Divulgado por solicitação de um grupo de Docentes, na condição de sindicalizados(as). O conteúdo do texto não reflete necessariamente a posição oficial da ADunicamp, nem de qualquer outra instância da entidade (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria). Toda e qualquer responsabilidade por afirmações e juízos emitidos cabe unicamente aos autores do texto.
  "Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade" (Florbela Espanca) Em resposta às críticas feitas no boletim "Diretoria ADunicamp: balanço de gestão 2016-2018 | Democracia, Autonomia e Participação: por uma universidade comprometida com a sociedade", os membros do CR Gestao 2016-2018 abaixo assinados gostariam de prestar alguns esclarecimentos. Em meio a várias realizações inegáveis apresentadas pela diretoria 2016-2018, nos causa espanto o uso da expressão "oposição sistemática" por seis vezes no texto, além de outras citações similares. Uma boa parcela deste boletim foi utilizada para criticar explicitamente a ação de um grupo de conselheiros que busca manter a atuação da Adunicamp dentro dos padrões éticos, legais e regimentais. Aparentemente, a ideia é inserir acusações falaciosas em meio a realizações da gestão para tentar dar a aparência de autenticidade a estas acusações. O texto afirma que os docentes deste grupo tentaram "impor a sua versão passando ao largo dos procedimentos internos da própria ADunicamp", afirmando ainda que não tinham familiaridade com certos aspectos de sua dinâmica. Esta crítica se dirige à notificação extrajudicial que alguns membros do CR encaminharam à diretoria pelas repetidas solicitações para se ter acesso aos comprovantes dos balancetes que deveriam ser aprovados. Basta ouvir os registros das reuniões do CR, aliás tornados públicos pela diretoria em plena campanha eleitoral, para perceber que este grupo de conselheiros solicitou repetidas vezes acesso a estes documentos, o que era seu direito e permitiria que cumprissem sua obrigação regimental. Alguns dos membros abaixo assinados já participaram de conselhos fiscais diversos e sabem que examinar os comprovantes dos balancetes é procedimento natural. A menção ao fato de o advogado desta notificação ser "advogado do MBL" evidencia a tentativa de desqualificação da reivindicação legítima dos conselheiros. Não interessa quem são os demais clientes do advogado, o fato é que a diretoria insistia em não atender as legítimas demandas dos conselheiros. Nenhuma demanda relativa às finanças "foge à alçada" dos conselheiros, ao contrário do que afirma o boletim. E é DEVER dos conselheiros "controlar tudo" que se refira às finanças da associação, pois o CR tem atribuições de conselho fiscal. Parece que a experiência sindical dos gestores os congelou no tempo, fazendo com que não estejam a par dos princípios de ética e transparência da gestão moderna, e das atribuições e prerrogativas de um conselho fiscal. A afirmação de que "A ADunicamp é uma entidade de direito privado, não se aplicando a ela as regras do direito ao acesso de dados vigentes no setor público." demonstra a má vontade desta diretoria em estabelecer padrões de transparência. Por uma questão ética, toda associação deve transparência aos seus associados, não importando seu regime de funcionamento. Todos os associados têm direito a acesso pleno a toda a documentação da entidade. Entretanto, alegando questões de segurança, a diretoria estabeleceu uma forma muito confusa de apresentar seus comprovantes, exigindo agendamento prévio e consulta em um único computador. Neste mesmo boletim, a gestão cita várias iniciativas para melhorar a comunicação, inclusive com fórum de acesso restrito aos conselheiros. Por que então não disponibilizar a documentação ali, com total segurança? O boletim ainda acusa os conselheiros de falta de compreensão do conceito "solidariedade". Ora, foi exatamente pela resistência em apresentar os documentos que podem esclarecer pontos obscuros dos balancetes, além das descrições inadequadas das entradas e saídas, que levaram os conselheiros a questionar as parcelas pagas mencionadas no boletim. O empréstimo ao STU foi questionado sim pelos conselheiros, pois os mesmos consultaram os representados de suas unidades, que, em esmagadora maioria, foram contrários a ele, a ponto de o mesmo ser rejeitado na primeira votação. Além disso, não foi apresentada nenhuma garantia para tal financiamento. Infelizmente a diretoria convocou conselheiros que nunca estiveram presentes nas reuniões anteriores para conseguir maioria e aprovar o empréstimo, apesar de o assunto ter entrado em pauta pela segunda vez na mesma gestão, o que é irregular. Nenhum dos conselheiros abaixo assinados é contrário ao apoio a entidades, desde que isso seja feito com critérios e aprovado pela maioria dos associados. Mesmo assim, o grupo de conselheiros que faz "apoio sistemático" à diretoria impôs sua vontade. Quando questionados durante as reuniões se haviam consultado os associados de suas unidades, estes conselheiros desviavam da resposta, evidenciando que votavam por convicção própria, e não como representantes dos associados de suas unidades. Aliás, o procedimento dos conselheiros abaixo assinados de consultar os associados de suas unidades foi criticado por vários dos demais conselheiros. Por mais que a diretoria afirme que não patrocina o projeto de cohousing, a publicação do livro caracteriza patrocínio sim. Novamente a maioria dos associados representados por nós foi contrária ao financiamento deste livro, mas novamente venceu o grupo que vota por convicção própria. Finalizando, lamentamos a postura agressiva do referido boletim que parece tentar justificar as falhas de gestão da atual diretoria com falácias direcionadas aos membros do CR que lutam para que esta associação se comporte como deve se comportar no Século XXI. Sugerimos aos afiliados que exijam transparência de seus representantes no CR, solicitando aos mesmos para serem informados dos assuntos a serem tratados nas reuniões e emitindo opinião a respeito da aprovação ou rejeição dos mesmos. Assinam os seguintes membros do CR da gestão 2016 - 2018: Angela Maria Moraes - FEQ Antonio Augusto F. Quevedo - FEEC Carmen Silvia Bertuzzo - FCM Elizabete Jordão - FEQ Francisco B. T. Pessine - IQ Heloise de Oliveira Pastore - IQ Jaime Frejlich - IFGW Leonardo Mendes - FEEC Maria Alvina Krahenbuhl  - FEQ Marcelo M. Guzzo - IFGW Meuris Gurgel Carlos da Silva - FEQ Paulo Lício de Geus - IC Samuel Rocha de Oliveira - IMECC Sérgio Santos Muhlen - FEEC