Reunidos em assembleia nesta quinta-feira, 09, professores da Unicamp decidiram manter o “estado de greve” e participar das manifestações do Dia do Basta no Largo do Rosário, no Centro de Campinas, a ser realizado nesta sexta-feira, 10, a partir das 16h.

A assembleia decidiu também seguir a indicação do Fórum das Seis para participar do ato/audiência pública que ocorrerá na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), dia 14, para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)/2019. O Fórum das Seis e as entidades representativas das universidades paulistas, com apoio da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas no Estado de São Paulo, reivindicam o aumento do repasse do ICMS-Quota Parte do Estado na LDO do ano que vem. Por decisão da assembleia, a ADunicamp vai disponibilizar transporte para os professores interessados em participar do ato/audiência pública. Para reservar vaga no transporte, será necessário entra em contato com a funcionária Rose  – rose@adunicamp.org.br / (19) 3521-2476 – até segunda-feira, dia 13.

DIA DO BASTA

O Dia do Basta, realizado por organizações da sociedade civil, entidades representativas dos mais diversos segmentos da sociedade e pelas centrais sindicais, deverá ocorrer em capitais e grandes cidades de todo o país.

Além da revogação das reformas Trabalhista e da Previdência, o Dia do Basta reivindica também a revogação da Emenda Constitucional 95, que congela os gastos públicos por 20 anos – com reflexos devastadores nos investimentos em ciência e tecnologia.

PROGRESSÕES NA CARREIRA

Terminada a assembleia, o presidente da ADunicamp, Wagner Romão (IFCH), se pronunciou sobre a questão das progressões de carreiras, um dos temas fundamentais das negociações em curso da Data-base 2018.

“Conforme pensávamos, as previsões catastróficas de queda abrupta na arrecadação do ICMS não se confirmaram. Provavelmente haverá um aumento na arrecadação do ICMS-quota-parte do Estado, sobre aquilo que havia sido previsto tanto pelo governo estadual como pelo Cruesp. E isso vai obrigar a Reitoria da Unicamp a ampliar as progressões, conforme acordo já firmado na negociações realizadas em junho. A ADunicamp está acompanhando e vai cobrar a Reitoria para o cumprimento do que foi acordado”, afirmou Romão.

 MOÇÕES

Os professores decidiram também, nesta quinta-feira, que a Assembleia passa a ser a signatária da NOTA DE REPÚDIO DA DIRETORIA DA ADUNICAMP AOS ATOS ARBITRÁRIOS CONTRA DOCENTES E CONTRA A UNIVERSIDADE, publicada em 2 de agosto e até então assinada pela diretoria da associação.

A assembleia aprovou ainda a publicação e divulgação, pela ADunicamp, de três moções, com os seguintes temas sugeridos pela plenário:

1) “A favor do ABORTO LIVRE, SEGURO E GRATUITO, COM EDUCAÇÃO PARA DECIDIR E ANTICONCEPCIONAIS PARA NÃO ABORTAR. ABORTO LIVRE PARA NÃO MORRER”!

2) “Homenagem ao Dr. Oswaldo Cruz pela sua imensa obra e seu compromisso gigantesco em favor da saúde pública, em ocasião do 146 aniversário do seu nascimento (5 de agosto)”. Essa homenagem, de acordo com os proponentes da moção, tem significado especial diante do atual quadro de desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Governo Federal.

3) Contra os cortes de recursos para Ciência e Tecnologia e, em especial, contra as ameaças de suspensão de bolsas de mestrado, doutorado, pós-doutorado e programas de formação de professores da rede básica em 2019.