Divulgação realizada por solicitação da Professora Eliete Maria Silva (FENF), na condição de sindicalizada, membro do Conselho de Representantes da ADunicamp e representante da entidade no Conselho Municipal de Saúde. As opiniões expressas nos textos assinados são de total responsabilidade do(a)s autore(a)s e não refletem necessariamente a posição oficial da entidade, nem de qualquer de suas instâncias (Assembleia Geral, Conselho de Representantes e Diretoria).

O Conselho Municipal de Saúde apóia totalmente as investigações que estão sendo feitas na gestão municipal da saúde do município e na gestora do Hospital Ouro Verde a Organização Social “Vitalle Saúde”.
Desde o início desse ano temos feito várias denúncias sobre o mal funcionamento do Hospital Ouro Verde, sobre o atraso de pagamento para seus trabalhadores, da falta de materiais, e sobre as restrições do acesso dos usuários decorrentes desses fatos.
Em 24 de agosto entregamos ao Prefeito Municipal um abaixo assinado com mais de 26.000 assinaturas de cidadãos campineiros em que solicitávamos, entre outras providências, que a gestão garantisse o pleno funcionamento daquele hospital sob gestão da Organização Social Vitalle Saúde. Não recebemos resposta até hoje a nenhuma de nossas solicitações.
Cópia desse mesmo abaixo assinado foi entregue na mesma data ao Ministério Público do Estado.
Em 14 de Novembro de 2017 fizemos, junto com diversos sindicatos de trabalhadores, uma manifestação na porta do hospital em protesto contra as precárias condições de funcionamento.
Apoiamos publicamente os trabalhadores do hospital quando entraram em greve por seus salários atrasados pedindo urgência na intervenção da Secretaria de Saúde na resolução do problema para que os usuários do SUS Campinas não sofressem mais restrições ao seu acesso.
Em audiência com o Secretário de Saúde abordamos a questão do Hospital e fizemos as mesmas reivindicações.
Nas reuniões plenárias do CMS recebemos queixas recorrentes das restrições do acesso ao Hospital Ouro Verde. Alem disso o Secretário de Saúde não comparece, sistematicamente nessas reuniões para debatermos diretamente as queixas.
Na avaliação da Prestação de Contas do 2º Quadrimestre fizemos duas ressalvas relativas à gestão da Vitalle Saúde. A primeira contra a privatização da gestão através de Organização Social que tem colocado serviços do SUS na mão de predadores de recursos públicos em todo o país e a situação de Campinas é só mais uma consequência desse nefasto processo. Na segunda ressalva pedimos urgência na resolução dos problemas específicos da relação Prefeitura e a Vitalle que trazem como consequência última que os recursos públicos investidos no hospital não sejam colocados a serviços da população.
Dessa forma a posição do Conselho é de apoio total às investigações. Que elas sejam completas e profundas e que, sobretudo se devolva aos cidadãos em serviços de saúde de qualidade os recursos públicos que foram desviados.

Maria Haydée de Jesus Lima
Presidente do Conselho Municipal de Saúde
Campinas, 30 de Novembro, de 2017