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Nota de repúdio da Diretoria da ADunicamp aos atos de vandalismo contra a Universidade

A Diretoria da ADunicamp manifesta seu veemente repúdio aos atos de vandalismo, ameaça e intolerância sofridos pela Universidade. Tais atos levaram ao fechamento da Biblioteca do Instituto de Estudos da Linguagem no dia de hoje.
Que os responsáveis sejam identificados e punidos, e que os atos antidemocráticos e antissociais associados aos crimes por eles praticados reforcem ainda mais nossa defesa da universidade pública, gratuita, laica, socialmente referenciada, plural e democrática.
A Diretoria da ADunicamp
Saiba mais
– Vandalismo na Biblioteca do IEL




ADunicamp promove mesa de debates sobre crise de financiamento nas universidades paulistas (14/8)

A ADunicamp realiza, dia 14 de agosto, uma mesa de debates sobre a crise de financiamento das universidades estaduais paulistas. A mesa acontecerá no auditório da ADunicamp, a partir das 18h, e é aberta à comunidade acadêmica e também ao público externo, como parte da mobilização dos professores da universidade, que se encontram em estado de greve.
A mesa dá início a uma série de debates e eventos que serão realizados nas próximas semanas dentro da campanha “Defender a Unicamp”, iniciada em junho pela associação de docentes.
Intitulada “A crise de financiamento das universidades estaduais paulistas: contexto político-econômico e impactos”, a mesa será integrada pelos professores Márcio Pochmann (IE – Unicamp), Francisco Miraglia (IME – USP), Guilherme Mello (IE – Unicamp) e será moderada pela professora Adriana Nunes (IE – Unicamp).
VEJA MAIS SOBRE A CAMPANHA ‘EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA’




ADunicamp promove mesa de debates sobre crise de financiamento nas universidades paulistas (14/8)

A ADunicamp realiza, dia 14 de agosto, uma mesa de debates sobre a crise de financiamento das universidades estaduais paulistas. A mesa acontecerá no auditório da ADunicamp, a partir das 18h, e é aberta à comunidade acadêmica e também ao público externo, como parte da mobilização dos professores da universidade, que se encontram em estado de greve.
A mesa dá início a uma série de debates e eventos que serão realizados nas próximas semanas dentro da campanha “Defender a Unicamp”, iniciada em junho pela associação de docentes.
Intitulada “A crise de financiamento das universidades estaduais paulistas: contexto político-econômico e impactos”, a mesa será integrada pelos professores Márcio Pochmann (IE – Unicamp), Francisco Miraglia (IME – USP), Guilherme Mello (IE – Unicamp) e será moderada pela professora Adriana Nunes (IE – Unicamp).
VEJA MAIS SOBRE A CAMPANHA ‘EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA’




Comunicado da Diretoria da ADunicamp: Defender a PEC 05 (agora Emenda Constitucional Nº 46) é essencialmente defender nossa carreira

No último dia 05 foi aprovada em segundo turno a PEC 05 (PEC do Teto), agora Emenda Constitucional Nº 46 (EC Nº 46), que estabelece como teto remuneratório para o funcionalismo no estado de São Paulo o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ-SP). Emendas Constitucionais não são sancionadas pelo governador, portanto não estão sujeitas a vetos do mesmo e entram em vigor assim que publicadas no Diário Oficial do Estado. Está é uma luta histórica do movimento docente das três universidades estaduais paulistas e de uma parcela significativa do funcionalismo público do estado de São Paulo. Aqui na Unicamp essa luta ganhou força em 2014, inclusive com deliberação de Assembleia da ADunicamp, que legitimou ainda mais as ações da diretoria da ADunicamp, junto com outras entidades representativas do funcionalismo, na Alesp para que fosse protocolada e aprovada uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que alterasse o teto do subsídio do governador para o dos Desembargadores.
Defesa de Nossa Carreira
A carreira docente, em vigor, nas três universidades paulistas é constituída de 6 níveis, a saber: MS-6; MS-5.3; MS-5.2; MS-5.1; MS-3.2 e MS-3.1. Com o subsídio do governador como nosso teto remuneratório, a nossa carreira em termos salariais (não em termos acadêmicos), para os professores mais antigos é colapsada para apenas 4 níveis. Com o Teto de R$ 22.388,15 (subsídio do governador) um MS-6, com 20 ou mais anos na universidade tem o seu salário limitado a esse valor. Isso ocorre com um MS-5.3 aos 25 anos de trabalho (para os docentes nestas duas condições, a carreira passa a ter 5 níveis salariais). Um MS-5.2 estará nesta condição aos 35 anos de trabalho, fazendo com que os MS-6, os MS-5.3 e os MS-5.2, respectivamente com 20, 25 e 35 ou mais anos de trabalho tenham como remuneração o mesmo valor, como pode ser visto na tabela abaixo. Portanto, se perdurar como teto para a nossa remuneração o subsídio do governador, para esses professores a nossa carreira, em termos salariais, terá somente 4 níveis e não os 6 níveis como previsto.

Efeitos da EC Nº 46
A entrada em vigor do teto previsto na EC Nº 46 será escalonado em 4 fases, com interstício de 12 meses entre as mesmas. Os valores, a vigorar em cada fase, para o novo teto estão definidos como um percentual do subsídio dos desembargadores (R$ 30.471,11) da seguinte forma: primeiros 12 meses, 71% (R$ 21.634,48); os 12 meses subsequentes 80% (R$ 24.376,88), seguidos por 12 meses com 90% (R$ 27.423,99) e finalmente 100%.
O teto atual, subsídio do governador, é R$ 22.388,15, portanto maior do que o que vigorará nos próximos 12 meses. Isto significa que, neste período inicial o impacto financeiro para as universidades paulistas será ZERO. Na segunda fase, haverá um impacto, porém de pequena monta  (infelizmente, no momento não dispomos de dados agregados sobre a composição da folha que nos permita calcular o valor exato, tarefa que pode ser facilmente realizada pela reitoria). O impacto crescerá um pouco na terceira e quarta fase, porém nada que não possa ser suportado pelas universidades sem impactar os nossos reajustes e as nossas promoções, como previsto em nossa carreira.
Falta aqui mais um esclarecimento, em relação aos que já são atingidos pelo teto (i.e., estão com seus salários cortados), uma vez que o teto que vem sendo aplicado para eles é maior do que o que entra em vigor com a EC Nº 46. Nestes casos, aplica-se o parágrafo Único do artigo segundo da  EC Nº 46 que prevê que para aqueles que já estão sujeitos ao teto valerá o maior entre os dois tetos (i.e., o atual e o calculado como uma percentagem do subsídio dos desembargadores). Ou seja, não haverá redução do teto para aqueles que já são atingidos por ele.
[box type=”info”]Em tempo, um MS-6 com 40 anos de universidade tem salário de R$ 27.000,00, mais de R$ 3.000,00 inferior ao novo teto que vigorará daqui a 3 anos (R$ 30.471,11).[/box]
 
 




CONVITE | Posse da Diretoria e do Conselho de Representantes da ADunicamp para o biênio 2018-2020

A ADunicamp reitera o convite aos sindicalizados(as) para que participem da posse da Diretoria e Conselho de Representantes relativo ao biênio 2018-2020, que ocorrerá amanhã, dia 30 de maio, a partir das 18:00 horas.
Relembramos que em função da solenidade não haverá sessão do Cineclube.

 




NOTA DO ANDES-SN EM APOIO À GREVE DOS CAMINHONEIROS

A diretoria do ANDES-SN vem a público manifestar sua solidariedade à greve nacional
dos caminhoneiros que se alastra pelo país. Não é sem contradições que essa
mobilização ocorre, mas diferentemente de outros momentos em que os interesses
patronais paralisaram o setor, boa parte das reivindicações dos caminhoneiros nesta luta
é justa e em sintonia com os interesses da classe trabalhadora.

A política econômica do Governo Temer é desastrosa para a população. O desmonte de
empresas estatais, estratégicas como das companhias Eletrobrás e Petrobrás,
representam a entrega do patrimônio estatal brasileiro para a lucratividade dos
empresários. Os aumentos nos preços dos combustíveis são operados pelos interesses
internacionais de acionistas da Petrobrás e grandes petrolíferas em acordo com o
governo federal, ocasionando uma série de prejuízos para a classe trabalhadora.

Essa mobilização dos caminhoneiros se soma a várias lutas que estão ocorrendo pelo
país, especialmente da educação pública. É preciso defender a Petrobrás 100% pública e
estatal e os direitos da classe trabalhadora.

Para fortalecer a mobilização contra as políticas do governo, é urgente unificar as lutas
em curso no país e exigir das centrais sindicais a convocação de uma nova Greve Geral
em defesa dos direitos sociais, contra a EC 95 e a Reforma Trabalhista e pelo Fora
Temer!

Brasília(DF), 25 de maio de 2018
Diretoria do ANDES-Sindicato Nacional

Acesse aqui a circular.




Mensagem pós-eleição da Chapa Transparência e Representatividade

[box type=”info”]Divulgado por solicitação do Prof. Samuel Rocha (DMA – IMECC), na condição de sindicalizado. O conteúdo do texto não reflete necessariamente a posição oficial da ADunicamp, nem de qualquer outra instância da entidade (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria). Toda e qualquer responsabilidade por afirmações e juízos emitidos cabe unicamente ao autor do texto.[/box]
O resultado da eleição para a diretoria da ADunicamp foi o seguinte:
De 2.231 associados aptos a votar, 1.093 depositaram seus votos em suas unidades ou na sede da ADunicamp, que significa um recorde de participação nas eleições, 49%. Dentre os votantes, 2% não fez opção pelas chapas disputantes. A Chapa 1 venceu o pleito com 56% dos votos válidos. A tabela abaixo resumo os dados.

Colégio Eleitoral Votantes Brancos e nulos Chapa 1 Chapa 2
2231 1093 25 603 465
49% 2% 56% 44%

 
Apesar do sucesso relativo de comparecimento para votação, a chapa vencedora obteve nas urnas 27% do colégio eleitoral. Comparado ao total de docentes da Unicamp ativos ou aposentados que passa de 3.500, é importante ressaltar que apenas 17% destes explicitaram seu voto na Chapa 1 e 14% na Chapa 2.
Essa simples análise quantitativa serve para refletir o caráter representativo que a ADunicamp enseja em sua constituição sindical e associativa. A votação não é obrigatória e os docentes têm todo o direito de não votarem, mas todos os associados pagam devidamente as suas mensalidades e merecem também a constante preocupação em defesa dos interesses destes também, apresentando de forma transparente como os recursos recolhidos de todos estão e serão utilizados.
Durante a campanha de duas semanas alguns episódios não podem ser considerados normais em nosso meio. A pluralidade apregoada e bem-vinda não combina com a não aceitação taxativa de ideias diferentes ao rotular adversários políticos como fascistas ou constranger simpatizantes ao ponto de não poderem se expressar publicamente, com receios de patrulhamentos ideológicos e bullying.

Vale apresentar a distribuição dos votos pelas unidades, na forma do gráfico acima. Ao longo da horizontal as unidades estão distribuídas pela proporção de votos à chapa 1 e à chapa 2 – mais à esquerda (direita) votaram mais na chapa 1 (2). Ao longo da vertical a distribuição é feita pela proporção de comparecimento para votação. As unidades mais para cima tiveram maior votação proporcional na sua unidade. Os tamanhos das bolas são proporcionais à quantidade absoluta de votos de cada unidade. A bola preta seria o centro geométrico desta distribuição e seu tamanho relacionado à quantidade média (40) de votantes nas unidades. A Sede e a FCM têm os maiores círculos com 186 e 98 votantes, respectivamente, enquanto a FOP e a FT tiveram 3 e 7.
Esta distribuição chama a atenção pelo distanciamento entre as unidades das humanas e das tecnológicas e um pouco também pelos diferentes graus de engajamento na votação das unidades. Um entendimen30to maior dessas diferenças na escolha de uma direção da Associação de docentes é preciso para diminuirmos as acusações mútuas e aumentarmos representatividade e a compreensão da diversidade no campus.
Todos os docentes, associados e não associados, ativos e aposentados, podem contar com a nossa disposição de tornar a ADunicamp uma entidade forte de representação dos docentes.




COMUNICADO DA CHAPA 1- ADUNICAMP PLURAL E DEMOCRÁTICA (21/5)

Prezados e prezadas colegas docentes,
Passamos por um processo eleitoral dos mais ricos da história da ADunicamp. 1.093 sindicalizadas/os manifestaram-se pelos votos  advindos das 27 unidades da Unicamp. O debate de ideias foi intenso e temos certeza que nossa entidade saiu bastante fortalecida das eleições.
Temos clareza da responsabilidade em dirigir nossa ADunicamp pelos próximos dois anos. Porém, mais do que nunca, será fundamental contar com sua participação, sua força e seu apoio.
Nossa Cerimônia de Posse se dará no dia 30 de maio, a partir das 19h, em meio a mais uma mobilização em defesa da carreira docente e da Universidade Pública.
Convidamos você a comparecer à nossa sede e a estar conosco neste momento de confraternização.
Um grande abraço e até lá!
CHAPA 1 – ADUNICAMP PLURAL E DEMOCRÁTICA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 




Reunião coletiva com assessoria jurídica

Recentemente a ADunicamp foi informada sobre a questão do aumento na alíquota do IPTU 2018. O aumento na taxa levou docentes a manifestarem o interesse em procurar a justiça contra os novos valores do imposto. Diante disso, a entidade divulga, abaixo, o convite para que os docentes interessados se reúnam e discutam com a assessoria jurídica a melhor forma de tratar o assunto.
CONVITE
Tivemos neste ano um aumento do IPTU dos imóveis da cidade muito maior que a inflação e dos nossos salários. Gostaríamos de agrupar pessoas interessadas em questionar na justiça essa atitude da prefeitura de Campinas. Se você se enquadra nesta situação, venha para a ADunicamp na terça-feira (23), às 12 horas, para reunião coletiva com a assessoria jurídica, que será realizada no auditório da entidade.
Para mais informações, entre em contato com o setor de imprensa da ADunicamp  – fone: (19) 3521-2479 / imprensa@adunicamp.org.br




Moção de apoio a UFMG e de repúdio aos ataques à universidade pública brasileira

A diretoria da ADunicamp se manifesta publicamente contra a forma arbitrária e injusta como foi desfechada a operação da Polícia Federal, no dia 6 de dezembro, que “conduziu coercitivamente” e de forma humilhante vários dirigentes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre eles os atuais e os anteriores reitores e vice-reitores, além do presidente da Fundação do Desenvolvimento da Pesquisa ligada à universidade.
A ADunicamp soma-se, assim, às centenas de intelectuais, professores, pesquisadores e entidades ligadas às universidades públicas e à sociedade civil, no Brasil e no exterior, que hoje denunciam a ação como mais um ataque ao Estado Democrático de Direito e à Universidade Pública no país.  Na realidade, mais um ataque à população brasileira.
A operação, ironicamente chamada pela PF de “Esperança Equilibrista”, foi deflagrada para investigar supostos desvios de R$ 4 milhões de recursos destinados ao Memorial da Anistia que está em processo de instalação na UFMG. A operação envolveu nada menos que 85 agentes da PF e 19 da Controladoria Geral da União (CGU) e produziu uma exposição espetacular, com claros componentes de humilhação pública, dos dirigentes de uma das principais universidades federais do país.
De acordo com 11 ex-reitores e ex-vice-reitores da própria UFMG, que emitiram uma nota conjunta de repúdio à ação, além de juristas e professores ligados a diversas outras universidade e entidades da sociedade civil, a operação foi claramente abusiva e desnecessária.
Para um número crescente de analistas, a ação da PF na UFMG é orquestrada por forças conservadoras e privatizantes que atuam no Governo Federal, com o objetivo de atacar as universidades públicas brasileiras. E, assim, justificar diante da opinião pública a privatização do ensino. (Leia mais no boletim recentemente publicado pela ADunicamp).
Ela soma-se, assim, à operação desfechada recentemente pela PF na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que culminou com o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier, submetido a humilhações semelhantes, sem que nada tenha se provado contra ele.
Esses ataques ferem não só a comunidade acadêmica, mas também a toda sociedade brasileira, ao estado de direito e aqueles que lutam por uma universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada no país.
MANIFESTO PÚBLICO
A diretoria da ADunicamp também apoia o manifesto, organizado por docentes da UFMG e da USP, em defesa do estado de direito e da universidade pública brasileira.
O manifesto (leia abaixo a integra) já recebeu adesão de professores e intelectuais de diversas regiões do país e está aberto para novas adesões pelo e-mail avritzer1@gmail.com.
A INTEGRA DO MANIFESTO
MANIFESTO EM DEFESA DO ESTADO DE DIREITO E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO BRASIL
Nós, intelectuais, professores, estudantes e dirigentes de instituições acadêmicas, vimos a público manifestar nossa perplexidade e nosso mais veemente protesto contra as ações judiciais e policiais realizadas contra a universidade pública que culminaram na invasão do campus da UFMG e na condução coercitiva de reitores, dirigentes e administradores dessa universidade pela Polícia Federal no dia 6 de dezembro de 2017.
O Brasil, nos últimos anos, vivencia a construção de elementos de exceção legal justificados pela necessidade de realizar o combate à corrupção. Prisões preventivas injustificáveis, conduções coercitivas ao arrepio do código penal tem se tornado rotina no país. Neste momento amplia-se a excepcionalidade das operações policiais no sentido de negar o devido processo legal em todas as investigações relativas à corrupção, violando-se diversos artigos da Constituição, inclusive aquele que garante a autonomia da universidade.
É inadmissível que a sociedade brasileira continue tolerando a ruptura da tradição legal construída a duras penas a partir da democratização brasileira – em nome de um moralismo espetacular que busca, via ancoragem midiática, o julgamento rápido, precário e realizado unicamente no campo da opinião pública. Nos últimos meses, essas ações passaram a ter como alvo a universidade pública brasileira. Cabe lembrar aqui que a universidade pública, diferentemente de muitas das instâncias do sistema político, está submetida ao controle da CGU e do TCU, respeita todas as normas legais e todos os princípios da contabilidade pública em suas atividades e procedimentos. Portanto, não existe nenhum motivo pelo qual devam se estender a ela as ações espetaculares de combate à corrupção.
A universidade pública brasileira tem dado contribuições decisivas para o desenvolvimento da educação superior, da pós-graduação, da ciência e tecnologia que colocaram o Brasil no mapa dos países em desenvolvimento. Somente universidades públicas brasileiras estão entre as 20 melhores instituições de ensino e pesquisa da América Latina, de acordo com o Times Higher Education Ranking.
A UFMG, sempre bem colocada nesses rankings internacionais, possui 33.000 alunos de graduação, 14.000 alunos de pós-graduação, conta com 75 cursos de graduação, 77 cursos de mestrado e 63 cursos de doutorado. Além de sua excelência em educação e pesquisa, a UFMG se destaca por suas ações de assistência e extensão nas áreas de saúde e educação. Nesse sentido, intelectuais e membros da comunidade universitária exigem que seus dirigentes sejam respeitados e tratados com dignidade e que quaisquer investigações que se mostrarem necessárias com relação a atividades desenvolvidas na universidade sejam conduzidas de acordo com os princípios da justiça e da legalidade supostamente em vigência no país e não com o objetivo da espetacularização de ações policiais de combate à corrupção. Está se constituindo uma máquina repressiva insidiosa, visando não só coagir, mas intimidar e calar as vozes divergentes sob o pretexto de combater a corrupção. Seu verdadeiro alvo, porém, não é corrupção, mas o amordaçamento da sociedade, especialmente das instituições que, pela própria natureza de seu fazer, sempre se destacaram por examinar criticamente a vida nacional.
Não por acaso o alvo dessa violência contra a universidade e seus dirigentes foi exatamente um memorial que tenta recompor os princípios da justiça e do estado de direito extensamente violados durante o período autoritário que se seguiu ao golpe militar de 1964. O Memorial da Anistia tem como objetivo explicitar os abusos autoritários perpetrados nesses anos de exceção porque apenas a sua divulgação permitirá que as gerações futuras não repitam o mesmo erro. Nesse sentido, intelectuais, professores e estudantes conclamamos todos os democratas desse país a repudiarem esse ato de agressão à justiça, à universidade pública, ao estado de direito e à memória desse país.
Leia aqui a moção da Congregação do IFCH-Unicamp de solidariedade à UFMG e de repúdio à violação ao estado democrático de direito no país
Leia aqui a nota do ANDES sobre os ataques às universidades públicas
A UFMG abriu um espaço em seu site para divulgar os manifestos, comunicados e notícias sobre a operação. Para acompanhar, acesse aqui