A ADUNICAMP vem a público manifestar-se diante do impasse nas negociações entre os funcionários e Reitores das Universidades Paulistas.
Estamos diante de uma greve de funcionários das três universidades paulistas, greve esta pautada na reivindicação de um mesmo percentual de reajuste salarial para docentes e funcionários.
Se esta é a pauta dos funcionários neste momento, é importante lembrar que a luta em que hoje se encontram compõe um quadro mais amplo e nada recente, de desqualificação do conjunto dos trabalhadores das três universidades – docentes e funcionários, que se objetiva por uma política salarial injusta, que não acompanha os índices de arrecadação e, nem de longe, as perdas históricas em nossos salários.
Dividir e particularizar nossas pautas de reivindicação e bandeiras, se de imediato parece um estratégia adequada aos gestores, pois enfraquece nossos movimentos, também resulta em docentes e funcionários descrentes, submersos em condições de existência e trabalho desqualificantes, em universidades fracas, cuja qualidade, historicamente reconhecida em todo o Brasil e exterior, estará seriamente comprometida.
A luta dos funcionários é, portanto, de todos nós, pelo restabelecimento de uma política de valorização profissional coletiva e recuperação salarial, bem como pela reabertura do diálogo entre os reitores e os servidores das universidades. Diálogo respeitoso, não unilateral, que resulte em verdadeira negociação, não em imposição e intolerância.
Neste momento de conflito, a opção dos funcionários da Unicamp pela realização de vigília em frente à reitoria demonstra clara disposição em negociar, sem abrir mão de seu direito de reivindicar. Esperamos que, em atitude do mesmo quilate, a reitoria abra suas portas ao diálogo e à negociação, assumindo seu verdadeiro papel de mediadora e representante dos anseios e necessidades da comunidade universitária. Esperamos do mesmo modo que em todas as três universidades o diálogo se restabeleça.
Desta forma, apoiamos o movimento dos funcionários das três universidades, reconhecendo que a luta pela qualidade das universidades públicas paulistas e por justas condições de carreira e salário é a luta de todos nós.