A comissão de Mobilização Docente (CMD) da Unicamp vem a público externar seu repúdio ao Golpe de Estado, fruto do processo de impeachment da Presente Dilma Rousseff, que, além de não possuir uma base legal legítima, consistiu em um violento ato contra a decisão da maioria da população brasileira, consignada nos resultados das eleições presidenciais de 2014.

A CMD entende que tal processo se constitui, portanto, como evidência inequívoca de ruptura do Estado democrático de direito, cujos responsáveis, em um movimento reacionário, querem, de toda forma, desfazer conquistas sociais do povo brasileiro, a duras penas construídas e consolidadas desde a Constituição de 1988. Como docentes de uma universidade pública, não podemos ignorar esse momento pelo qual nosso país passa, em que o Estado mínimo é destacado e assumido como proposta, o que, entre outras coisas, põe em risco a própria luta por uma “Universidade pública, gratuita e socialmente referenciada”.

Nosso repúdio ao Golpe Parlamentar consumado não é, portanto, apenas uma questão de opinião política – de assumir posição contra ou a favor da presidente afastada -, ou mesmo de apoio partidário, mas de defesa de um regime democrático que respeite a decisão do sufrágio e permita reformas sociais e econômicas que atendam às necessidades e demandas sociais do povo brasileiro.

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