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CONVOCATÓRIA | ASSEMBLEIA DE DOCENTES, DIA 29/09, ÀS 16H45

A diretoria da ADunicamp convoca o(a)s docentes da Unicamp para Assembleia Geral – que acontecerá por meio eletrônico, em caráter excepcional, nos termos da Lei no 14.010/2020 – a ser realizada no dia 29/09/2021 (quarta-feira), a partir das 16h45 (primeira chamada) e 17h15 em segunda chamada.

PAUTA

1) Informe
2) Data Base/2021
a) Indicativos do Fórum das Seis de Ato, com paralisação, no dia 04/10/2021 na USP
b) Avaliação de outras formas de mobilizações.
3) Retorno às atividades presenciais na Unicamp
4) Eleição de um delegado/a e até dois observadores/as da ADunicamp junto ao 13º CONAD Extraordinário do Andes-SN a ser realizado de forma virtual nos dias 15 e 16 de outubro de 2021.

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Subsídio

Fórum das Seis indica dia de paralisação e ato na USP em 4/10. Queremos reuniões do GT salarial e sobre o retorno presencial

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Orientações para participação na Assembleia

Todos/as os/as docentes deverão se inscrever para participar da ASSEMBLEIA até às 17 horas do dia 28 de setembro, através do e-mail rose@adunicamp.org.br.

Todos/as os/as docentes que se inscreverem para participar da ASSEMBLEIA receberão, em seus respectivos e-mails, o link de acesso para o encontro na manhã do dia 29 de setembro.

Para evitar possíveis invasões e/ou ataques de robôs, pessoas ou grupos que não pertencem à categoria docente da Unicamp, solicitamos que o link enviado não seja compartilhado.

A plataforma utilizada será a ZOOM VÍDEO. Para ter acesso pelo celular, o/a usuário/a deverá baixar o aplicativo ZOOM. Quem for utilizar um computador precisa apenas clicar no link enviado por e-mail e digitar a senha (também enviada por e-mail) se solicitada. É importante que se utilize um computador com câmera e microfone.

O/a docente deverá acessar ao link a partir das 16h30min – o horário da primeira chamada da ASSEMBLEIA é 16h45min. A entrada na sala será autorizada pelos administradores, o que poderá acarretar alguns minutos de espera, daí a importância de entrar na sala com 15 minutos de antecedência.

PARTICIPEM!




Celebração do centenário de Paulo Freire (1921-2021)

Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, nasceu no Recife no dia 19 de setembro de 1921 e faleceu em 02 de maio de 1997, em São Paulo, e deixou uma das obras pedagógicas mais estudas e reconhecidas no mundo. O apelo à transformação social e o desenvolvimento da consciência crítica, por meio da educação é a ferramenta chave do seu pensamento fundamentado em cinco princípios para a prática de uma pedagogia crítica: diálogo, amor, empatia, esperança e humildade.

Considerado referência em Educação no Brasil e no mundo, Freire foi docente da Faculdade de Educação da Unicamp após o retorno do seu exílio, no Chile, durante duma década (1980-1990). Também exerceu o cargo de Secretário de Educação da cidade de São Paulo, durante a gestão de Luiza Erundina.

A dimensão da sua obra, na área da pedagogia, o tornou o brasileiro com mais títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades. Ao todo são 41 instituições, entre elas, Harvard, Cambridge e Oxford. Em 1986 recebeu o prêmio de Educação para a Paz, concedido pela Unesco.

Em seu principal livro “Pedagogia do Oprimido”, lançado em 1968, promove uma revolução na pedagogia. Sua metodologia baseia-se em um programa de alfabetização, que busca a compreensão critica destinada a jovens e adultos analfabetos, com objetivo de libertar o “oprimido” da submissão ao “opressor”. Para Freire todos os processos revolucionários são educacionais.

Essa emancipação do pensar se torna o principal instrumento dos processos de aprendizagem, ensino e convivência, que ajuda o indivíduo a se reconhecer como cidadão, protagonista capaz de mudar sua realidade. O conceito “ler a palavra e o mundo”, Freire nos incentiva à percepção da gritante desigualdade social, em relação à distribuição da riqueza e à centralização do poder, amplificada no cenário atual de pandemia.

Seu pensamento e obra se tornaram campo de estudo disseminado em vários países da América Latina, Estados Unidos, Europa, África, entre outros, que confirmam a existência de um legado e a importância de pesquisar sobre experiências educacionais. De norte a sul, no Brasil, diversos grupos e coletivos se dedicam ao pensamento de base freiriana, e muitos deles extrapolam o território da educação, passando por economia solidária, movimentos sociais e populares, linguagem e filosofia.

Neste centenário de Paulo Freire, o Brasil vive um dos piores momentos pós ditadura militar, com o retrocesso envolvido pelo fascismo e negacionismo, mas suas ideias continuam poderosas e vivas, inspirando a luta pela transformação e democratização da educação.

#PauloFreireVive #ADunicamp #Educação #Unicamp

Ilustração utilizada na imagem de capa e interna: Paula Vianna/ADunicamp




Ações da ADunicamp com relação à obrigatoriedade do recadastramento de inativos e pensionistas da SPPREV de forma presencial em agências do Banco Brasil

A Diretoria da ADunicamp encaminhou ao DGRH-Unicamp, em 02/08/2021, ofício (veja neste link) em que afirma que diante dos riscos ainda presentes com relação à pandemia, quer para os inativos e pensionistas, como para os trabalhadores/as das agências bancárias, que o recadastramento desses servidores fosse realizado de maneira remota. A resposta da DGRH (veja neste link) respondeu que esse recadastramento seria uma determinação da SPPREV em cumprimento aos Decretos Estaduais n.º 55.089/2009 e 57.799/2012, e Portaria SPPREV nº 259/2020 e que a lei não prevê atendimento presencial por vídeo conferência, não cabendo à Unicamp realizar esse procedimento.

Em ofício encaminhado à SPPREV (veja neste link), responsável pela gestão de nossas aposentadorias e pensões, com a mesma solicitação de aplicar mediadas de recadastramento on-line, que respondeu (veja neste link) “a autarquia tem adotado medidas para mitigar os riscos para o atual exercício e que está em grau avançado de negociação com o Banco do Brasil para que, já no próximo ano, seja disponibilizada aos aposentados e pensionistas a possibilidade de realização do recadastramento por meio de biometria facial e com a utilização de inteligência artificial, o que não tornará obrigatório o deslocamento de aposentados e pensionistas da SPPREV para a realização da prova de vida”.

A ADunicamp então propôs à Frente Paulista do Serviço Público que façamos ações coordenadas e conjuntas de todos os setores do serviço público paulista.  A organização dessas ações está em andamento.




Fale com a ADunicamp sobre riscos à saúde após o retorno gradual das atividades

Tendo em vista o plano de retorno gradual das atividades presenciais na Unicamp, a ADunicamp toma a iniciativa de acompanhar com atenção esse plano a fim de que sejam preservados todos os cuidados de segurança e de proteção à saúde e à vida no contexto da pandemia de COVID-19.

Com esse objetivo, a ADunicamp disponibiliza a todos(as) os (as) docentes um formulário prático e não exaustivo para que possam apontar possíveis riscos à saúde após o retorno gradual das atividades presenciais em suas Unidades.

Os dados pessoais enviados através deste formulário não serão divulgados; a ADunicamp manterá sigilo em relação aos docentes e tomará, sempre que necessário, medidas cabíveis para a preservação das normas de segurança e de proteção imprescindíveis no atual momento.




Democracia e Vida!

O último dia 7 de setembro, quando o Brasil comemorou os 199 anos desde a proclamação de sua Independência, foi sequestrado por uma série de mobilizações fascistas, comandadas pelo atual Presidente da República, Jair Bolsonaro, com o intuito de demonstrar apoio popular às suas intenções manifestamente golpistas. Concentradas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, as manifestações reuniram números grandes de adeptos do bolsonarismo, ainda que provavelmente aquém das expectativas de seus organizadores, tendo-se em vista o tempo de preparação e os recursos, tanto privados como públicos, investidos nestas marchas, nas quais o governo pareceu apostar sua própria sobrevivência política, em um jogo de “tudo ou nada”.

Em seus dois pronunciamentos às multidões, em Brasília e São Paulo, Bolsonaro subiu o tom de suas já costumeiras ameaças, afirmando que não cumpriria mais ordens do Ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de dar um ultimato ao Presidente da mais alta corte do país, para que enquadrasse seus colegas, sob pena de levar à imposição de medidas de força por parte do chefe do Executivo federal. Como lembraram diversas personalidades, tanto do meio jurídico, como da política, tais declarações configuram, em si mesmas, crimes de responsabilidade, enquadráveis no artigo 85 da Constituição Federal (CF), que enquadra nesta categoria “atentar contra o livre exercício dos demais poderes”. Mais um, na longa série de crimes de responsabilidade de Bolsonaro desde o início de seu mandato, que já motivaram mais de 130 pedidos de impeachment, que hoje dormem nos escaninhos da Presidência da Câmara dos Deputados, sob o olhar cúmplice do deputado Arthur Lira (PP-AL), que prefere sustentar um golpista assumido no poder, em troca do botim do orçamento federal, para si e o “centrão”.

Não por acaso, o mesmo Lira, em pronunciamento na tarde de 8 de setembro, retoma seu tom conciliatório usual, falando em uma “crise superdimensionada” e dispondo-se a trabalhar pela “reconciliação” dos poderes, como se tal coisa fosse possível a essa altura. Em um contexto como o que vive o país, atitudes como estas só podem ser tomadas como mais um indício de cumplicidade criminosa de quem prefere manter o país sujeito ao desgoverno em nome de cálculos de ganho pessoal e imediato. Já o Presidente do STF, Luiz Fux, embora tenha adotado tom mais duro em relação à chantagem presidencial, tampouco esteve à altura da urgência do momento, limitando-se a falar na “possibilidade” do impeachment, caso o mandatário venha a descumprir decisões da corte, como se tudo o que Bolsonaro disse e fez até o momento não fosse mais do que o suficiente para afastamento do cargo. Por fim, o Presidente do Senado Federal, o Senador Rodrigo Pacheco, limitou-se às suas usuais trivialidades em favor do “Estado democrático de direito” e a cancelar as sessões da casa previstas para semana passada.

Como se percebe claramente, as ameaças golpistas de Bolsonaro se nutrem da pusilanimidade, covardia ou pequenez dos titulares dos outros dois poderes do Estado, que relutam, muito além de qualquer medida de sensatez, em conter a maré montante do golpismo deste que, a muito deixou de governar e se dedica tão somente a minar as bases do que ainda resta de democracia no Brasil. Depois de escancarar um chamado ao golpe, um setor da base do Presidente – constituída por alguns caminhoneiros e fazendeiros – ainda chantagearam o país, bloqueando estradas em cerca de 14 estados, entre a quarta, dia 8 e a quinta, 9 de setembro. Para a surpresa desses promotores do caos, seu líder enviou uma mensagem solicitando o desbloqueio das rodovias. Após se consultar com o ex-Presidente Michel Temer, Bolsonaro ensaiou um recuo tático, publicando uma carta a nação, em tom conciliatório. Contudo, seria um equívoco interpretar esse gesto – motivado pela percepção da falta de apoio das elites civis e militares a seu autogolpe – como uma desistência de Bolsonaro em relação a seus propósitos desestabilizadores. Afinal, já foram várias as vezes em que o Presidente encenou pretensos recuos, só para voltar a investir contra as instituições quando as condições o permitissem. Assim, os acontecimentos do último 7 de setembro e dos dias seguintes deixam patente, mais uma vez, que temos no governo federal alguém cujo único propósito é destruir a ordem constitucional que, falsamente, jurou defender.

Deve-se dizer, a bem da verdade, que o grotesco espetáculo oferecido pelas hostes bolsonaristas ao menos moveu algumas importantes forças políticas da centro-direita, cujas principais lideranças, passaram a falar mais abertamente na possibilidade de um impeachment.

Mesmo que muito tardias, se tais movimentações forem minimamente consequentes, abrem ao menos alguma possibilidade da unificação do campo das oposições em torno da demanda da urgente destituição do atual inquilino do Planalto. Hoje, essa oposição encontra-se dividida, tanto pelo passado – as posições opostas durante o processo de destituição da ex-Presidenta Dilma Rousseff -, como pelo futuro próximo, as diferentes candidaturas presidenciais às vindouras eleições de 2022, fissuras essas que se expressam, inclusive, em diferentes convocatórias para manifestações, a maior parte das esquerdas optando pelo já tradicional “Grito dos Excluídos”, no mesmo dia 7 de setembro, e a centro-direita, chamando o ato do domingo, 12 de setembro.

Contudo, o que o conjunto das forças democráticas, ou ao menos não-bolsonaristas, precisam entender com a maior urgência é que ninguém pode se dar ao luxo de esperar 2022 para se ver livre do atual governo! Afinal, as insistentes investidas de Bolsonaro contra o voto impresso e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiteradas uma vez mais no 7 de setembro, na Avenida Paulista, deixam claro que o bolsonarismo, diante da probabilidade de ser derrotado nas urnas, está mais do que disposto a inviabilizar a realização de eleições livres, seja lá pelos meios que forem. Assim sendo, quanto mais tempo o líder neofascista permanece no mais alto cargo político do país, mais tempo terá para urdir sua trama conspiratória contra a democracia brasileira e o direito ao sufrágio popular universal, livre e soberano. Quanto às graves pendências das crises recentes, que nos trouxeram até aqui, muito embora não possam ser simplesmente jogadas para debaixo do tapete, elas só poderão ser devidamente ponderadas e debatidas publicamente, se forem preservadas as condições mínimas do Estado democrático de direito, como a garantia da liberdade de expressão, justamente aquilo que o bolsonarismo diz defender, mas claramente pretende minar.

Assim sendo, já passamos da hora de, dentro de nosso pluralismo e divergência de posições político partidárias, cerrarmos fileiras em mobilizações de massa unitárias em defesa da democracia e pela imediata remoção de Bolsonaro, seja pela abertura de um dos inúmeros pedidos de impeachment, seja pela cassação da chapa presidencial no TSE, para o que há abundantes provas de crimes eleitorais em 2018, ou ainda pela autorização do parlamento para o STF processar penalmente o titular do Executivo por seus crimes.

Cabe destacar que, em que pese os números que Bolsonaro mobilizou na última terça-feira, sua demonstração de força foi incapaz de ocultar o óbvio: o profundo isolamento de seu governo na sociedade, atestado por todas as pesquisas de opinião pública, que restringem o apoio presidencial a um quarto da população, aproximadamente. Não seria, aliás, para menos em um país com quase 600 mil mortos pela gestão criminosa da pandemia da Covid19; inflação crescente de alimentos e preços administrados que corroem o poder de compra dos salários; quase 15 milhões de desempregados e outros milhões mais de subempregados; mais de 19 milhões passando fome, deterioração ambiental acelerada, agravada pela predação do agronegócio sobre as florestas e os povos indígenas e a correlata crise hídrica e energética, que ameaçam deitar ao chão uma já cambaleante economia.

Nenhum destes temas urgentes, que constituem as verdadeiras preocupações e angústias do povo brasileiro, foi abordado nas alocuções presidenciais por ocasião do Dia da Independência, as quais não passaram de uma pregação para convertidos, reproduzindo as arengas golpistas e autoritárias de costume, enquanto as condições de vida da maioria da sociedade se deterioram a olhos vistos. Sejam quais forem nossas divergências em relação às soluções a serem dadas a tantos e tão graves dilemas da vida nacional, o certo a essa altura, para qualquer observador honesto, é que qualquer solução passa pelo afastamento definitivo de Bolsonaro da Presidência e pela abreviação de seu desgoverno, que merece com justeza o título de pior da história brasileira.

Não deixemos que os urros intimidatórios dos êmulos de tropas de assalto nos amedrontem. Nós, não eles, constituímos a maioria do povo brasileiro e desejamos viver em democracia para reconstruirmos esse país. Lutemos, pois, unidos em nossa diversidade e retomemos de volta os símbolos nacionais que o autoritarismo bolsonarista sequestrou e corrompeu. A bandeira verde e amarela não pode se prestar a emblema de facção de fanáticos, milicianos e delinquentes. No espírito do Dia da Independência, é preciso lançar, de uma vez por todas, um novo grito pelas multidões: democracia e vida!

ADunicamp – Associação de Docentes da Unicamp
ADUSP – Associação de Docentes da USP
Adunesp – Associação de Docentes da Unesp

Arte da imagem de capa, na home: Paula Vianna (ADunicamp)




ADunicamp CLIPPING | Nº 151 | DE 6 A 10 DE SETEMBRO

MÍDIA INSTITUCIONAL

ADUNICAMP

Assassinato do prefeito Toninho completa 20 anos e crime permanece impune

STU

Na cola do Bolsonaro, Doria promove massacre em nossa aposentadoria

CIPA divulga mapeamento sobre segurança do trabalho na pandemia

ANDES-SN

Diretoria convoca 13º Conad extraordinário para debater conjuntura e Congresso do ANDES-SN

Docentes vão às ruas no 7 setembro em mais um ato pelo Fora Bolsonaro                               

Docentes apontam modificação na rotina e falta de capacitação com Ensino Remoto                                

SINTUNESP

Sintunesp subscreve manifesto em apoio à trabalhadora da USP. Documento traz 866 assinaturas de entidades, parlamentares, juristas, pesquisadores e outros

ADUSP

Sindicato de docentes de MG questiona na Justiça mudança de critérios de avaliação da Capes “no final do jogo”; mesa-redonda em 14/9 debaterá o tema

Portarias são “precipitadas e unilaterais”, diz Faculdade de Educação. Reação ao retorno compulsório mobiliza FAU e Esalq

UFRJ

UFRJ é a melhor universidade federal do Brasil, avalia ranking britânico

ANDIFES

Nota Andifes – Em defesa da democracia

CNTE

Contra a PEC 32: Mobilização ocorrerá nas ruas e nas redes

Substitutivo da PEC 32: Não tem emenda, não tem arrego, a luta é para derrotar a reforma

Fausto Augusto Jr, do Dieese, analisa relatório da Comissão Especial

APUB

É preciso derrubar as barreiras impostas às mulheres na carreira científica

ABC

Em carta aberta à Ministra Rosa Weber, epidemiologistas denunciam parecer da PGR

O impulso pelo acesso aberto está tornando a ciência menos inclusiva

JORNAL DA CIÊNCIA

Debate aborda a importância da ciência para o desenvolvimento do País

País possui recursos para enfrentar crises e voltar a ser soberano

Imprensa deve fazer autocrítica, dizem jornalistas

Em debate sobre ‘os colapsos’ do Brasil, cientistas defendem educação para a democracia

O setor de CT&I não tem recebido recursos necessários para o desenvolvimento do País, afirma Renato Janine Ribeiro

MCTP

Servidores farão atos contra reforma Administrativa do dia 14 até o dia 16

Substitutivo da PEC 32 mantém ataques a servidores e desmonte dos serviços públicos

MÍDIA

REDE BRASIL ATUAL

PEC 13 é mais um ataque de Bolsonaro contra educação, dizem especialistas

OUTRAS PALAVRAS

OMS expõe fracasso global no combate à covid

UOL

Melhores universidades do mundo, ranking 2022 da Times Higher Education

Deputado quer que MEC explique plano de dividir institutos federais

G1

Vestibular 2022: Unicamp prorroga inscrições até 14 de setembro após queda no ritmo de cadastro de candidatos

FOLHA DE S. PAULO

Covid-19 atinge mais de mil alunos no primeiro mês de volta às aulas em SP

Enem mais branco e elitista não é mera coincidência

USP registra casos de professores e alunos que recusam vacina contra a Covid-19

O GLOBO

Com muitas polêmicas e poucos resultados, Milton Ribeiro se isola no governo Bolsonaro

Violência sexual e uso precoce de bebida e cigarro são dramas de jovens estudantes brasileiras, aponta IBGE

MÍDIA INTERNACIONAL

NEA

Majority of Nation’s Educators Vaccinated, Back in School as Last School Districts Open 

AFT

Words of wisdom mark AFT back-to-school town hall

THE NEW YORK TIMES

Biden calls on states to implement vaccine requirements in schools

The Masked Professor vs. the Unmasked Student

HECHINGER REPORT

Why does New York state sue its college students?

NEU

UCL on Tackling Extremism

THE GUARDIAN

Universities in England favour cancel culture over quality, says Williamson

Extreme views and conspiracism rising among England’s pupils, research finds

PUBLICO

Ensino Superior vai funcionar em regime presencial. Máscara é obrigatória e vacinação “fortemente recomendada”

FENPROF

FENPROF entrega Carta Aberta na CNEF, em protesto por patrões dos colégios quererem continuar a tratar os professores como “profissionais de segunda”

WORLD SOCIALIST

Fechar escolas em todo Brasil para salvar vidas!

Fechar as escolas nos EUA como parte da estratégia de erradicação da COVID-19!

MÍDIA OFICIAL

SENADO

Orçamento 2022: Defesa e Ciência ganham investimentos; Saúde e Desenvolvimento perdem

Projeto que cria o Sistema Nacional de Educação é defendido em debate no Plenário




Carta aberta do Conselho de Representantes-ADunicamp à comunidade da Unicamp

O Conselho de Representantes da ADunicamp (CR-ADUnicamp) deliberou em reunião pelo encaminhamento de uma carta aberta à comunidade da Unicamp sobre o retorno das atividades presenciais previsto a partir do dia 13/09/2021.

Estamos cientes da necessidade de retorno de nossos convívios presenciais e de sua importância para as questões de saúde mental de toda a comunidade da universidade. Reiteramos que o retorno presencial será essencial para a Universidade.

No entanto, gostaríamos de alertar a todos e todas para alguns pontos que nos permitirão um retorno seguro.

Trata-se de medidas individuais, mas de alcance coletivo, que devem expressar a responsabilidade de cada um/uma consigo mesmo/mesma e com todos do seu entorno.

  1. Uso adequado e distribuição gratuita de máscaras de boa qualidade (de preferência PFF2 ou KN95, além das máscaras cirúrgicas), dentro e fora dos espaços da Universidade e mesmo em ambientes abertos. É necessário que a Universidade mantenha um plano de permanente conscientização da importância do uso adequado deste item para toda a comunidade.
  2. Ambientes com baixa ventilação devem ser sinalizados e evitados ao máximo, sempre que possível.
  3. Realização de adaptações que garantam constante a renovação do ar, principalmente, às salas de aula. Muitas Unidades têm espaços que não são efetivamente ventilados e que não devem receber servidores/servidoras, docentes e /ou discentes para o trabalho presencial, mesmo que em esquema de rodízio. Salientamos que estes ambientes têm alto potencial de dispersão dos coronavírus e consequentemente de contágio de pessoas, que não obrigatoriamente exibirão sinais ou sintomas da Covid 19, mas poderão transmitir o vírus para colegas ou levá-lo para seus familiares.
  4. Dada a grande complexidade e custos envolvidos, é fundamental uma coordenação central por parte da Universidade para garantir que todas as unidades consigam realizar tais mudanças antes do retorno às aulas presenciais.
  5. Disponibilização de detergentes/sabonetes e álcool-gel deve ser de responsabilidade também da administração e devem ser de fácil acesso.

Sobre a testagem, é imprescindível alertar a todos que o resultado, mesmo negativo, dos testes para aqueles que retornarão ao trabalho presencial representa apenas a situação no momento da realização do teste, sendo necessária a constante vigilância para reduzir os riscos de contaminação.

Além da testagem inicial para o retorno, propomos a manutenção de um programa de testagem para monitoramento de possíveis casos de Covid 19 e manejo de eventuais surtos que possam ocorrer na comunidade.

A testagem e as orientações sobre o acompanhamento dos contactantes, nos casos de resultados positivos, deverão compor uma política permanente de proteção e responsabilidade institucional e coletiva da universidade.

Consideramos cuidadoso, criterioso e técnico todo o trabalho que a administração da Universidade tem tido com relação ao retorno das atividades presenciais. No entanto, as especifcidades e ou caracteristicas de cada unidade devem ser consideradas e atendidas, permitindo-lhes inclusive a opção do não retorno imediato. A criação dos Comitês de Crise nas Unidades deve pressupor ampla divulgação de seus membros e seus contatos, constantes chamadas para a participação coletiva e atenção dia-a dia para os acontecimentos em cada local. Cada Unidade deve ser responsável pelos seus espaços e vigilância para o retorno seguro que só será possível com a participação responsável de cada um/uma.

A ADunicamp mantém em seu site um canal aberto para observações, sugestões, críticas e denúncias de todas/todos os membros de nossa comunidade e atuará para que todas as formas de comunicação sejam atendidas.




Assassinato do prefeito Toninho completa 20 anos e crime permanece impune

Há 20 anos, completados neste 10 de setembro, a carreira política em ascensão do jovem e carismático prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, era interrompida por três disparos de uma pistola 9 milímetros feitos contra o seu carro, quando ele retornava para casa às 22h. Apesar da comoção que causou na cidade, o crime permanece impune até hoje.

Fotógrafo: João Zinclar / Acervo João Zinclar – ajz.campinas.br

O primeiro inquérito feito pela Polícia Civil apontou que ele teria sido assassinado, por acaso e sem uma motivação especial, pelo traficante e sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, um dos bandidos mais procurados pela polícia na época. Por falta de provas conclusivas, essa versão foi rejeitada pelo Ministério Público.

A família de Toninho, que acompanhou de perto as investigações e, inclusive, realizou apurações paralelas, questiona desde o início a atuação da polícia e afirma que o crime foi político. Sua viúva, Roseana Garcia, diz que o assassinato “nunca foi investigado da maneira que precisaria ter sido, pois nunca houve interesse genuíno pelo seu esclarecimento”.

Torninho teria sido assassinado, segundo Roseana, por motivações políticas pois sua gestão, ainda no início, contrariava muitos interesses econômicos e políticos na cidade.

O advogado da família, Willian Ceschi Filho, informou que, já na semana que se inicia em 13 de setembro, ingressará com uma denúncia formal na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o Estado brasileiro por “omissão na investigação de crime político”.

A denúncia terá também a função de impedir que as investigações sejam simplesmente suspensas, uma vez que o crime prescreve agora, ao completar 20 anos. O advogado, em nome da família, vai reivindicar a abertura de observação internacional sobre os inquéritos e apurações do crime.

Segundo o advogado e a família, o primeiro inquérito, encerrado em 2011, com a conclusão de que Andinho teria sido o assassino está recheado de falhas, inclusive nas investigações, ao deixar de lado depoimentos de testemunhas consideradas chave para a elucidação.

Por falta de indícios que realmente incriminassem Andinho, as conclusões desse primeiro inquérito não foram acatadas pelo Ministério Público, que determinou a abertura de um novo inquérito, que desde então tramitou lentamente e sem resultados efetivos.

HOMENAGENS 

Neste 10 de setembro, serão realizados atos em homenagem a Toninho.

Às 15h haverá uma reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, com exposição de fotos da trajetória de Toninho. O evento será transmitido ao vivo pela TV Câmara.

Às 17h, ocorre um ato simbólico na Avenida Mackenzie, no local onde o prefeito foi assassinado e no qual foi erguida um monumento em homenagem a ele, chamado “Toninho e sua pipa”.

Às 19h, o Movimento Quem Matou Toninho realiza uma missa na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Proença.

A ADUNICAMP SE SOLIDARIZA COM FAMILIARES E AMIGOS/AS DE ANTÔNIO DA COSTA SANTOS E SE SOMA ÀS VOZES QUE PEDEM UMA APURAÇÃO RIGOROSA E CONCLUSIVA DO CRIME!




Novo horário de atendimento presencial na ADunicamp

A partir deste dia primeiro de setembro/2021, o atendimento presencial na ADunicamp passará a ser realizado entre as 10 e as 16 horas. Reforçamos que todos os protocolos sanitários de segurança estão sendo cumpridos (uso de máscara obrigatório, utilização de álcool em gel e distanciamento social) por parte dos/as funcionarios/as da entidade. 

O acesso dos associados/as nas dependências da ADunicamp – os prédios, incluindo o auditório e as salas multiuso – continuará limitado para garantir maior proteção de todos/as frequentadores/as.

Importante lembrar que os atendimentos via telefone, e-mail e video-chamadas (acesse: https://meet.google.com/uuv-tfdg-ozt) seguirão normalmente, das 09h às 17h (ver contatos abaixo)

ATENDIMENTO JURÍDICO

O atendimento jurídico da ADunicamp, realizado pelo escritório LBS Advogados, ainda não será no modo presencial. Será mantido a forma atual, que prioriza o atendimento via telefone – (19) 3233 7799 – e via e-mail, a ser solicitado durante o atendimento telefônico ou virtual com a secretaria da ADunicamp.

RESTAURANTE

O restaurante Espaço ADunicamp está aberto ao público na hora do almoço, com todos os protocolos de seguranças, conforme decretos em vigor. A noite, o restaurante está com o projeto “PizzaADu”, com grande variedade de sabores de pizzas para delivery. As encomendas devem ser feitas pelo ifood (basta procurar por pizza ADu) e/ou pelo telefone 19 994040634.

CONTATOS ADUNICAMP

Secretaria / Convênios

– (19) 3521 2470

– (19) 3521 2471

– (19) 3521 2472

secretaria@adunicamp.org.br

convenios@adunicamp.org.br

Comunicação / Imprensa

– (19) 3521 2479

imprensa@adunicap.org.br

Diretoria

– (19) 3521 2476

diretoria@adunicamp.org.br




Conselho de Representantes da ADunicamp vai preparar documento com relação a medidas a serem tomadas para retorno às atividades presenciais

O CR (Conselho de Representantes) da ADunicamp decidiu, em reunião realizada virtualmente nesta quarta-feira, 25 de agosto, elaborar um documento, construído com especialistas de diferentes áreas, apontando as preocupações, dúvidas e indicando medidas essenciais a serem adotadas para o retorno às atividades presenciais, parciais ou totais, na Universidade.

O CR aprovou também a ata apresentada pela diretoria da entidade com a súmula das deliberações da reunião de julho e também quatro moções apresentadas por integrante do conselho. 

RETORNO
A decisão de elaborar o documento sobre o retorno foi tomada diante das muitas dúvidas e questões levantadas por docentes de diversas unidades sobre o tema. A presidente da ADunicamp, professora Silvia Gatti (IB), lembrou que a Reitoria já divulgou um documento com medidas a serem adotadas, a partir da definição do retorno presencial.

“Ao analisar o documento da Reitoria vemos que traz muitas orientações adequadas, mas outras não. Vemos que há sim uma preocupação da Reitoria sobre o retorno seguro, até mesmo considerando a variante Delta por aqui”, pontuou. Mas, segundo análise feita por ela durante a reunião, o documento da Reitoria também deixa vários pontos importantes de lado. 

Entre eles, como colocou um representante de Unidade, a falta de estudos detalhados da situação arquitetônica dos edifícios. “Foi discutida a questão da readequação de salas de aula e isso não tem um plano concreto. Isso tem que ser abordado. E, entre outros temas, teremos que ver se haverá um programa adequado de distribuição de máscaras”, afirmou a docente. A Profa.  Silvia lembrou que verbas foram aprovadas para as reestruturações dos espaços físicos,  que , na sua opinião deveria já estar sendo executado após um ano e meio da pandemia.

O documento a ser elaborado pelo CR será entregue à Reitoria e distribuído amplamente na Universidade. A ADunicamp defende a construção de um plano conjunto, amplamente discutido nas Unidades  envolvendo docentes, servidores e discentes  para avaliar as condições do retorno presencial e as medidas sanitárias necessárias para quando ele ocorra. A professora Silvia colocou que a Reitoria deve ouvir as entidades representativas e nem realizado uma consulta ampla junto às Unidades para definir as questões do retorno. 

EM AÇÃO

No início da reunião, o vice-presidente da ADunicamp, professor Paulo César Centoducatte (IC), fez um relato sobre os diversos atos e ações de protesto nos quais a entidade tem participado, diante dos permanentes ataques a direitos trabalhistas que têm sido desfechados tanto pelo governo federal como pelo estadual.

Os últimos atos ocorreram em diversas cidades brasileiras, em18 de agosto, contra a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 32. No Estado de São também houve manifestações contra o PDL 26/2021, do governo Dória, que mais uma vez ataca os direitos dos servidores públicos. A ADunicamp participou de manifestações diante da Reitoria, pela manhã, em conjunto com o STU e à tarde no Largo do Rosário, região central de Campinas, ao lado de grande número de entidades que também compareceram.

A PEC 32 é considerada um dos maiores ataques já desfechados contra direitos trabalhistas do funcionalismo público. E vai provocar um desmonte de serviços públicos, até em áreas essenciais como educação e saúde. Por isso, as manifestações para que ela não seja aprovada pelo Congresso Nacional ,reúnem entidades ligadas aos serviços públicos federais, estaduais e municipais, e também de diversos outros segmentos da sociedade.

“Como teremos vários outros atos e convocações nas próximas semanas, vamos manter toda a comunidade informada”, antecipou o vice-presidente.

A professora Sílvia informou que a ADunicamp também deu apoio para a participação de indígenas na grande manifestação de três dias, iniciada neste 25 de agosto, em Brasília, reivindicando a demarcação de suas terras.   

“A ADunicamp, assim, de alguma maneira está hoje presente em Brasília, na manifestação que já reúne mais de cinco mil indígenas de todo o país. Demos apoio não só a indígenas da nossa região, mas de outras regiões para que pudessem ter acesso a Brasília”, relatou ela.

MOÇÕES

Veja abaixo a íntegra das moções aprovadas pelo Conselho de Representantes. 

O CR da ADunicamp, na sua reunião ordinária de 25/08, manifesta-se da seguinte forma: 

1) Repúdio à vergonhosa atitude conciliatória dos governadores com um presidente cujas marcas registradas são o boicote explícito e permanente à luta contra a pandemia, seu empenho na destruição dos biomas (para favorecer agronegócio, mineradoras e madeireiras), o ataque aos direitos dos trabalhadores e o desrespeito diário à Constituição e a ordem republicana.  

Não à conciliação com Bolsonaro. Impeachment já!

2) Contra a proposição por parte de comandantes da PM de atos antidemocráticos.

3) Repudia a recondução de Augusto Aras ao comando da PGR, por não constar das listas tríplices indicativas para o cargo.

4) Contra a ação de dirigentes esportistas e do Estado pela presença de público em eventos esportivos, até que se tenham completados os esquemas vacinais da população brasileira.

5) O governador Doria mandou recolher uma apostila de ciência que falava sobre diversidade sexual, afirmando que “não é razoável que crianças e adolescentes tenham esse tipo de assunto na escola”. Sem entrar no mérito da apostila, cujo conteúdo desconhecemos, observamos que há coincidência entre o pensamento de Doria e o de Bolsonaro e de qualquer um dos que já ocuparam e o atual ocupante do Ministério de Educação, com uma visão torpe da sexualidade impregnada de obscurantismo religioso.

Basta de ignorância. A educação sexual deve ser abordada na escola.