Reunidos em assembleia nesta quinta-feira, 28, professores da Unicamp decidiram manter o “estado de greve” e reforçar a campanha em defesa da Universidade Pública na primeira semana de agosto, em conjunto com técnicos-administrativos e estudantes da Unicamp e em unidade com as entidades do Fórum das 6.

A assembleia decidiu também pela aceitação da proposta encaminhada pela Reitoria na questão das promoções/carreira de docentes e servidores técnico-administrativos, uma das reivindicações dos professores nas negociações em curso da data-base 2018. De acordo com a assembleia, a proposta da Reitoria será aceita, mas os professores continuarão reivindicando sua ampliação.

A Reitoria propôs que, caso haja uma arrecadação do ICMS acima dos R$ 97,9 bilhões previstos para este ano, 10% dos eventuais recursos adicionais destinados à Unicamp serão destinados para as promoções/carreiras de docentes e servidores técnico-administrativos, descontados o 1,5% de reajuste salarial e R$100,00 no auxílio alimentação.

A assembleia também decidiu que a ADunicamp deve participar da reunião técnica com o Cruesp, agendada para o dia 23 de julho em São Paulo e permanecer exigindo a retomada das negociações com o Cruesp por um reajuste digno. A entidade também deve participar do grupo de acompanhamento da evolução financeira da Unicamp, em conjunto com a Reitoria, que em agosto deve analisar a margem de progressões na carreira a ocorrerem.

Por decisão já tomada na assembleia do dia 6 de junho, no dia das reuniões de negociação com o Cruesp haverá paralisação dos professores na universidade. Marcou-se também a realização de uma nova assembleia na segunda semana de agosto.