SARAU FAUSTO ANTONIO E PATUÁ DE PALAVRAS

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Para celebrar o Dia da Consciência Negra, a ADunicamp e a AGB Seção Campinas vão realizar no dia 22 de novembro de 2022 o Sarau Fausto Antônio – patuá de palavras. Nesse dia, a partir das 19h, receberemos, na ADunicamp, o escritor, campineiro, Fausto Antônio que nos falará sobre sua vasta e rica obra literária que entrelaça identidade negra, tradição oral, cultura afro-brasileira e análise crítica da sociedade. Além do escritor, receberemos também outros convidados e convidadas, escritores e escritoras, que vão declamar poemas ou passagens das obras de Fausto Antônio.

— SARAU FAUSTO ANTONIO E PATUÁ DE PALAVRAS — ADunicamp

A abertura do Sarau será feita por meio da inauguração da exposição Patuá de Palavras de Fausto Antonio, com poemas visuais criados pelo autor, que ficará aberta à visitação do público até 10 de janeiro de 2023, no Pátio da ADunicamp.

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Às 19h30, na praça da ADunicamp, será desenvolvido o Sarau. Além de Fausto Antônio e escritores e escritoras convidadas, o microfone estará aberto ao público para que também possa declamar poemas e poesias. Teremos também, para deixar o Sarau ainda mais contagiante, a presença da musicista (ou do músico).

Programação do dia

Das 19h às 19h30 – Abertura da exposição Patuá de Palavras de Fausto Antonio (Pátio da ADunicamp), que ficará no Pátio da ADunicamp até o dia 10 de janeiro

Das 19h30 às 22h – Sarau Fausto Antonio (Praça da ADunicamp)

Sobre Fausto Antonio

“Carlindo Fausto Antônio é natural de Campinas-SP, onde trabalhou como professor da Rede Municipal de Ensino, atuando como ‘Educador Étnico’ no desenvolvimento de cursos voltados para a implementação da Lei 10.639 (Ensino de História da África e das culturas africana e afro-brasileira). Nesse período, coordenou, na região sul de Campinas, o grupo de trabalho ‘Memória: Discutindo o Negro na Literatura Infantojuvenil’.

Além de graduado em Letras pela PUC-Campinas e Mestre em Ciências Sociais Aplicadas à Educação pela UNICAMP, Fausto Antônio é também, desde 2005, Doutor em Letras – Teoria Literária e História da Literatura – pela mesma Instituição, com a tese Cadernos Negros: esboço de análise. Nesse trabalho, empreende a leitura crítica de um percurso de vinte sete anos de publicação coletiva de autores afro-brasileiros, que vai de 1978 a 2004, situando-a historicamente. A tese descreve e analisa as recorrências pautadas pela produção literária e pela teoria desenvolvida pelos autores presentes nos Cadernos, com o fim de ressaltar questões que constituem uma rede polifônica de adesão à cosmogonia negra e aos lugares das noções textuais da negrura.

Atualmente Fausto Antônio é professor efetivo da UNILAB – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e atua no curso de Letras, sediado no campus de São Francisco do Conde, Bahia.

Sua primeira publicação em livro, Fala de pedra e pedra, data de 1986. No ano seguinte, integrou o projeto ‘Artistas Plásticos pela cidade’, coordenado pelo Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Em 1988, participou da Exposição de Poesia Concreta realizada na PUC-Campinas e na UNICAMP. Em 1989, divulgou textos seus na Exposição ‘Gestos e Manifestos – Poesia concreta’, que teve lugar no Museu de Arte Contemporânea da cidade.

Em 1991, vem a público seu segundo livro, Linhagem de pedra e outra pessoa, em que o poeta acerta em cheio no diagnóstico do processo de perda a que está submetido o sujeito na sociedade contemporânea. É também autor do romance Exumos, de 1995, além de duas peças teatrais: De que valem os portões (1992) e Arthur Bispo do Rosário, o Rei (1995), esta última reeditada em 2019. Em 2006, publicou duas coletâneas comemorativas: Vinte anos de prosa e Vinte anos de poesia. A partir de 2017, começam a vir a público suas narrativas infantojuvenis: Memória dos meus carvoeiros e No reino da carapinha, esta última já em segunda edição, ricamente ilustrada por Júnio. E, em 2019, o autor brinda seus leitores com o volume Patuá de palavras, o (in)verso negro, em que retoma experiências no campo da poesia concreta e estabelece um precioso diálogo entre palavra e imagem. Além de ser também exposição, o livro é enriquecido com fotografias de João Cícero.

Além disso, nas duas últimas décadas, Fausto Antônio vem também participando da série Cadernos Negros, editada em São Paulo pelo Coletivo Quilombhoje Literatura.

PUBLICAÇÕES

Obra Individual

Fala de pedra e pedra. Campinas: Selo Editorial RG. 1986. (poesia)

Linhagem de pedra e outra pessoa, Campinas: Selo Editorial RG, 1991. (poesia)

De que valem os portões. Campinas: 1992. (teatro)

Exumos. Campinas: Selo Editorial RG, 1995. (romance)

Arthur Bispo do Rosário, o Rei! Campinas: 1995. 2. ed. Londrina-PR: Galileu Edições, 2019. (dramaturgia).

Vinte Anos de Prosa. Campinas: Arte Literária, 2006.

Vinte Anos de Poesia. Campinas: Arte Literária, 2006.

Memória dos meus carvoeiros. Fortaleza: Edições UFC, 2017. (infantojuvenil).

No reino da carapinha. Fortaleza: Edições UFC, 2017. (infantojuvenil).

No reino da carapinha. 2. ed. Ilustrações de Junião. São Paulo: Ciclo Contínuo, 2018. (Infantojuvenil).

Patuá de palavras, o (in)verso negro. Com fotografias de João Cícero. Londrina-PR: Galileu Edições, 2019. (poesia e exposição).

A máscara falante. Ilustrações de Egas Francisco. Londrina-PR: Galileu Edições, 2020. (Infantojuvenil).

Não Ficção

Carnaval, Identidade Étnico-Cultural e Educação Não-Formal. (Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais Aplicadas à Educação). Campinas: UNICAMP, 1997.

Cadernos Negros: esboço de análise. (Tese de Doutorado em Teoria Literária). Campinas: UNICAMP, 2005.

Noções textuais da negrura na série Cadernos Negros. In: RIBEIRO, Esmeralda; BARBOSA, Márcio (Orgs.). Cadernos Negros. Três décadas. São Paulo. Quilombhoje / SEPPIR, 2008.

Fonte: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/258-fausto-antonio

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