Bolsonaro. Tivemos a má sorte de ter um presidente negacionista e autocentrado, que acreditava, desde o início, que ele pessoalmente se livrando da Covid-19 traria felicidade para o povo brasileiro”.

E a orientação, repetida pelos especialistas, de que as vacinas por si só não darão conta do combate à pandemia; e que máscaras, distanciamento e medidas de contenção terão que ser mantidas por um bom tempo, complicam ainda mais o quadro. “Continuamos numa situação muito difícil, porque o presidente da República é contrário e critica o uso de máscaras e o isolamento. Importante sabermos isso em qualquer avaliação sobre como a política pode ajudar a ciência e a saúde no enfrentamento à Covid-19”.

No Brasil, os governantes sempre seguiram as orientações da ciência e de profissionais da saúde no enfrentamento de problemas sanitários e epidemias. “Depois, com as crises debeladas, até se aproveitavam politicamente pra colher os louros”. Mas, neste momento, a pandemia foi politizada ao extremo, como se quem usasse máscara fosse de uma corrente política e quem não usasse fosse da outra.

Assim, na avaliação do professor, só uma mudança no atual quadro político pode alterar o comportamento de parte importante da população e mudar a condução da política sanitária nacional. “Por isso, é importante que façamos uma análise de conjuntura para ver se há alguma possibilidade de que isso ocorra”, argumentou. Ele relatou que havia preparado alguns pontos sobre a atual conjuntura política no país, para apresentar no encontro. “Mas hoje, exatamente no dia desta nossa live, tivemos quatro notícias muito significativas. E que apontam para prováveis mudanças de conjuntura”.

A primeira delas, foi o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que acatou a tese de suspeição do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro, depois de sucessivos adiamentos. “Isso é importante por dois motivos principais. Reflete o decaimento da figura Moro e de tudo que se articulou em torno da lava-jato e que proporcionou uma situação singular no país, quando o candidato que estava à frente das pesquisas não pode participar das eleições. E também deixa claro que poderá ocorrer eleições com Bolsonaro e Lula”, avaliou. Para ele, esse é mais um capítulo importante que dissocia a figura de Moro de Bolsonaro, associação que foi fundamental nas eleições de 2018.

A segunda notícia, apontada por Wagner Romão, foi a queda do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na avaliação dele, num momento em que ainda não se tinha o nome do novo ministro, a queda teve um significado importante, mesmo que o que viesse depois fosse “mais do mesmo, ou seja, uma pessoa à imagem e semelhança do Salles”. Para o professor, o fato de Salles ter caído por uma investigação da Polícia Federal por contrabando de madeira, mostra que o atual governo não tem o controle total da polícia, como Bolsonaro reafirma a todo momento.

A terceira notícia foi a explosão da denúncia de superfaturamento na compra da vacina indiana Covaxin, com indícios de envolvimento direto do próprio presidente. “Essa investigação abre brechas nas negociações dentro do governo, nas negociações com o centrão. É algo que está pegando forte e temos que esperar, pois é muito difícil que uma negociação deste quilate, com valores bilionários, não seja investigada. E pode levar a um desgaste ainda mais forte da figura de Bolsonaro”.

A quarta notícia apontada pelo professor foi a violência contra os indígenas e o fechamento do Congresso para impedir o acesso. Os indígenas protestavam contra o Projeto de Lei 490, em votação na Câmara Federal, que praticamente impossibilita novas demarcações de terras e abre caminho para o extrativismo mineral e madeireiro nas atuais reservas indígenas. O projeto foi acatado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Câmara, por 40 votos favoráveis e 21 contrários. “Mostra que Bolsonaro ainda é forte na Câmara, mas as ações revelam que há uma situação de conflagração muito intensa neste momento no país”, reforçada pela retomada das manifestações de rua por opositores ao presidente.

O professor disse não acreditar que Bolsonaro, mesmo sob pressão, mude seu comportamento sobre uso de máscaras e distanciamento social. “Ele trabalha com a hipótese de que os 20 ou 25 por cento de seguidores radicais o levem para o segundo turno”, mas os fatos acima podem ter “importantes desdobramentos na conjuntura política atual”.




Debate mostra condições psicossociais de docentes durante a pandemia

A alta pressão provocada por mudanças radicais no trabalho e pela própria pandemia elevou significativamente o nível de estresse entre docentes de universidades brasileiras, mas a necessidade de acompanhamento especializado de saúde tem sido apenas pontual.
Essa foi uma das avaliações apresentadas no debate “Desgaste Mental do Professor em Tempos de Ensino Remoto” promovido pela ADunicamp e realizado de forma virtual nesta terça-feira, 18 de agosto. O debate, moderado pela professora Ângela Fátima Soligo (FE), é o primeiro de uma série prevista para quatro encontros que a ADunicamp promove sobre “Saúde Mental Relacionada ao Trabalho (SMRT) em tempos de COVID-19”. Participaram desse primeiro debate as professoras Anna Cristina Bentes (IEL) e Andréia Garbim (PUC-SP e Makenzie-SP).
“Vivemos uma experiência nova e trágica em proporção global e todos nós tivemos que fazer adaptações em nossa vida pessoal e na vida profissional. No campo da educação as adaptações foram muitas: nas disciplinas, nas orientações, nas avaliações e nas pesquisas”, apontou a professora Ângela.
A professora Anna relatou vários aspectos que têm causado “alto estresse” entre os docentes da Unicamp, tendo como base o relatório final da consulta “Condições de Trabalho Remoto Docente no Contexto da Pandemia de Covid-19”, realizado pela ADunicamp e que ouviu 400 docentes da Universidade. Além da carga horária triplicada, um dos pontos fortes do estresse é a preocupação com os/as estudantes.
“Essa é uma característica fundamental dos/as docentes, a preocupação com o outro. Várias dificuldades surgiram com o ensino remoto. E a interação tem sido o ponto alto das preocupações no contexto dessas mudanças nas condições de trabalho”, afirmou.
Há três aspectos, no entanto, que ficaram muito claros no relatório, de acordo com a avaliação da professora Anna: o alto engajamento de todo o corpo docente da Universidade com as suas atividades e com a imagem da instituição; a resiliência e a reflexibilidade.
“Resiliência pela alta capacidade de estarem numa situação difícil, enfrentá-la, e ao mesmo tempo desenvolver estratégias que façam com que essa situação negativa se transforme em razoavelmente positiva”, avaliou Anna. “Por fim, houve muita reflexibilidade nas atuações quanto ao novo modo de ensinar, aos programas de ensino e manuseio da tecnologia”.
FORTES PRESSÕES
A professora Andréia, que é psicóloga com o olhar voltado para as relações de trabalho, lembrou que já vivíamos mudanças conjunturais no modo de trabalho, antes da pandemia. Mas, segundo ela, relatos e pesquisas feitas em diversas universidades brasileiras apontam uma abrupta intensificação da atividade dos/as docentes, a partir da implantação do trabalho remoto.
“Estamos trabalhando mais horas, mais intensamente e com mais cobranças por prazos e resultados. Estamos convivendo também com uma competitividade que não era muito afeta ao mundo acadêmico, mas que vem sendo introduzida cada vez mais. Somos cobrados por números, artigos, defesas, orientações e também estamos em função das novas tecnologias”, ponderou Andréia.
Para ela, as tecnologias introduziram mudanças importantes em todo o mundo do trabalho, mas no contexto do trabalho remoto passaram a dar um caráter de urgência nas relações interpessoais e de trabalho. “Estamos disponíveis em tempo integral para o trabalho e é o acesso à tecnologia que nos disponibiliza”, avaliou.
Todos esses elementos de tensão e pressão são agravados no mundo acadêmico pela situação socioeconômica e política do país e pela precarização crescente das condições de trabalho das classes trabalhadoras. De acordo com Andréia, é da natureza da academia e dos/as docentes universitários/as se preocupar e tomar posições diante dessas questões. “O/a docente universitário/a carrega o ideal de transformar a sociedade, o ideal de compromisso”.
HUMANIZAÇÃO
“Estamos vivendo incertezas, estamos desorientados, há um excesso de informações, mas nem sempre qualificadas. Vivendo a solidão, sensação de isolamento e ansiedades. Do ponto de vista da saúde psicológica, essas são causas fortes de angústias, sentimentos depressivos, o medo de que a futuro próximo pode ser ainda pior e mais grave”, afirmou.
A professora Andréia relatou que vários estudos apontam um aumento muito alto de distúrbios do sono, de uso de drogas e psicoativos durante a pandemia. E os estudos mostram também que cerca de 1/3 da população exposta à Covid-19 tem tendências a mostrar, mais cedo ou mais tarde, problemas psicossociais.
No entanto, de acordo com pesquisas e estudos realizados em diferentes universidades brasileiras, os/as docentes, como categoria, têm enfrentado com resiliência as questões mais difíceis.
“Pode até ser que surjam necessidades de acompanhamento de saúde, mas neste momento o que mais precisamos é de interação, de conversas à distância. Este momento é um exercício de humanização, um exercício de cuidado entre nós professores/as como categoria e entre nós e nossos/as alunos/as”, concluiu Andréia.




Especialistas discutem vacina para Covid-19 e descartam resultados em poucos meses

A possibilidade de termos uma vacina contra a Covid-19 nos próximos meses é muito remota e praticamente impossível”, enquanto a chamada “vacina russa” anunciada como prestes a ser licenciada está longe de ter passado pelas etapas científicas consideradas indispensáveis para a obtenção de um produto seguro.
Essas conclusões foram unânimes entre os/as participantes do 11° debate virtual promovido pela ADunicamp sobre a Covid-19 e que teve como tema “A busca e o trabalho científico para a obtenção de vacinas contra a Covid-19. Participaram do debate o biólogo Gabriel Fernandes, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Minas (Instituto Rene Rachou), e as biólogas Izabella Pena, Pós doc no Whitehead Institute do MIT (Boston/EUA), e Silvia Gatti (IBUnicamp), presidente da ADunicamp e mediadora do encontro.
“Vivemos a maior crise de saúde pública do século e de todas as nossas vidas e ela só será resolvida com a vacina. O desenvolvimento da vacina é crucial”, afirmou Izabella. Ela relatou que existem 140 vacinas sendo pesquisadas no mundo, 25 delas em fase clínica e apenas três em fase final.
“Não podemos chamar de vacinas ainda, por enquanto são preparações biológicas candidatas a vacinas. Só a última fase do experimento, a chamada Fase 3, vai provar se são vacinas ou não. E apenas três estão nesta fase”, apontou.Duas delas, a Oxford e a Sinovac, em teste no Brasil.
Gabriel Fernandes fez um detalhamento de como se processam as fases de preparação e teste das vacinas e as diferentes tecnologias que vêm sendo utilizadas nas seis vacinas que se encontram em fase adiantada de testagem no mundo. A de Oxford, com mais de 10 mil voluntários sendo testados no Brasil, e a Sinovac, com mais de oito mil, têm previsão de encerrar a Fase 3 apenas em outubro de 2021.
“A Fase 3 tem que ser obrigatoriamente testada em milhares de pessoas e por longo tempo. E a tal ‘vacina russa’ foi testada em apenas 38 pessoas”, relatou Gabriel.
 
A FASE 3
A Fase 3 da experimentação tem que verificar o efeito real da vacina na proteção contra a doença, os eventuais efeitos colaterais e ainda o tempo em que a proteção permanece no corpo. Por isso, normalmente, ela demora anos. “A do Ebola, por exemplo, demorou cinco anos”, lembrou Gabriel. Após isso, a vacina entra no processo de licenciamento, que também demora meses.
No caso da Covid-19, muitas vacinas estão acelerando etapas, então os resultados reais só serão conhecidos ao longo dos anos, mesmo após a vacinação em massa. “A vacina não mata o vírus. Ela estimula o nosso sistema imunológico a se proteger dele”, disse Izabella. E há vacinas que mantém os sistemas de defesa ativos contra determinado microrganismo por toda a vida, enquanto outras têm que ser reaplicadas de tempos em tempos. “Estamos diante de uma doença nova. Só o tempo trará respostas. E estamos trocando o pneu com o carro andando”, afirmou Gabriel.
 
NO MUNDO
De acordo com os debatedores, o mundo deverá conviver ainda por muito anos com a Covid-19. Mesmo após a aprovação e o início de fabricação da vacina, será impossível imunizar os sete bilhões de habitantes do planeta em poucos anos.
A fabricação da vacina exige estruturas complexas e caras e profissionais muito qualificados. Na América Latina apenas sete países têm estruturas para fabricação de vacinas, entre eles os Brasil. “A Fiocruz-Manguinhos, por exemplo, tem capacidade de produção de 40 milhões de doses de vacinas por mês, mas não pode deixar de produzir todas as outras vacinas para produzir só da Covid-19”, afirmou Gabriel. “No Brasil temos uma situação privilegiada, fabricamos vacinas e temos o SUSpara distribui-las, mas a maioria dos países não têm um sistema de saúde pública para toda a população e aí serão vacinados somente aqueles que puderam pagar”.
Depois, lembrou ele, ocorrerão vários problemas na distribuição da vacina, que começam com a própria embalagem, além da logística de distribuição. “A maior produtora de vidros para vacinas tem a capacidade de produzir 500 milhões de vidros por ano e precisaremos de bilhões”, relatou.  
 
IMUNIDADE DE REBANHO
Os participantes do encontro também foram unanimes em descartar a chamada “imunidade de rebanho” ou “imunidade coletiva” como caminho para a contenção da pandemia.
“E se a imunidade não for duradoura? nunca teríamos ‘imunidade de rebanho’. Não há tempo ainda e nem dados consolidados para avaliarmos isso”, ponderou Izabella.
Para a professora Silvia Gatti há um grande número de repostas diferentes, inclusive regionais, no desenvolvimento da pandemia. “Ainda não sabemos, por exemplo, qual o impacto da carga viral que um ou outro recebeu e qual o impacto dela no momento da infecção”, afirmou.
Gabriel lembrou ainda que apenas agora começam a aparecer indícios de uma possível base genética para diferentes respostas individuais à infecção pelo coronavírus. “Estamos considerando só uma imunidade, no caso da ‘imunidade de rebanho’, mas existem muitas variantes que devem ser consideradas. Não é a saída para conter a pandemia”, apontou.




Live | A busca e o trabalho científico pela obtenção de vacinas contra a Covid-19

A busca e o trabalho científico pela obtenção de vacinas contra a Covid-19 será o tema da live da ADunicamp de amanhã, dia 6 de agosto. O debate virtual ocorrerá a partir das 17h e poderá ser acompanhado pela fanpage da entidade: www.facebook.com/ADunicamp




Em live, ADunicamp divulga relatório sobre condições de trabalho docente na Unicamp durante a pandemia

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A ADunicamp divulgou nesta terça-feira, 7 de julho, o relatório final de um questionário feito com 401 docentes das diversas Unidades da Unicamp sobre os impactos do ensino remoto durante o período do isolamento social iniciado em março, quando as aulas presenciais foram suspensas na universidade.
O relatório, que se intitula “Condições de Trabalho Remoto Docente no Contexto da Pandemia de Covid-19, foi apresentado durante um encontro virtual, transmitido ao vivo e mediado pela presidente interina da ADunicamp, professora Sílvia Gatti. O encontro reuniu quatro docentes que integraram o GT (Grupo de Trabalho) responsável pela execução do questionário: André Pasti (Cotuca), Anna Christina Bentes (IEL), Antonio José de Almeida Meirelles (FEA) e Carlos Eduardo Miranda (FE).
O GT, criado em maio, reuniu docentes de diferentes Unidades e a consulta foi realizada durante duas semanas, no mês de junho. O relatório mostra que, do total de consultados/as, 54,3% foram mulheres e 45,5% homens com os seguintes números por faixas etárias: mais de 60 anos (28,7%), 50 a 59 anos (26,5%), 40 a 49 anos (27%), 30 a 39 anos (16,8%) e com menos de 30 anos (1,1%).
SETE EIXOS
Com gráficos detalhados, o relatório apresenta os resultados dos sete eixos de questões que nortearam o questionário:

  1. Perfil e condições individuais, domésticas e familiares das/dos docentes;
  2. Decisões da Universidade sobre o trabalho remoto;
  3. Condições gerais de trabalho remoto na Universidade;
  4. Cotidiano do ensino remoto na Universidade;
  5. Impactos institucionais do uso mais sistemático e constante de novas tecnologias de informação e comunicação no trabalho docente na Universidade;
  6. Dificuldades e aprendizados no contexto de ensino remoto na Universidade;
  7. Expectativas em relação à continuidade do semestre/ano letivo em contexto de pandemia e de suspensão do isolamento social.

NORTEAR DECISÕES
O relatório apresenta também uma seleção de relatos enviados por docentes que responderam as questões abertas do questionário. “Há relatos concretos e relatos qualitativos sobre a situação. Críticas e apoios às medidas administrativas que vêm sendo tomadas. O relatório captura a diversidade de posições da Universidade diante das atuais condições de trabalho”, avaliou o professor André.
O professor Carlos Miranda lembrou, durante o encontro de apresentação do documento, que os docentes consultados enviaram mais de 900 relatos, como respostas às questões livres do questionário. “Foi um retorno muito acima do esperado. O relatório apresenta um significativo volume de dados”, avaliou.
A professora Silvia destacou a importância do relatório para a tomada de decisões sobre o ensino na Universidade no segundo semestre, ainda durante a pandemia, e também no futuro pós-pandemia. “Não havia qualquer estudo ou base de dados para as decisões que foram tomadas até o momento. Pouquíssimas decisões da Reitoria envolveram docentes e discentes”, afirmou.
A professora Anna Bentes defendeu a necessidade de, a partir das conclusões do relatório, organizar ações conjuntas imediatas para melhorar o desempenho docente e discente na Universidade. Para ela, o relatório revela não só o “enorme engajamento dos professores da Unicamp com o ensino”, mas também “a extrema preocupação diante da situação atual”.
O relatório aponta ainda, na avaliação do professor Antonio José, para a necessidade de “experiências coletivas” e a “abertura de espaços nas decisões centrais da Universidade” para nortear as atuações já no segundo semestre.
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Nova lei vai aprofundar precarização do trabalho nas universidades públicas

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A Lei Complementar 173/2020, sancionada em maio pelo Governo Federal, vai aprofundar a precarização das relações de trabalho no setor público e terá efeitos graves na Unicamp e nas universidades públicas paulistas, que já enfrentam um déficit de docentes e um achatamento salarial que se prolonga há anos.
Esse foi um diagnóstico comum, apontado pelos dois participantes do 12° debate online da série que a ADunicamp tem promovido sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na sociedade. O encontro teve como tema “A Lei Complementar 173/2020 e as Perspectivas para o Trabalho Docente” e participaram dele a professora Aparecida Neri de Souza (IE), especialista em Sociologia da Educação; e o advogado Nilo Beiro, especialista em Direito do Trabalho e que atua na consultoria jurídica da ADunicamp. O debate foi mediado pelo professor Edson dos Santos (Cotuca), que integra a diretoria da ADunicamp.
A Lei Complementar 173/2020 foi criada, explicou Nilo, com o objetivo de estabelecer normas para os repasses especiais de recursos federais aos estados e municípios durante a pandemia. “A lei trata de várias medidas e também dos direitos dos servidores públicos. E, estranhamente, se antecipa ao desfecho da pandemia, pois vigora até dezembro de 2021”, afirmou o advogado.
Entre essas medidas, constam a proibição de concursos públicos e de reajustes salariais durante o período de vigor da lei. “Só serão permitidos concursos para reposição de cargos por aposentadoria ou morte. Além disso, a lei proíbe a contagem deste tempo, no período de maio deste ano até dezembro de 2021, nos planos de progressão de carreira, triênios, quinquênios etc.”, relatou Nilo.
DIREITOS SOB ATAQUE  
A professora Ana Neri lembrou que os ataques ao trabalho no setor público têm sido pesados nos últimos anos e a nova lei só os recrudesce. Para ela, a lei provocará, inevitavelmente, a multiplicação de contratos de trabalho precários nas universidades públicas.
“A precarização do trabalho no setor público não é novidade. São os contratos temporários, intermitentes, horistas. Contratos precários que inclusive colocam em cheque o reconhecimento de que o trabalho docente é um trabalho relevante”, avaliou a professora.
E esses contratos públicos precários, mostrou ela, avançam nas universidades públicas paulistas e também nas de outros estados brasileiros. A precarização das carreiras e dos salários têm provocado também a fuga, sem a devida reposição, de docentes e pesquisadores das universidades. “A perda de docentes indica o processo de achatamento do trabalho, de degradação salarial. E esse quadro, no âmbito da nova lei, vai se agravar”, antecipou.
Para Nilo Beiro, desde 2017, com a chamada Reforma Trabalhista, o país vive um momento de “graves ataques” aos direitos dos trabalhadores, dos trabalhadores do serviço público e dos professores.
Para o advogado, é inadmissível que a Lei 173 utilize essas medidas restritivas para garantir o repasse de recursos extras aos estados e municípios. “Esse governo repassou 1,2 trilhão de reais para o sistema financeiro, no início da pandemia. E a sociedade não viu esses recursos servirem de apoio a pequenos e médios empresários”, comparou.
ENSINO A DISTÂNCIA 
Os dois debatedores também trataram amplamente dos riscos de se “legitimar” o ensino à distância e o trabalho remoto, a partir destes tempos de pandemia. “Trabalhar em casa, por si só, não é uma precarização. Mas a intensificação do trabalho, nessas condições, é”, avaliou Ana Neri.
De acordo com os debatedores, assim como para as outras formas de precarização do trabalho, há um movimento em curso pelo ensino à distância e teletrabalho, que tem ganho legitimidade durante a pandemia. “Na forma como está sendo colocado, o trabalho à distância multiplica a quantidade de trabalho, mas reduz a qualidade”, afirmou a professora.
Para ela, ainda há um longo período de formação, tanto dos docentes como de estudantes, para que se possa pensar em ampliar o ensino à distância. Mas ele, em hipótese nenhuma, pode ser visto como substituição do ensino presencial. “Está na essência do ensino a relação presencial de docentes e alunos”, afirmou.
Ana apontou ainda o “acesso desigual às redes e as situações díspares de trabalho” como pontos fundamentais a serem discutidos pela sociedade, antes de se “naturalizar” o trabalho remoto e o ensino a distância.
Para Nilo, o ensino a distância não tem como ser ampliado sem que antes seja discutido o direito ao acesso à tecnologia. “Caso contrário, só ampliaremos as desigualdades”, avaliou.
DEBATES
O debate foi transmitido ao vivo pela página da ADunicamp no Facebook e está disponível na integra, assim como os demais debates, nos canais da entidade na internet (www.adunicamp.org.br e youtube.com/adunicamp).
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A Matemática e a Enfermagem em tempos de pandemia

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A sobrecarga intensa de trabalho colocada sobre o setor de Enfermagem nos hospitais públicos, durante a pandemia em curso, é uma ameaça permanente para a saúde dos profissionais e também para o resultado de cura dos pacientes que dependem deles. Estudos internacionais recentes mostram que a exigência de atendimento de apenas um paciente a mais, por cada profissional da equipe de enfermagem, resulta em aumento de 7% de mortalidade entre o conjunto de pacientes assistidos.
Com a mesma urgência para ajudar a compreender e agir sobre a nova realidade instalada na pandemia, matemáticos se debruçam no estudo de modelos que possam auxiliar, com o maior rigor possível, políticas sanitárias de reforço e distensionamento do isolamento social para conter o avanço da Covid-19.
Esses foram alguns dos temas tratados no 10° debate online promovido pela ADunicamp sobre a Covid-19 e realizado nesta terça-feira, 16 de junho. O debate teve como tema “A Importância da Matemática e da Enfermagem em Tempos de Pandemia” e participaram dele a professora Renata Gasparino (FFENF) e o professor Paulo Silva e Silva (IMECC), com intermediação da presidente da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB).
O debate foi transmitido ao vivo pela página da ADunicamp no Facebook e está disponível na integra, assim como os demais debates, nos canais da entidade na internet (www.adunicamp.org.br e youtube.com/adunicamp).

SOB PRESSÃO E MEDO

A professora Renata fez um relato da estrutura de atendimento dos três níveis de atuação da enfermagem no atendimento hospitalar. “A nossa categoria profissional é aquela que está 24 horas por dia com o paciente. Corresponde a 50% ou mais de toda a equipe hospitalar”, afirmou.    

E, mesmo com toda a importância que têm, a categoria vem sendo sistematicamente desvalorizada na saúde pública. “A enfermagem já atuava, mesmo antes da pandemia, com intensa sobrecarga de trabalho”, disse.

Com a pandemia, a sobrecarga disparou a níveis altíssimos. E a situação se agrava a cada dia, com o crescente número de profissionais obrigados a se afastar por contágio pelo coronavírus, uma vez que eles são os mais expostos pelo contato próximo com os doentes.

Essa situação é uma ameaça crescente à capacidade de atendimento da saúde pública, num momento em que a pandemia continua crescendo em altos níveis no Brasil.

“Os profissionais de enfermagem vivem hoje um clima permanente de tensão e medo”, apontou a professora.

MODELOS MATEMÁTICOS

A utilização de modelos matemáticos tem sido fundamental para interpretar o curso da pandemia e auxiliar na construção de ações e políticas sanitárias de controle da expansão do coronavírus. “Inferências equivocadas podem levar a ações equivocadas”, afirmou a professora Sílvia, que é virologista e tem longa história de acompanhamento de epidemias.

Foi exatamente com vistas nisso que o professor Paulo, especialista em matemática aplicada, começou a trabalhar com os dados da pandemia da Covid-19 para auxiliar na compreensão do desenvolvimento da doença e na construção de políticas sanitárias adequadas.

“Quando ocorre uma doença desse tipo, por contato, nós já temos muitos modelos que mostram como pode ou não acontecer a transmissão”, relatou. O professor lembrou que taxa de transmissão da Covid-19 é alta, mas não está entre as mais altas, como a do sarampo, por exemplo. “Ocorre que a pandemia é agravada pelo fato de termos três fatores combinados”. Além da taxa de transmissão, temos toda a população suscetível por tratar-se de um vírus novo e, por fim, uma quantidade significativa de pessoas doentes que precisam de internação e atendimento em UTIs.

Esses três fatores combinados e, ainda, diante da falta de alternativas farmacológicas de cura, colocam o isolamento social como a opção mais eficaz para controlar a expansão da pandemia. “A quarentena tem dois efeitos importantes. Diminui a taxa de imunização e também a mortalidade causada pela ausência de atendimento”, apontou.

Mas o isolamento social também é condicionado por fatores econômicos e sociais, como a necessidade da abertura de serviços essenciais e a dificuldade de manutenção da quarentena em amplos segmentos da sociedade. E, nesse ponto, os modelos matemáticos têm um papel essencial. A partir de um grande conjunto de dados estatísticos e de informações específicas da pandemia, podem ajudar na tomada de decisões sobre onde e quando o isolamento pode ser flexibilizado ou deve ser reforçado, entre outras ações.  

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Debate propôs reflexão sobre a perspectiva de testagem para Covid-19 na Unicamp e a importância da pesquisa básica

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Nesta terça-feira, 9 de junho, a #ADunicamp realizou novo debate virtual pelo facebook. A temática da vez foi a “Perspectiva de testagem para Covid-19 na Unicamp” e também propôs uma reflexão sobre a importância da pesquisa básica para o enfrentamento de crises.
O debate, que fez parte da #MarchaPelaVida, contou com a participação dos professores André Vieira, docente do IB/Unicamp e integrante da Força Tarefa COVID19 da Universidade; e Gustavo Tenório Cunha, docente da FCM/Unicamp e membro da diretoria da ADunicamp.
OUTROS DEBATES
Aepsar de fazer parte da #MarchaPelaVida, este foi o décimo debate virtual realizado pela ADunicamp, desde o início do isolamento social iniciado em 12 de março. Os debates têm reunido cientistas e especialistas de diversas áreas ligadas com a questão da pandemia.
O primeiro debate, realizado em 16 de março, teve como tema os “Efeitos do coronavírus na sociedade e na economia”. Nas semanas seguintes, foram abordados os temas: “O avanço da pandemia e como viver com ela”, “Isolamento espacial, tensões sociais e violência doméstica”, “Ensino à Distância no contexto da pandemia”, “A contenção do tratamento da Covid-19” e “Subnotificação e os riscos de flexibilização da quarentena”.
Você pode assistir os vídeos completos dos debates acessando o canal da ADunicamp no Youtube.
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Sobrevivência em tempos de Pandemia

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“Pandemia” nos remete aos nexos que indivíduos, grupos sociais, nações e continentes estabelecem quando a vida está ameaçada por uma doença que se alastra rapidamente. São esses os nexos com os quais lidamos no momento; são eles que nos dão sustentação – ou nos privam dela – para enfrentar questões sobre o tempo, sobre a vida que tecemos nele, bem como sobre nossa finitude.
Com o intuito de iniciar este diálogo em torno desta temática, a ADunicamp realizou um debate virtual com: Ana Archangelo (Professora do Departamentos de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Unicamp; Membro Filiado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo) e Alexandro Henrique Paixão (Professor do Departamento de Ciências Sociais na Educação da Faculdade de Educação da Unicamp; Especialista em Psicoterapia Psicanalítica do Centro de Formação e Assistência à Saúde Mental de Campinas). A mediação do debate será feita pelo professor Wagner Romão, presidente de ADunicamp.
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