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NOTA DE DOCENTES SOBRE O ATO DEMOCRÁTICO DE 5/5/2022

Divulgação realizada por solicitação de um grupo de docentes, na condição de sindicalizados à ADunicamp.

NOTA DE DOCENTES SOBRE O ATO DEMOCRÁTICO DE 5/5/2022.

Os professores da Unicamp abaixo assinados vêm a público louvar a forma democrática como as entidades do campus – ADunicamp, STU, APG e DCE – souberam encaminhar a solicitação de espaço feita pelos organizadores da Aula Magna do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida no Teatro de Arena da Unicamp na tarde de 05 de maio de 2022.

O evento reuniu um enorme público e transcorreu tranquilamente congregando distintos setores democráticos da Universidade, assim como da cidade de Campinas. Desmentiu, portanto, as previsões de conflito e tumulto divulgadas por um grupo de docentes da Unicamp que, assim, confundiu o exercício da censura com o da crítica.

O Ato estabeleceu, ainda, um precedente que deve ser seguido por quaisquer setores democráticos da sociedade que desejem se manifestar perante a Universidade.

Unicamp, maio de 2022

Signatários:

1. Adalberto B.M. Sacchi Bassi, IQ

2. Adalberto Marson, IFCH

3. Adriana Gracia Piscitelli, Pagu/IFCH

4. Adriana Varani, FE

5. Agueda Bittencourt, FE

6. Alcir Pécora, IEL,

7. Alessandra Viveiro, FE

8. Alexandrina Monteiro, FE

9. Alik Wunder, FE

10. Álvaro Penteado Crósta, IG

11. Ana Cláudia Fernandes Ferreira, IEL

12. Ana Lúcia Goulart de Faria, FE

13.Ana Lúcia Horta Nogueira, FE

14. Ana Luiza Bustamante Smolka, FE,

15. Ana Maria Falcão de Aragão, FE

16. Ana Maria Fonseca De Almeida, FE

17. Ana Maria Rodriguez Costas, IA

18. Ana Maria Stabelini, FE

19. Anderson Ricardo Trevisan, FE

20.André Biancarelli, IE

21. Angel Humberto Corbera Mori, IEL

22.Ângela Soligo, FE

23.Anna Christina Bentes, IEL

24.Antônio Carlos Amorim, FE

25.Antônio Carlos Dias Junior, FE

26.Antônio Guerreiro, IFCH

27. Antônio Miguel, FE

28.Aparecida Neri de Souza, FE

29.Arlete Moyses Rodrigues, IFCH

30.Armando Boito Jr., IFCH

31. Arnaldo Pinto Junior, FE

32.Áurea Maria Guimarães, FE

33.Benedicto Luiz Orlandi, IFCH

34.Bruno De Conti, IE

35.Caio N. de Toledo, IFCH

36.Carlos Alberto Cordovano Vieira, IE

37. Carlos Berriel, IEL

38.Carlos Roberto Silveira Corrêa, FCM

39.Carlos Vogt, IEL

40.Carmen Lucia Soares, FE

41. Cecília Azevedo Lima Collares, FE

42.Cesar Nunes FE,

43.Cesar Pagan, FEEC

44.Cláudia Lemos, IEL

45.Cláudia Pfeiffer, IEL

46.Claudio Henrique de Moraes Batalha, IFCH

47. Cristiane Megid, Cotuca

48.Daniela Birman, IEL

49.Dario Fiorentini, FE

50.Debora Jeffrey, FE

51. Débora Mazza, FE

52.Dermeval Saviani, FE

53. Dirce Zan, FE

54.Dirceu da Silva, FE

55. Edivaldo Góis Junior, FEF

56.Edmundo Capelas de Oliveira, IMECC

57. Edwiges Morato, IEL

58.Eleonora Cavalcante Albano, IEL

59.Eliana Ayoub, FE

60.Eliete Maria Silva, FEF

61. Elisabeth Barolli, FE

62.Emília Pietrafesa, IFCH

63.Eneias Phorlin, IFCH

64.Érica Lima, IEL

65.Ernesto Kemp, IFGW

66.Evaldo Piolli, FE

67. Fabiana de Cassia Rodrigues, FE

68.Fábio Campos, IE

69.Fernanda Theodoro Roveri, FE

70.Fernando Teixeira da Silva, IFCH

71. Flávio César de Sá, FCM

72. Flavio De Oliveira, IEL

73. Francisco Alerrandro da Silva Araujo, IEL

74. Francisco Aoki, FCM

75. Francisco Foot Hardman, IEL

76. Frederico Almeida, IFCH

77. Gabriela Martins Mafra, IEL

78.Gabriela Tebet, FE

79. Gabriel Ferreira Zacarias, IFCH

80.Guilherme do Val Toledo Prado, FE

81. Gustavo Tenório Cunha, FCM

82.Hector Benoit, IFCH

83.Helena Costa Lopes de Freitas, FE

84.Helena Sampaio, FE

85.Heloísa Matos Lins, FE

86.Heloisa Pontes, IFCH

87.Henrique N. Sá Earp, IMECC

88.Herling Aguilar Alonzo, FCM

89.Inês Ferreira de Souza Bragança, FE

90.Inês Petrucci, FE

91. Itala Loffredo, IFCH

92.Itamar Ferreira, FEM

93.Ivan Xavier Moura do Nascimento, IMECC

94.Ivany Pino, FE

95.Izabel Marson, IFCH

96.Jeanne Marie Gagnebin, IFCH

97. Jefferson Picanço, IG

98.Jesus Ranieri, IFCH

99.João Ernesto de Carvalho, FCF

100. João Frederico da Costa Azevedo Meyer, IMECC

101. João Quartim de Moraes, IFCH

102. Jorge Megid Neto, IEL

103. José Carlos Pinto de Oliveira, IFCH

104. José Claudinei Lombardi, FE

105. José Dari Krein, IE

106. Josely Rimoli, FCA

107. José Mario Martínez, IMECC

108. José Maurício Arruti, IFCH

109. José Roberto Zan, IA

110. Josianne Cerasoli, IFCH

111. Lalo Minto, FE

112. Laura Rifo, IMECC

113. Lauro Balsini, IEL

114. Leandro Barsalini, IA

115. Leandro Martínez, IQ

116. Leila Ferreira da Costa, IFCH

117. Liliana Segnini, FE

118. Luana Saturnino Tvardovskas, IFCH

119. Luciane Miranda Guerra, FOP

120. Luciane Muniz Ribeiro Barbosa, FE

121. Luciano Allegretti Mercadante, FCA

122. Lucilene Reginado, IFCH

123. Luís Enrique Aguilar, FE

124. Luise Weiss, IA

125. Luiz Antonio Barrera San Martin, IMECC

126. Luiz Carlos de Freitas, FE

127. Luiz Carlos Dias, IQ

128. Luiz Marques, IFCH

129. Lygia Eluf, IA

130. Mara Regina Jacomeli, FE

131. Mara Sordi, FE

132. Marcelo El Khouri Buzato, IEL

133. Marcelo Terra Cunha, IMECC

134. Marcelo Weishaupt Proni, IE

135. Márcia Baldini, FCM

136. Márcia de Paula Leite, FE

137. Márcia Mendonça, IEL

138. Márcio Pochmann, IE

139. Marco Antonio Rocha, IE

140. Margareth Rago, IFCH

141. Maria Aparecida Affonso Moyses, FCM

142. Maria Aparecida Guedes Monção, FE

143. Maria Bernadete Abaurre, IEL

144. Maria Betânia Amoroso, IEL

145. Maria Irma Hadler Coudry, IEL

146. Maria José Maluf De Mesquita, IG

147. Maria José P. M. de Almeida, FE

148. Maria Lygia Quartim de Moraes, IFCH

149. Maria Marcia Sigrist Malavasi, FE

150. Maria Rita Donalísio, FCM

151. Maria Stella Bresciani, IFCH

152. Mariângela Resende, FCM

153. Marilisa Berti de Azevedo Barros, FCM

154. Mário Augusto Medeiros, IFCH

155. Mário Gneri, IMECC

156. Mario Luiz Frungillo, IEL

157. Max Henrique Machado, FEE

158. Natália Corazza Padovani, Pagu/IFCH

159. Newton Antonio Paciulli Bryan, FE

160. Nima Spigolon, FE

161. Nora Krawczyk, FE,

162. Omar Thomaz, IFCH

163. Oswaldo Giacoia Jr., IFCH

164. Patricia Prata, IEL

165. Paulo José De Siqueira Tiné, IA

166. Paulo Sérgio de Vasconcellos, IEL

167. Pedro Cunha de Holanda, IFGW

168. Pedro Ganzeli, FE

169. Pedro Paulo Zahluth Bastos, IE

170. Petrilson Pinheiro, IEL

171. Plínio de Arruda Sampaio Jr., IE

172. Raquel Gryszczenko Alves Gomes, IFCH

173. Raquel Salek Fiad, IEL

174. Regina Machado, IA

175. Regina Célia da Silva, CEL

176. Régis Silva, FE

177. Renê Trentin, FE

178. Ricardo Carlos Cordeiro, FCM

179. Ricardo Coltro Antunes, IFCH

180. Ricardo Figueiredo Pirola, IFCH

181. Roberto Heloani, FE

182. Rodolfo Ilari, IEL

183. Rodrigo Camargo de Godoi, IFCH

184. Rui Luís Rodrigues, IFCH

185. Ruth Lopes, IEL

186. Sávio Cavalcante, IFCH

187. Selma Venco, FE

188. Sérgio de Lucca, FCM

189. Sérgio Leite, FE

190. Sérgio Resende Carvalho, FCM

191. Sílvio Gallo, FE

192. Sírio Possenti, IEL

193. Sueli Irene Rodrigues Costa, IMECC

194. Suely Kofes, IFCH

195. Suzi Frankl Sperber, IEL

196. Thaís Lima Nicodemo, IA

197. Theresa Adrião, FE

198. Trajano Vieira, IEL

199. Vanessa Rosemary Lea, IFCH

200. Verônica Gonzales-Lopes, IMECC

201. Viviane Veras, IEL

202. Wagner Romão, IFCH

203. Wagner Xavier de Camargo, FE

204. Walter Carnielli, IFCH

205. Wilmar D´Angelis, IEL




ADunicamp Concertos recebe, no dia 25/05, o pianista argentino Eduardo Elia

No próximo dia 25 de maio (quarta-feira), a série ADunicamp Concertos retoma suas atividades presenciais com a apresentação do pianista Eduardo Elia. O show, que terá início as 20 horas, será no auditório da ADunicamp, de modo presencial.

Nasciso em Córdoba, Argentina, Eduardo Elia lançou oito discos na carreira: “Callado” (2008), “El yang y el yang” (2011), “We see” (2012), “Figuras de un solo trazo” (2015) , “Solo” (2016), “Cuando sea necesario” (2019) , e “Lejos del torbellino” (2020). Recentemente, ele lançou o “The art of not faling – Improvisations on Schoenberg’s Op 19 piano pieces”, pelo qual foi reconhecido como o “Pianista del año” na pesquisa realizada pelo site especializado em jazz “El Intruso”. Saiba mais sobre a carreira dele aqui.

SERVIÇO
ADunicamp Concertos
Show com o pianista Eduardo Elia
Data: 25/05 (quarta)
Horário: 20h
Local: Auditório da ADunicamp
Evento presencial




Seminário promovido pela ADunicamp aponta caminhos para fortalecer a comunicação sindical e popular

Três mesas de Trabalho reuniram oito estudiosos e especialistas em diferentes áreas da comunicação, ao longo desta sexta-feira, 20 de maio, no segundo dia do Seminário de Comunicação Sindical – Mídia e Política no Século XXI, promovido pela ADunicamp em parceria com o Núcleo Piratininga de Comunicação. O Seminário foi realizado de forma híbrida, com conferencistas e participantes tanto presenciais, no auditório da ADunicamp, ou online. 

A primeira Mesa, com o tema Comunicação no Século XXI – Internet, Polifonia, Controle Social e Possibilidades Emancipatórias, reuniu os professores Eugênio Bucci, da ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes) e Márcio Carneiro dos Santos, da UFMA, onde coordena o Laboratório de Convergência de Mídias, e também Diego Dorgam, especialista em gestão, desenvolvimento ágil e governança de TI (Tecnologia da Informação).

O professor Eugênio, que já presidiu a Radiobras de 2003 a 2007, falou sobre as grandes transformações do papel da comunicação no capitalismo moderno, que que foram fortemente aceleradas pelas novas tecnologias. “Fomos adestrados a conceber a comunicação como uma extensão que viria depois de decisões tomadas nos núcleos do poder. Comunicação seria uma esfera acessória do que se passa no mundo do poder e da política”.

Mas, segundo ele, hoje “está escancarado” que a comunicação se encontra no centro do capitalismo. “O fluxo de dados, o fluxo dos discursos e o fluxo de dados pessoais assumiu o centro do capitalismo”, com o capital financeiro no coração das megacorporações bilionárias de comunicação e informação.  “As empresas mais valiosas do capitalismo são hoje os monopólios que se identificam ao extrativismo dos dados pessoais e exploram o mercado”.

O extrativismo de dados e suas formas de ação e atuação no mercado já são bastante estudados, segundo o professor, mas há outra mudança em curso no capitalismo moderno, intrinsecamente ligada à comunicação: “Trata-se da transformação da mercadoria de coisa física em imagem”. A mercadoria moderna, além da coisa corpórea, externa e física, que preenche uma necessidade com valor de uso e de troca, como definiu Karl Marx, no século XIX, “se ancora hoje na fantasia, na imagem, e interpela o desejo nas pessoas”.

“A mercadoria aparece para o sujeito como um signo que vai emprestar sentido ao que é vazio no sujeito. A mercadoria interpela o desejo e não mais a necessidade. O valor de uso virou valor de gozo”, avaliou. Mesmo quando se fala de mercadorias como o petróleo ou o aço, “na ponta está o desejo, encarnado no signo do automóvel, do turismo” e assim por diante.

“O capitalismo fez com a que mercadoria fosse antes de tudo uma imagem. Criou a superindústria do imaginário. Isso é anterior a invenção das redes, da internet, do computador. Mas é agora a tecitura, a forma estruturante do capital”, e se ancora radicalmente na comunicação. E ao se transformar no centro do capitalismo, a atividade de comunicação está no centro do poder, a quem interessa totalmente a desinformação e a criação de comportamentos de manada nas redes.

Assim, para o professor Eugênio, essa concentração do capital torna assimétrica a discussão da comunicação. “A hipertrofia das big techs só será contida se houver regulação. Governos democráticos regulam o mercado. Deveriam regular, no plano internacional, a hipertrofia desses conglomerados”. E essa questão, avaliou o professor, não pode sair da pauta das lutas da comunicação popular e sindical.

O professor Eugênio é autor do livro “A Superindústria do Imaginário” (Autêntica, 2021), que disseca o tema.

‘O PRODUTO É VOCÊ’

“Se você não paga pelo produto, o produto é você”. A famosa frase popularizada pelo filme o Dilema das Redes (2020) foi utilizada pelo segundo conferencista do dia, professor Márcio Carneiro dos Santos, especialista em Teorias e Tecnologias da Comunicação, para apresentar o modelo de negócios das redes sociais e as implicações dele, que vão muito além da compra e venda de produtos e serviços.

“Como pessoas e ideias moralmente duvidosas conseguem espaço, crescimento e influência no ambiente digital?”, indagou o professor. “De repente, tudo começa com uma mamadeira. Você entra na internet e procura uma mamadeira para sua netinha, como pode acontecer comigo, que tenho uma neta. Imediatamente você começa a ser assombrado por mensagens com produtos para bebês”. E a “assombração” aparece, pontuou ele, em qualquer outro site, canais de internet e redes sociais que o vovô ou a vovó acessem.

Ou seja, os serviços oferecidos “gratuitamente” para acesso a redes sociais e navegação na internet prospectam os dados pessoais dos usuários, os vendem para empresas anunciantes e é assim que as big tech garantem os faturamentos bilionários que as colocam hoje entre as empresas mais valiosas e lucrativas do mundo.  

Essa relação virtual entre compradores potenciais e empresas interessadas na venda de seus produtos é intermediada pela Inteligência Artificial a partir dos chamados “algoritmos de interação”, apresentados no universo do marketing com um dos grandes avanços no mundo comercial propiciado pelas novas tecnologias.

E, inicialmente, segundo o professor, não a nada a se opor aos “algoritmos de interação” no mundo comercial. “Vejo o que você gosta e apresento o que você gosta. Só que nossos dados são monitorados permanentemente, região geográfica, o que você acompanha, com quem fala, o que você vê, que mensagens ou notícias compartilha. Captam nossos dados, nos empacotam e nos classificam”.

E quanto mais tempo as pessoas passam interagindo nas redes, mais informações disponibilizam sobre as áreas de interesse delas. Daí a permissão intencional das mídias de não coibir, como poderiam, a proliferação de ideias “moralmente duvidosas” e muitas das fake News que circulam em abundância, desde que sejam compartilhadas e prendam a atenção do maior número de pessoas.    

“Notícia ruim é notícia boa, já dizia o chavão da imprensa. Elas geram atenção e as pessoas acabam compartilhando. É assim que se propagam. Os algoritmos te definem, te aproximam de grupos e pessoas que pensam e têm os mesmos interesses que você, e aí tem a geração das bolhas. Daí eu tenho uma coisa que é estranha para as pessoas, mas elas se engajam no tema, podem até falar mal, mas divulgam”.

Grupos com pessoas que pensam e agem de maneira semelhante geram uma autoconfiança comum. E é assim que nasce, segundo o professor, o fenômeno do contágio, do “comportamento de manada”.

“Agora, se ao invés de recomendar produtos e serviços eu pudesse usar esse mesmo fenômeno, esse volume de informações sobre as pessoas, para recomendar ideias, posições, conceitos?”, questionou o professor. E, para ele, é isso que está hoje está no centro da política.

Quanto mais “aprisionadas” nas mídias e circunscritas nas chamadas “bolhas”, mais suscetíveis as pessoas estão para confiar nas informações que recebem. “A luta pelo poder nas redes sociais, assim como o marketing político, tem interpretado isso e utilizado. Mas estamos falando de sistemas complexos e não existem fórmulas simples ou já prontas para que enfrentemos essa questão”, alertou.

REDES OCULTAS

“A grande revolução capitalista das redes sociais que foi essa nova forma de distribuir anúncios, agora se converte numa mega empresa que usa Inteligência Artificial para ver como as pessoas se comportam. Faz um perfilamento do público, uma micro segmentação que tenta converte-lo cada vez mais para o meu produto”, avaliou Diego Dorgam, o terceiro palestrante.

Quando o marketing digital é convertido para o marketing político, usa o mesmo caminho. E, para Diego, “isso tem influências e impactos devastadores na sociedade” e exige, cada vez mais, que tenhamos uma compreensão profunda do funcionamento das redes, uma vez que as corporações não apresentam transparência nenhuma em seus algoritmos e na captação e utilização dos dados que coletam.

O que aconteceu nas eleições que levaram Jair Bolsonaro à presidência é um exemplo. “No começo, ninguém sabia o que estava acontecendo no WhatsApp. Ficou todo mundo atônito. Afinal, como as pessoas podiam acreditar nas ideias e nas fake News propagadas?”, lembrou ele.

Especialista em Inteligência Artificial, Diego realizou o que chama de engenharia reversa para se aprofundar no estudo do fenômeno e descobriu que na verdade havia uma rede social oculta e extremamente organizada operando dentro e com os instrumentos do WhatsApp.

Utilizando perfis falsos, robôs de internet e estratégias de impulsionamento e segmentação de públicos, a rede oculta se confundia com o WhatsApp. “Não tinha como prever”. As investigações de Diego chegaram a detectar 548 comunidades geridas por essa rede social oculta. “Cada uma delas relacionada com algum dos epicentros da campanha de Bolsonaro: bolsominions, religiosos, produtores de opinião e assim por diante”, relata.

Como as comunidades estavam claramente circunscritas em bolhas, como a dos evangélicos, por exemplo, e tratavam de vários assuntos além da política, havia um ambiente de confiança quando a informação, mesmo falsa e vinda de perfis falsos, era recebida. E foram detectados grupos dos mais variados perfis: desde grupos de oração, de namoro, até um grupo de troca de pornografia masculina. “Aí estudamos e compreendemos a rede bolsonarista como um todo”, conta Diego.

A estratégia de convencimento nas comunidades era muito organizada. Divulgava informações, reais ou falsas, focadas na persuasão e convencimento dos diferentes públicos das comunidades, e tinha capacidade de disparar uma quantidade gigantesca de informações diárias, alimentando as centenas de grupo. A estratégia, avalia ele, é de dominar “não pela falta de informações, mas pelo excesso”.

Para Diego, a extrema direita tem usado uma clara estratégia de desinformação para propagar suas ideias, não só no Brasil, mas em vários países da América Latina e do mundo. No Brasil, ela está em curso hoje nos ataques ao STF e ao Congresso Nacional. “Em fevereiro de 2020 começaram as manifestações contra o Congresso e o STF, logo vêm nas redes os conteúdos das igrejas apoiando o fechamento do STF e. em seguida, começam a circular as fake News”, relatou.

Essa estratégia, com micro compartimentos de informações em comunidades nas redes, fortalece o discurso único. “A desinformação é colocada como um processo de libertação, à margem de qualquer debate público”. Como se as mentiras propagadas fossem, de alguma forma, a verdade que os adversários tentam ocultar.

Para Diego, é indispensável que haja maior clareza e regulação sobre o que realmente está acontecendo nas redes. “O inimigo não é a ferramenta, mas quem faz uso dessa ferramenta com maior efetividade e desigualdade. Temos que coibir e penalizar o mal uso. Pois o que circulam nesses grupos não são narrativas democráticas, mas crimes disseminados e com impunidade, criando despreparo da população para o processo eleitoral. Isso é terrorismo digital”, apontou Diego.

Redes sociais e internet: a ‘encrenca’ que tem que ser enfrentada

“Nós estamos diante dessa encrenca que é discutir a questão da internet na comunicação sindical. É realmente uma encrenca, uma enorme tarefa de conquistar corações e mentes, diante da comunicação monopolizada pelos conglomerados de mídia que repetem e repetem e repetem as mesmas notícias e ideias, e também agora diante das mega big thecs da internet e das redes sociais”, desafiou a professora de História e diretora do Núcleo Piratininga de Comunicação, Cláudia Santiago, ao abrir a segunda Mesa do dia, que tratou da Comunicação Sindical nos Locais de Trabalho e de Forma Remota.

Cláudia, co-autora do livro “Comunicação Sindical: a arte de falar para milhões”, lembrou que a comunicação sindical tem uma longa história no Brasil e já atravessou momentos muito mais difíceis que os de hoje, como ocorreu, por exemplo, durante a ditadura militar. Para ela, todas essas dificuldades foram enfrentadas principalmente a partir do fortalecimento e união entre as entidades sindicais.

“E o objetivo desse seminário é exatamente o de juntar gente para atuar no campo da comunicação. De uma forma ou de outra, agora as nossas vidas estão conectadas com essas redes, novamente definindo hábitos e ideias. Nosso desafio é chegar às pessoas. É compreender e agir neste novo momento”.

NOVAS FRENTES

A busca pela compreensão deste novo momento, apontado por Cláudia, foi o que levou o jornalista do SINTPq (Sindicato dos Pesquisadores/SP), Ricardo Andrade, mestrando em comunicação pela PUC-Campinas, a realizar um amplo estudo sobre a comunicação sindical conduzida por cinco grandes sindicatos do país.

“O que busquei foi entender a relação com as diferentes mídias no trabalho dos sindicatos”, disse Ricardo. A pesquisa selecionou sindicatos de referência em diferentes categorias e que se destacam na comunicação. A primeira característica que ele identificou foi a formação multidisciplinar e profissionalizada das equipes. “Antes, um jornalista resolvia a questão. Hoje, com as novas ferramentas, o trabalho exige também profissionais de diferentes campos, como designer gráfico, filmagem, edição de vídeo, atuação nas redes socias e gestão de dados, já que é impossível um único profissional ter nível aprofundado em todas essas áreas”, apontou ele.

As equipes completas permitem que os sindicatos estudados atuem de forma eficiente nas diferentes redes sociais e também junto às mídias tradicionais, como jornais, rádios e TVs, desde as emissoras comerciais às comunitárias ou de sites independentes na internet. Todos os sindicatos pesquisados produzem também e regularmente boletins e outras formas de materiais impressos. Isso, para ele, mostra que a comunicação sindical se torna muito eficaz quando cria mecanismos para atuar com todos os meios disponíveis.  

Outra característica importante verificada pela pesquisa foi utilização das redes sociais não só como vitrine para expor as peças de comunicação, mas como ferramenta integrada de luta, ou seja, como instrumento de comunicação com outros setores da sociedade, além de suas categorias sindicais.

“Importante também foi verificar que todos utilizam as novas tecnologias para desenvolver plataformas que garantam a comunicação de mão dupla, ou seja, a categoria não apenas recebe a informação, mas tem como falar com o sindicato. Alguns desses sindicatos têm inclusive chats com atendentes o tempo todo”, relatou.

Assim, para Ricardo, a utilização de todas as ferramentas disponíveis de comunicação é uma chave que permite transpor muitas das dificuldades e ataques que o sindicalismo vive hoje no Brasil. “O sindicato tem um poder de alcance nunca visto antes, como é o caso das assembleias virtuais que permitem que todo mundo, mesmo em diferentes sedes, acompanhe”, avaliou.

DESINFORMAÇÃO

Para o jornalista e cientista político Guilherme Mikami, cofundador da agência de comunicação sindical Abridor de Latas, a disputa disparada pela extrema-direita nas redes sociais é baseada em dois conceitos que a comunicação sindical deve enfrentar e tem instrumentos para isso.

O primeiro conceito é a disseminação da desinformação, largamente utilizada na campanha presidencial de Jair Bolsonaro. No começo, lembrou ele, as fake News pareciam brincadeiras, pequenas mentiras e piadas para atrair visitantes para o site e para comunidades nas redes sociais.

Essa arma deu margem para a utilização do segundo conceito apontado por Guilherme, o do engajamento dos visitantes nos grupos da internet. Conforme as comunidades eram criadas, as fake News passaram a ser amplamente utilizadas para mudar a percepção das pessoas sobre a sociedade, como o ataque às universidades e escolas, que seriam “lugares onde seus filhos não devem ficar”.

“Nesse caso, era como se professores estivessem degenerando as crianças. Realidades que não existem começam a existir para as pessoas. Acreditar na Terra plana ou qualquer outra coisa absurda leva as pessoas a acreditar em qualquer coisa. Terreno aberto para a desinformação”, avaliou.

A partir daí, a extrema-direita percebeu que as redes sociais eram o melhor caminho para uma disputa de narrativa. “E os extremistas que criam as fake News nem precisam acreditar no que produzem, mas sabe que funcionam”. E quanto mais a mentira circula mais ela vai render e por isso, com mecanismos muito falhos de controle, as redes sociais dão plena liberdade a elas.

Estudos recentes mostram que a desinformação gera mais engajamento do que a informação correta. “A cultura de engajamento é muito grande na direita e pouco entre progressistas e pessoas de esquerda. A extrema-direita sabe como funciona a desinformação do ódio e tem colocado a democracia em risco pelo brasil e fora. A tática é acuar adversários, ameaçar, calar, intimidar, gritar e espernear. Assim dão a impressão que são muitos e estimulam o medo nas pessoas o tempo todo. A tática é parecer maiores do que realmente são”, apontou.

Para Guilherme, a estratégia acua adversários, mas principalmente reforça a bolha da extrema-direita, que se une pelo medo dos oponentes. As avaliações dele mostram que a bolha da extrema-direita recebe altos investimentos para ser impulsionada e é extremamente fechada em si.

Por isso, não é com essa a bolha que a comunicação sindical e progressista deve brigar ou tentar atingir. “A nossa bolha é menor, mas totalmente diferente da deles. E, na verdade, a grande bolha das redes sociais é uma massa de pessoas que não está inclinado para nenhum lado. E tem uma grande maioria delas que está na base dos sindicatos, então é essa a grande bolha com a qual temos que conectar”, defendeu.

E as entidades sindicais e progressistas têm a seu favor, na avaliação de Guilherme, pontos fundamentais para disputar narrativas: “pautas justas, humanidade, somos muitos e temos algum grau de organicidade e organização”.

Ocupar territórios, resgatar a história e atuar em todas as frentes

Na luta por ideias, a comunicação sindical tem que ir além da internet e das mídias tradicionais e “ocupar territórios”, ou seja, ir ao encontro de suas bases e suas comunidades. Essa é a avaliação da jornalista e militante feminista Denise Simeão, mestra em Mídia e Artes pela PUC/Campinas, e que falou na terceira Mesa do dia, Outra Comunicação é Possível nos Bairros e nas Ruas.

Denise conta que o surgimento da internet empolgou setores progressistas quando surgiu. “Pensávamos em redes independentes onde muito pudessem ser depositários. Achávamos que poderíamos romper a hegemonia dos conglomerados de mídia e, em algum momento, até conseguimos. Depois fomos vendo que não era bem isso. Eram espaços empresariais, hoje controlados pelas megacorporações”, relatou.   

A professora Cláudia Santiago, que também participou da Mesa, defendeu a mesma posição: “O sindicato tem que voltar a atuar nos bairros, tem que voltar a fazer política, encontrar as comunidades”. Ela lembrou que a imprensa sindical travou importantes disputas ao longo de sua história e também tem sido fundamental na luta ideológica contra o neoliberalismo.

Cláudia contou que o resgate de parte importante dessa história está em curso, a partir da sistematização dos arquivos do CPV (Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro) que detém o principal acervo sobre a imprensa sindical e dos movimentos sociais brasileiros e da América Latina nos anos 1970, 1980 e 1990.

A historiadora Paula Salles, responsável pela catalogação e sistematização do acervo, que hoje se encontra na Unicamp, contou que em breve o material será aberto para a consulta pública. O acompanhamento dos trabalhos pode ser feito pelo site www.cpvsp.org.br.

“CPV surgiu no momento em que a ditadura estava com uma repressão muito forte, com o engajamento da guerrilha dos anos 1970, e realiza um verdadeiro trabalho de formiguinha. A proposta é registrar nossa história. Precisamos registrar nossa história, pois isso sempre vai nos ajudar no futuro”, defendeu Paula.

Para a historiadora, assim como no passado cabe hoje aos sindicatos escrever e zelar pela história dos trabalhadores. “É muito importante que os sindicatos também coloquem hoje o seu olhar e a sua comunicação nisso”.

NA ESSÊNCIA

A jornalista Nina Fideles, da direção geral do jornal Brasil de Fato, que além da internet circula em forma impressa em muitas cidades do país, o debate da comunicação nunca está fechado. “Muda o meio, muda a conjuntura, mudam as ferramentas. Então é sempre um desafio permanente. E nosso objetivo é atuar para que as pessoas tenham mais consciência e mudem o país para melhor”.

Para Nina, não existem fórmulas únicas a serem aplicadas na comunicação de diferentes sindicatos e movimentos sociais, até porque alguns se comunicam com públicos de nichos específicos e outros com públicos amplos. Mas o essencial, avaliou ela, é que sejam criados mecanismos permanentes de troca de informações, conteúdos e experiências.

“O Brasil de Fato veio dessa pegada de juntar diferentes jornalistas e movimentos de vários cantos do Brasil. Por muito tempo se sustentou como impresso semanário, mas aí vieram as redes”. Então foi criado o Centro Popular de Mídia, que entre outros produtos, produzia conteúdo para rádios, inclusive rádios comerciais, internet e redes sociais.

“Podemos até achar brechas nos algoritmos, mas não vamos conseguir mudar a lógica das redes sociais. Portanto, uma decisão que é clara para nós é que temos que produzir e oferecer um jornalismo de qualidade, com rigor, checagem e com pautas orientadas pela nossa posição política”, defendeu.

Para ela, é fundamental que a comunicação sindical e o jornalismo independente atuem em todos os lugares possíveis “na cultura, nas redes, nas ruas, nos muros”. “Mas temos que canalizar e ser assertivos naqueles pontos em que podemos atuar, pois não temos como disputar com as corporações todas”.

OFICINA DE COMUNICAÇÃO

O Seminário de Comunicação Sindical – Mídia e Política no Século XXI, foi encerrado neste sábado, 21 de maio, com a Oficina de Comunicação Sindical e Mídias Digitais, conduzida pelas jornalistas Najla Passos, mestre em Linguagens/Estudos Literários e Culturais, e Kátia Marko, editora do Brasil de Fato do Rio Grande do Sul.

A oficina, ministrada no auditório da ADunicamp, mostrou e discutiu técnicas e experiências de comunicação e atuação de entidades sindicais e sociais nas mídias eletrônicas.

Foram os seguintes os temas tratados:

Mídias sociais e suas ferramentas – Estratégias para domar o algoritmo e viralizar conteúdos, mobilizar pessoas e criar ações virtuais de sucesso.

Cobertura colaborativa de atividades – Como envolver colaboradores para realizar transmissões ao vivo; a hashtag com o indexador virtual; ação especial nas redes sociais.

Site como integrador da presença digital – A importância do website para a difusão, organização e registro histórico dos movimentos sociais. Site como articulador de estratégias transmitidas de comunicação.

Fotos: Paula Vianna/ADunicamp; Léo Silva e Adri Grittem/QuemTV




ADunicamp CLIPPING | Nº 180 | de 16 a 20 de maio de 2022

IMPRENSA INSTITUCIONAL E SINDICAL

ADUNICAMP

Assembleia de Docentes (26/05)

ADunicamp abre Seminário de Comunicação Sindical com palestras sobre os desafios do século XXI

Palestra sobre a Arrecadação do ICMS e a Planilha Cruesp

STU

Dinheiro tem, só não está vindo para o trabalhador

Boletim do STU 19/05/2022

Campanha Salarial 2022 é pauta da Assembleia desta quinta 19/05

STU solicita a reitor progressão de carreira à todos servidores

PORTAL DA UNICAMP

Adunicamp e Núcleo Piratininga de Comunicação organizam Seminário de Comunicação Sindical “Mídia e Política no Século XXI”

Adunicamp reúne ex-presidentes na festa de 45 anos

Anatomia de uma atualidade científica

Uma trajetória de compromisso com a divulgação do conhecimento e a formação de leitores

Diretoria do Instituto de Biologia decreta luto de três dias pelo falecimento da aluna Mayara Roquetto Valentim

ANDES-SN

65º Conad do ANDES-SN acontecerá de 15 a 17 de julho em Vitória da Conquista (BA)

MPDFT revoga legalidade de escolas militarizadas

Câmara aprova MP 1099 que cria “serviço civil voluntário” sem direitos e remuneração abaixo do salário mínimo

Comunidades acadêmicas da UFSM e da UFOP protestam contra racismo nas universidades

Ministro da Educação nega conversas com pastores e diz que denúncias serão apuradas

Estudantes da UFGD protestam contra ameaça de fechamento de cursos da Faculdade Intercultural Indígena

OBSERVATORIO DO CONHECIMENTO

BOM DIA BRASIL E GLOBONEWS DESTACAM RELATÓRIO DO OBSERVATÓRIO

PERDAS NO ORÇAMENTO DO CONHECIMENTO PODEM CHEGAR A R$ 100 BILHÕES, EM 2022

SINTUNESP

Sessões do CO e do CADE tiveram reivindicações em destaque: VA, equiparação dos técnico-administrativos da Unesp aos da USP, reabertura das negociações entre Cruesp e F6, entre outras

Assembleia geral do Sintunesp é adiada para 9 de junho

ADUNESP

Sessões do CO e do CADE tiveram reivindicações em destaque: VA, equiparação dos técnico-administrativos da Unesp aos da USP, reabertura das negociações entre Cruesp e F6, entre outras 

Adunesp saúda aprovação de título de ‘Professora Emérita’ à historiadora Anna Maria Martinez Corrêa 

Fórum das Seis apoia movimento em defesa do Iamspe: por mais recursos, ampliação do atendimento, participação paritária e transparência

ADUSP

Mercado captura agenda da 3ª Conferência Mundial de Educação Superior, e sindicatos reagem: “Unesco, assim não!”

Perseguições são inaceitáveis. Todo apoio à professora Francirosy Campos Barbosa!

Déficit de docentes efetivos(as) em relação a 2014 chega a exatos 1.000, mas Reitoria fala em apenas 876 claros

Adusp requer providências imediatas da Reitoria quanto a descontos indevidos em salários de docentes, por supostos empréstimos consignados

SINTUSP

Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho – Vacinação contra a Covid-19

Inflação segue em alta, enquanto Reitores enrolam para seguir negociação da pauta salarial!!!

Lei 191: Em reunião da Copert, reitoria diz que terá resposta da implementação até o final de maio!

JORNAL DA USP

Tutores ajudam estudantes de graduação a recuperar lacunas no aprendizado

Brasil gasta quase quatro vezes mais com sistema prisional em comparação com educação básica

Oficina promove reflexão sobre processo de ensino-aprendizagem no ensino superior

SOU CIÊNCIA UNIFESP

Valorização da ciência deve ficar como grande legado da pandemia

Pesquisa revela que no Brasil nove em cada dez pessoas confiam na ciência, índice acima da média global

Andifes apresenta propostas das universidades federais brasileiras ao candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva

Instituto Ideia Big Data, parceiro do SoU_Ciência, divulga o perfil do machismo no Brasil

SUS completa 34 anos mostrando sua importância para a sociedade brasileira

Eleições e o (des)financiamento da ciência: tema do Blog SoU_Ciência dessa semana

AGENCIA BORI

Mulheres pretas e pardas têm a percepção de serem menos acolhidas em maternidades ao redor do país

IMPRENSA NACIONAL

CORREIO POPULAR

Aluna da Unicamp é achada morta, com sinais de violência

Unicamp 2023: começa nesta segunda prazo para pedir isenção de taxa de inscrição

CARTA CAMPINAS

Feminicídio é uma das hipóteses do assassinado da estudante de biologia da Unicamp

Redução de R$ 100 bilhões em pesquisa e ciência desde 2015 é tragédia sem precedentes

Projeto de ‘ensino domiciliar’, que exclui a criança da escola, vai facilitar abuso sexual e violência

Internet é vista como um grande desafio em Seminário de Comunicação Sindical da ADunicamp

CARTA CAPITAL

Há uma série de medidas urgentes para a Educação. Nenhuma delas passa pelo homeschooling

Projetos de violência e vida nas escolas

Câmara aprova projeto que regulamenta o homeschooling no Brasil

BRASIL DE FATO

Veja fotos do acervo do MST que foram vetados em exposição do Masp, e entenda o caso

PL do ensino domiciliar deve ter urgência votada na Câmara; entenda o que está em jogo

Caminhos do feminismo popular na América Latina

Unicamp recebe pedidos de isenção da taxa do vestibular 2023 até 7 de junho

Entidades acusam governo de estimular violência obstétrica em medidas para gestantes

Educação domiciliar: urgência do governo tem caráter eleitoral, afirma especialista

O que diz o projeto sobre ensino domiciliar aprovado na Câmara

OUTRAS PALAVRAS

Caminhos para retomar a cobertura vacinal brasileira

Por que apostar também na Comunicação Sindical?

Pochmann: Para onde vai o trabalho no Brasil

Eloy Terena: O futuro das Terras Indígenas em jogo

O que esperar do 13º Abrascão, em novembro

A ex-classe média na fila da fome

Professor de faculdade privada: classe em extinção?

Por outra Política de Ciência, Tecnologia e Inovação

ISTOE

Fechamento de escolas pela pandemia pode ter impacto econômico duradouro, diz FMI

VEJA

Defensores públicos apontam riscos em projeto sobre ensino domiciliar


OPERA MUNDI

Cultura do esquecimento é risco à democracia e expõe humanidade aos efeitos do passado

Kit gay, Ciência e mentiras: Como fascismo e nazismo acontecem diante de nossos olhos

Genocídio: Em 150 anos, ao menos 500 crianças indígenas morreram em internatos nos EUA

DIPLOMATIQUE

Trabalho informal e a luta contra o desamparo sistêmico

EXTRA CLASSE

Educação domiciliar é rejeitada por 80% dos brasileiros

Discriminação de negros e mulheres é natural para novo ministro

UOL

São Paulo: Etecs recebem pedidos de redução de taxa do Vestibulinho 2022

Perdas em ensino e pesquisa devem chegar a R$ 100 bi, diz estudo

Unicef critica projeto que regulamenta o ensino em casa: ‘Trará prejuízos’

Entenda o projeto aprovado pela Câmara sobre ensino em casa

Veja como cada deputado votou em projeto que regulamenta ensino em casa

G1

Serra Negra alega alta de casos de Covid em crianças e volta a obrigar uso de máscaras em escolas

Unicamp determina luto de 3 dias após estudante ser encontrada morta em São João da Boa Vista

‘Homeschooling’: Câmara pode agilizar tramitação de projeto sobre educação domiciliar; entenda

FOLHA DE S. PAULO

‘Anos Incríveis’ com família negra tem ternura original sem ignorar racismo

Racismo cria injustiças ao atribuir ‘cara de bandido’ a negros inocentes

Lugar de negro…

Mulheres migrantes abortam, e seus direitos também importam

Método científico demonstra benefícios da capoeira para o cérebro das crianças

Gay, preto, filho de mãe solteira e consciente

Debate sobre desigualdade de gênero vira palhaçada a serviço das elites

70% dos professores acham benéfico incluir criança com deficiência em classe regular

Deputados vão exigir mais esclarecimentos do ministro da Educação

USP vive riqueza da diversidade, desafio com dificuldades de cotistas e tensão com fraudes

‘Colegas viajavam para fora nas férias, e eu trabalhava’, diz cotista recém-formado na USP

USP busca apoio de empresas e de ex-alunos para oferecer bolsas a cotistas

‘Eu me identificava mais com funcionários do que com professores e alunos’, diz aluna negra da USP

O ensino médio entre um passado ruim e um futuro incerto

Diferença entre nota de cotistas e demais alunos na USP cai ao longo do curso

Oito em cada dez brasileiros demonstram rejeição a ensino domiciliar, diz Datafolha

Faculdades focam saúde mental no retorno às aulas

O Enem e a exclusão no ensino superior

Pais contra a educação?

Por que São Paulo se verticaliza sem produzir habitação para os mais pobres?

Aluna é investigada após dizer ter pavor de estar com ‘pessoas escuras’ no RS

Primeira curadora indígena pede demissão do Masp após veto a fotos do MST

Livros didáticos despencam e puxam balanço negativo do mercado editorial

Serra Negra (SP) volta a exigir o uso de máscaras em escolas

Nenhuma criança merece ensino a distância, muito menos no país de Bolsonaro

Ensino domiciliar favorece individualidade e liberdade acadêmica, dizem defensores

Pandemia desacelera perda de alunos na EJA, mas orçamento segue em queda

Brasil terá geração mais pobre com fechamento de escolas na pandemia, diz FMI

Câmara conclui votação que libera ensino domiciliar, e projeto vai ao Senado

CNN

Escolas ucranianas têm “russificação” dos programas educacionais em áreas ocupadas

Comissão da Verdade, criada para apurar crimes da ditadura militar, faz 10 anos

Toffoli: Imprensa livre, universidade e magistratura são alvos dos “engenheiros do caos”

Brasil tem 8 estudantes premiados em feira científica nos Estados Unidos

Cientista Carlos Nobre, da USP, é o 1º brasileiro na Royal Society desde o século 19

ESTADÃO

Câmara aprova texto-base do projeto de homeschooling

ONG que reuniu empresários para adotar escolas cresce e quer recuperar aprendizagem no pós-pandemia

Defesa da ciência vira disciplina obrigatória nos cursos de Saúde

METRÓPOLES

Instituições federais de ensino perderam R$ 100 bilhões desde 2014

Frente de Educação do Congresso rejeita projeto de homeschooling

REDE BRASIL ATUAL

TCM de São Paulo acata denúncia contra Ricardo Nunes por gasto mínimo na educação

‘Homeschooling’: proposta de educação em casa é ‘tragédia para o ensino no Brasil’

Ensino em casa aprovado pela Câmara viola o direito à educação, alerta manifesto

NEXO

A BNCC e a educação básica: cartografias de um percurso formativo vivido na e com a rede

Notas de cotistas e não cotistas da UFMG são menos desiguais que pontuação no Enem

Quem exalta o 13 de maio de 1888 em 13 de maio de 2022

O lugar da mulher na economia

O avanço do projeto que regula a educação domiciliar no Brasil

BBC BRASIL

O bem-sucedido método para acabar com o bullying nas escolas

REVISTA FORUM

Confira as fotos e cartazes do MST que foram vetados de exposição do Masp

Taxa de ensino superior da China atinge 57,8% e é a maior do mundo

Dia Mundial de Combate à LGBTfobia: 7 fatos mostram que há pouco ou quase nada para se celebrar

CAMPO GRANDE NEWS

Insegurança Alimentar na Educação Superior: Desafios para Permanência Estudantil

IMPRENSA INTERNACIONAL

TELEGRAPH INDIA

Hold offline exams, teachers tell West Bengal education minister

NY TIMES

How Educators Around the World Are Teaching the Russia-Ukraine War

THE GUARDIAN

‘I got fed up with my students ending up in prison or dead’: the teacher fighting to end school exclusions

HECHINGER REPORT

Early Childhood: Impoverished families with babies face uneven access to direct aid

Decoding the price of college: Complexity of figuring out costs holds students back

PROOF POINTS: New evidence of high school grade inflation

WORLD SOCIALIST

Covid rips through US schools during sixth surge

Social workers and day care educators carry out warning strikes throughout Germany

SCIENCE

‘A pretty big deal’: U.S. makes COVID-19 technologies available for use in developing countries

Pivot into COVID-19 research eases as publishing surge starts to level off

NATURE

The pandemic’s true health cost: how much of our lives has COVID stolen?

Showcasing Africa’s contributions to science

Frustration builds over lengthy delay in revamping Mexico’s science law

THE NATION

The School Board Culture War

NYSUT

Educators make their voices heard in school board elections and help to pass 99 percent of school budgets

Your vote for school board matters more than ever!

IMPRENSA OFICIAL

GOVERNO FEDERAL

Universidades estudarão processo de disseminação da COVID-19

Governo Federal cria Perfil do Cidadão Brasileiro Estudante

MEC repassa mais de R$ 314 milhões para a Rede de Instituições Federais de Educação Superior

MEC disponibiliza os parâmetros de atualização do Novo Enem

CAMARA FEDERAL

Comissão externa do MEC cobra mais investimentos do governo no novo ensino médio

Câmara aprova projeto que permite a educação dos filhos em casa; proposta vai ao Senado

Comissão aprova prioridade para matrículas de crianças com deficiência em escolas públicas

GOVERNO ESTADUAL

Educação SP amplia distribuição de chips para estudantes da rede estadual

CAPES

Conselho Superior aprova reestruturação e relatório de gestão

FAPESP

FAPESP reunirá bolsistas de pós-doutorado e pesquisadores de destaque em diferentes áreas da ciência




CONVOCATÓRIA | ASSEMBLEIA DE DOCENTES NA ADUNICAMP, DIA 26/05

A Diretoria da ADunicamp convoca o(a)s Docentes da Unicamp para Assembleia Geral Ordinária – que será de maneira híbrida (presencial e on-line) – a ser realizada no dia 26/05/2022 (quinta-feira), a partir das 11h45 (primeira chamada) e 12h15 (segunda chamada).

PAUTA

1 – Informes.

2 – Data-base 2022: próximas ações mediante a falta de agendamento de reunião de negociação por parte do Cruesp.

ORIENTAÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NA ASSEMBLEIA DE MODO ON-LINE

Todos/as os/as docentes deverão se inscrever para participar da ASSEMBLEIA até às 17 horas do dia 25 de maio de 2022, pelo e-mail rose@adunicamp.org.br.

Todos/as os/as docentes que se inscreverem para participar da ASSEMBLEIA receberão, em seus respectivos e-mails, o link de acesso para o encontro na manhã do dia 26 de maio de 2022.

Para evitar possíveis invasões e/ou ataques de robôs, pessoas ou grupos que não pertencem à categoria docente da Unicamp, solicitamos que o link enviado não seja compartilhado.

A plataforma utilizada será a ZOOM VÍDEO. Para ter acesso pelo celular, o/a usuário/a deverá baixar o aplicativo ZOOM. Quem for utilizar um computador precisa apenas clicar no link enviado por e-mail e digitar a senha (também enviada por e-mail) se solicitada. É importante que se utilize um computador com câmera e microfone.

O/a docente deverá acessar ao link a partir das 11h30 – o horário da primeira chamada da ASSEMBLEIA é 11h45. A entrada na sala será autorizada pelos administradores, o que poderá acarretar alguns minutos de espera, daí a importância de entrar na sala com 15 minutos de antecedência.

PARTICIPEM!




ADunicamp abre Seminário de Comunicação Sindical com palestras sobre os desafios do século XXI

O “Seminário de Comunicação Sindical – Mídia e Política no Século XXI”, realizado pela ADunicamp em parceria com o Núcleo Piratininga de Comunicação, foi iniciado nesta quinta-feira, 19 de maio, com as primeiras palestras sobre o tema da “Comunicação no Século XXI”.

O Seminário é realizado de forma híbrida e tem 60 participantes inscritos de forma presencial, no auditório da ADunicamp, e outros 140 online, um grande número deles/as integrantes de entidades sindicais, da sociedade civil organizada e de movimentos sociais. As palestras também ocorreram de forma híbrida, com palestrantes participando presencialmente ou online.  

“A disputa entre nós, comunicadores sindicais e a grande mídia, a mídia burguesa, existe, é latente e diária. E hoje, não tão latente assim, muito pelo contrário, é a nossa disputa diária contra a desinformação promovida inclusive pelo atual governo federal”, afirmou o coordenador de Comunicação da ADunicamp, jornalista Fernando Piva, que saudou os participantes e fez a fala de abertura do Seminário.

Para Fernando, a situação atual do país, faz com que a comunicação sindical seja obrigada a ultrapassar os muros que cercam as suas bases. “Hoje, faz parte das nossas lutas diárias a defesa da verdade, o combate à fake News e, acima de tudo, a defesa da nossa democracia”, afirmou.

A coordenadora do Núcleo Piratininga, Cláudia Santiago, apontou o “caráter inédito” do Seminário, que foi aberto para representantes de entidades de todas as categorias e para profissionais de todo o país. O Piratininga, lembrou ela, costuma realizar frequentes seminários sobre mídia sindical e popular, mas sempre dirigido a determinadas categorias ou movimentos sociais.

“Temos um desafio muito grande da comunicação neste momento. Necessidade urgente que a gente tem, pois não existe ação sindical sem comunicação. E a encrenca que a gente está metida, do ponto de vista da comunicação, é o mundo da internet. Como é que a gente está lidando com essa história. E é disso que a gente vai falar bastante aqui, nas próximas mesas”, antecipou Cláudia.

A presidenta da ADunicamp, Sílvia Gatti (IB), que mediou a Mesa de Abertura, afirmou que a ideia de realizar o Seminário nasceu a partir da proposta de “termos uma comunicação mais arrojada e de atingir objetivos” tanto no âmbito interno da Universidade quanto com o público externo.

Para Sílvia, é fundamental que as entidades sindicais e movimentos sociais busquem uma comunicação ampla com o conjunto da sociedade. “A pauta da imprensa tradicional esquece questões essenciais para o país. Precisamos levar a informação real. Muitas vezes perdemos muito tempo com as pautas que são impostas a nós, esquecendo as coisas essenciais”, avaliou Sílvia ao comentar a importância de encontros e debates como os propostos no Seminário.

OS DESAFIOS

A primeira Mesa do Seminário apontou os principais desafios que a comunicação sindical, popular e democrática enfrenta com o advento das novas tecnologias e o controle em escala global dos meios de comunicação (foto abaixo).

O primeiro palestrante, o sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal, professor aposentado da ECA/USP e diretor do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, questionou alguns dos modelos de comunicação e participação de entidades sindicais com suas bases e defendeu que novas formas de ação precisam, e já começam, ser gestadas, inclusive graças à utilização ampla das novas tecnologias.

Lalo relatou a experiência recente das eleições na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), na qual ele participa do Conselho Deliberativo, como uma dessas experiências a serem ampliadas e seguidas. “Até essas eleições, as diretorias da ABI eram integradas em sua maioria por jornalistas do Rio de Janeiro. E as ações eleitorais também se limitavam ali”, apontou. Nas últimas eleições, a chapa vencedora, a Chapa 2, mudou totalmente esse modelo e passou a realizar plenárias e encontros virtuais com profissionais de todo o Brasil, às vezes com mais de 100 participantes.

“O que vimos foi a vitória do ‘chão-de-fábrica’. Profissionais antes isolados, ‘representados’ pelas diretorias passaram a ser ‘representantes’ a ter voz, a decidir”, relatou. Para Lalo, esse novo modelo de representação e de atuação é fundamental para ampliar de fato a comunicação dos sindicatos com suas bases. “A novidade é um processo de interação, participantes com direito à voz, foram ouvidos e levados em consideração. Foi criado um entusiasmo que nunca vi nos movimentos sindicais da área da comunicação”.

O professor e coordenador do Laboratório de Mídia da UFES (Universidade Federal do Espirito Santo), Edgard Rebouças, também diretor do Centro Barão de Itararé, afirmou que os grandes problemas que apontam no século XXI não têm nada de novos. “São mutações de algo que já vinha acontecendo, que já vem acontecendo”, como a grande concentração, o uso abusivo e a falta de transparência e democratização das corporações de mídia.

“O novo fenômeno que se propalou muito forte no início dos anos 2.000 é o uso das tecnologias por pessoas que não tinham acesso a elas”, relatou. E, para ele, a questão que se coloca são os “usos, abusos, e mau/mal usos” dessas tecnologias, de forma intencional ou não. Grande parte da população, como o “tiozão do zap”, jovens e crianças” não foram e não estão preparadas para utilizá-las, ao mesmo tempo em que as grandes corporações, hoje globalizadas, as “utilizam de formas perversas”.

“O uso que as pessoas têm feito é que nos trazem a preocupação. A quantidade não conduziu à qualidade. A produção e reprodução crescente do fluxo de conteúdos acabaram gerando, entre outros, desinformação intencional ou não. Infodemia, discursos de ódio, generalização e naturalização da discriminação. Uma sociedade incivil, isolada”. E, para Edgar, o que tem que ser discutido hoje são os meios para enfrentar esses problemas, inclusive com a criação de mecanismos efetivos de regulação das grandes plataformas.

A jornalista Bia Barbosa, especialista em direitos humanos pela USP, mestra em Gestão e Políticas Públicas, pela FGV-SP, e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e da Coalizão Direitos na Rede, iniciou sua palestra seguindo a linha das questões apontadas por Edgar.

“Estamos no século XXI com problemas do século XX que ainda não foram resolvidos. A internet tem causado tremendo impacto e traz ameaças de curtíssimo prazo, mas não podemos esquecer uma agenda que não foi resolvida, a concentração dos meios de comunicação no Brasil. Os principais canais e sites da internet são os dos grandes conglomerados, redes de televisão e jornais, que ainda formam a opinião da maioria da população”, apontou.

Para Bia, a relação entre mídia e religião, que só tem se fortalecido nos últimos 20 anos, assim como a proliferação de programas policialescos que incitam a violência, reafirmam a ausência das diversidades regional, étnico-racial, de classe e de orientação sexual. “O pouco que se avançou nessas áreas foi à custa de muita luta. E as clássicas violações dos direitos humanos seguem propagadas sem controle nas emissoras”.

“O grande desafio é como enfrentar os novos desafios, sem deixar de olhar esses desafios passados”, pois, lembrou Bia, a maioria da população segue se informando pela televisão. “Milhões de brasileiros ainda tem acesso extremamente limitado à internet, com acesso apenas às redes sociais pelo telefone. E a internet é bem mais que as redes”. Por isso, para ela, é indispensável enfrentar também o desafio da democratização da internet.

O SEMINÁRIO

O Seminário prossegue nesta sexta-feira, 20 de maio, a partir das 9h, com as mesas Comunicação no Século XXI – Internet, Polifonia, Controle Social e Possibilidades Emancipatórias; Comunicação Sindical na Década de 20 do Século XXI – nos locais de trabalho e de forma remota; e, por fim, Outra Comunicação é Possível nos Bairros e nas Ruas. Nos próximos dias, a integra do Seminário estará disponível no canal do Youtube da ADunicamp.

Fotos: Paula Vianna/ADunicamp; Léo Silva e Adri Grittem/QuemTV




ADunicamp CLIPPING | Nº 179 | de 09 a 13 de maio de 2022

IMPRENSA INSTITUCIONAL E SINDICAL

ADUNICAMP

Revista ‘ADunicamp 45 Anos’ relata momentos importantes da história da entidade, até os tempos de pandemia

ADUNICAMP E STU SOLICITARÃO À REITORIA DA UNICAMP A IMPLEMENTAÇÃO IMEDIATA DA LC 191/2022

Fórum das Seis apoia movimento em defesa do Iamspe: por mais recursos, ampliação do atendimento, participação paritária e transparência

Comissão Eleitoral conclui apuração e anuncia resultados das eleições para nova Diretoria e CR da ADunicamp

65º Conad do ANDES-SN acontecerá de 15 a 17 de julho em Vitória da Conquista (BA)

Doe seu notebook para indígenas, quilombolas e agricultores estudarem na universidade

STU

Se o campo não planta, a cidade não janta!

Boletim do STU 12/05/2022

APOSENTADOS PERMENCEM EM MOBILIZAÇÃO CONTRA DECRETO N°65.021

STU divulga nota reiterando compromisso com a democracia

STU cobra melhorias para fretado precário

Nota de solidariedade às vítimas dos ataques racistas em Barão Geraldo

Trabalhadores, estudantes e movimentos populares do país inteiro juntos na festa da democracia

PORTAL DA UNICAMP

Reitor diz em congresso que academia deve se abrir para o mundo externo 

Instituto de Economia oferece curso de educação financeira a servidores

Livros de Marcelo Knobel discutem ciência, negacionismo e ensino superior

Editora da Unicamp realiza “2ª Feira de livros”

ANDES-SN

ANDES-SN realiza encontro para debater intervenção do governo Bolsonaro nas Instituições Federais de Ensino

65º Conad do ANDES-SN acontecerá de 15 a 17 de julho em Vitória da Conquista (BA)

Docentes debatem ataques e intervenção do governo Bolsonaro nas IFE

Assassinatos no campo já somam 18 neste ano no Brasil

ANDES-SN lança material com histórico de greves do Setor das Ifes

Com Bolsonaro, salário mínimo perde poder de compra pela primeira vez em 28 anos

OBSERVATORIO DO CONHECIMENTO

“CIÊNCIA, LUTA DE MULHER” É LANÇADO EM BRASÍLIA E NO RIO

ADUSP

Inflação cresce e Fórum exige dos reitores reunião do GT salarial e negociação da data-base 2022

SINTUSP

Sintusp reúne-se com Superintendente de Saúde e apresenta pauta em defesa da saúde dos funcionários e condições de trabalho

Em defesa das cotas étnico-raciais nas universidades e serviço público! Pelo fim do vestibular! Basta de racismo e elitismo!

JORNAL DA USP

Chamada para jovens cientistas do ensino médio: seja pesquisador na USP

USP tem quatro projetos aprovados em edital da Capes sobre os impactos da pandemia

R$ 9 bilhões para “impedir a morte da ciência brasileira”?

USP se manifesta sobre tentativa de estupro e falta de energia elétrica no campus de SP

CNPq concede título de Pesquisador Emérito de 2022 a três cientistas da USP

Começa nova fase de estudo que é celeiro de conhecimento sobre a saúde do brasileiro

O racismo na composição do corpo docente da USP – e a oportunidade que não podemos perder

Redes sociais ajudam os jovens a se interessarem mais pela participação na política

O fascismo na nossa cara

JORNAL DA UNESP

Vacinação contra a Covid-19 perde força na Grande SP, e cidades têm pouca procura por terceira dose

Uma década para transformar o mundo

ABC

FAPESP REUNIRÁ BOLSISTAS DE PÓS-DOUTORADO E PESQUISADORES DE DESTAQUE EM DIFERENTES ÁREAS DA CIÊNCIA

‘PRINCIPAIS DESAFIOS QUE A INTERNET ENFRENTA HOJE SÃO SOCIAIS’, DIZ PESQUISADOR

R$ 9 BILHÕES PARA “IMPEDIR A MORTE DA CIÊNCIA BRASILEIRA”?

SEGUNDA CONFERÊNCIA MAGNA DISCUTE O FUTURO DA EDUCAÇÃO E PESQUISA

SBPC

Assista hoje: seminário da série “Projeto para um Brasil Novo” debaterá segurança pública

Entidades científicas alertam para risco de genocídio na Terra Indígena Yanomami e Ye’kuana

Cientistas apontam preocupação com desrespeito a direitos humanos

“O governo está sacrificando a pesquisa científica para favorecer modernização da frota”, afirma presidente da SBPC

MCTP

ANDES-SN realiza encontro para debater intervenção do governo Bolsonaro nas Instituições Federais de Ensino

Seminário de Comunicação Sindical – Mídia e Política no Século XXI

ANDIFES

Eleições 2022 – Andifes apresenta propostas das universidades federais brasileiras ao candidato Luís Inácio Lula da Silva

Entidades pedem ao MCTI que estenda prazo de discussão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

CNTE

Ministério Público cancela nota técnica que considerava legal projeto ‘Escola de Gestão Compartilhada’ no DF e pede afastamento de militares

8ª edição do Prêmio Educar busca valorizar a educação antirracista

A importância do trabalhador e da trabalhadora

CNTE promove jornada de Formação sobre o Novo Fundeb

JORNAL DA CIÊNCIA

Conheça o programa “SBPC vai à Escola”

Espaço Ciência, SBPC, Academias de Ciências e universidades realizam Marcha pela Ciência

Valorização da ciência deve ficar como grande legado da pandemia

“Ciência do Brasil deve aproveitar nossas vantagens comparativas”, diz Luiz Davidovich

“Já temos sinais de uma nova onda de evasão de cérebros”, afirma doutor em História da Ciência

O desmonte e o mal-estar da produção científica

Andifes apresenta propostas das universidades federais brasileiras ao candidato Luís Inácio Lula da Silva

Ministro da Educação nega conversas com pastores e diz que denúncias serão apuradas

IMPRENSA NACIONAL

CORREIO POPULAR

Clima de ameaça põe eleição em risco, diz professor da Unicamp

Unicamp antecipa segunda fase do vestibular para dezembro

Marcelo Knobel lança dois livros em Campinas

Câmara de Campinas aprova dispensa do uso de máscaras nas escolas

Prazo para inscrição para o Enem 2022 começa nesta terça-feira

Inscrições para Enem 2022 começam nesta terça-feira

Inep divulga resultado da primeira etapa do Revalida 2022

CARTA CAMPINAS

Governo Bolsonaro incentiva violência obstétrica e espalha desinformação em cartilha do SUS

Ataque racista e fascista que levou pânico em bar de Campinas é reflexo do governo Bolsonaro

Unicamp tem 26 docentes com deficiência (PCDs), o que representa 1,3% de toda universidade

CARTA CAPITAL

Desfinanciamento da educação pública é projeto do capital

Retomada das aulas presenciais acirra a violência nas escolas. O que fazer para superá-la?

Desfinanciamento da educação pública é projeto do capital

Bolsonaro deixará o governo com salário mínimo tendo o menor poder de compra desde o Plano Real

A necessidade de repensar o papel da Justiça Trabalhista num Brasil em cólera

Material propõe caminhos para recriar a escola sob a perspectiva antirracista

Onde estava o jornalismo?

Lula pretende ‘transformar’ universidades em 2023: ‘Elas precisam se abrir para a sociedade’

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Brasil verde e amarelo: sem direitos, sem trabalho e sem renda, por Mônica Francisco

Famílias chefiadas por mães são as mais impactadas pela crise: veja relatos

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TSE poderá ter a primeira mulher negra como ministra

“Já temos sinais de uma nova onda de evasão de cérebros”, afirma doutor em História da Ciência

No Brasil, quem recebe salário mínimo trabalha metade do mês ou mais para comprar cesta básica

Brasil não avançou no entendimento de quem financia fake news, diz pesquisadora

Educação escolar indígena fortalece culturas originárias e ajuda a combater o racismo

OUTRAS PALAVRAS

A questão racial no modernismo brasileiro

Breve roteiro da arte antifascista no Brasil

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O que é fracassar num tempo de culto ao vencedor

SUS: as delícias e as dores de um sistema descentralizado

O desmonte e o mal-estar da produção científica

Legado de 1922: feminismo e instituições culturais

PIAUI

VERGONHA E RAIVA NA FILA DA FOME

VEJA

Como é viver um dos únicos quatro delegados negros no Brasil dos anos 1940

Senado ouve diretores do FNDE sobre irregularidades em verbas da Educação

VALOR ECONOMICO

Pobreza e desigualdade são maior preocupação, diz pesquisa

OPERA MUNDI

Análise: Sete em cada dez novos seguidores bolsonaristas na internet são robôs

Mais da metade das crianças da zona rural na Amazônia são anêmicas, aponta estudo

Sob Bolsonaro e Guedes, salário mínimo é o segundo pior em lista com 35 países

DIPLOMATIQUE

O que um negro deve escrever?

THE INTERCEPT

Ministério da Saúde incentiva violência obstétrica em lançamento da nova Caderneta da Gestante

ENTREVISTA: 80% DOS CLIENTES DE PLANOS DE SAÚDE TERÃO QUE RECORRER AO SUS, DIZ PESQUISADORA LIGIA BAHIA

EXTRA CLASSE

MP de Bolsonaro cria empregos para mulheres e jovens, só que não

Saúde física e mental dos professores no limite

Professores da educação infantil definem reivindicações para 2022

UOL

Cambridge lança curso preparatório inédito para estudantes em desvantagem

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Após dois anos do início da pandemia, MEC lançará programa de recuperação

G1

Câmara de Campinas aprova em 2ª votação projeto de lei que desobriga uso de máscara em escolas

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FOLHA DE S. PAULO

13 razões para não comemorar o 13 de Maio

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Crise leva mães a deixarem bebês com menos de dois meses nas creches de SP

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Enem 2022: inscrições começam nesta terça-feira (10)

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Escolas que assediam alunas

CNN

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‘Projeto de estado no Brasil para os negros ainda é cunhado no século 19’, diz especialista

Claudia Costin: Falta de ensino superior dificulta empregabilidade

Pré-candidatos a presidente falam sobre geração de emprego para jovens com baixa escolaridade

Ministro da Educação reconhece evento com pastores, mas nega tratativas ilícitas

Toffoli manda PGR se manifestar sobre suposta homofobia de ex-ministro da Educação

ESTADÃO

Chega de escolas fechadas

Leis de homeschooling avançam nos Estados, mas esbarram na Justiça

Valorização da ciência deve ficar como grande legado da pandemia

‘Ciência do Brasil deve aproveitar nossas vantagens comparativas’, diz professor da UFRJ

Defesa da ciência vira disciplina obrigatória nos cursos de Saúde

Falta de estímulo dificulta formação de cientistas no País

Pós-Graduação em Educação tem como meta ‘vacinar’ contra fake news e negacionismo

USP está entre as melhores universidades do mundo em pesquisas de covid

‘Ciência do Brasil deve aproveitar nossas vantagens comparativas’, diz professor da UFRJ

Cientistas lutam para expor sua excelência com exemplos e em rede

Especialização em Educação é opção de ‘ciência que gera ciência’

Mãe acusa colégio de SP de expulsar filho por ser gay e pobre; escola nega

STF julga se prefeituras são obrigadas a oferecer vaga em creche

DW

ONG denuncia ataque contra educação sexual no Brasil

Futuros professores precisam ser valorizados

REDE BRASIL ATUAL

Seminário de comunicação sindical debate mídia e política no século 21

Professores de quatro povos indígenas lançam livros didáticos bilíngues

Relatório denuncia perseguição a professores que discutem gênero e sexualidade

Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo pelo quarto ano consecutivo

Precarização do trabalho afeta produção de merendas nas escolas públicas de São Paulo

Cinemateca Brasileira marca data para reabrir após dois anos de desmonte

Mulheres têm menos acesso a oportunidades na ciência, afirma a Unesco

NEXO

Os direitos à licença maternidade paga ao redor do mundo

Enem abre inscrições para o exame. Prazo vai até 21 de maio

‘Sem luta política, não tem instituição que salve a democracia’ 

O elo entre aumento do salário mínimo e redução da pobreza

O GLOBO

Combate à pobreza menstrual ganha as ruas

Ministro da Educação diz que lançará política nacional de recuperação de aprendizagens

Acadêmicos criam universidade nos EUA contra a cultura do cancelamento e em defesa da liberdade intelectual

Para aumentar vagas de ensino técnico, MEC flexibiliza oferta nas universidades privadas

No ritmo da última década, meta do PNE para ensino superior será atingida em 2040, diz estudo

Enem 2022: Alunos têm dificuldades na inscrição e fazem meme da assistente virtual que exige solução de desafio

Enem 2022: Inscrições começam nesta terça; veja as principais datas para realizar solicitações

DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO

Ministério da Saúde incentiva práticas de violência obstétrica

Mobilização popular é antídoto contra o golpe

VIOMUNDO

Professores da Federal do Ceará exigem revogação do honoris causa a empresário negacionista: “Manobra espúria”

BBC BRASIL

O pintor filho de escravizados com fama de rebelde que recusou prêmio e foi um dos precursores da Semana de Arte Moderna

Eleições 2022: Quem são os 5% de eleitores que acham que economia no Brasil vai bem

REVISTA FORUM

Desmonte trabalhista: Câmara aprova MP de trabalho “voluntário” nas cidades

CORREIO BRASILIENSE

Comissões ouvem Victor Godoy nesta quarta-feira sobre denúncias na Educação

O LIBERAL

Lei das Cotas levou mais de 70 mil estudantes ao ensino superior no Pará em 10 anos

CONECTADO

Estudante de medicina denuncia falta de professores em universidade pública na Bahia

COM CIÊNCIA

GUERRAS DA CIÊNCIA: ATAQUES AO CONHECIMENTO NO BRASIL

IMPRENSA INTERNACIONAL

THE GUARDIAN

Too many first-class degrees awarded in England, regulator says

‘Had better days’: Alan Tudge’s single exchange with education department since standing down

HECHINGER REPORT

Inside a college counseling center struggling with the student mental health crisis

OPINION: Career planning in middle school prepares students for better workforce choices

COLUMN: Weary but energized, students in conservative states mobilize around Roe v. Wade leak

WORLD SOCIALIST

Canadian education worker infected by COVID-19 speaks to the Global Workers Inquest: “An indifferent, sociopathic regime equal to any despotic cabal in any era”

The sellout of the UIC graduate student strike: The political lessons

Workers Struggles: The Americas

SCIENCE

Itiel Dror is determined to reveal the role of bias in forensics, even if it sparks outrage

New funding effort will deploy a corps of scientist ‘scouts’ to spot innovative ideas

 Do species names perpetuate gender bias in science?

 Odds improve for winning NSF grants, but drop in applications troubles some observers

NATURE

Daily briefing: Menopause matters in academic workplaces

How three Ukrainian scientists are surviving Russia’s brutal war

THE NATION

Graduate Workers at Indiana University Are on Strike and Fighting for Recognition

Meet the Head of Biden’s New “Disinformation Governing Board”

NYSUT

CLASSROOM HEAT: Take action and tell us YOUR classroom heat story

SRP activists push priorities in end of legislative session

Teacher Appreciation Week: Thank you, educators, for all you do!

IMPRENSA OFICIAL

GOVERNO FEDERAL

Congresso de educação apresenta proposta de escola mais inclusiva

Congresso de educação debate caminhos para inclusão nas escolas

SENADO FEDERAL

Comissão de Educação ouve diretores do FNDE sobre pregão superfaturado e carros de luxo

CAMARA FEDERAL

Ministro da Educação nega conversas com pastores e diz que denúncias serão apuradas

Comissão aprova internet gratuita a aluno com deficiência de escola conveniada com o poder público

GOVERNO ESTADUAL

Governo SP publica decreto de abono salarial complementar do piso nacional para supervisores e diretores

CAPES

Universidades estudarão processo de disseminação da COVID-19

UFF estudará impactos da pandemia

UFC avalia reflexos da pandemia na violência doméstica

AGENCIA FAPESP

Pesquisadores discutem meios de recompensar melhor quem compartilha dados

Escola superior Ilum busca cientistas do futuro




ADunicamp festeja 45° aniversário e lança revista com história da entidade

A ADunicamp comemorou, nesta quinta-feira, 12 de maio, o seu 45° aniversário com um encontro que reuniu mais de uma centena de docentes e convidados, com a participação de integrantes da atual Diretoria, cinco ex-presidentes da entidade, o reitor da Unicamp, professor Antônio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, e também representantes do STU, do DCE e da APG. O Fórum das Seis foi representado pelo seu presidente e vice-presidente da ADunicamp, Paulo César Centoducatte (IC).

Durante o encontro foi realizado também o lançamento da revista “ADunicamp 45 Anos”, que resgata momentos importantes da história e das lutas da entidade e traz relatos recentes das ações solidárias e de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

“Resgatar a nossa história é permitir que ela continue viva. Contar a nossa história permite a todas e todos encontrarem-se nela. A proposta de uma revista comemorativa, impressa em papel, vem porque queríamos dar a cada docente de nossa Universidade a oportunidade de ter em suas mãos parte de nossa história. Sua leitura evidenciará o que ela significa em sua grandeza e pode estimular aos que não a incorporam em suas vidas uma oportunidade para assim o fazer. Deixem a revista à vista! Queremos que muitos a folheiem”, afirmou a presidenta da ADunicamp, professora Sílvia Gatti.

Os ex-presidentes da ADunicamp que participaram do evento, professores José Ricardo Figueiredo (1993 a 1995), José Roberto Zan (1998 a 1999), José Vitório Zago (1997 e 1997 a 1999) Mauro Atonio Pires Dias da Silva (2005 a 2007 e 2010 a 2012), Valério José Arantes (2007 a 2008), Roberto Teixeira Mendes (1985 a 1987) e Wagner Romão (2018 a 2020), fizeram um breve relato do tempo em que estiveram à frente da entidade. E todos ressaltaram a importâncias da ADunicamp e da unidade nas lutas para garantir direitos, condições de trabalho e salários justos na Universidade.

Seis ex-presidentes/as que não puderam participar, justificaram suas ausências e enviaram mensagens de parabenização. A professora Sílvia leu mensagem enviada pela professora Helena Costa Lopes de Freitas, primeira mulher a presidir a ADunicamp (1987 a 1989 e 1989 a 1990), e lembrou que ela esteve à frente da entidade em ações decisivas das lutas nas Universidades Pública Paulistas, como a criação do movimento SOS Universidade. “Quem viveu o SOS Universidade jamais esquecerá de Helena de Freitas”, apontou Sílvia.

“A sobrevivência da Universidade Pública está em risco, sabemos todos nós desta possibilidade real diante do agravamento das ideias e concepções conservadoras e privativas que avançam sobre o espaço público. Nossa unidade e disposição de luta perene garantirão que não logrem êxito”, afirmou a professora Helena em sua mensagem, após um relato das importantes lutas das quais participou à frente da ADunicamp.

Na mesma direção, o reitor Tom Zé, falou sobre os recentes e fortes ataques disparados contra as universidades públicas a partir de 2019, o que levou as “universidades a voltarem às ruas”. A pandemia, avaliou ele, “trouxe o papel da negação da ciência”, mas também evidenciou para o país “a importância do SUS, da saúde pública”, dos institutos de pesquisa e das universidades. “Isso permitiu construir um novo diálogo com a sociedade. O grande desafio agora é como aproveitar a oportunidade e construir novos laços com a sociedade”, afirmou.

Tom Zé ressaltou a importância da ADunicamp, assim como do STU e das entidades estudantis, para a formação do “caldeirão de ideias” e ações com as quais se “constrói a Universidade”. Para ele, o momento exige que as universidades públicas estabeleçam “relações com os movimentos sociais, com a economia solidária” e também com as grandes empresas, com a meta de “dialogar com o conjunto da sociedade”.

Além de Silvia, Tom Zé e Centoducatte, participaram da Mesa do evento Elisiene do Nascimento Lobo (STU), Fernando Savella (APG), Cecília Ciochelli (DCE) e a coordenadora Geral da Unicamp, professora Maria Luiza Moretti.

As representações dos funcionários e das entidades estudantis relataram as inúmeras lutas e mobilizações realizadas em comum com a ADunicamp, e lembraram a “história densa” e em defesa da Universidade travada pela entidade, desde a sua fundação.

O encontro foi aberto com a apresentação dos músicos Esdras Rodrigues e Ricardo Serrão, e precedido por uma festa de confraternização no Restaurante ADu.




Revista ‘ADunicamp 45 Anos’ relata momentos importantes da história da entidade, até os tempos de pandemia

A ADunicamp lançou, nesta quinta-feira, 12 de maio, a revista “ADunicamp 45 anos”, como parte das comemorações de seu 45° aniversário. A revista, com 48 páginas, aborda alguns momentos importantes da história da entidade, desde a sua fundação, em 1977, até os tempos atuais com os grandes desafios enfrentados no contexto da pandemia da Covid-19.

A revista mostra como, desde a sua fundação durante a ditadura militar e até os anos recentes, a ADunicamp teve um papel fundamental na mobilização de docentes e da comunidade acadêmica não só para garantir reposições salariais corretas, mas também em defesa de relações de trabalho dignas, da liberdade de cátedra e do conjunto de condições essenciais para o exercício do ensino e para a vida na Universidade.

Acesse aqui e leia a Revista

Nascida como “Associação”, pois a ditadura militar proibia que o funcionalismo público se unisse em sindicatos, a ADunicamp exerceu desde o início o papel também sindical e foi precursora de um grande número de entidades semelhantes que se multiplicaram em seguida nas universidades públicas brasileiras.

Desde a sua fundação, como explica na revista o primeiro presidente da entidade, José Vitório Zago (IMECC), a ADunicamp teve importante participação em movimentos e ações de interesse de toda a sociedade.

NA PANDEMIA

Durante a pandemia da Covid-19, como relata a revista, a ADunicamp compreendeu rapidamente a importância das dificuldades impostas pelo momento e agiu em diferentes frentes. Se posicionou contra “o caráter antissocial e genocida das políticas neoliberais e negacionistas disseminadas por várias esferas governamentais” e disparou a campanha “ADunicamp em Defesa da Vida”, com o objetivo de fortalecer a importância da Universidade, da educação e da Ciência para enfrentar a crise sanitária e suas consequências.

A ADunicamp também realizou um grande número de ações e doações de mantimentos, produtos e equipamentos para segmentos internos da Universidade e para populações mais vulneráveis de Campinas e da região.

“Muitas e diferentes foram as demandas que chegaram à ADunicamp no período da pandemia, tempo esse que estive na presidência de nossa entidade. Esse foi um período de ataques constantes à Universidade Pública e à Ciência, eixos centrais do nosso cotidiano”, relata a presidenta da entidade, professora Sílvia Gatti (IB).

Sílvia lembra que a ADunicamp se posicionou “de maneira firme na defesa e fortalecimento dos direitos e conquistas de nossos docentes”. Uma de suas ações foi a realização de uma consulta, que serviria de base para consultas semelhantes realizadas em outras universidades brasileiras, sobre “Condições de Trabalho Remoto Docente na Unicamp no Contexto da Pandemia de Covid-19”.

A consulta, após sua divulgação em maio de 2020, foi seguida de debates que serviram “para aprimorar as condições adversas de trabalho naquele momento e deram base a encaminhamentos feitos pela ADunicamp às direções de Unidades e da Universidade”, mostra a revista.

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Errata
– Na foto da página 26, diferentemente do que está escrito, o índice de 24,53% não foi proposto pelo CRUESP, mas sim pelo Fórum das Seis