PEC DO TETO ENTRA EM VOTAÇÃO. 

TODOS NA ALESP NA PRÓXIMA SEMANA!

A PEC-05/2016, a chamada PEC do Teto, finalmente entrou em votação na noite desta quarta-feira, 15, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Ela teve 49 votos favoráveis, dos 51 presentes, e só não foi aprovada porque faltaram votos de mais oito deputados, devido ao baixo comparecimento na sessão.

Para ser aprovada ou rejeitada, a PEC precisa ter a maioria a qualificada de três quintos dos deputados que compõem a Alesp, ou seja, 57 votos. Assim, ela terá que ser votada novamente pelo plenário e poderá ser colocada em pauta já nas sessões da próxima semana.

Diante disso, a ADunicamp convoca os professores a integrarem as novas caravanas que serão realizadas nas próximas sessões legislativas, com o objetivo de convencer e pressionar os deputados a votarem favoravelmente à PEC-05.

A ADunicamp vai oferecer transporte para os professores interessados. Para reserva de vaga no veiculo, é necessário entrar em contato com o setor de apoio da ADunicamp –  falar com a funcionária Rose: (19) 3521 2476 / rose@adunicamp.org.br – até as 15 horas de segunda-feira, 19.

VITÓRIA

A votação desta quarta-feira foi uma grande vitória, não apenas porque a PEC foi finalmente colocada em votação pelo presidente da Alesp, deputado Cauê Macris (PSDB), após anos de pressões e recuos, mas também por ter chegado muito próximo ao número de votos necessários para a aprovação.

Os dirigentes das entidades sindicais ligadas ao serviço público no Estado de São Paulo já estão providenciando contatos com os parlamentares ausentes na sessão de quarta-feira. O objetivo é garantir a presença deles na próxima semana e, finalmente, obter a aprovação da PEC.

FALTAM 8 VOTOS! VAMOS LOTAR A ALESP TERÇA E QUARTA-FEIRA PRÓXIMAS E FAZER PRESSÃO SOBRE OS DEPUTADOS AUSENTES.


Assembleia decide negociar também perdas dos últimos 2 anos na data-base 2018

Reunidos em assembleia nesta quinta-feira, 15, professores da Unicamp decidiram acatar a segunda das duas propostas apresentadas pelo Fórum das Seis para as negociações da data base 2018. A proposta escolhida pela maioria dos presentes foi também a indicada pela diretoria da ADunicamp para a campanha salarial deste ano pois, além da reposição das perdas salariais dos últimos dois anos (de 6%), prevê a negociação de um plano de recuperação das demais perdas vinculado ao aumento do ICMS ao longo dos próximos meses.

A proposta derrotada propunha um reajuste total único em torno de 12%, como reposição salarial desde 2015.

A assembleia também decidiu que a diretoria da ADunicamp deverá levar ao Fórum das Seis a necessidade de inclusão, na pauta de negociações, do compromisso por parte do Cruesp de realizar as reuniões para tratativas da data-base 2018, já a partir de abril. E já agendar para o início de maio uma assembleia para avaliar a resposta do Cruesp à nossa pauta de reivindicações.

ADunicamp divulga moção de repúdio ao assassinato da vereadora Marielle Franco

A diretoria da ADunicamp repudia veementemente o assassinato planejado e covarde da vereadora e defensora dos direitos humanos Marielle Franco, do partido PSOL. Ações como essa abalam o estado democrático de direito e atentam à constituição de uma sociedade justa, democrática, ética e sem preconceitos.

Marielle, 38 anos, que foi a quinta vereadora mais votada no Rio em 2016, foi assassinada a tiros nesta quarta-feira, 14 de março, na região central do Rio de Janeiro, cidade sob intervenção federal militar na área da segurança pública. Foi também assassinado o motorista que a acompanhava, Anderson Pedro Gomes, sendo a assessora Fernanda Chaves a única sobrevivente do ataque. A principal hipótese com a qual a polícia trabalha, neste momento, é crime de mando ou execução.

A diretoria da ADunicamp considera que o assassinato de Marielle é mais um dos inúmeros atentados à liberdade de expressão e manifestação registrados no Brasil e agravados nos últimos meses.

MARIELLE

“Sou fruto do pré-vestibular comunitário”, disse Marielle Franco no evento Roda de conversa Mulheres Negras Movendo Estruturas, poucas horas antes de ser assassinada. Marielle, ativista negra e militante em direitos humanos, ingressou em curso pré-vestibular comunitário no complexo da Maré, uma das maiores favelas do mundo, em busca de uma chance nos concorridos vestibulares do Rio de Janeiro. Ela se formou pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Em sua ação na política partidária, já no PSOL, ela coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo, do mesmo partido.

Como vereadora, ela era também relatora da comissão criada na Câmara Municipal para fiscalizar a intervenção militar no Rio de Janeiro.

O assassinato da vereadora Marielle causou comoção e manifestações em todo o país. A anistia Internacional divulgou nota pedindo que o Estado, através dos diversos órgãos competentes, faça uma investigação imediata e rigorosa do assassinato da vereadora. “Marielle Franco é reconhecida por sua histórica luta por direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e moradores de favelas e periferias e na denúncia da violência policial. Não podem restar dúvidas a respeito do contexto, motivação e autoria do assassinato de Marielle Franco”.

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