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COVID-19: isolamento espacial, tensões sociais e violência doméstica

A ADunicamp promove novo debate a respeito da crise do Coronavírus (Covid-19). Desta vez, a temática será isolamento espacial, tensões sociais e violência doméstica. O evento ocorrerá nesta quarta-feira, dia 01/04, a partir das 19h30 e também será via streaming, através a página da ADunicamp no Facebook.
DEBATEDORES/AS
SILVIA SANTIAGO (FCM/UNICAMP)
Professora doutora na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Avaliação em Saúde. Atua com os seguintestemas: avaliação de sistemas, projetos e programas de saúde, saúde da mulher, accessibility e ações em saúde pública.
NATÁLIA CORAZZA PADOVANI (NÚCLEO PAGU/UNICAMP)
Pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu, UNICAMP e professora dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas. Pesquisadora de Estudos de Gênero e Teorias Feministas na interface dos processos de Estado e suas margens. Desenvolve projetos e orienta pesquisas sobre redes de afeto, governamentalidade, transnacionalidades, fronteiras, prisões, processos de Estado e mercados.
SÁVIO CAVALCANTE (IFCH/UNICAMP)
Professor do Departamento de Sociologia (DS) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Membro do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx/IFCH). Tem experiência de ensino e pesquisa nas áreas de Sociologia e Ciência Política, com pesquisas principalmente relacionadas aos seguintes temas: Classes Sociais, Classe média, Sociologia do Trabalho e Teoria sociológica.
COORDENAÇÃO
PROF. DR. WAGNER ROMÃO
Docente do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Unicamp. Doutor em Sociologia e graduado em Ciências Sociais pela USP. É coordenador do Núcleo de Pesquisa em Participação, Movimentos Sociais e Ação Coletiva (Nepac/Unicamp). Atualmente é presidente da ADunicamp.




ADunicamp inicia campanha ‘EU DEFENDO A VIDA’ sobre ações de contenção da pandemia

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A ADunicamp lança, a partir desta segunda feira, 30 de março, uma campanha de divulgação das medidas de contenção da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e de apoio ao SUS e à/aos profissionais de saúde que, na linha de frente das ações, são as/os mais expostas/os à doença.
Com os lemas EU DEFENDO A VIDA, EU DEFENDO O SUS E O SERVIÇO PÚBLICO e EU VALORIZO OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE, a campanha conclama as pessoas a manterem as ações de isolamento social (FIQUE EM CASA) para combater a velocidade de expansão da pandemia e defende a garantia de recursos para o SUS e de equipamentos e sistemas de proteção a profissionais de saúde.
Num primeiro momento, o foco da campanha será a difusão de textos e cards (imagens ao lado) que serão disparados nas redes sociais, dirigidos não apenas à comunidade universitária, mas um público mais amplo.
A decisão de realizar essa campanha foi tomada pelo CR (Conselho de Representantes) da ADunicamp em reunião não presencial realizada no dia 26 de março e se soma a outras ações, como a série de debates online (links abaixo) que a Associação vem promovendo para discutir e se posicionar sobre questões relacionadas à pandemia.
AÇÕES DE SOLIDARIEDADE
Na reunião, os conselheiros decidiram também direcionar recursos de até R$ 800 mil da verba de contingência da entidade para ações emergenciais de solidariedade no contexto de pandemia. Nesse sentido, foi criada uma comissão, composta por cinco conselheiros/as que, em conjunto com a Diretoria, terá a função de analisar e avaliar as possibilidades de emprego desse contingenciamento a partir do levantamento de demandas junto aos setores médicos da Unicamp e às entidades da sociedade civil organizadas. As decisões finais das destinações serão tomadas pela comissão e pela diretoria da ADunicamp.
DEBATES

  1. Debate sobre coronavírus realizado na ADunicamp aponta para a necessidade imediata de medidas rigorosas no Brasil
  2. Debate na ADunicamp aponta que ‘crise do coronavírus’ vai afetar economia e sociedade brasileira por longo tempo
  3. Terceiro debate da ADunicamp sobre coronavírus: o avanço da pandemia e como conviver com ela

SAIBA MAIS

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O AVANÇO DA PANDEMIA E COMO CONVIVER COM ELA

A ADunicamp promove novo debate a  respeito da crise do Coronavírus (Covid-19). Com a participação da  Profa. Dra. Rosana Onocko Campos e do Prof. Dr. Francisco Aoki, ambos da  FCM/Unicamp, este terceiro evento tem como temática “O avanço da  pandemia e como conviver com ela”. A coordenação do debate é do Prof.  Dr. Wagner Romão, presidente da ADunicamp.




Conselho adia eleições na ADunicamp e destina até R$ 800 mil para ações de solidariedade no combate a Covid-19

O CR (Conselho de Representantes) da ADunicamp, reunido de forma não presencial nesta quinta-feira, 26, decidiu adiar as eleições para a Diretoria e para o CR, previstas para ocorrer em maio, e decidiu também direcionar até R$ 800 mil da verba de contingência prevista no Orçamento/2020 da entidade para ações emergenciais de solidariedade no contexto de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Com o adiamento das eleições, ficam prorrogados os mandatos da atual diretoria e dos conselheiros, eleitos em maio de 2018, e a nova data das eleições será definida após o fim da quarentena e com base nos desdobramentos da pandemia. O adiamento foi aprovado por unanimidade dos 27 conselheiros que participaram da reunião.
A proposta de destinação dos R$ 800 mil para ações de solidariedade ao combate à Covid-19 também foi aprovada por unanimidade. O presidente da ADunicamp, professor Wagner Romão (IFCH), autor da proposta, apresentou um balanço dos recursos da entidade disponíveis em aplicações financeiras e também daqueles que já haviam sido destinados à verba de contingência da entidade.
A proposta é que a verba seja destinada a ações de apoio à área de saúde ligada à Unicamp, como o Hospital das Clínicas, na compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) de kits de testagem para o Covid-19, entre outras. Professoras da Faculdade de Ciências Médicas, conselheiras do CR que participaram da reunião, falaram sobre o quadro de grandes dificuldades que o HC já atravessa enquanto se prepara para enfrentar a pandemia.
Por sugestão de integrantes do CR, ficou definido que parte dos recursos também poderão ser destinadas a comunidades carentes com grande risco de serem fortemente vitimadas pela Covid-19.
Foi eleita uma comissão, composta por cinco conselheiros/as, para estudar junto aos setores médicos da Unicamp e entidades da sociedade civil organizada para quais ações de urgência os recursos poderão ser destinados.
As decisões finais das destinações, que ocorrerão paulatinamente, serão tomadas pela comissão e pela diretoria da ADunicamp.
A comissão é integrada pelos/as docentes: André Pasti (Cotuca), Carmen Bertuzzo (FCM), César Pagan (FEEC), Josely Rimoli (FCA) e Silvia Santiago (FCM).
ELEIÇÕES ADIADAS
“O que temos é uma situação de absoluta dificuldade para mantermos um processo eleitoral”, afirmou o presidente da ADunicamp. Ele apontou que as dificuldades não ocorrerão só no ato das eleições em si, mas também no processo de formação e homologação das chapas, durante a campanha eleitoral e na execução de assembleia, prevista no estatuto da ADunicamp, para eleger o Conselho Eleitoral.
Embora o adiamento de eleições não esteja previsto no Estatuto da entidade, a diretoria apresentou um estudo feito pela Assessoria Jurídica da ADunicamp, mostrando que ele é juridicamente possível, desde que aprovado pelo CR.
Tradicionalmente, as eleições da ADunicamp são realizadas na mesma data das eleições do Andes-SN, que também estão adiadas por tempo ainda indefinido. Os conselheiros decidiram que, diante do atual quadro da pandemia, as eleições deverão ser “preferencialmente” realizadas em conjunto, mas não necessariamente. As eleições da ADunicamp dependem de condições locais e as do Andes-SN da evolução das condições nacionais.
A ÍNTEGRA DA DECISÃO
Leia, abaixo, a íntegra da decisão do CR sobre o adiamento das eleições:
“Com base no artigo 23, item 6 do estatuto social, o Conselho de Representantes da ADunicamp delibera pela suspensão imediata do processo eleitoral e determina a prorrogação dos mandatos vigentes do próprio Conselho e da Diretoria da entidade, até que novo calendário eleitoral seja estabelecido.
O novo calendário eleitoral deverá obedecer aos demais prazos e requisitos constantes do estatuto da entidade, com a publicação do edital de convocação das eleições sendo publicado dentro do prazo de cinco dias úteis após a retomada das atividades presenciais na Universidade Estadual de Campinas. Preferencialmente, o novo calendário buscará contemplar a simultaneidade com o calendário eleitoral do Andes-SN”.




ADunicamp reforça, junto à Anatel, pedido de proibição de bloqueios na internet durante quarentena

A ADunicamp protocolou, nesta terça-feira, 24, uma petição junto à Anatel (Agência Nacional de Comunicação) oficializando apoio ao pedido de proibição, por parte das operadoras, de bloqueios na internet ao final das franquias de dados, por um período de 90 dias, tempo previsto de duração da quarentena em curso, estabelecida para conter a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
O pedido de liminar contra os eventuais cortes que possam ser realizados pelas operadoras foi protocolado na Anatel, em 19 de março, pelo coletivo de comunicação Intervozes. O coletivo integra o Comitê de Defesa dos Usuários dos Serviços de Telecomunicações da Anatel e está autorizado a acompanhar ações da agência em relação ao consumidor e sugerir medidas para aprimorar a prestação de serviço.

INTERESSE PÚBLICO

A Assessoria Jurídica da ADunicamp – LBS Advogados – argumenta, na petição, que a entidade “possui legítimo interesse em manifestar-se” sobre o pedido de liminar pleiteado pela Intervozes e mostra que essa manifestação é uma prerrogativa prevista em seu Estatuto. “A defesa do livre acesso à rede pleiteada pelo coletivo Intervozes é de relevante interessante social e essencial para propiciar o pleno intercâmbio científico, cultural, social e organizacional entre os docentes, e entre estes e os funcionários da Universidade, Estudantes e sociedade, propiciando assim a difusão do conhecimento público de qualidade”, afirma o documento.
A assessoria da ADunicamp reforça também, na petição, os argumentos apresentados por Intervozes: a maioria dos usuários de telefonia móvel são clientes de planos “pré-pago” ou “controle” os quais contam com franquia de dados limitadas. “A situação é ainda mais delicada quanto aos usuários de internet das classes D e E, dos quais 85% acessam a rede exclusivamente pelo celular”, diz.
A petição aponta que, em virtude da quarentena, a conexão à internet, “sem as excessivas limitações e restrições impostas pelas operadoras, é de relevante interesse público” para garantir as medidas de isolamento adotadas para o controle da pandemia. “O livre acesso a rede é essencial para que os cidadãos tenham acesso aos serviços de saúde e assistência social, assegurados no Art. 6º da Constituição Federal, especialmente na situação de calamidade pública que vivenciamos. É por meio da internet que muitas famílias terão acesso à serviços essenciais”, afirma.
A manutenção dos serviços de internet durante a quarentena também é uma garantia de “concretização dos direitos a livre expressão e a informação”, uma vez que a rede mundial é, neste momento, “o principal meio pelo qual os cidadãos podem manifestar-se e ter acesso à informação”.
“Diante do exposto, a ADunicamp apoia iniciativa do Coletivo Intervozes, esperando que seja determinada liminarmente a proibição da suspensão, e de cobrança excedente, de conexão à Internet no Serviço Móvel Pessoal”, conclui o documento.
 
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ADunicamp apoia pedido de proibição de bloqueios na internet durante a pandemia




Em entrevista à CBN Campinas, o Prof. Wagner Romão (ADunicamp) analisa a politica nacional, eleições 2020 e fala das iniciativas da entidade em relação à pandemia do coronavírus

Entrevista do Prof. Wagner Romão (IFCH/Unicamp), presidente da ADunicamp, à Rádio CBN Campinas, realizada nesta quarta-feira, 25. O professor faz uma breve análise sobre a atual situação politica do país em tempos de pandemia, e aborda a questão de uma possível suspensão das eleições municipais programadas para 2020.
Ainda no contexto do coronavírus, Romão fala sobre o direcionamento de reservas financeiras da ADunicamp para ações emergenciais de solidariedade no contexto da pandemia do coronavírus.



Terceiro debate da ADunicamp sobre coronavírus: o avanço da pandemia e como conviver com ela

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A sociedade brasileira já está obrigada a repensar profundamente alguns de seus valores diante da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. E, ao mesmo tempo, terá que se preparar para enfrentar com equilíbrio o longo período de reclusão que ainda teremos que atravessar para conter a expansão da doença.
Estes dois temas foram amplamente discutidos no terceiro encontro, desta vez virtual, da série de debates sobre a Covid-19 que a ADunicamp vem promovendo. Participaram desse terceiro debates o professor doutor Francisco Aoki e a professora doutora Rosana Onoko Campos, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
Para o professor Aoki, a revisão de valores imposta pela pandemia exige um novo olhar sobre a importância da solidariedade social e sobre o papel do sistema público de saúde e da ciência e da universidade públicas. “O SUS (Sistema único de Saúde), que hoje está combalido, vai ser o nosso principal instrumento para enfrentar a pandemia no país. Será o único que nos salvará”, afirmou.
Aoki lembrou as graves dificuldades pelas quais passa o sistema de saúde público brasileiro, em decorrência dos sucessivos cortes recentes de recursos. “E juntamos isso à grande dificuldade do país, que é a distribuição de renda”. A grande maioria da população brasileira, apontou ele, não têm acesso aos sistemas privados de saúde e só têm “nos serviços públicos a possibilidade de ser atendida”.
Para o professor, sem uma injeção imediata de recursos, “de uma economia de guerra”, o país enfrentará graves problemas com a pandemia. Até porque parcelas imensas da população vivem em periferias de grandes cidades em condições muito difíceis para sobreviver ao isolamento social. “Famílias grandes obrigadas a se acomodar em dois ou três cômodos da casa”.
Aoki defendeu a necessidade de investimentos tanto nos equipamentos de saúde pública como para garantir a sobrevivência em isolamento dos setores mais pobres da população.
AÇÕES NO ISOLAMENTO
A professora Rosana, que atua na formação de grupo de entreajuda de professores para enfrentar o isolamento social durante a pandemia, fez um relato de 10 pontos que já são consenso na comunidade científica e que têm ajudado pessoas a manterem o equilíbrio emocional durante o confinamento.
“Vivemos um momento dramático da nossa história. Há imagens que vêm para nós com cenas que achamos que nunca veríamos”, relatou. Por isso, para ela, o “fique em casa” é atitude indispensável. “E estamos todos nós isolados agora nessa reclusão necessária”.
O isolamento exige uma mudança radical de hábitos. E os 10 pontos apontados por ela, “e que são resultado de vários estudos científicos”, têm ajudado comunidades de vários países a enfrentar essas mudanças diante da pandemia.

  1. Estamos vivendo um momento incerto. Todo mundo já está vivendo ou viverá essa incerteza. “Então acolha que a incerteza que acontece com você acontece com todo mundo”.
  2. É muito importante criar uma rotina. Uma nova rotina, com horário de trabalho, horário de lazer. “A rotina é organizadora da subjetividade e da capacidade de cada um para enfrentar as questões diárias”.
  3. Procurar formas de combater o sedentarismo, estabelecendo um horário para realizar exercícios físicos e até “realizando as tarefas de casa com outra energia”.
  4. Manter boa alimentação e boa hidratação saudáveis. Com mudança na rotina costuma-se descuidar desses pontos.
  5. “Normalmente, as pessoas costumam se cobrar por ter mais alegria e mais prazer. Só que a situação é tão grave, incerta e ameaçadora que sentimentos novos virão”, disse ela. Assim, a ansiedade será natural, como a tristeza que decorre em toda a situação de perda. Ou a raiva, que sempre aparece quando nos confrontamos com uma injustiça. “Temos que saber que esses sentimentos são naturais e vão aparecer em todos nós. Então, quando os tivermos, temos que saber que estamos sãos”.
  6. Como resistir? “Nos mantenhamos conectados nas redes, falando com as pessoas. E é importante que os mais jovens ajudem os mais velhos, ensinem coisas práticas, para que todos se mantenham”.
  7. Os mais jovens não devem ficar conectados o tempo todo. “Eles têm essa tendência, mas devem definir a hora de dormir, a hora de se informar, a hora de manterem o seu espaço privado. O excesso de conexão exacerba os sentimentos (tratados acima)”.
  8. “Planeje pequenos eventos prazerosos”. Um “café pelo Skype” com uma amiga. Uma conversa à distância, pelo muro, com uma vizinha. “Chamamos isso de ‘inventar pequenos futuros’. Coisas pequenas que ajudam a construir uma esperança para amanhã”.
  9. Alguns exercícios milenares de respiração, como ioga ou meditação, podem ajudar a controlar emoções como ansiedade. É fácil encontrá-los em aulas pela internet.
  10. “Os trabalhos científicos têm falado muito na gentileza. Em épocas de crise social a gentileza contribui para criar boas atmosferas ao redor”. E o comportamento nas redes sociais muitas vezes vai na contramão deste caminho.

MAIS DEBATES
A ADunicamp realizou, nos dias 16 e 18 de março, na semana seguinte ao início da quarentena estabelecida na Unicamp a partir do dia 13, dois debates para discutir questões relacionadas ao novo corona vírus e à Covid-19.
No primeiro debate, os participantes alertaram para a necessidade urgente das autoridades brasileiras adotarem medidas rigorosas de controle para impedir uma explosão da pandemia no país. E apontaram, a partir dos dados que já se tinha naquele momento, que o Estados Unidos e, depois, a América Latina seriam os novos epicentros da pandemia.
Participaram do primeiro debate a especialista em estudos sobre vírus, professora doutora Silvia Gatti, do Instituto de Biologia e do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Unicamp; a professora doutora Maria Filomena Vilela, da Faculdade de Enfermagem da Unicamp e do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva; e o professor Gustavo Cunha, do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e doutor em Saúde Coletiva.
O segundo debate, além de apresentar questões específicas da Covid-19, mostrou os reflexos imediatos e de médio e longo prazos que a “crise do coronavírus” provocará na sociedade e na economia brasileiras, que também exigem ações profundas e imediatas do poder público.
Participaram do segundo debate a professora doutora Mônica Corso, da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, com especialidade em pneumologia; o professor doutor Guilherme Santos Mello, do Instituto de Economia da Unicamp e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura do instituto; e o médico sanitarista Pedro Tourinho, em segundo mandato como vereador em Campinas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
“A informação sobre essas questões que discutimos aqui devem ser ampliadas com urgência, pois ainda temos muita gente desinformada sobre a verdadeira extensão da pandemia e também autoridades que não tem dado o exemplo”, afirmou o presidente da ADunicamp e mediador dos debates, professor Wagner Romão, do Departamento de Ciência Política e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da universidade.
Wagner lembrou que o Brasil vive hoje um conflito, “forte neste momento”, que coloca a ciência em confronto com análises e opiniões do senso-comum. “Há quem questione se é a ciência ou Deus que vai definir se a doença vai chegar ou não”.
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Diretoria da ADunicamp propõe suspensão das eleições e direcionamento de até R$ 800 mil das reservas financeiras para ações emergenciais de solidariedade no contexto da pandemia do coronavírus

Em reunião não-presencial realizada na tarde de hoje, a Diretoria da ADunicamp resolveu propor ao Conselho de Representantes duas medidas relacionadas à pandemia do coronavírus.
A primeira medida é o adiamento das eleições anteriormente marcadas para 12 e 13 de maio. Com a suspensão das atividades presenciais na Unicamp até pelo menos 30 de abril e as limitações sobre aglomerações de pessoas para conter a propagação do vírus, diversos momentos do processo eleitoral ficaram comprometidos. Entre eles, a Assembleia que deveria decidir pela eleição da Comissão Eleitoral. Além disso, a Diretoria entende que o processo mesmo de montagem de chapas ficará comprometido neste período de quarentena.
A Diretoria proporá que, imediatamente após a retomada das aulas e atividades presenciais na Universidade, seja publicado o edital de convocação de abertura do processo eleitoral e, obedecendo-se o regimento da ADunicamp, este possa ocorrer na maior normalidade possível.
A segunda medida se refere ao direcionamento da verba de contingência do Orçamento 2020 da ADunicamp, aprovada na Assembleia Anual Ordinária. Naquela ocasião, aprovou-se verba de contingência, que se dividia entre recursos previstos para a) contingências sindicais; b) manutenção, reformas e ampliações; c) projeto e obras de acessibilidade; d) instalação de paineis fotovoltaicos; e) apoio cultural a Projeto Longevidade; f) suporte ao parque computacional da entidade.
A crise do coronavírus, em seus aspectos sanitários e econômicos, nos coloca a todos em situação absolutamente crítica. A Diretoria entende que a ADunicamp precisa se preparar para ações concretas de enfrentamento do vírus. Estas poderão dizer respeito, inclusive, ao apoio a ações da Unicamp e de iniciativas e entidades a ela ligadas no combate à pandemia. A Diretoria proporá ao CR o direcionamento de até R$ 800.000,00 para estas ações.
“Esta crise não tem precedentes na história mundial. O sistema de saúde poderá entrar em colapso nos próximos dias. A economia deve ter uma forte depressão nos próximos meses, o que vai acentuar o desemprego. A ADunicamp não pode deixar de participar do esforço para conter o coronavírus. Pretendemos criar condições para que a comunidade docente e universitária se engaje em ações práticas de solidariedade para salvar vidas!”, afirmou o professor Wagner Romão, presidente da ADunicamp.
A próxima reunião do Conselho de Representantes ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 26 de março, às 14h, por meio digital.




CARTA ABERTA DA ADUNICAMP À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA COM QUESTIONAMENTOS À REITORIA E ÀS PRÓ-REITORIAS DE GRADUAÇÃO E DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UNICAMP

1 – A pandemia do coronavírus e o isolamento social
A extrema gravidade da pandemia do coronavírus não está perto de ser conhecida por nós. Há indícios contundentes de subnotificação de casos que devem chegar às dezenas de milhares em poucos dias. O que estamos assistindo com o avanço da doença na Itália infelizmente pode se repetir e se agigantar no Brasil.
Embora tenhamos um sistema de saúde pública estruturado nacionalmente, com profissionais de grande valor, a dimensão do contágio e a insuficiência de leitos de UTI e de aparelhos de respiração mecânica certamente vai gerar uma situação de caos social e econômico. Não conseguimos prever as consequências desta tragédia.
O isolamento social é a única forma de diminuir a disseminação do vírus e de resguardar minimamente nosso sistema de saúde. As medidas de suspensão de atividades precisam ser consideradas equanimemente para docentes, funcionários, estudantes e trabalhadores/as terceirizados/as.
2 – A postura da reitoria da Unicamp e a determinação pela adaptação de disciplinas para “atividades de educação mediada por tecnologia”
A Reitoria da Unicamp tomou uma atitude correta ao suspender as atividades acadêmicas presenciais e eventos públicos ainda no dia 12 de março, por meio da GR 24/2020 (posteriormente modificada em 16 de março).
No dia 16 de março, por meio da GR 25/2020, a Reitoria mostrou que pretendia normalizar o seguimento do calendário escolar por meio da criação de um “programa emergencial para os cursos e disciplinas de Graduação e Pós-Graduação” com “a migração para atividades de educação mediada por tecnologia”, concedendo a consideração “(d)as especificidades de cada currículo e suas disciplinas”. A GR 27/2020 determinou o mesmo para os colégios.
A GR diz ainda, em seu artigo 3º, que “os docentes responsáveis… devem propor adaptações aos programas das disciplinas e a seus planos de atividades educacionais validadas”, de maneira que fica evidente, ao menos naquele momento, a obrigatoriedade da tarefa demandada pela reitoria.
Tal Resolução gerou diversos sentimentos na comunidade docente e também entre os discentes.
Parte das/os docentes compreende que esta é uma medida acertada. A universidade precisaria, neste momento de crise, manter-se funcionando e não deveria arriscar-se a “perder o semestre”. Evasão de alunos/as pelo desligamento, compromisso com pais e mães, risco de uma visão negativa da opinião pública, solidariedade em um momento de isolamento, engajamento cívico: estes são alguns dos fatores que impulsionaram dirigentes de unidades e docentes a correrem para reverem seus programas de disciplina, tentarem contactar estudantes e fazerem cursos intensivos de plataformas virtuais.
Outra parte dos docentes considera a medida um equívoco grave. Melhor seria considerar o que fazer com o semestre apenas quando da finalização do período de isolamento social recomendado pelas autoridades sanitárias. Fundamental neste momento a preocupação em salvar vidas, mais do que “manter o semestre” a qualquer custo, considerando-se também os prejuízos pedagógicos e acadêmicos de uma “adaptação” forçada de conteúdos. Esta posição não se mostrou contrária a se estabelecer contato com as/os estudantes por meio digital, mas este deveria se dar de maneira voluntária, não obrigatória. Pesam nesta postura as próprias circunstâncias que o isolamento social gera nos próprios docentes e nos estudantes: necessidade de se dedicar às famílias, desigualdades de acesso às plataformas digitais, aspectos psicológicos da quarentena e o medo da doença, entre outras situações pessoais.
Ontem à noite foi divulgado um “Informe PRG/PRPG à comunidade Unicamp”. Nele se reafirmam os pontos centrais da GR 25 e 27/2020 mas, ao que nos parece, é insuficiente para o esclarecimento da comunidade universitária acerca do tema.
A Diretoria da ADunicamp tem percebido esta divisão e, nesta carta aberta, apresenta questionamentos e preocupações à Reitoria da Unicamp, à Pró-Reitoria de Graduação e à Pró-Reitoria de Pós-Graduação.
3 – Questionamentos e preocupações da Diretoria da ADunicamp
a) A Reitoria e as Pró-Reitorias consideraram que estão produzindo resoluções que podem contrariar o próprio Estatuto da Unicamp, especialmente no que diz respeito ao ordenamento dos processos decisórios na universidade e à equanimidade de condições ?
b) Quais são os “protocolos de aprendizagem não presencial adotados nacional e internacionalmente” que embasaram a decisão da Unicamp, conforme anunciado no Informe PRG/PRPG? Tais “protocolos” são coerentes com a extrema celeridade com que esta “adaptação” está sendo feita e com o questionável padrão de qualidade em Ensino à Distância que fatalmente caracterizarão boa parte das propostas?
c) A Reitoria considerou que docentes podem se sentir constrangidos pela própria Reitoria, Pró-Reitorias, Diretorias, Coordenações de Graduação e Pós-Graduação e até por colegas, a realizar tarefas para as quais não estão preparadas/os e/ou pedagogicamente não concordam, o que ataca a liberdade de cátedra e direitos trabalhistas?
d) A Reitoria considerou a possibilidade de adoecimento de docentes e discentes ao longo da pandemia? A Reitoria considerou que docentes e discentes poderão se ver obrigados a socorrer a si próprios, aos seus familiares, vizinhos e amigas/os, ou até pessoas desconhecidas, ao longo da pandemia?
e) A Reitoria considerou que parte do corpo docente, especialmente profissionais da saúde, podem vir a ser convocados a ajudar no combate direto à pandemia, em hospitais, pronto-socorros e unidades de saúde, e tenham que se ausentar de suas atividades docentes?
f) Considerando que “as disciplinas que exigirem atividades presenciais poderão ser realizadas ou complementadas após o término do período de isolamento social” e que “os docentes poderão aderir ou não ao formato híbrido, em acordo com a coordenação de ensino nos casos de curso de Graduação” (Informe PRG/PRPG), a Reitoria e as Pró-Reitorias consideraram as dificuldades relativas ao estabelecimento de um calendário escolar unificado para a Unicamp, bem como às questões relativas aos sistemas da DAC, integralização de créditos, cumprimento de pré-requisitos e outros itens estabelecidos atualmente para a integralização curricular?
g) Sobretudo neste momento de isolamento social, a Reitoria, PRG e PRPG consideraram que no afã de “minimizar o prejuízo aos estudantes” (Informe PRG/PRPG), desequilíbrios de acesso a internet podem gerar situações em que estudantes que têm acesso fácil a internet sejam privilegiados em relação àqueles que têm acesso difícil ou não têm acesso? Consideraram que fatalmente ocorrerão defasagens de aproveitamento de alunas/os de mesma turma e que isso não ocorrerá por conta de estudantes ou docentes? Consideraram que isso fere os direitos das/os alunas/os estabelecidos no ato da matrícula e presente no compromisso da Universidade nos Catálogos dos Cursos de Graduação e nos regimentos que, uma vez não cumpridos, poderão ser motivo de uma quantidade muito grande de recursos e ações judiciais contra a universidade, sobretudo quanto a geração de tratamento desigual ao alunado?
h) Considerando o art. 6º da GR 24 em que se define que “durante o período de vigência desta resolução (13 de março a 12 de abril), será considerada frequência integral de todos os alunos de graduação, pós-graduação, extensão e dos colégios” e a indicação de que “a atribuição de frequência integral aos alunos ao longo do período em que vigorar a suspensão das atividades presenciais” (Informe PRG/PRPG); considerando, portanto, o relaxamento da frequência escolar, a reitoria e as pró-reitorias consideraram os riscos pedagógicos e os riscos frente ao compromisso com as/os estudantes e a sociedade no sentido do oferecimento de educação de qualidade em nível superior com estas decisões?
i) A Reitoria considerou a possibilidade de estimular a criação de cursos de extensão gratuitos online à comunidade externa à Unicamp? Esta seria uma estratégia interessante de mostrar à sociedade que a universidade permanece viva e comprometida socialmente.
j) Quando a Reitoria convocará um Conselho Universitário Extraordinário e com transmissão simultânea para deliberar sobre um possível cancelamento do semestre?
Aguardamos um posicionamento da Reitoria e das Pró-Reitorias a estas questões para que possamos nos posicionar frente a elas e também informar à comunidade universitária.
Aguardamos um posicionamento a respeito da Carta enviada ao reitor por docentes membros do Conselho Universitário no dia 18 de março com considerações e questionamentos.
Também aguardamos um posicionamento a respeito da Carta enviada ao reitor por 12 centros acadêmicos e pela representação discente no Consu e CCG.
4 – Abertura de canal de manifestações de docentes e da comunidade universitária
A ADunicamp está sempre aberta a manifestações de docentes e da comunidade da Unicamp. Abrimos o email coronavirus@adunicamp.org.br para que possamos recebê-las neste momento de crise aguda. As manifestações são livres, mas esperamos receber sobretudo dúvidas, relatos pessoais e questões para organizar nossa atuação neste período e também para que possamos encaminha-las à reitoria, pró-reitorias e demais autoridades.
 
A Diretoria da ADunicamp
21 de março de 2020